O programa de renegociação de dívidas dos brasileiros, o Desenrola 2.0 conta com a aprovação da maioria da população. Segundo a pesquisa Genial/Quaest, 50% dos entrevistados considera o programa uma boa ideia por ajudar brasileiros. Outros 23% avaliam que a iniciativa é ruim por estimular novo endividamento.
O levantamento mostra que 38% avaliam que o programa do governo federal vai ajudar muito as pessoas a saírem da situação de endividamento. Outros 27% dizem que deve ajudar um pouco, enquanto 33% afirmam que não vai ajudar.
Outros 22% afirmaram que o programa pode ajudar parcialmente, mas não resolve estruturalmente o problema das dívidas. Já 5% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento que ouviu 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de maio, também mediu a receptividade a uma das contrapartidas previstas pelo governo federal. A proibição temporária de apostas online para beneficiários que aderirem ao programa tem apoio maciço de 79% dos entrevistados, ante 16% contrários.
A nova etapa do Desenrola amplia o alcance do programa para brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, e permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026. As condições incluem descontos entre 30% e 90%, juros limitados a 1,99% ao mês e prazo de até 48 meses para pagamento.
Na primeira edição do Desenrola, encerrada em 2024, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53 bilhões em dívidas. Nesta segunda edição a previsão é de beneficiar 20 milhões de brasileiros.