O programa Desenrola 2.0 causará um impacto de R$ 4,5 bilhões no caixa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Pela novo programa de refinanciamento de dívidas os trabalhadores com renda até cinco salários mínimos poderão utilizar até 20% do seu saldo do FGTS para quitar suas dívidas após a renegociação. O ativo total do FGTS até meados de 2025 era de R$ 770,4 bilhões.
Se o beneficiário tiver uma dívida de R$ 2 mil e o seu saldo no FGTS for suficiente para quitar o débito, ele poderá autorizar a Caixa Econômica Federal a transferir o montante do fundo à instituição financeira credora. O uso do saldo do FGTS, descontando eventuais comprometimentos dos recursos do fundo como saque aniversário.
O programa será lançado na próxima segunda-feira (4) e contará com uma "trava" para evitar reincidência no endividamento. Quem renegociar seus débitos terá um bloqueio automático de um ano em todas as plataformas de apostas online, as chamadas bets. O objetivo é impedir que a saúde financeira seja perdida novamente com os jogos.
O programa visa a renegociação de dívidas do cartão de crédito, do rotativo, cheque especial, crédito pessoal e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O programa de renegociação de dívidas do governo deve ser apresentado em fases, com três grupos focais: famílias, informais e pequenas empresas. Na primeira etapa, serão beneficiadas as pessoas físicas.
O Desenrola 2.0 vai cobrar juros nos refinanciamentos abaixo de 2% ao mês. Os descontos oferecidos pelos bancos podem ser de 20% a 90% do total da dívida, incluindo juros e o débito principal.
O programa beneficia devedores Pessoas Físicas com renda bruta mensal de até 2 (dois) salários-mínimos ou que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) poderão negociar suas dívidas com desconto. Podem ser renegociadas as dívidas que tenham sido negativadas de 2019 a 2022, e cujo valor atualizado seja inferior a R$ 20 mil.
As famílias devem ter 30 dias de carência para iniciar o pagamento. A amortização nos primeiros três meses será para o pagamento apenas do valor principal, sem incidência de juros, garantindo fôlego financeiro ao endividado.