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Ômicron obriga Salvador e outras capitais a cancelarem reveillon


 Com a quarta onda da covid-19 na Europa e o avanço da variante Ômicron, ao menos 13 capitais brasileiras já cancelaram eventos públicos de réveillon. Até a noite desta terça-feira (30), Salvador, Fortaleza, Florianópolis, João Pessoa, Belo Horizonte, Recife, Brasília, Belém, São Luís, Campo Grande, Palmas, Teresina, Aracaju e Goiânia anunciaram o cancelamento das festas de ano-novo. Outras cidades, como São Paulo e Rio, ainda avaliam o cenário epidemiológico.


Além das capitais citadas, Curitiba também não vai realizar festa de réveillon este ano. Entretanto, a prefeitura informou que não costuma celebrar a data com grandes eventos mesmo em períodos fora da pandemia.


A descoberta da nova cepa do vírus impulsionou os planos de evitar aglomerações, que já ocorriam ao longo do mês – mais de 70 municípios paulistas já haviam desistido do carnaval. “Diante das recentes notícias sobre o avanço da nova variante do vírus Covid-19, decidi cancelar as festas programadas para o Réveillon”, afirmou o governador de Brasília, Ibaneis Rocha (MDB), nesta terça-feira.


O Distrito Federal cancelou todas as festas públicas para comemoração do Réveillon, que aconteceriam em cinco palcos descentralizados, com entrada da população que estivesse com o ciclo básico de vacinação concluído. 


Em Recife, a prefeitura garantiu a queima de fogos na orla da praia de Boa Viagem e espetáculos em outros quatro lugares. Entretanto, os tradicionais shows de fim de ano, que chegam a reunir cerca de 1 milhão de pessoas, estão cancelados. “Não haverá shows promovidos pela Prefeitura do Recife no Réveillon da nossa cidade”, disse o prefeito João Campos (PSB) nesta terça-feira.


As decisões são anunciadas após a Organização Mundial da Saúde (OMS) enviar aos governos um alerta em que aponta risco global “muito alto” da Ômicron. Entretanto, o alerta da OMS ressalva que há poucas evidências concretas sobre se a nova cepa é mais transmissível ou escapa das vacinas. No Brasil, dois casos de infectados pela Ômicron foram confirmados nesta terça-feira e outros três seguem suspeitos.


“Diante da chegada de uma nova variante do coronavírus e do aumento de casos na Europa, estou tomando a decisão de cancelar o Virada Salvador deste ano”, escreveu o prefeito soteropolitano, Bruno Reis (DEM), nas redes sociais. O evento costuma reunir mais de 250 mil pessoas. Reis prevê adiar ao máximo a decisão sobre o carnaval – ele quer bater o martelo com o governador baiano, Rui Costa (PT). Pressionado por empresários do setor, Costa já sinalizou cautela. “Países estão fechando cidades quando aparecem cinco casos”, disse, no dia 18. 


Na sexta, o governo do Ceará informou o cancelamento da tradicional Festa da Virada, na Praia de Iracema, em Fortaleza. 


Florianópolis vai ter queima de fogos, mas não shows musicais. Por outro lado, a capital catarinense prevê festividades natalinas, com público. O Estado suspendeu a exigência de máscaras em local aberto desde a semana passada. 


João Pessoa cancelou a festa, mas o acesso às praias está liberado. Belo Horizonte disse não planejar festa pública de réveillon. Guarujá, que já havia cancelado a virada, decidiu ontem suspender o carnaval.


A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que “o réveillon (na Avenida Paulista) já está sendo planejado e a realização do evento está condicionada ao quadro epidemiológico”. Afirmou ainda que, na primeira semana de dezembro, serão apresentados dados para guiar a decisão sobre o uso de máscara ao ar livre. Na semana passada, o Estado disse prever o fim da exigência no dia 11, mas as prefeituras podem ser mais restritivas.


A decisão sobre o carnaval do paulistano também continua em aberto. Ontem, a Prefeitura informou ter aprovado 440 blocos de rua, mas a confirmação do evento só deve ocorrer no fim deste mês. 


No Rio, o secretário estadual da Saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que a nova variante “em nada altera o plano do Estado”. Os planos de carnaval e réveillon, assim como o acesso de turistas, estão mantidos até que, porventura, seja identificado “algum fato novo ou informação de risco”. 


Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz que, com ou sem Ômicron, “todos que puderem suspender aglomerações” devem adotar a medida. “Não podemos baixar a guarda”, defende. Levantamento da CNM, feito de 16 a 19 de novembro, aponta que, de 2.362 gestores ouvidos, 97,8% pretendiam continuar com a máscara obrigatória em locais privados e 88,6% disseram mantê-la em espaços públicos. Estadão

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