Os fantasmas da ópera
Durante os fins de semana prolongados, a orla acolhe aproximadamente 15 a 20 mil visitantes. Camaçari, situada na Costa dos Coqueiros, oferece uma combinação vibrante de patrimônio histórico, indígena, manifestações culturais afro-brasileiras em um litoral que se estende por cerca de 42 km. A orla é composta por destinos com perfis distintos sendo Guarajuba e Itacimirim conhecidas pela excelente infraestrutura hoteleira, resorts de luxo e selos de qualidade ambiental (Bandeira Azul). Barra do Jacuípe famosa pelo encontro do rio Jacuípe com o mar, ideal para a prática de desportos náuticos e pesca. Jauá e Arembepe praias com barreiras de recifes que formam piscinas naturais na maré baixa, muito procuradas por famílias. Busca Vida uma área de preservação ambiental com acesso restrito, oferecendo tranquilidade e natureza intocada.
A identidade cultural de Camaçari é marcada pela preservação de tradições e por grandes eventos anuais, a exemplo do Camaforró realizado anualmente em junho (habitualmente entre 20 e 23 de junho), é uma das maiores festas de São João da Bahia, concentrando grandes nomes do forró e do sertanejo.
O Festival de Arembepe, um dos marcos do calendário regional, ocorre geralmente em março. Combina celebrações religiosas em homenagem a São Francisco de Assis com desfiles de blocos de rua e concertos de artistas nacionais.
Assim como mantém viva manifestações tradicionais como a cultura do Samba de Roda (como o grupo Samba Chula Filhos de Oyó, sambadeiras e Marujadas de Arembepe, Violeiros de Jacuípe, Espuma 7 de Pojuca), capoeira, salões de umbanda e terreiros de candomblé, sítios indígenas e com dezenas de grupos ativos que preservam a herança africana.
Aldeia Hippie de Arembepe fundada nos anos 60 e visitada por figuras como Janis Joplin e Mick Jagger, continua a ser um símbolo de contracultura, onde o artesanato local e o estilo de vida comunitário atraem visitantes de todo o mundo. As diversas áreas de preservação ambiental possibilitam a exploração da beleza das matas nativas e áreas quilombolas, assim como, trilhas com acesso a rios, córregos e quedas d’água.
Todo esse potencial é invisível por não dispor de uma programação cultural que desperte a curiosidade e o interesse da população visitante após um dia de desfrute das águas azuis, calmas e mornas do litoral norte, atestando a ausência, inoperância dos órgãos de turismo e cultura municipal.
Nos fins de tarde e às noites poderia se programar apresentação de grupos culturais, feira de artesanatos, música ao vivo nas praças, oferta da gastronomia local e muitas outras atividades, tal como práticas esportivas náuticas e aquáticas produzindo renda para comerciantes, artesãos, ambulantes, enfim, para a população residente.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges dos Santos adelmook@gmail.com
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11abril2026