A confiança do consumidor caiu 0,4 ponto em julho, para 88,3 pontos em julho ante junho. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo Índice de Confiança do Consumidor (ICC), o resultado representa o menor nível desde março de 2026 (88,1 pontos). A queda foi influenciada pela piora da percepção sobre o momento presente, principalmente com relação a orçamento financeiro das famílias.
"Até o mês passado, a piora gradual da confiança era impulsionada pela deterioração das expectativas futuras, enquanto a percepção sobre o presente seguia em melhora", afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
Na avaliação sobre o momento atual, o item que mede as finanças familiares teve recuo de 3,5 pontos, para 75,5 pontos, enquanto a satisfação sobre a situação econômica local do consumidor recuou 1,7 ponto, para 93,7 pontos.
A análise por faixa de renda mostra queda na confiança em julho nas duas faixas de renda mais baixas: no grupo de famílias com renda mensal até R$ 2.100,00, houve recuo de 10,5 pontos.
Entre os consumidores com renda familiar entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 mensais, houve recuo de 0,3 ponto; no grupo que recebe de R$ 4.800,01 a R$ 9.600,00, alta de 5,9 pontos; e no grupo com renda familiar acima de R$ 9.600,01, alta de 0,4 ponto na confiança, apontou a FGV. A Sondagem do Consumidor coletou entrevistas entre os dias 1º e 22 do mês.
Ainda segundo a FGV, o ISA (Índice de Situação Atual) recuo 2,6 pontos, para 84,4 pontos em julho. Em contrapartida, o Índice de Expectativas subiu 1,1 ponto, para 91,5 pontos, após dois meses em queda.
O componente que mede as perspectivas sobre as finanças familiares nos próximos meses foi o que mais influenciou o recuo da confiança em julho, com recuo de 0,2 ponto, para 87,5 pontos.
O item que mede o grau de otimismo com a situação econômica geral recuou 1,4 ponto, para 103,9 pontos. Por outro lado, a intenção de compras de bens duráveis avançou 4,7 pontos, para 84,7 pontos.