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Meus trinta e um anos


Adelmo Borges

Completei nesta sexta-feira, 23 de julho, 31 anos de minha chegada a Camaçari. Natural de Salvador exerci durante 35 anos as minhas atividades na Secretaria Estadual da Fazenda, na área de controle da arrecadação, no Ministério da Educação, como assessor de capacitação de mão de obra,  no Ministério do Interior, como assessor de infraestrutura urbana,  e na Secretaria de Planejamento Ciência e Tecnologia, na área de desenvolvimento regional e na direção administrativa da unidade. Aposentado busquei adquirir uma área para me distanciar da agitação da capital e um ambiente menos poluído em ruídos e resíduos.


Durante o período de atividades na Seplantec, tive a oportunidade de visitar Camaçari para prestar assistência técnica a partir de solicitações de Eudoro Tude, prefeito da época, Helder Almeida, secretário municipal, pessoas com vínculos de relacionamento com os dirigentes estaduais.


Nessas idas e vindas fiz a opção por Monte Gordo pela possibilidade de aquisição de terreno com melhor localização e preços, proximidade da melhor praia do litoral norte, possibilidade de acesso as demais localidades do litoral de Mata de São Joao, Conde e ao estado de Sergipe.


Passados quase três anos da construção da casa, ajardinamento e plantio de fruteiras que consumia todo o tempo, Cleber Alves, que conhecia desde sua infância, pediu para lhe ajudar a conseguir uma cadeira no parlamento local, diante da experiencia em ter participado da coordenação de diversas campanhas eleitorais. Cleber se filiara ao Partido dos Trabalhadores o que me aproximou das lideranças partidárias e do pretendente, da legenda, ao cargo majoritário, Luiz Caetano.


Passada as eleições, para maior sustentação ao mandato de Cleber, passei a assistir D. Marcia, designada Secretária da Orla e me disponibilizei para concorrer a um cargo na direção executiva no PT, chegando a assumir a vice-presidência.


Com essa trajetória, durante o período no governo do estado, como na administração municipal, passei a analisar os dados conjunturais do município, que embora com uma arrecadação invejável e um litoral atrativo, apresentavam números perversos em relação a emprego e renda, habitação, mobilidade urbana, níveis de escolaridade e prestação dos serviços básicos de saneamento, saúde pública e promoção social. Observar que culturalmente os administradores se renderam a promover pavimentação asfálticas e edificar empreendimentos sem exercer o fomento ao desenvolvimento de uma matriz econômica, educação profissional e a atração do empreendedorismo.


Coincidentemente, por ocasião da data, passei a comparar os dados socioeconômico da época de minha chegada com os atuais, ficando estarrecido. Na época a população era de 68 mil habitantes, atualmente quase 500; o número de desempregado há 31 anos atras era de 14% da população economicamente ativa, atualmente é de 16,3%. A população que vivia com um, ou menos de um salário mínimo era de 28,4%, atualmente é de 31,3%; a renda media da população era de 102,4 dólares, atualmente é 218,6;  o número de famílias considerado de vulnerabilidade alimentar era de 26,5% atualmente é de 42,6; a receita anual do município era 532 milhões, atualmente aproximadamente 3 bilhões de reais.


Aí fico a perguntar: A maneira de diagnosticar e priorizar os problemas do município de Camaçari e a forma como foi administrada até então atendeu a que objetivo? Temos centro de abastecimento, Cidade do Saber, Teatro Alberto Martins, Casa da Criança e Adolescente, viadutos, sim temos.


Não temos uma politica de mobilidade urbana que eficiente do sistema de transporte; não temos uma politica de promoção social que possa atrair novos investimentos de maneira a promover novas vagas de emprego; não temos um incentivo a cursos profissionalizantes para que os jovens possam se absorvidos pelo mercado ao concluir o segundo grau; não temos um sistema de saúde eficiente ao ponto de absorver a demanda por consultas, exames e procedimentos cirúrgicos; não temos uma politica de habitação, esporte e lazer.


Que DEUS e os Orixás iluminem nossos governantes e nos protejam.


Adelmo Borges Adelmobs@terra.com.br


Opiniões e conceitos expressos nos artigos são de responsabilidade do autor

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