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Coluna Camaçarico 2 de fevereiro 2026


A Feira de Camaçari, os privilégios e a conta que é paga pela população


Sedes fecha a Casa da Criança de Camaçari com suspensão de contrato de educadores  


Confrontos com forças policiais representam 80% das mortes violentas registradas em Camaçari


Oferta e Procura Como quase tudo em Camaçari, a instalação de medidores de energia nas unidades do maior espaço comercial popular do município ganha contornos políticos e se afasta da questão central.


Oferta e Procura 2 Acostumados a não pagar nada, permissionários dos cerca de 1,5 mil pontos de vendas da Feira de Camaçari, como é conhecido um dos maiores centros de compras da Região Metropolitana de Salvador, ensaiam movimento contra a cobrança.


Oferta e Procura 3 Segundo apurou a Coluna, o município gasta mensalmente cerca de R$ 200 mil com energia, segurança, água e limpeza. Numa conta rápida, só nos últimos 13 anos: os anos 4 do alcaide Ademar Delgado (PT e depois sem partido), mais os 8 de Antonio Elinaldo (União), e o primeiro ano da gestão 04 do petista Luiz Caetano, o município gastou a dinheiro de hoje o equivalente a cerca de R$ 30 milhões.


Oferta e Procura 4 Conta não inclui o terceiro mandato do petista Caetano. Já sob a espada do Ministério Público (MP), que desde o começo dos anos 2000 cobra na Justiça que os gestores municipais promovam esse rateio de despesa com os comerciantes da feira. Ação chegou a provocar o fechamento da feira por três ocasiões. Reaberta, continuou longe da receita do MP.


Oferta e Procura 5 Apesar de concessão com obrigatoriedade de contrapartida com o pagamento de taxas e despesas pelo uso da estrutura, a Feira de Camaçari virou um centro de desigualdade e privilégios. Responsável por mais da metade dos gastos da feira, a conta de energia, em torno de  R$ 140 mil/mês, não é resultado do consumo de todos os permissionários.


Oferta e Procura 6 Além de possuírem mais de um espaço, alguns comerciantes chegam a ter mais de 5 unidades dentro da feira. É nesse grupo,  com quase 30% dos espaços, que estão os gastadores de energia. São os donos de câmaras frigoríficas e outras unidades de grande consumo de energia que a prefeitura mira com o início da instalação dos medidores, divulgado semana passado pela imprensa.


Oferta e Procura 7 É urgente e necessário redefinir esse desenho da Feira de Camaçari, com o pagamento de taxas por todos os comerciantes, obedecendo o tamanho e a atividade de cada um. É injusto bancar esse mercado de 1,5 mil pontos de vendas sem a necessária e legal contrapartida para a cidade, em especial para os cerca de 10 mil que diariamente passam e compram sem preços diferenciados na Feira de Camaçari.


Oferta e Procura 8 Também não é equilibrado que os demais comerciantes da cidade, obrigados a bancar de forma direta ou indireta, as despesas de manutenção do seu negócio, sem o subsídio do município, participem dessa conta.


Oferta e Procura 9 A redefinição é conta de somar. Ajuda o município a requalificar a Feira de Camaçari que precisa de mais segurança. Um desses caminhos é a instalação de um sistema mais eficiente e econômico de energia, com o uso de seus cerca de 10 mil metros quadrados de telhado como suporte para placas de energia solar.


Oferta e Procura 10 O aproveitamento da área de estacionamento, entre a Feira e a Cidade do Saber é outro ponto que precisa ganhar uso racional. Com cerca de 5 mil metros quadrados espaço pode virar um grande estacionamento vertical. Com lojas e outros atrativos, construção só não pode perder marcas históricas do comércio, como o tradicional mercado de lojas para bicicletas e ciclomotores, instalado no local.


Oferta e Procura 11 Cabe ao município abrir o debate e mostrar que a mudança é necessária e urgente. Sem requalificação e contrapartida dos permissionários a Feira de Camaçari vai virar um mau negócio.


Malvadeza A Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania de Camaçari (Sedes) fecha o primeiro ano da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) ajudando a colocar mais uma pá de cal no projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari.


Malvadeza 2 A doutora Jeane Gleide, titular da Sedes, simplesmente não renovou os contratos dos educadores. Conhecida pela qualificação dos seus profissionais, o Centro Integrado da Casa da Criança e do Adolescente (CICA), carinhosamente chamada de Casa da Criança, é responsável por cursos gratuitos de bateria, canto coral, capoeira, dança, flauta, percussão e violão.


Malvadeza 3 Fechada desde o começo de janeiro, quando deveria retomar suas atividades, unidade atende cerca de 300 alunos, sendo que parte significativa desse grupo é formado por crianças e jovens especiais, como autistas.


Malvadeza 4 Com mais esse golpe, que vem sistematicamente ocorrendo nos três governos anteriores do alcaide Caetano, desde a criação da Cidade do Saber, em 2007, e com a omissão da gestão Elinaldo, a Casa da Criança avança de forma perigosa na contramão das políticas públicas definidas e obrigatórias pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS),


Malvadeza 5 Perdendo importância ano após ano com a retirada dos profissionais de assistência social, nutrição, pedagogia e psicologia do seu quadro de apoio, a Casa da Criança vem sofrendo até ataques na sua estrutura física. Desde o ano passado que parte de suas instalações é ocupada pelo “Espaço da Juventude”.


Malvadeza 6 Salas que deveriam ser usadas para instalar os prometidos, e nunca cumpridos, equipamentos multimidia e novas tecnologias para seus alunos, virou território de compensação no jogo miúdo  para atender acomodações políticas na pasta dos esportes (Sedel).


Malvadeza 7 Batizada pela Coluna, desde o início desse  perverso processo de ´primo pobre`, numa referência à Cidade do Saber, o vizinho ´primo rico`, a Casa da Criança já ofereceu mais cursos como artes e artesanato, inclusive com programas de acompanhamento psicossocial de pais e responsáveis dos alunos, em boa parte oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social.


Calibre Camaçari fechou janeiro com o segundo menor número de assassinatos no período dos últimos 9 anos. De acordo com levantamento da Coluna junto a veículos de comunicação do município, os 9 registros só ficam acima dos 8 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) contados no primeiro mês do ano de 2024.


Calibre 2 Chama a atenção nesse número, que pode aumentar com os dados oficias informados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), os registros de mortes envolvendo forças de segurança. Dos 9 contados pela Coluna em janeiro, 7 ocorreram em confronto com a polícia. Foram 5 na mesma operação em Barra do Pojuca, outro na mesma localidade e mais um registro em Jauá.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


2fevereiro2026 Fechamento:17h20

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