|
|
|
Medida A Câmara dos Vereadores de Camaçari reabre os trabalhos com sessões no plenário, nesta terça-feira (18), sem nenhuma novidade ou mudança de figurino. Com exatos 49 dias de gestão, o alcaide Caetano-04 experimenta uma nova forma de fazer política.
Medida 2 Acostumado a governar com maioria no Legislativo e impor suas vontades e desejos, agora com o placar ainda que apertado de 12 oposicionistas contra seus 11 aliados, o petista tem mudado a pisada e negocia. Não está sendo fácil se ajustar a esse novo calçado, dizem fontes ouvidas pela Coluna.
Medida 3 Mesmo com a conjuntura política nacional com Lula calçando sapato apertado e Jerônimo pisando com cuidado, quebrar essa nova lógica e voltar ao conforto sem os calos e apertos é mira que vai perseguir sem descanso.
Memória Com tudo a fazer e praticamente nada encontrado, como organização e catalogação de acervo, e cuidado com documentos e outras peças da memória de Camaçari. Esse é o retrato da coordenação de patrimônio da Secretaria de Cultura (Secult). Missão do novo gestor, o sacerdote Táta Ricardo Tavares, é implantar uma política de preservação dos bens culturais de Camaçari, materiais ou imateriais, e começar a construir um conceito sobre sentimento de pertencimento.
Memória 2 Não vai ser fácil, tal a tradição de descuido e descompromisso com a cultura e a memória da cidade, como vem mostrando a Coluna. Líder do terreiro Lembá, o sociólogo e ex-presidente da Câmara de Patrimônio Histórico Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura (CEC), Táta Ricardo começou cobrando atenção especial à centenária Igreja do Divino, em Vila de Abrantes. Como mostrou o último Camaçarico (Confira#mce_temp_url#), igreja tombada carece de reforma urgente. A Coluna vem denunciando o abandono do templo e de todo o sítio histórico e arqueológico, que só regrediu com a equivocada requalificação da praça da Matriz (Confira#mce_temp_url# ).
Memória 3 A Coluna apurou que o novo coordenador de patrimônio, o sociólogo e ex-presidente da Câmara de Patrimônio Histórico Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura (CEC) solicitou semana passada da Defesa Civil uma inspeção técnica de ´urgência` no templo. O Camaçarico vem denunciado o estado de abandono e descaracterização da centenária igreja, com risco de desabamento de partes da construção, como o altar mor, parcialmente destruído pelos cupins, forro e peças sacras precisando de restauro. Lista de problemas inclui ainda as ameaças externas, como fiação elétrica e ocupação irregular do entorno do templo.
Memória 4 Principal referência histórica da cidade e da região, a Igreja do Divino precisa entrar como prioridade na agenda do governo do alcaide Luiz Caetano (PT). Agora é hora de fazer valer os apoios palavrados de Lula, Jerônimo, Wagner e Rui. O Caetano-04 precisa virar sua chave e encarar a cultura e o patrimônio como prioridades. Só não transforma o templo em referência de recuperação e preservação se não quiser.
Memória 5 Além de listada entre as primeiras do Brasil, quadrado formado pela praça e a igreja, principal referência, tem registros da forte presença de habitantes na região muito antes da chegada dos jesuítas em meados do século 16 (1558). É com esse peso histórico e antropológico dos tupinambás, dos negros escravizados e dos europeus que a igreja e a praça da Matriz precisam ser vistas e ter sua história publicizada.
Memória 6 Nesse processo de resgate, cabe ao alcaide ampliar esse leque de apoios buscando a iniciativa privada. Sensibilizar os chineses da ´queridinha` BYD para bancar esse projeto ainda sem custo, mas seguramente possível dentro do astronômico orçamento da montadora, uma das maiores do planeta, é argumento para convencer quem diz querer transformar Camaçari na sede do seu novo polo mundial de tecnologia.
