O volume de serviços prestados na Bahia voltou a cair com queda de 4,8% na passagem de julho para agosto. Foi o primeiro resultado negativo para o estado no comparativo com o mês anterior, após quatro meses seguidos em alta. Também foi a queda mais intensa para um mês de agosto em dez anos, desde 2016 (-6,3%). Resultado deixa a Bahia com o 3º pior desempenho entre os estados, só acima dos registrados em Tocantins (-7,4%) e Piauí (-5,9%).
De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, o desempenho dos serviços na Bahia ficou bem abaixo do verificado no Brasil como um todo, onde houve variação negativa (-0,1%), . Por outro lado, entre os 13 estados com resultados positivos nesse comparativo, os maiores índices foram os de Rondônia (5,6%), Distrito Federal (3,7%) e Alagoas (3,5%).
Mesmo com queda frente a julho, na comparação com agosto de 2025, o setor de serviços baiano seguiu em alta, apresentando o quinto crescimento seguido (8,3%), embora com desaceleração frente ao avanço de julho (11,8%).
O crescimento acumulado no ano de 2026 ficou em 4,0%. Já nos 12 meses encerrados em agosto, o volume acumulado dos serviços baianos também segue em alta (2,2%), em um resultado idêntico ao nacional (2,2%) e o 10º melhor entre os estados.
A maior influência positiva para o avanço do setor veio dos serviços de informação e comunicação (10,2%), que registraram o 2º maior aumento e crescimento seguido desde janiero. Segmento tem alta acumulada em 2026 (5,6%).
Os serviços profissionais, administrativos e complementares (13,2%) registraram o maior avanço entre as atividades e deram a segunda maior colaboração para o resultado geral do setor, em agosto, na Bahia. O segmento, que concentra serviços prestados, sobretudo, às empresas, cresce no estado há 11 meses (desde outubro de 2025), e apresenta o melhor resultado acumulado em 2026 (10,7%).
Por outro lado, a única atividade a apresentar resultado negativo foi a de outros serviços (-2,8%), que voltou a cair após alta em julho. O segmento é o único do estado a ter queda acumulada em 2026 (-5,8%).