Estratégia eleitoral
O jogo eleitoral, valendo pontos na tabela, começa na próxima nessa 4ª semana de agosto. Assim como dizia um técnico famoso do futebol “o crack se identifica no arriar das malas”, enquanto as capas pretas da política argumentam “que urnas e barriga de mulher só se registra o sexo após o parto.
O fato é que os candidatos, após o registro que se conclui na sexta (14.08), preparam o lançamento de suas campanhas buscando impactar o público e colocar o pé na estrada. As chapas federais majoritárias de maiores expressões escolheram o centro sul (Lula (PT) em São Paulo, Flávio (PL) no Rio de Janeiro). O governador Jerônimo (PT) assim como o ex-prefeito ACM Neto (UB) devem definir os locais do encontro festivo com os militantes nas próximas horas.
Em Camaçari a expectativa de boa receptividade para os nomes de Lula (PT) Jerônimo (PT) cuja campanha deve ser conduzida pelo prefeito Luiz Caetano, Deputada Ivoneide (PT) e o vereador Tagner Cerqueira (PT), embora o candidato da União Brasil ter como representante local o ex-prefeito Antonio Elinaldo (UB) e a tradição de boas votações no município. Assim, os holofotes miram a representação local na Assembleia Legislativa, uma disputa entre o vereador Tagner Cerqueira (PT) e o ex-prefeito a Antonio Elinaldo (UB) e o nível de influência que o prefeito dispõe para transferir votos para a Deputado Ivoneide.
Profissionais e palpiteiros políticos indicam que para um candidato à Câmara dos Deputados ou à Assembleia Legislativa, a postura ideal diante da complexidade sociocultural brasileira envolve equilibrar proximidade e representatividade com capacidade técnica e efetividade. O eleitor busca conexão empática e identificação cultural, mas também exige utilidade prática do mandato (projetos de lei relevantes, destinação de recursos e resolução de problemas reais do cotidiano). O eleitorado rejeita figuras que aparecem apenas em período eleitoral. A postura deve ser de presença constante nos territórios, dialogando com lideranças comunitárias, associações de bairro, conselhos e grupos locais.
Estruturar uma estratégia de comunicação eleitoral parlamentar voltada para pautas socioculturais e comunitárias exige transitar entre a escuta territorial no chão do bairro e a comunicação digital altamente segmentada. Diferente de campanhas para cargos Executivos, a eleição parlamentar (Assembleia Legislativa ou Câmara Federal) baseia-se na criação de nichos de identificação densos, onde o candidato é enxergado como um verdadeiro legitimador e defensor de causas locais.
Antes de disparar conteúdo ou produzir materiais, é essencial realizar um diagnóstico detalhado dos territórios e grupos de interesse. Natural que se produza um mapeamento que identifique bairros, comunidades e distritos onde as pautas socioculturais (cultura popular, esportes comunitários, saúde da família, coletivos jovens, associações de moradores) têm forte liderança. Caracterizar liderança local, pessoas engajadas em projeto cultural, agente comunitário de saúde e os moradores que buscam melhorias no bairro e defende defendem a preservação da identidade cultural e tradições locais, assim como pontos que a afligem (falta de equipamentos públicos, transporte, unidades de saúde.
O candidato deve ser percebido como alguém que vem da comunidade ou que vive a realidade da ponta, e não como uma figura externa que surge apenas em ano eleitoral. A história pessoal do candidato deve se cruzar organicamente com a história das lutas comunitárias da região. Focar na "voz e recursos” no sentido de mostrar que o parlamentar na Assembleia ou na Câmara Federal é a ponte direta para trazer emendas orçamentárias, fiscalizar serviços estaduais/federais e aprovar leis de proteção às pautas daquela região.
O juiz determina o início da disputa, que seja leal e vença os escolhidos democraticamente pela população.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com
Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor
15agosto2026