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Adelmo Borges no Colunistas: Os obstáculos do primeiro ano


Adelmo Borges dos Santos

Os limites da regra do jogo 


Durante o cortejo das festividades em comemoração ao Bom Jesus dos Navegantes, em Jauá, se observava e comentava-se sobre a definição do nome de Tagner para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, em parceria com Ivoneide Caetano no próximo pleito de outubro de 2026.


Para uns essa definição já era esperada pelas sinalizações do prefeito e da deputada federal, sua esposa. Outros acreditavam que só em março sairia a definição em função do esforço de Ademar Lopes em ocupar espaço político no município, além dos que advogam que o quadro não é definitivo, muita água ainda correrá por debaixo da ponte.


Alguns comentários afirmam que o prefeito deve ter autorizado os dois a trabalharem e tentarem se viabilizarem para possibilitar uma definição, no entanto, embora Tagner tenha optado pela construção interna no PT, partidos aliados, auxiliares diretos da gestão governamental, dirigentes sindical, cooperativas e associações comunitárias, pautou suas iniciativas em quadros compostos com o prefeito, a deputada federal Ivoneide Caetano e/ou com os parceiros no legislativo municipal.


Lopes inicialmente buscou aliança com a vice-prefeita Déa Santos na construção de reuniões nas comunidades no sentido de explorar os anseios e demandas via as lideranças locais. Demandas que aguardam retorno.


As suas aparições publicitárias nas redes sociais, geralmente, tinham a sua imagem e narrativa únicas, produzia um relato das ocorrências de tudo (e de todas pastas) não demonstrando articulação e sintonia, nem sempre em vocabulários e gestos compreensíveis para o público alvo. Assim, suas aparições não evidenciaram nem credenciaram o surgimento de uma personagem política de abrangência municipal, nem suas narrativas definiram um perfil ideológico para assimilação do eleitorado local. Dispondo da Secretaria de Articulação Institucionais, abdicou de buscar as entidades da sociedade civil assim como de articular um trabalho conjunto com as setoriais.


Muitos simpatizantes concordaram com a escolha de Tagner, embora não considere que está maduro, pronto para a complexidade do embate. No entanto, sentiram o insucesso de Lopes. Talvez a afirmação dos dois, dentro de um planejamento bem articulado e com uma coordenação de campanha experiente e competente poderia se obter bom resultado e fragilizar as expectativas de Antonio Elinaldo (União Brasil) que depende de uma votação expressiva (no mínimo 40 mil votos) em Camaçari para viabilizar sua eleição.


Caetano, nos últimos 10 anos e durante o pleito de 2024 deve ter absorvido os ensinamentos em relação aos limites da regra do jogo político.


Camaçari é um colégio eleitoral complexo e a zona 170 (Sede) reage aos acenos diferentes dos eleitores da zona 171 (orla marítima). São realidades específicas e necessidades distintas.


O governo terá bons resultados, tanto no pleito majoritário (Lula, Jerónimo, Rui Costa e Jaques Wagner) assim como na proporcional (Ivoneide Caetano, Tagner ou Lopes) se ajustar a gestão em direção às demandas que sensibilizem os eleitores. Passa não somente com a mexida em alguns nomes dos auxiliares diretos, também com a mudança de mentalidade e assertiva técnico-política.


O cenário permite desenhar uma situação favorável. É se despir das questões pessoais, abraçar com firmeza e competência uma estratégia bem sistematizada a partir da conjunção de um conselho político e aguardar para correr para o abraço.


Manter-se dentro das limitações que gerenciam o primeiro ano do quarto mandato Luiz Caetano é criar obstáculos para o futuro.


Quem viver verá. Que DEUS e os Orixás iluminem a mente dos nossos dirigentes e nos protejam.


Adelmo Borges dos Santos  adelmook@gmail.com 


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

7fevereiro2026

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