Dois pesos e... O ordenamento do comércio ambulante no centro de Camaçari cumpriu a sua primeira etapa com a retirada dos tabuleiros e carrinhos. Solução para deixar passeios e ruas quase livres foi empurrar o problema com a acomodação desses micropontos de vendas na já desordenada e sufocada Feira de Camaçari.
Dois pesos e ...2 Cabe agora ao doutor Hindemburgo Teles, o Tetê, comandante da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), fazer um estudo amplo e colocar em prática um novo modelo para essa atividade crescente.
Dois pesos e ...3 Antes, precisa fazer cumprir lei sem diferenças e determinar aos comerciantes que retirem suas bancas e produtos expostos nas calçadas de frente a seus estabelecimentos. Diferente dos ambulantes, esses empresários conhecem a legislação, mas sempre dão um jeitinho com a complacência da prefeitura.
Indefensável A nova chefe da Defensoria Pública Geral do Estado da Bahia (DPE/BA), doutora Camila Angélica Canário de Sá Teixeira, precisa colocar na sua agenda de visitas prioritárias a unidade de Camaçari. Instalada num casarão na região do centro administrativo municipal, estrutura carece de tudo. Problemas para agendamento de atendimentos, controle de acesso com entrada até de animais, e nenhum conforto, como bebedouros para matar a sede da população carente que recorre aos serviços da DP como única alternativa de defesa de suas demandas judiciais.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
17/02/2025 Fechamento: 14h20 Atualização: 20h40
|
|
|
|
|
|
|
Pertencimento A morte da turista paulista, vítima do desabamento da cobertura artística do forro da igreja de São Francisco, em Salvador, é alerta radical que não deveria acontecer. Em Camaçari, o exemplo mais significativo desse abandono com o patrimônio artístico e cultural é a Igreja do Espírito Santo. Coração de um sítio histórico que antecede a chegada dos portugueses ao Brasil, com história fortalecida a partir de 1558, com os padres jesuítas, templo precisa de urgente restauro e um olhar mais amplo sobre seu entorno.
Pertencimento 2 Graças à incúria da Igreja Católica, sempre de mãos dadas com os poderes públicos municipal, estadual e federal, esse patrimônio só faz diminuir. Listada entre as mais antigas do Brasil, igreja do Divino foi construída no século 17 (meados de 1600), e tombada pelo município em 2021. O convento anexo ao templo terminou completamente demolido nos anos 1960, levando com os escombros uma parte significativa da história do Brasil, de Camaçari e sua importância na luta pela Independência da Bahia.
Pertencimento 3 Movimento de apagamento da memória de Camaçari teve seu último capítulo com a reforma promovida pelas gestões do alcaide Antonio Elinaldo (União), entre 2017 e 2024. Financiada por dinheiro internacional da Corporação Andina de Fomento (CAF), que não cumpriu sua função de fiscalizar, projeto de requalificação da praça da Matriz foi coordenado pela secretaria de infraestrutura. Com o aval do chefe, a secretária Joselene Cardin ignorou completamente a legislação, os questionamentos da imprensa e o apelo de historiadores, como o professor Diego Copque e de pesquisadores como José Fernando, morador e figura referência de Abrantes.
Pertencimento 4 O resultado foi a ampliação da destruição da praça da Matriz, antigo ´quadrado` e primeiro aldeamento com registros de mais de 400 anos de história da região ocupada pelos índios tupinambás, colonos portugueses e africanos escravizados. Sem resgatar e destacar as referências do seu importante passado, como a construção de um museu, ou até um memorial, a antiga gestão sequer promoveu um amplo debate com a comunidade sobre a importância histórica da região. Miopia avança e se amplia com a falta de um projeto mais amplo com o resgate e proteção do entorno da centenária igreja.
Pertencimento 5 Agora, com o município sob nova direção, a população e a história esperam do alcaide Luiz Caetano (PT), que tanto alardeia os apoios do governador e do presidente Lula, um projeto robusto de recuperação e resgate desse importante pedaço da história de Camaçari, da Bahia e do Brasil.
