A conta de energia de julho permanece amarela, segundo anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Com a mesma taxa de junho, o consumidor continua tendo acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
A manutenção da bandeira amarela, ativa desde o mês de abril, reflete condições menos favoráveis de geração no País, típicas do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
O sistema de bandeiras tarifárias permite ao consumidor acompanhar, em tempo real, as condições de geração e seus impactos nos custos da energia elétrica. A medida reforça a transparência tarifária e incentiva o uso consciente da energia.
Diante desse cenário, a Agência reforça a importância da adoção de hábitos eficientes de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a economia doméstica e a sustentabilidade do setor elétrico.
A conta de luz fechou 2025 com reajustes que totalizaram 7%, para uma inflação no mesmo período de 4,26%, portanto acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
O sistema de bandeira tarifária foi implementado em 2015 e sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica por meio das cores das bandeiras tarifárias (verde, amarela ou vermelha).
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor: A bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) não tem custo extra. A bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh). Jás as bandeiras vermelha t~em custos maiorres. O patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh). A vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).