A Bahia celebra nesta quinta-feira a sua mais importante data. O 2 de Julho festeja a vitória dos brasileiros com a expulsão das tropas portuguesas em 1823, um ano depois da declaração de independência do Brasil. Data é considerado pelos baianos como a "verdadeira independência do Brasil".
Neste ano, as celebrações pelos 203 anos reúnem missa, shows e o tradicional desfile cívico com os carros do Caboclo e da Cabocla da Lapinha até o Campo Grande.
Os festejos começaram em 25 de junho em Cachoeira, cidade heroica que foi o quartel-general das tropas brasileiras. Prosseguiu com os fogos simbólicos do Recôncavo Leste de Cachoeira e o do Recôncavo Norte de Mata de São João em direção ao bairro de Pirajá, em Salvador. Cerimônia de chegada da chama ao Largo de Pirajá, com hasteamento das bandeiras, execução do Hino Nacional, acendimento da pira e homenagem ao general Labatut acontece nesta quarta-feira, véspera do grande desfile. Programação inclui a tradicional missa na Catedral de Salvador, no Centro Histórico.
O 2 de Julho começa com alvorada com queima de fogos no Largo da Lapinha, seguida do hasteamento das bandeiras por autoridades, com execução do Hino Nacional pela Banda de Música da Marinha do Brasil.
O desfile cívico, puxado pelo Caboclo e pela Cabocla, símbolos da presença da população nas lutas, começa às 9h.
Festa terá as participações dos Caboclos de Itaparica, fanfarras municipais, estaduais e da Região Metropolitana de Salvador, filarmônicas e grupos populares e grupos culturais.
Desfile segue até a praça da Sé e na parte da tarde cumpre a segunda etapa até o Campo Grande, onde fica o monumento ao 2 de Julho. Solenidade será encerrada como acendimento da pira. Em seguida acontece e uma ampla programação cultural até domingo.
A tradicional Volta da Cabocla acontece na tarde do domingo, dia 5, quando os símbolos deixam o Campo Grande e retornam ao Pavilhão da Lapinha, acompanhados pela orquestra do maestro Reginaldo de Xangô.