Pertencimento 6 Desafios não faltam para o alcaide Caetano-04, que nada fez para proteger o patrimônio da cidade nos seus três governos anteriores (1986/1988, 2005/2012). Histórico nesse quesito é amplo, geral e irrestrito, com zero de ações do seu sucessor e aliado, e igual descompromisso de seus antecessores adversários.
Pertencimento 7 Ampliar essa caminhada não será missão fácil para a nova secretaria de cultura, que logo nos primeiros dias de gestão visitou e prometeu reforma total da Cidade do Saber. Criada pelo petista, a CDS foi festejada nos dois últimos governo de Caetano como joia e farol de um novo tempo.
Pertencimento 8 Nessa agenda obrigatória de referências históricas, os destaques no coração da sede do município são o antigo cinema e o casarão centenário. Morada do poderoso João Francisco da Costa e da família do desembargador Montenegro, imóvel também foi sede dos três poderes. Mesmo com esse histórico, foi demolido no governo Elinaldo para dar lugar a um projeto fake até hoje inacabado. Fúria da marreta, quando o correto era recuperar as fachadas e estruturas originais dos dois imóveis, foi liderada pela então titular da Secult, Marcia Tude, filha do ex-vice e três vezes alcaide do município, José Tude. Equívoco só não atingiu a antiga estação de trens por se tratar de bem privado.
Pertencimento 9 A real situação do novo cineteatro, com construção e inauguração prometidas desde o governo passado, e a destinação do prédio vizinho, fantasiado de arquivo público, é agenda urgente para a nova titular da Secult. Completam essa pauta inadiável da doutora Elci, visitas técnicas às localidades de Cordoaria e Parafuso, só para ficar nessas referências mais urgentes de patrimônio material e imaterial.
Pertencimento 10 Nesse conjunto de demandas urgentes que precisam ser referências numa gestão que promete ´virar a chave`, a construção desse novo momento precisa ser transversal e envolver outras secretarias e o Conselho Municipal de Cultura de Camaçari. Se quiser mudar, vai precisar deixar o CCMC funcionar sem a tutela da Secult. Distante da sua real função fiscalizadora e formuladora, o apenas homologatório CCMC precisa voltar a se reunir. Com mandato até agosto, a atual composição do colegiado, formado por representantes da sociedade organizada e governo, precisa entrar nesse debate sobre patrimônio, cultura popular e sentimento de pertencimento.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
10/02/2025 Fechamento:19h05
|
|
|
|
|
|
|
Dois pesos e ... A necessária retirada dos ambulantes do centro de Camaçari é tabuleiro maior que se imagina e exige um mix de ações que não podem se resumir a simples remanejamentos e limpeza das vias públicas.
Dois pesos e ... 2 Transferir essas pessoas para o Centro Comercial, conhecido como a Feira de Camaçari, é mais que mudar o problema de lugar. A fórmula foi usada na gestão passada, com a improvisação de novos pontos de vendas no maior espaço de comércio popular da cidade.
Dois pesos e ... 3 Se quer ´virar a chave´, como prometeu na campanha, a gestão Caetano 04 precisa de um estudo complexo para definir esse novo desenho do comércio e a relação do município com esse universo em expansão de micro vendedores de frutas, verduras e outras mercadorias e serviços, provocada pela crise econômica e baixa qualificação de boa parte da sua população. Esses pais e mães de família não ocupam com suas bancas, carrinhos e outras formas de exposição e venda de produtos diversos apenas a área central da cidade. A desordem no comércio em Camaçari só tem crescido e hoje ocupa todos os espaços públicos, seja no centro, nos demais bairros da sede, ou nas localidades do município. São praças, ruas, passeios, qualquer área, incluindo aí espaços de preservação ambiental e patrimônios naturais, que se imagine adequado pelo candidato a empreendedor para montar sua guia.
