Clima macabro de Copa do Mundo: Trump na base do nele vou me Catar
Catar pedacinhos do que resta de respeito em campo não resgata a moral dos Estados Unidos perante as nações aliadas, que ora se posicionam cautelosos com a política agressiva de Donald Trump. Todas naturalmente dispensam a pecha de covardes lhes atribuída por Trump, tão impactadas estão com as sanções de tarifação e a fúria do altamente envolvido na Rede Internacional Epstein de abuso sexual e até morte de menores em ampla prostituição.
Apoio só se for meia boca. Não existe solidariedade certa para arriscar suas reservas de armamentos e as vidas de seus soldados em uma guerra que se quer mundial e só atrai a má sorte e se notabilizou de cara por bombardear meninas iranianas em sala de aula. Os aliados de Trump europeus descobriram tardiamente mas nunca sem tempo que o grande vilão não é Putin.
Então não estão nem aí para dar brilho, nem torcida presencial, ao grande evento do futebol macabro em terras alhures sem vigência de regras civilizadas. Enquanto Trump alardeia já ser vitorioso na guerra empreendida sem sentido contra o Irã, nem os norte-americanos, nem europeus acreditam nisso dadas as evidências contrárias .
Em estado terminal, os Estados Unidos são vistos como um país de frágil legislação eleitoral que fez presidente um tirano bilionário atormentado do ramo imobiliário em busca de paraísos conquistados sobre escombros onde pereceram milhares de criancinhas. É muita loucura...
Sempre em guerra nos territórios alheios, os EUA transgrediram todos os limites da racionalidade desde a Segunda Grande Guerra Mundial e se transformaram na versão nada contemporânea do país do Hitler que combateram no passado com as Forças Aliadas.
Às escancaras os Estados Unidos de hoje fomentam revoltas e ditaduras em países democráticos e, quais piratas descolados de sensatez no Caribe e no Golfo Pérsico, usam da bravata do açoite de mestres em ameaças de atrocidades, espalham o terror da destruição em tempo de perigosos poderios nucleares.
Com Trump, hoje liderança indigesta que decai da Organização dos Países do Atlântico Norte, a OTAN, europeus espertos não arriscam suas canelas e cabeças, nem seus soldados e armamentos nos dribles traiçoeiros de um jogador-membro representante do velho modelo de relações unilaterais econômicas, nas quais só um ganha não interessa os meios.
Os aliados, incluindo os sheiks árabes, querem a estas alturas se livrarem da imposição do dólar como moeda em negociações que não valem a pena, por existir hoje o BRICs atuando com moedas de seus países, ou qualquer outra mais em conta. Novos mercados se abriram. Não parecem querer reviver o pior pesadelo das guerras no mundo: dos prejuízos econômicos e materiais, além no desgaste das imagens associadas à da conivência com o bombardeio solitário dos norte-americanos em Hiroshima e Nagasaki e os da prolongada guerra do Vietnã no passado mais recente dos últimos 50 anos.
Para eles, a terra do Tio Sam transgrediu, junto com a Israel capitalista de povo errante, todas as normas de confiabilidade e convivência humana. A postura bélica do país de legislação eleitoral frágil acabou recriando o Vietnã da Napalm em níveis triplicado na Gaza martirizada.
Agora, do Golfo Pérsico, onde o Irã devasta Israel com mísseis supersônicos e outros baratos que se acreditava não tivessem tanto êxito, os Estados Unidos em fuga partem para o plano expansionista B, a América Latina, declarada inimiga por um suposto envolvimento de seus governos com o narcotráfico. Um pretexto que ninguém engole.
Seria loucura demasiada reunida no ímpeto colonialista e avidez pelas riquezas que não lhes pertencem. Os antes aliados não entram nesta fria nem para dividir o bolo. Muito menos, acredita-se, se arriscam a apoiar invasões numa América Latina onde Israel já barbariza com a legião de seus soldados em eternas "férias". O custo é muito alto com a China e a Rússia investindo pesado na região e dispostos descansados a encarar um desafio bélico.
Os Estados Unidos e a Israel sionista isolados miram de início Cuba, o Brasil e a Colômbia com poderoso suporte de uma rede de desinformação alimentada usando de políticos da Extrema-direita entreguista e seus vassalos comprados. Apostando no meio sucesso obtido na Venezuela. Já não prevalece a lógica sensata, despreza-se o poder da resistência no campo de batalha, como se equivocaram com a capacidade de reação antes da guerrilha dos Vietcongs e agora do Irã que os coloca pra correr, sem retaguarda de juizes nem de Congressos corrompidos, nem nada.
Não têm torcida eufórica ou vencedora para mais este circo em campo...
Vamos já no Brasil a mais um capítulo do ódio importado de mentes supremacistas brancas, extrapolado nas manchetes da Grande Mídia de interesses desnacionalizados, que perdeu o respeito por si e o dos brasileiros, e afunda em causar desinformação nos noticiários sobre escândalos financeiros e de bacanais com nudes de famosos políticos da direita conservadora patrocinados, suspeita-se, por dinheiro roubado de velhinhos e velhinhas aposentados e dinheiro público desviado para suposto enriquecimento ilícito inclusive através emendas parlamentares ...
Angélica Ferraz de Menezes menezesangelicaferraz@gmail.com é jornalista, coordenou pelo Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu, o Projeto Alvorada na microrregião de Barra/São Francisco; coordenou os cursos de Meio Ambiente, Combate à Violencia/ Direitos Humanos e de Gestão Social do Centro de Formação Comunitária do Governo Federal na área do São Francisco; foi coordenadora do Projeto Memória Kirimurê da Oscip Centro de Pesquisas e Ações Socioambientais Kirimurê
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25março2026