O endividamento das famílias brasileiras aumentou a atingiu o percentual de 82% em julho deste ano. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esse é o maior nível da série histórica pelo sexto mês consecutivo.
Na comparação com junho (81,6%) o avanço é de 0,4 ponto percentual e de 3,5 pontos percentuais em relação a julho de 2025 (78,5%).
Já na questão de incentivo à regularização de débitos, a taxa de inadimplência geral teve uma leve redução, de 29,9% em junho para 29,8% em julho.
Em contrapartida, a pesquisa do CNC mostrou que o tempo médio de atraso das contas teve uma nova redução pelo terceiro mês seguido, caindo para 64,6 dias – o menor patamar observado desde dezembro de 2025 (64,3 dias).
Além disso, a fatia de inadimplentes com atrasos superiores a 90 dias recuou para 48,5%, menor proporção desde agosto de 2025.
Ao serem questionados sobre suas percepções, 35% dos entrevistados declararam-se pouco endividados, ante a 34,2% registrado em julho. Já entre os que se consideram muito endividados, o percentual oscilou de 17,2% para 17,1%.
O tempo médio de atraso das contas teve uma nova redução pelo terceiro mês seguido, caindo para 64,6 dias – o menor patamar observado desde dezembro de 2025 (64,3 dias). A fatia de inadimplentes com atrasos superiores a 90 dias recuou para 48,5%, menor proporção desde agosto de 2025.
A inadimplência caiu entre quem ganha acima de três salários mínimos entre junho e julho, a população de menor renda concentrou a piora nos indicadores de atraso. Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, a proporção de endividados aumentou para 84,9% em julho (ante 84,7% em junho e 81,2% em julho de 2025).
Por outro lado, as famílias com renda acima de 10 salários mínimos registram o maior aumento do volume de endividamento no ano, mas seguem em queda de inadimplência, reduzindo o percentual de contas em atraso de 15,4% em junho para 15,1% em julho.
Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o aumento do endividamento por seis meses seguidos "tem impactos que são sentidos em curto e médio prazo, não só no comércio".
Ainda segundo a CNC, há sinais positivos, seja pelo pagamento de dívidas por meio do programa federal, ou pelo aumento da massa de rendimentos e ocupação. No entanto, os dados apontam para a necessidade de avançar com medidas "que aliviem o bolso do trabalhador e, consequentemente, estimulem uma melhora do setor produtivo”, acrescentou Tadros.