Dois pesos e ... 4 Inchada e descaracterizada do seu projeto original, com limites e espaços definidos abolidos, a Feira de Camaçari virou uma bagunça, onde se pode tudo e a população não se sente confortável, muito menos contemplada com preços e serviços de qualidade. Alimentado pela demagogia da política, o maior espaço comercial da cidade e um dos maiores e com mais volume de vendas da região virou um grande negócio para seus permissionários e protetores da política.
Dois pesos e ... 5 Com serviços básicos bancados pela prefeitura, como energia, água, segurança e limpeza, que não custam aos cofres públicos menos de R$ 1 milhão mensais, a Feira de Camaçari cresceu e se apresenta hoje como um equipamento que agride a paisagem e até a mobilidade das pessoas. Pontos de vendas distribuídos por critérios políticos e sem nenhuma contrapartida financeira pelo uso do espaço público avançam sobre suas áreas de circulação internas e externas. Até os passeios do seu entorno foram ocupados por esses equipamentos comerciais, contribuindo para transformar o centro da cidade ainda mais caótico.
Dois pesos e ...6 Desgaste que o novo gestor enfrenta com as medidas consideradas impopulares de retiradas dos ambulantes das ruas, testa sua capacidade de compromisso de enfrentar o desafio de organizar a cidade e planejar seu futuro.
Incenso Depois da ausência total de prestígio e reconhecimento pela antiga gestão de Camaçari, o povo de santo começa o ano recebendo sinais nada animadores do governo Luiz Caetano (PT). O encontro que o alcaide teria na quinta-feira passada (30), em seu gabinete, com sacerdotes das religiões de matriz africana terminou acontecendo sem a presença do petista.
Incenso 2 Caetano mudou a agenda e foi ao encontro do bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu. Reunião na Cúria contou com as presenças de bispos e padres das cidades que formam a Diocese, além de representantes de governos dos municípios vizinhos.
Incenso 3 Acostumados com sinais, o povo de santo terminou sendo recebido pelo ex-vereador e agora o ´02` da secretaria de governo (Segov), José Marcelino. Fontes da Coluna garantem que a conversa com Marcelino, que já foi apoiado pelos terreiros, mas perdeu parte significativa dessas energias por equívocos políticos, passou longe dos objetivos e definições discutidos e documentados na campanha eleitoral entre o candidato Caetano e os pais e mães de santo.
Na pista Como anotou a Coluna em 28 de outubro do ano passado (Confira#mce_temp_url# ) o ex-vereador e candidato a prefeito Flavio Matos (União) segue ensaiando um roteiro que passa pela sua candidatura a deputado federal. Segundo apurou a Coluna, Matos, que somou pouco mais de 77 mil votos (49,08%) na disputa para prefeito de Camaçari, vencida pelo petista Caetano por pouco mais de 2 mil votos, tem a simpatia da maioria dos 12 vereadores da base oposicionista. Mesmo aparentemente considerada conflitante com os interesses do ex-alcaide Elinaldo, candidato a deputado estadual assumido, postulação de Flavio Matos já dá sinais nas redes sociais.
Na Pista 2 Entra aí como o terceiro nome numa construção já amarrada por Elinaldo com o federal Paulo Azi e o estadual que almeja substituir o papai José Rocha no Congresso, Manoel Rocha, ambos do União.
Na pista 3 Diferente de Elinaldo, com capilaridade eleitoral em cerca de 40 cidades, Flavio Matos disputa os votos de Camaçari com a deputada e candidata a reeleição Ivoneide Caetano (PT), além de somar apoios na Região Metropolitana.
Currículo A indicação da engenheira Joselene Cardin para a pasta de obras da prefeitura de Lauro de Freitas é um inequívoco sinal da influência do ex-alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (União), na gestão da companheira de legenda, Débora Regis. Patrocínio desse e de outros nomes mostra que o apoio dado à correligionária, ex-vereadora e sem nenhuma experiência de gestão, foi consistente ao ponto de mandar para o município vizinho uma técnica que não exibiu uma trajetória de trabalho considerada satisfatória em Camaçari.
