O primeiro turno das eleições deste ano registrou 33,4 milhões de abstenções. O percentual de eleitores que não foram às urnas equivale a 21% dos votantes aptos em 2026, que são de cerca de 158,7 milhões. Trata-se do maior percentual desde 1998, quando o índice foi de 21,5%.
O valor é maior do que o registrado no último pleito nacional, em 2022, em que 32,7 milhões de eleitores não votaram. O nível de ausências tem crescido nas últimas eleições. Em 2014 foram 27,7 milhões e em 2018 foram 29,9 milhões.
Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o primeiro turno das eleições deste ano registrou 2,2 milhões de votos em branco, enquanto o total de nulos foi de 3,6 milhões.
Votos em branco tem registrado uma diminuição nos últimos anos (2014 com 4,4 milhões e 2018 com 3,4 milhões). Já os nulos passaram por um aumento em 2018 (7,2 milhões) em relação a 2014 (6,7 milhões), registrando queda em 2022.
A diferença entre votar em branco ou nulo é a maneira como se invalida o voto. Ambos são considerados inválidos, ou seja, não são contabilizados para eleger um candidato, mas também diminuem a quantidade de votos válidos que um candidato precisa para ser eleito.
Para o TSE, votos em branco e nulos servem apenas como "registro da insatisfação do eleitorado com os candidatos na disputa".
Voto branco: O voto em branco pode ser encontrado na urna eletrônica, na tecla “branco” e representa a insatisfação do eleitor com os candidatos apresentados.
Voto nulo: O voto nulo é tido como uma manifestação de protesto contra os candidatos do pleito. Ele pode ser contabilizado quando o eleitor aperta qualquer número que não representa um candidato, como “00”, por exemplo.