O Ministério das Cidades define nos proximos dias o reajuste nas faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida. Esses novos valores são imprescindíveis, já que o acréscimo do salário mínimo pode tirar milhares de famílias da classificação na faixa 1.
Segundo o ministro Jader Filho, com base no aumento do salário mínimo dos últimos anos, a faixa 1, que atualmente vai de uma renda familiar mensal de até R$ 2,85 mil, pode ser ampliada para R$ 3,2 mil. A faixa 2 passaria dos atuais R$ 4,7 mil para algo em torno de R$ 5 mil.
A projeção do ministério é terminar o mandato do presidente Lula, em 2026, com 2 milhões de unidades entregues. O recorde é do primeiro governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, com 1,8 milhão de moradias entregues e 2,8 milhões contratadas.
As útimas mudanças, com aredução do valor de entrada exigido para imóveis usados na Faixa 3, e a criação de uma nova faixa ocorreram em 2025. Entre as mudanças aplicadas ao programa Minha Casa, Minha Vida, em 2025, uma das mais relevantes é a redução do valor de entrada exigido para imóveis usados na Faixa 3.
A nova regra determina que, nas regiões Sul e Sudeste, o comprador deve oferecer 35% do valor do imóvel como entrada, enquanto nas demais regiões do país o percentual mínimo é de 20%.
Desde o ano passado que o teto de financiamento para famílias das Faixas 1 e 2, que possuem renda mensal de até R$ 4.700, foi ampliado e podem financiar imóveis de até R$ 350 mil. O programa também passou a contar com a Faixa 4, criada para atender famílias com renda entre R$ 8 mil e R$ 12 mil.
Nessa nova categoria, também chamada de Minha Casa, Minha Vida – Classe Média, é possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, com juros fixos de 10% ao ano e prazo de até 420 meses (35 anos).