Currículo 2 Como mostrou a Coluna em diversas postagens, a poderosa e imexível ex-titular da Seinfra ficou conhecida por ignorar legislações básicas, atrasar obras e refazer cronogramas. As queixas de aliados do governo e os prejuízos para os cofres públicos não foram poucos. Um exemplo foi o ´faz, desfaz e refaz` da avenida Jorge Amado, que só somou prejuízo financeiro para o município e, de quebra, ajudou no desgaste da imagem política do grupo governista. O mais recente exemplo dessa falta de planejamento é a inacabada requalificação da avenida Eixo Urbano Central, principal via do centro do município.
Currículo 3 Com espaço político apertado, claras dificuldades técnicas nesse começo de gestão, e sem maioria no Legislativo, não dá para dizer se a gestão do alcaide Luiz Caetano vai colocar a chave certa e fazer essa apuração dos desmandos da doutora Joselene, servidora de carreira do município desde 2012. Desvendar esses mistérios das obras públicas é o mínimo que se espera do petista.
Calibre Camaçari começou o ano contando 9 assassinatos em janeiro, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Confirmado esse número pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), com dados atualizados até novembro do ano passado, janeiro de 2025 é o mês com o menor número de assassinatos desde 2017. Ainda sem dados oficiais de 2025, primeiro mês do ano registrou 4 assassinatos a menos que os 13 contados no mesmo período de 2024.
Calibre 2 Camaçari fechou 2024 com 190 assassinatos. Número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs), informados no site da SSP-BA, somam 170 registros até novembro. Soma fecha com os 20 assassinatos apurados em dezembro pela Coluna.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
03/02/2025 Fechamento: 18h25
|
|
|
|
|
|
|
Ignição O acordo da prefeitura de Camaçari com o Ministério Público (MP), se comprometendo a implantar um sistema de transporte público por ônibus vai render muitos ajustes até começar a rodar e ganhar velocidade. Proposta emergencial, avalizada pela Câmara de Vereadores, prevê já em fevereiro, 45 ônibus percorrendo 27 linhas na sede, orla e zona rural.
Ignição 2 Ao mandar para a sucata o sistema iniciado na gestão do antecessor, que poderia ser ao menos parcialmente aproveitado, o alcaide Luiz Caetano (PT) desacelera e roda o torniquete do gasto com um novo projeto.
Ignição 3 Enquanto anda de pisca alerta nessa fase emergencial, Caetano busca construir um novo sistema de gestão de transporte público com ônibus elétricos, como prometeu na campanha e vem reafirmando em cada roteiro da sua gestão 04.
Ignição 4 Complexo e cheio de variáveis, o sistema palavrado aos promotores por Caetano fica ainda mais desafiador com a sua promessa de ônibus com tarifa zero. Sem remuneração para um serviço que já chegou a transportar cerca de 1 milhão de pessoas/mês, sistema de transporte por ônibus terá de ser pago pelos cofres da prefeitura. De acordo com dados extra-oficiais apurados pela Coluna, conta soma cerca de R$ 4 milhões por mês (R$ 50 milhões/ano) com custos de gestão e manutenção dessa frota.
Ignição 5 Isso, se mantiver a promessa de tarifa zero de forma ampla, geral e irrestrita. Como em política, forasteiro vira nativo querido e adversário vira aliado nomeado, depois do desmonte do palanque, não dá para descartar a possibilidade de construção de uma nova narrativa com a adoção de um sistema heterogêneo. Camaçari adotaria a tarifa ´zero híbrida`, com custos bancados por parte dos passageiros. Além das isenções obrigatórias para idosos e PCD, viagem 0800 poderia beneficiar desempregados cadastrados, estudantes, isso sem falar no zero total nos finais de semana, já adotado em várias cidades, prometido e nunca cumprido pelo antecessor Antonio Elinaldo (União).
