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Invasões e lixo ameaçam Parque das Dunas de Abrantes e Jauá


Ana Maria Mandim é presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari

Ainda estamos em compasso de espera pelo prometido Parque das Dunas de Abrantes e Jauá, há 45 anos de sua criação no papel, mas, enquanto o parque não é implantado, as invasões, o descarte de lixo e o roubo de areia das dunas não nos dão trégua. O roubo de areia no Sítio Encantamento, em Jauá, foi finalmente impedido pela ação conjunta da Associação dos Moradores da Via Parque (AVP) e da Polícia Ambiental.


O saque da areia continua em outros pontos de Jauá, mas o que também preocupa é a invasão das dunas e o descarte de lixo, que transformou a Via Parque e o desvio por entre as dunas em uma extensa lixeira. Moradores e empregados de empresas de Jauá e de outras localidades chegam em carros e caminhões para despejar lixo e entulho. O lixo raramente é retirado. A solução é queimá-lo para abrir espaço para mais lixo. A prática tornou-se diária.


Recentemente, fiscais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano-SEDUR com a ajuda da polícia desmontaram uma gigantesca invasão das dunas ao norte, do outro lado de Jauá, que se estendem na direção da Tronox, antiga Millennium.


Outra invasão preocupante é a do sopé de dunas que terminam na travessa junto ao muro do Condomínio Bosque de Jauá, logo na entrada da localidade. Essas dunas se encontram dentro dos limites do parque, de acordo com a própria SEDUR. A faixa que se estende ao pé das dunas, cheia de nascentes, foi “loteada” por pessoas que a transformaram em ferro-velho e depósito de lixo reciclável. O sopé das dunas é Área de Preservação Permanente (APP): não se pode alterar seu relevo, remover vegetação, nem construir nela.


Os invasores queimam a vegetação e escavam a areia para aumentar o “lote” e a fumaça sacrifica os moradores vizinhos. A denúncia dessa invasão foi feita à SEDUR por diversas vezes. À medida que a solução tarda, a situação piora. Resta-nos lembrar o Art. 225 da Constituição Brasileira e esperar que as autoridades o cumpram: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”


Ana Maria Mandim amandim.comam@gmail.com é conselheira e presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari-COMAM


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

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