AS ELEIÇÕES DE DOMINGO E O FUTURO DE CAETANO E ELINALDO
OS 200 MIL VOTOS QUE DEFINEM OS RUMOS DAS PRINCIPAIS LIDERANÇAS DE CAMAÇARI
Cenários Sem avaliações seguras para medir o humor do eleitor a 6 dias do seu encontro com a urna, resta esperar o próximo domingo (4/10) para verificar o comportamento dos cerca de 210 mil aptos a votar de Camaçari.
Cenários 2 No principal desfile comemorativo pelos 268 anos de emancipação, nesta segunda-feira (28), na sede do município, o placar foi de equilíbrio. Os grupos do atual alcaide, o petista Luiz Caetano, e o antecessor Antonio Elinaldo (União) mantiveram a mesma régua exibida nas manifestações cívicas anteriores, no 7 de Setembro, e nos festejos emancipatórios em Barra do Pojuca e Vila de Abrantes.
Cenários 3 Só os números finais das urnas, na noite de domingo, vão definir os movimentos nos próximos 2, 4 anos no tabuleiro político municipal.
Cenários 4 São elementos nesse cálculo do time vermelho situacionista as votações de Jerônimo, dos senadores Wagner e Rui, a reeleição da deputada federal Ivoneide Caetano. Fecha essa equação na banda petista/caetanista a conquista de uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa (ALBA) pelo companheiro de legenda, o vereador Tagner Cerqueira. Os números de Lula estão em outra órbita e ultrapassam a militância.
Cenários 5 Na matemática do time azul, comandada pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), o objetivo é somar votação consistente como deputado estadual no município, já que é consenso entre governistas e oposicionistas a sua vitória entre os mais votados para a ALBA. Fecha a parte mais significativa desse cálculo o número de apoios locais com a repetição da vantagem do seu candidato sobre o petista Jerônimo. E, mais importante, a eleição de ACM Neto para o governo do estado.
Cenários 6 Nessa medição de forças paroquiais também contam os números de votos dados aos senadores do grupo: Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
Cenários 7 Na conta do time azul, com menor peso no quadro local, mas com importante demonstração de força política do grupo, entram as votações dos federais Paulo Azi e Manoel Rocha, todos do União.
Cenários 8 Tanto para Caetano, como para Elinaldo, as vitórias dos seus candidatos a governador são de grande importância no desenho eleitoral da sucessão de 2028 e anos seguintes.
Cenários 9 Para Caetano, na condição de governista, a vitória de Jerônimo é fundamental para manter o fôlego, independente da manutenção de Lula no poder. Mesmo com o seu principal adversário sem o governador, o mandato de deputado estadual de Elinaldo cacifa e coloca o ex-alcaide em condição privilegiada na sucessão municipal.
Cenários 10 Criticada até por aliados, a gestão 04 de Caetano tem sido marcada por mais erros que acertos. Os mais 4 anos com um governador aliado, em caso de reeleição de Jerônimo, não coloca o petista no céu. Com dificuldades no crescimento de aprovações à sua gestão, Caetano vai ter que redesenhar seu governo se quiser chegar com seu grupo em condições reais de competitividade em 2028.
Cenários 11 Outro fator nessa equação é o tamanho da ajuda de Caetano a Jerônimo nas urnas de Camaçari. Mantidas as previsões de votação menor que ACM Neto, mesmo com a reeleição do governador, o petista vai ter que ceder espaço com ajuda externa para arrumar a casa e se preparar para 2028.
Cenários 12 Sem a reeleição de Jerônimo, principal responsável pela seu mandato-04, em 2022, e padrinho da gestão com a manutenção de parte da máquina municipal com recursos do estado nesses dois anos, a situação do alcaide Caetano entra em modo alarme.
Cenários 13 Quadro de fragilidade política se agrava e vai para a luz vermelha com a muito pouco provável, mas não impossível, derrota da sua esposa para o Congresso. Em menor peso, mas com significativa demonstração de perda de força é a não eleição do pupilo Tanger para a ALBA.
Cenários 14 Nesse ambiente adverso, Caetano terá os próximos dois anos de dificuldades e evaporação de parte de sua base de apoio. Na tradição de Camaçari, parte dessas ´lideranças` migra sempre em busca de sombra e água fresca. Nessa conjuntura terá disposição para disputar o quinto mandato aos 74 anos? Ou indica um sucessor que sequer existe sinalização de quem seja.
Cenários 15 Elinaldo também terá dificuldades sem Neto no governo. Apesar do discurso de oposição numa cidade dividida desde as eleições de 2024, deve experimentar recuo no seu grupo. Alianças com antigos e novos aliados ganham outra configuração.
Cenários 16 Sem o governador, encolhimento do oposicionista Elinaldo pode começar já neste ano com derrota do seu grupo na eleição da Mesa da Câmara de Vereadores, biênio 2027-2028.
Cenários 17 Dificilmente mantem a atual maioria de 12 dos 23 vereadores necessárias para seguir com o comando da presidência da Casa, segunda máquina em poder no município, depois da prefeitura.
Cenários 18 Perde, ao menos, um votinho necessário para virar o placar em favor de Caetano, na disputa prevista para depois das urnas de outubro. Já tem vereador pressionado que não vai resistir e deve se render ao poder da máquina do Governo do Estado.
Cenários 19 Falta pouco para esses agentes políticos conhecerem esse novo cenário e quais movimentos terão de adotar.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
29setembro2026 Fechamento: 12h35