Ignição 6 Com tarifa zero total ou híbrida, o alcaide Caetano vai ter que administrar outros veículos e motoristas perigosos nessa mesma pista para não sofrer abalroamentos. Como ficam os mototáxis e os ligeirinhos com a queda no volume de passageiros que naturalmente serão atraídos pelo custo zero do buzu?
Ignição 7 O ano de 2026 é de eleições para presidente, governador, escolha de dois senadores e deputados federais e estaduais. É um roteiro longo, cheio de pontos de embarque e desembarque de muitos votos.
Regador Quem apostou que as conferências livres da Sociedade Civil de Camaçari, realizada sexta-feira (24); e do Comam-Conselho Municipal de Meio Ambiente, na terça-feira (21), fossem apertar o alcaide Luiz Caetano (PT), não conhece o movimento do regador e a torneira da política.
Regador 2 Mesmo com agenda direcionada para temas mais gerais do país como aquecimento global, com escolha de delegados de Camaçari para a Conferência Nacional de Maio Ambiente, em maio em Brasília, encontros preferiram deixar sem água o caquinho da principal plantinha do movimento ambientalista de Camaçari.
Regador 3 Nada impedia os dois fóruns de produzirem documentos lembrando e cobrando a Carta-Compromisso, assinada em setembro pelo então candidato e hoje alcaide empossado, Luiz Caetano (PT).
Regador 4 Foram essas mesmas estruturas que produziram esse importante encontro finalizado num documento, apoiado pela OAB-Camaçari, onde cobravam o aprimoramento da política ambiental de Camaçari. Documento assinado por Caetano e demais candidatos a gestor do município, destacava como prioridades a revisão do PDDU, da legislação ambiental, e a criação uma secretaria ou estrutura para coordenar as ações ambientais no município.
Coordenadas A urbanista Juliana Paes é a nova presidente da Sociedade Brasileira de Urbanistas (SBU). A ex-secretária de Desenvolvimento Urbano de Camaçari comanda a entidade até 2027. Promete defender a categoria e ampliar o empoderamento da entidade e sua presença nos debates sobre cidades e sua relação direta com a qualidade de vida da população.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
27/01/2025 Fechamento: 18h05 |
|
|
|
|
|
|
Regador Como será tratada e quais as propostas para o aprimoramento da política ambiental no governo Luiz Caetano (PT). As prometidas revisões do PDDU e da legislação ambiental, e a criação de uma secretaria ou estrutura capaz de garantir presença firme e independente na condução de Camaçari e suas conexões com os novos parâmetros mundiais são interrogações que precisam de respostas.
Regador 2 Essas e outras questões devem constar da pauta de debates da Conferência Livre da Sociedade Civil de Camaçari. Encontro organizado por nada menos que 12 entidades, acontece na próxima sexta-feira (24), no Instituto Arborize, sede do município.
Regador 3 Para ampliar ainda mais as dúvidas e indefinições desse novo momento, e dentro do próprio movimento ambientalista, um segundo encontro, batizado de Conferência Livre do Comam-Conselho Municipal de Meio Ambiente acontece nesta terça-feira (21), também na sede do município.
Regador 4 Expectativa é que encontros lembrem a assinatura, em setembro do ano passado, na Carta-Compromisso, pelo então candidato, agora alcaide de Camaçari, Luiz Caetano. Documento discutido, construído e apresentado por essas mesmas entidades e figuras do movimento ambientalista, teve o respaldo da Ordem dos Advogados OAB-Camaçari.
Regador 5 Para ampliar ainda mais essas dúvidas de um movimento que até então parecia ser monolítico, cada um dos encontros deve eleger um delegado e suas respectivas propostas. Por essa fórmula, Camaçari terá dois representantes e um provável difícil consenso na conferência nacional, prevista para maio.
