O endividamento das famílias brasileiras continuou praticamente estável em outubro e acima dos 81%. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) houve uma pequena oscilação para 81,6%, ante 81,7% registrado em setembro. Número indica que mais de oito em cada dez famílias brasileiras possuem algum compromisso financeiro a vencer.
Já a inadimplência, que corresponde à parcela de consumidores com contas em atraso, apresentou recuo de 0,3 ponto percentual, passando de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, menor nível desde o início do ano.
Na análise por faixa de renda, as famílias que recebem mais de dez salários mínimos registraram o maior recuo no endividamento, de 71,9% para 71,5%. Já entre aquelas com renda de cinco a dez salários mínimos, o indicador avançou de 77,9% para 79,3%.
Em relação à inadimplência, o grupo com renda de até três salários mínimos foi o único a apresentar aumento, ainda que discreto. Entre as famílias que recebem mais de dez salários mínimos, o indicador permaneceu estável em 15%.
Ainda segundo a pesquisa da CNC, o tempo médio de atraso das dívidas caiu de 65,3 para 65,1 dias. Os atrasos que ultrapassam 90 dias repreesentam 48,8% dos débitos. As famílias que comprometem mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas reprersentam 19,3%.
"O estrato que recebe até três salários mínimos registrou aumento nessa taxa de inadimplência em outubro, subindo para 38,6% (contra 38,5% em setembro). Nesse mesmo segmento mais vulnerável, o percentual de famílias que admitem que não terão condições de quitar seus débitos atrasados fechou o mês em 18,3%”, detalhou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.
O percentual de consumidores que se consideram muito endividados recuou para 16,8% em outubro, enquanto a parcela de famílias que se consideram pouco endividadas avançou para 35,8%.