Cerca de 2 mil pontos de atendimento fechados nos últimos 12 meses até junho deste ano (2026) e 14,3 mil funcionários demitidos. Esse é o balanço do sistema bancário brasileiro que os analistas de mercado chamam de “redução de footprint”, ou pegada física, no caso agências no modelo tradicional. Processo de ajuste dos bancos ao mundo digital, com cada vez menos empregados, é mais intenso nos trê smaiores bancos em operação no Brasil.
Na lista, o Itaú e o Santander foram os que mais reduziram pessoal. Já o Bradesco foi o que mais fechou pontos de atendimento (agências e PABs). O Santander cortou 6,6 mil no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2025. O Itaú vem sem seguida com 5,3 mil demissões. O Bradesco demitiu 2,4 mil.
Esse processo ganhou força ao longo da última década, e principalmente depois da pandemia, quando o fluxo de clientes nas agências registrou significativa queda. Com a ascensão dos bancos digitais (sem agências) e sistemas mais modernos e foco em aplicativos intuitivos, as fintechs, como também são chamados, conseguem atender o cliente com uma estrutura de custos menor. Essa vantagem chega a clientes mais difíceis de rentabilizar, como consumidores de menor renda.
O Itaú tem atualmente 2,2 mil agências e pontos de atendimentos, além de 90,4 mil funcionários ao todo. Antes da pandemia, ao final de 2018, tinha 4,9 mil pontos e 100,3 mil funcionários.
No Bradesco tem atualmente 4,1 mil pontos de atendimento. Em 2018 eram 9,3 mil pontos e outros 39 mil correspondentes bancários.
O redesenho das estruturas reduziu custos. No Bradesco os gastos com instalações, que incluem manutenção, conservação de bens e aluguéis, recuou quase 10% na comparação anual do primeiro semestre, a R$ 1,04 bilhão.
O Santander avançou no que chama de “otimização da força de trabalho” e registrou uma queda anual de 33% nas despesas com alugueis no segundo trimestre, a R$ 100 milhões. Banco tem atualmente 1,6 mil agências e postos de atendimento.