Levantamento do Serasa Experian mostra que em julho deste ano, 8,92 milhões de pessoas estavam, ao mesmo tempo, inadimplentes com instituições financeiras e fintechs. Esse é o maior grupo de devedores, um aumento de 355,1% em relação a dezembro de 2019.
Em julho deste ano, cada inadimplente tinha 2,3 dívidas em atraso com o sistema financeiro como um todo e o valor médio era de R$ 5.775. No caso dos inadimplentes com instituições financeiras e fintech, simultaneamente, o número médio de pendências é o dobro, 4,18 dívidas, e o valor médio chega a R$ 7.963.
Ainda segundo o estudo sobre o perfil da origem do crédito que levou ao calote, depois desse grupo com dívidas com instituições financeiras e fintechs simultaneamente, aparece os que deviam somente para fintechs, que registrou alta foi de 74,55% no número de inadimplentes. O grupo com pendências apenas com instituições financeiras foi de 56,69%. Já o número de negativados com o sistema financeiro como um todo aumentou 77,13% em seis anos e meio.
Além do calote recorde que afeta 83,9 milhões de pessoas, das quais mais da metade (54,15 milhões) com dívidas em atraso com o sistema financeiro, os brasileiros estão com pouca margem de manobra para honrar o pagamento em dia de suas dívidas por causa do elevado comprometimento da renda.
Outro estudo do mesmo grupo mostra que, em média, 74,6% da renda do brasileiro está comprometida com despesas em geral, como contas básicas do dia a dia e financiamentos.
Para quem ganha até um salário mínimo (R$ 1.621), o quadro é pior com comprometimento de 87,9%. Para que recebem entre um e dois salários mínimos, o comprometimento cai um pouco e chega a 87%.