As 19 empresas estatais federais resgistrama um déficit primário, que é quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas, de R$ 5,1 bilhões em 2025. Houve melhora em relação a 2024, quando o rombo foi de R$ 6,7 bilhões. O ano de 2025 é o segundo pior resultado da série, mas, segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos aparece dentro do limite previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que era déficit de R$ 6,2 bilhões.
Já na conta do Banco Central (BC) são 20 estatais, com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional SA (ENBPar). O déficit das estatais foi puxado pelo resultado da Emgepron, que teve um saldo negativo de R$ 2,8 bilhões por conta de investimentos de R$ 2,6 bilhões feitos pela empresa em 2025.
Entre as 20 empresas na lista do BC, 16 estão registrando lucro em 2025, e quatro, prejuízo. Entre as 16 empresas lucrativas, oito apresentaram ao mesmo tempo lucro e déficit fiscal.
Os Correios estão entre as estatais que tiveram déficit e prejuízo. Em grave crise, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 6,05 bilhões até setembro, o triplo do ano anterior. No final do ano passado, os Correios aprovaram um plano de reestruturação e contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a instituições financeiras bancárias com garantia do Tesouro Nacional.