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Ministério Público Federal cobra SSP sobre caso Mãe Bernadete


A Polícia Civil baiana ainda não compartilhou  com o Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA) as provas do inquérito sobre o assassinato de Maria Bernadete Pacífico Moreira, a yalorixá Mãe Bernadete, morta em agosto com 20 tiros, em sua casa em Simões Filho. As evidências serão discutidas pelo MPF com  a Polícia Federal para avaliar se existe alguma lacuna na apuração conduzida pelas autoridades estaduais.  


OMPF irá reiterar o pedido caso o compartilhamento demore muito mais tempo. Também pediu ao Ministério Público Estadual (MPE) para que fosse feita uma investigação conjunta, mas que o órgão “não entendeu que era o caso de atuação conjunta”.


“A gente está no aguardo dessa documentação vir para a Justiça Federal para que possamos avaliar toda a investigação. Avaliar se realmente existe alguma lacuna, se eventualmente há alguma possibilidade de identificação da competência federal, ou se realmente a situação se mostra conforme denunciado [pelo Ministério Público Estadual (MPE)] e aí não teríamos o que fazer mais nesse caso”, detalhou o procurador da República Ruy Nestor Bastos Mello, responsável por monitorar o inquérito aberto pela PF. 


O procurador explicou que a PF fez algumas diligências sobre o caso, porém aguarda novas informações. “A gente não teve acesso à documentação mais importante, algumas quebras de sigilo. [...] Houve, de fato, um prejuízo para a Polícia Federal no sentido de não ter tido acesso a essa documentação”, conclui. 


No último dia 16 de novembro, o MPE denunciou cinco pessoas pelo assassinato de Mãe Bernadete “por motivo torpe”. A investigação apontou que a principal motivação teria sido “retaliação de um grupo responsável pelo tráfico de drogas naquela região”. A família rejeita essa linha de investigação e para o filho de Mãe Bernadete, Jurandir Wellington Pacífico, os envolvidos com o tráfico teriam sido contratados para livrar "gente grande por trás" do crime.  


A Polícia Federal também apura a morte do filho de Mãe Bernadete, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, assassinado a tiros em 2017 após deixar a filha na escola. A família acredita que as mortes de Binho e Bernadete estão ligadas pelos mesmos mandantes. 


O procurador federal Ruy Mello informou que o inquérito da PF sobre a morte de Binho ainda está em andamento e que, por enquanto, ainda não é possível concluir que os mandantes são os mesmos. “A gente não descarta que possa haver um vínculo, mas é tudo uma conjectura nossa. Não há, a princípio, nenhuma informação comprovada de que houve algum vínculo entre os dois homicídios”, explicou à agência Brasil. 


Em nota, o MPE da Bahia informa que emitiu parecer favorável ao compartilhamento de provas com o MPF e a PF, inclusive enviando a “denúncia de forma documentada” para os órgãos federais. Por outro lado, o MP-BA não comentou sobre a decisão de rejeitar a atuação conjunta com a PF no caso do assassinato de Mãe Bernadete. 

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