O que será que será?
O cenário eleitoral para 2026, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principais protagonistas, reflete uma polarização consolidada, com recortes regionais bastante definidos até o momento.
As pesquisas mais recentes indicam um cenário de empate técnico na disputa nacional, especialmente em um eventual segundo turno, com variações significativas dependendo da região do país. A distribuição das intenções de voto segue, em linhas gerais, tendências observadas em pleitos anteriores, mas com dinâmicas próprias:
O Nordeste é a região onde o presidente Lula mantém a maior vantagem e base de apoio consolidada. Programas sociais são apontados como um fator de influência determinante nesta região. O Sul, historicamente, apresenta maior adesão à candidatura da direita. Pesquisas recentes em estados como o Rio Grande do Sul indicam uma liderança expressiva do senador nesta área.
No Norte e Centro-Oeste são regiões onde Flávio Bolsonaro também aparece à frente nas intenções de voto, alinhando-se a um perfil do eleitorado com maior resistência às pautas e à gestão do atual governo federal. No Sudeste, a região mais populosa do país concentra a disputa mais acirrada e volátil. O cenário é de empate técnico, com oscilações frequentes que mostram uma divisão clara entre os dois candidatos. Sendo um terreno decisivo para a definição do pleito a presença do ex-prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro e a composição de chapa com Haddad, Marina Silva e Simone Tebet em São Paulo poderá minimizar a diferença regional estabelecida no último pleito majoritário.
Como a campanha ainda não se iniciou oficialmente, o cenário permanece dinâmico. Estudiosos e cientistas políticos sinalizam que as articulações partidárias, o desempenho da economia e a condução das pautas de costumes e segurança pública serão fundamentais para a mobilização do eleitorado contrários, assim como indecisões nos próximos meses.
A Bahia não se distancia muito do cenário nacional. Jerônimo Rodrigues (PT) tem se movimentado com maior desenvoltura que o adversário ACM Neto (UB), às voltas em se distanciar das acusações de ter recebido recursos financeiros do esquema do Banco Master.
Em Camaçari o quadro não permite visualizar qual a estratégia a ser definida e executada para o enfrentamento da oposição local. A articulação Governo Federal/Governo Estadual/Prefeitura Municipal projeta a conclusão de obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, com ênfase na área da saúde (Policlínica na sede, UPA de Arembepe e de Monte Gordo), assim como continuidade das intervenções urbanísticas no Rio Camaçari, modernização do eixo central de Monte Gordo (contorno em direção a praça do mercado municipal) e melhorias na Av. Acajutiba.
Observadores e influenciadores políticos afirmam que são ações tímidas com pequenos e localizados apelos políticos para a competitividade que se apresenta.
Além de apontarem a deficiência política da equipe de auxiliares diretos, colaboradores e militantes. Declina a falta de conteúdo (realizações de vulto) que possam ser utilizadas pelo militante em contato com o eleitor. O encontro olho no olho.
Não vai ser fácil conquistar os 40 mil votos necessários para a reeleição da deputada Ivoneide Caetano (PT), nem tão pouco 25 a 30 mil sufrágios para a pretensão do vereador Tagner (PT), em um cenário em que parceiros evangélicos e alguns partidos da base aliada apresentam candidatos próprios.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com
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2maio2026