O número de empresas brasileiras com pagametos em atraso bateu um novo recorde em agosto com 9,3 milhões de inadimpolentes. As micro e pequenas empresas responderam pela maior parcela da inadimplência empresarial no país, com 8,8 milhões de CNPJs. Juntas, elas concentraram 61,4 milhões de dívidas, que somavam R$ 211 bilhões.
De acordo com estudo do Serasa Experian, o total representa uma alta de 14,3% em relação ao mesmo mês de 2025.
O setor de Serviços concentrou 56% das empresas inadimplentes. O Comércio apareceu em seguida, com 32%, à frente da Indústria (8%) e do setor Primário (0,9%). Outros segmentos responderam por 3,1% do total.
Ao todo, foram registradas 68,2 milhões de dívidas, que somavam R$ 244,4 bilhões. Em média, cada empresa acumulava 7,4 contas negativadas, com dívida média de R$ 26.355,13 por CNPJ e valor médio de R$ 3.583,96 por débito.
No estudo por regiões, o Sudeste concentrou o maior número de empresas inadimplentes. São Paulo liderou o ranking, com 3.173.156 companhias negativadas em agosto de 2026. Na sequência, apareceram Minas Gerais, com 927.374 empresas, e Rio de Janeiro, com 879.915. Paraná (613.012) e Rio Grande do Sul (539.319) completaram a lista dos cinco estados com os maiores volumes.
No grupo de micro e pequenas cada empresa acumulou, em média, 7 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.902,98 e valor médio de R$ 3.435,34 por débito.
Por origem as dívidas no setor de Serviços concentra a maior parcela dos registros, com 31,7% do total. Bancos e cartões apareceram em segundo lugar, com 19,7%, seguidos pelas cooperativas, com 8,5%. As categorias de Utilities, que incluem serviços essenciais como energia e água, responderam por 6,7% dos registros, enquanto Telefonia representou 6,2%.