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Brasileiro se divide entre o otimismo e a apreensão sobre os impactos da IA

Pesquisa Observatório da Federação Brasileira de Bancos (febraban), mostra que os brasileiros se dividem entre o otimismo e a apreensão sobre os eventuais impactos da inteligência aertificial (IA). Ralizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) o levantamento mostra que quase a totalidade dos entrevistados (92%) já ouviu falar sobre a IA, enquanto outros 60% consideram ter informações sobre a ferramenta.


Ainda segundo a pesquisa 30% expressaram uma combinação de entusiasmo com preocupação, enquanto 29% citaram preocupação isolada e outros 25%, entusiasmo isolado.


Ainda conforme a sondagem, 35% dos participantes acreditam que a IA trará tanto benefícios quanto prejuízos para a sociedade brasileira. Uma parcela semelhante (34%) entende que os benefícios vão superar os prejuízos, ante 17% que esperam o oposto disso. No mercado de trabalho, pouco mais da metade dos integrantes (51%) indica muito ou algum receio de perdas no campo profissional por conta da IA.


Os impactos sociais também aparecem como  temor do brasileiro. Na pesquisa, 84% dos entrevistados se mostram preocupados com golpes, fraudes e crimes digitais em decorrência da IA. Um número menor, mas  alto (77%) mostra preocupação com vídeos e áudios falsos influenciando eleições. 


A pesquisa também expõe o temor das pessoas em relação a impactos sociais. Do total, 84% dos brasileiros estão preocupados com golpes, fraudes e crimes digitais em decorrência da IA, comparado com 77% que mostram preocupação com vídeos e áudios falsos influenciando eleições. Em menor grau, mas ainda majoritário, o receio sobre os efeitos ambientais de data centers foi citado por 58% da amostra.


Dos entrevistados, 69% acreditam já ter tido contato com a IA em serviços como atendimento automático, recomendações de conteúdo, reconhecimento facial, aplicativos diversos, bancos ou compras diversas. Por outro lado, apenas 34% avaliam conseguir reconhecer sempre ou quase sempre esse tipo de conteúdo, ante 39% que o identificam só às vezes, e 24%, que o fazem raramente ou nunca.


Sobre regulação da IA, as opiniões  se dividem. Para 36%, as regras atuais são frouxas demais, ante 34% que consideram que as normas estão na medida certa e 12% que as classificam como rígidas demais. Uma parcela pequena (5%) opina que não deveria haver regras específicas.


Para 35% dos entrevistados, a maior responsabilidade por garantir o uso seguro e ético da IA cabe ao governo federal e aos órgãos reguladores. Já o desejo pela criação de novas leis pelo Congresso foi mencionado por 11% dos entrevistados. A corresponsabilidade das empresas concentrou o mesmo porcentual (19%) das citações sobre o dever ser compartilhado por toda a sociedade (19%). Em patamar secundário, a academia e as entidades de defesa do consumidor foram lembradas por 4% dos participantes cada.

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