Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostra que o preço dos medicamentos negociados entre fornecedores e hospitais no Brasil apresentaram uma alta de 0,12% em fevereiro. De acorco com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H) esse esse avanço interrompe uma sequência de nove meses consecutivos de queda.
Os itens mais sensíveis nessa conta são medicamentos de alto volume e uso contínuo, como antibióticos e analgésicos. Também sofre impacto os insumos de UTI, onde o Brasil cuja produção depende dessa produção externa. Entre 90% e 95% dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) consumidos na América Latina são importados.
A variação ainda é moderada, já que no acumulado de 12 meses encerrados em fevereiro o indicador recua 1,96%, com retração em nove dos doze grupos terapêuticos monitorados. No primeiro bimestre de 2026, o índice acumula queda de 0,58%.
O aumento ocorre em um momento de pressão sobre cadeias globais de insumos farmacêuticos reforçado pelo conflito no Oriente Médio, com o consequente fechamento do Estreito de Ormuz. Grande parte da indústria farmoquímica da Índia e da China, principais fornecedores do Brasil, depende do petróleo transportado pela região.