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Camaçarico 15 de setembro 2017



Praia de Jauá. Clique na imagem para ampliar

Paradoxal  A Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari segue cheia de indefinições e poucas certezas. Sem equipamentos e com a qualificada equipe de educadores pendurada pelo contrato Reda, vencido e prorrogado provavelmente até novembro, único espaço de inclusão e acolhimento de crianças carentes do município com atividades de cultura e artes, perigas acabar ou virar um anexo do ‘escolão’ e vizinha Cidade do Saber.


Paradoxal 2 O que deveria ser rápido, se arrasta graças as dificuldades de entendimento do ex-menino pobre e hoje alcaide de Camaçari. Atraso, seguramente é filho do desconhecimento de quem teve quase 8 anos de mandato como vereador para  andar, ouvir, compreender e construir soluções.


Paradoxal 3  Movido, não se sabe por quais energias, Antonio Elinaldo (DEM) completa 9 meses a frente do município alimentando e ampliando a velha fórmula praticada pelos adversários, que tanto condenou nos discursos inflamados no plenário do Legislativo e nos comícios. O agora  prefeito exibe outra faceta ao priorizar o preenchimento dos cargos com apadrinhados e aliados políticos. Atropelo aos princípios técnicos e às pessoas habilitadas para a função está virando marca da atual gestão. Política que mira apenas o suposto resultado eleitoral do seu grupo avança com transferências de pessoal, mesmo que mudança implique em prejuízo para o trabalho da secretaria cedente.


Paradoxal 4  Ao desrespeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente e relegar a 2º plano as ações de um programa respaldado por Lei Federal, o alcaide vai além da desastrada copia de seus antecessores, como mostrou o Camaçarico em março de 2015 (Confira). Descuido com programas como a Casa da Criança reforça a desigualdade e expõe uma contradição do 1º prefeito dos últimos 30 anos vindo de origem humilde e que jurou combater essa perversa realidade no seu discurso de posse.


Paradoxal 5 Sem equipamentos, educadores insatisfeitos e o acompanhamento psicossocial de centenas de crianças e adolescentes carentes, suspenso desde o ano passado, a Casa da Criança segue na contramão do seu destino de inclusão. Persistência no erro talvez reflita um outro projeto que, hoje e agora, se mostra sem futuro.


Depenada  A belíssima Jauá, litoral de Camaçari, é o melhor exemplo do abandono da orla do município. Sua marca principal, a escultura metálica do papagaio que batiza o povoado, segue sem manutenção e pode despencar e se ‘afogar’ na lagoa onde está instalada. As dunas, outra beleza e importante ecossistema da região, segue degradada e insegura. 


Depenada 2 Na faixa de praia a realidade é ainda mais grave. A requalificação equivocada da gestão passada com a aplicação de revestimento asfáltico na via da orla, como denunciou o Camaçarico em janeiro de 2014 (Confira), é apenas um detalhe no processo que tem deixado Jauá quase sem pena.


Depenada 3 Na praia do Sonho a desordem é total e o pesadelo é real. Sobra sujeira provocada por barracas e acumulada pela ausência de um serviço eficaz de limpeza e fiscalização. O trânsito, sem  controle das vias e dificuldades para estacionar, reforça o caos nos finais de semana. Quadro de degradação, como mostra a imagem ao lado, se completa com a criminosa invasão de áreas de Marinha, por bares e residências. 


Parecidas As cidades de Camaçari e Alagoinhas não são irmãs, mas andam sofrendo de mal  parecido. Comandada pelo alcaide Joaquin Neto, companheiro de partido de Elinaldo, Alagoinhas, como Camaçari, experimenta indefinições e falta de sintonia na gestão da cidade.


Parecidas 2  Destacada fonte ouvida pela Coluna assegura que um desses sintomas é a movimentação em torno do atual secretário de finanças de Camaçari. Garante que o doutor Renato Almeida pode voltar para a Sefaz de Alagoinhas, onde comandou a calculadora por 7 anos. Parecidas 3  Dificuldades políticas em Camaçari e problemas na gestão financeira da cidade sede do maior polo de bebidas do Nordeste não estão fora das contas de rearrumação do deputado federal Paulo Azi (DEM), padrinho político de Almeida. Pacote pode incluir Reginaldo Paiva, atual gestor da pasta da administração (Secad), outro fiel escudeiro de Azi e colaborador da gestão da outrora terra das laranjas.


Parecidas 4  Distante apenas 78 quilômetros de Camaçari, a cidade entreposto comercial dos bons tempos da ferrovia mudou seu perfil econômico com fábricas de bebidas. Hoje exibe orçamento equivalente a quase 30% de Camaçari e metade da população da cidade sede do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.


Fora do ar  Mesmo com a massificação nos meios de comunicação, quase 10 mil das cerca de 24 mil famílias cadastradas no Bolsa Família em Camaçari ainda não retiraram os kits de conversão para TV digital, como registrou o site Camaçari Notícias. A menos de 15 dias para o desligamento do sinal analógico número mostra um descontrole dos governos federal e municipal nos cadastros dos atendidos pelo programa de renda mínima.


Fora do ar 2  Sem visitas a essas famílias, município não sabe quem precisa ou não do conjunto formado por conversor, antena e cabo, para continuar assistindo TV a partir do dia 28 de setembro. A Coluna apurou que o kit digital, com preço de mercado em torno de R$ 200,00, vem sendo comercializado de forma irregular por quem tem direito, recebeu, mas não precisa do equipamento.


Novidade Será na próxima terça-feira (19), a partir das 19h30, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Camaçari (ACEC), o lançamento do partido Novo. Autorizado a funcionar em 2015, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Novo-30 promete trafegar pela centro-direita. Legenda em Camaçari nasce gerida por um  colegiado formado por Adson Santana, Angelo Ferreira e Rodrigo Nepomuceno. No estado o Novo está sob o comando do empresário Gabriel Venturoli.  


Aleijão  A apreensão, reboque e multa do veículo oficial modelo Cobalt, placa PZW- 9528, a serviço do vereador Junior Borges (DEM), na manhã desta sexta-feira (15), é apenas um exemplo do descontrole e descompromisso dos legisladores de Camaçari com o dinheiro do contribuinte. Mais grave que estacionar em local proibido é o uso de veículo, que deveria ser de representação do parlamentar, por pessoas alheias ao mandato e sequer habilitadas para tal função. No caso do vereador o veículo estava sendo dirigido por seu filho. O vereador Junior Borges não é o único a cometer essa grave infração  com o bolso do contribuinte. Uso indevido  de carro alugado e bancado pela Câmara de Vereadores é comum. Existe até membro do Executivo que usa veículo do Legislativo, como se ainda fosse assessor parlamentar.


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João Leite – Editor 


15/9/2017 Atualização às 12h32

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