Jogada A gestão do alcaide petista Luiz Caetano segue usando táticas ineficientes e perdendo jogadores. Passes errados e jogadas sem gol podem conduzir sua seleção para um desfecho parecido com o da equipe verde-amarelo comandada pelo italiano Carlo Ancelotti. O primeiro teste será daqui a exatos 90 dias, nas urnas de outubro, quando precisa assegurar vantagem para seu grupo.
Jogada 2 Esse movimento vem se caracterizando pelas críticas de aliados à gestão. Desempenho tem gerado reflexos ainda mais duros com a saída de apoiadores históricos, e nem tanto, da estrutura do governo municipal.
Jogada 3 Esse jogo começou a ganhar corpo já com os primeiros seis meses da gestão, considerados muito aquém. Aliados e até adversários diziam que era pouco para um experiente Caetano com 3 mandatos no comando de Camaçari, passagens pelo primeiro escalão do governo estadual, e experiências nos legislativos municipal, estadual e federal.
Jogada 4 Praticamente sem gols no segundo semestre, movimento de desconforto ganhou tração em setembro com a primeira saída. Candidata a vereadora que somou 1.285 votos e a quarta suplente do partido, Ara Brasil deixou o cargo na gestão municipal reclamando da falta de apoio político e total ausência de estrutura para “virar a chave”.
Jogada 5 Casada com o presidente do PT estadual e com fortes ligações com o partido que tem seu pai, Carlos Silveira, como um dos fundadores da legenda em Camaçari, Ara não deixou a base governista, apenas trocou de missão, agora no governo federal.
Jogada 6 Outro que deixou o governo no ano passado foi Tata Ricardo, que ocupava a direção do Arquivo Público. Liderança do terreiro de Candomblé Lembá, mesmo sem trajetória política, o sacerdote tem peso no complexo universo da política em Camaçari.
Jogada 7 Pelos mesmos motivos: falta de espaço e apoio para desenvolver projetos e fortalecer a gestão, lista engordou neste ano com a professora Estelita de Cristo (Avante), Bispo da Cultura e Marcia Guimarães.
Jogada 8 Produtor, diretor de teatro e agitador cultural, Bispo era gestor do Teatro Alberto Martins (TAM) desde o começo do governo 04 de Caetano. Sem meias palavras anunciou nas redes sociais que estava cansado. Não era reconhecido e até ´desrespeitado` completa uma fonte da Coluna.
Jogada 9 Com trajetória de 20 anos no PT, o agora ex-petista era muito mais que um simples militante. Tem história no partido, onde ocupou a vice e a presidência municipal, com a conquista de espaços na formulação de políticas públicas.
Jogada 10 Falta de estrutura para fazer o que mais gosta e sabe, a produção cultural, ganhou reforço com a renumeração de pouco mais de R$ 3,4 mil. Seu esforço destoava de outras figuras do governo, sem os resultados esperados, mas com um passe mensal 3,4 vezes mais gordo.
Jogada 11 Nesse gramado de insatisfações com raízes e nuances diferentes, o mais novo desfalque é Marcia Guimarães. Esposa do ex-vereador e liderança na região de Abrantes, segundo colégio eleitoral do município, Cleber Alves, também com cargo na gestão, Marcia foi a última a sair. Entregou o cargo de assessora especial com salário de R$ 10 mil. Assim como Ara e Estelita, Marcia Guimarães sai do governo mas não deixa a base situacionista.
Jogada 12 Filiada ao MDB, partido do conjunto de forças lideradas pelo governador e candidato a reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), Marcia Guimarães deve sair candidata a deputada federal. Ainda segundo fontes da Coluna, que tentou falar com a pré-candidata até o fechamento desta edição, Marcia Guimarães faz dobradinha com um estadual da legenda comandada pelos irmãos Geddel e Lucio Vieira Lima.
Jogada 13 Saída de lideranças de cargos da máquina e queixas sobre a gestão tem gerado muito mais que desconforto na base. Reduz a confiança no governo e, por tabela, influencia no humor do eleitor.
Jogada 14 A troca de times dessas lideranças implica na formação de novas duplas de atuação nas disputas para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Jogada 15 Perdem votos sem essas tabelinhas a deputada federal e candidata a reeleição Ivoneide Caetano e o também petista, vereador Tagner Cerqueira, que tenta pela primeira vez uma vaga no Legislativo Estadual.
Calibre Camaçari fechou junho com 6 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, não houve alteração no número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) em relação a maio, também com 6 assassinatos.
Calibre 2 Nesse processo de violência, apesar dos números mostrarem queda nos últimos anos, a Coluna destaca em junho a morte de um bebê. Gael Almeida, de 1 ano, foi atingido por disparo de arma de fogo durante um suposto ataque a seus familiares, na noite do dia 5 de junho, no bairro Gleba A, sede do município. Ainda segundo relatos da polícia, os disparos teriam sido realizados por um homem encapuzado.
Calibre 3 O mês de junho deste ano também aparece como o segundo com o menor número de assassinatos desde 2017. Fica atrás apenas de abril deste ano, com 4 registros.
Calibre 4 Camaçari registrou 47 assassinatos nos seis primeiros meses do ano. Soma da Coluna, entre janeiro e junho deste ano, comparada com o mesmo período de 2025 mostra que 2026 registrou queda de 30 assassinatos e distante dos 77 contados no ano passado. Junho repete maio e segue com o menor número de assassinatos se comparado com todos os seis primeiros meses do ano desde 2017.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
6julho2026 Fechamento: 17h40