Regador 6 No meio desse ´ecossistema`, ainda confuso e sinalizando pouco planejamento de ações, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), responsável de forma mais direta pelo cumprimento da legislação ambiental, também emite sinais de descuido.
Regador 7 A Coluna apurou que a Associação dos Auditores Fiscais do Uso do Solo e Meio Ambiente de Camaçari (Afimc) perdeu a queda de braço na luta pela valorização dos servidores de carreira da pasta. Em documento enviado a representantes do governo eleito, no final do ano passado, a Afimc solicitava a desmilitarização da Sedur.
Regador 8 Uma das queixas era justamente o comando da fiscalização ser exercida por um policial militar. Agora, com a nova Sedur do secretário Rodrigo Nogueira, a fórmula não apenas se repete, como destina a função de superintendente da pasta para o mesmo PM que trabalhou na gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União).
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
20/01/2025 Fechamento: 19h02
|
|
|
|
|
|
|
Holofote O show de Thiago Aquino, sábado (11), como atração principal da festa de Barra de Pojuca, sinaliza que calendário de festas na orla de Camaçari não deve sair barato. O artista com cachê de R$ 350 mil, mostram gastos que seguramente, se não superarem, vão encostar nos R$ 10 milhões.
Holofote 2 São mais 5 festas neste ano, sendo quatro até março, além da de Areias, em junho. Próxima semana o roteiro se repete com lavagem e shows Vila de Abrantes, ainda sem grade de atrações anunciada. Depois vem Monte Gordo e Jauá, esse último com configuração maior. O festival de Arembepe, a mãe da festança, com provável data no final de março, terá quatro dias e um custo que não sai por menos de R$ 4 milhões.
Holofote 3 Ainda sem uma estrutura de eventos totalmente montada e azeitada, a Coluna apurou que a contratação de artistas e de parte da estrutura dessas festas está sendo bancada pelo governo do Estado, comandado pelo aliado e companheiro de partido Jerônimo Rodrigues.
Bastidores A ida do vereador Teo Ribeiro (PT) para secretaria de esportes e juventude (Sejuv) foi mais uma tentativa do alcaide Luiz Caetano (PT) de acomodar aliados. Primeiro suplente da federação de partidos, formada pelo PT, PV e PCdoB, Teo aparecia como o nome ideal para fazer as articulações com a maioria oposicionista no Legislativo, presidida pelo vereador Niltinho Maturino (PRD), e fundamental para garantir certa tranquilidade ao governo Caetano-04.
Bastidores 2 Mas, o imaginado e projetado não deu certo e o vereador Tagner Cerqueira (PT) não conseguiu a maioria dos 12 votos para se eleger presidente, como apostava o novo governo municipal. Sem o Legislativo, Caetano também perde o comando da máquina, de onde projetaria seu pupilo para uma disputa mais confortável por uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia.
Bastidores 3 Sem Tanger na presidência e com uma oposição fortalecida e em grande parte ligada e seguidora das orientações do ex-alcaide Antonio Elinaldo (UnIão), Teo Ribeiro seria esse nome para ampliar e facilitar acordos. Mesmo com esses predicados, terminou fora do plenário, dando lugar a segunda suplente, Neidinha (PT).
Bastidores 4 Missão será do vereador Tagner, indicado líder do governo e sem o risco de ter seu brilho ofuscado por Teo, conhecido pela sua capacidade de diálogo e leveza na condução das conversas com seus pares.
Bastidores 5 Mais complexa com Tagner, relação com a oposição deve contar com a presença de forma mais direta de Caetano, e do próprio Teo, agora dono da bola da Sejuv, nessas conversas. Sucesso nessa empreitada no Legislativo, já que não quis ser secretário, após derrota para a presidência, será decisivo na pavimentação da pista do jovem político no seu projeto 2026. Não vai ser fácil, dentro e fora do Legislativo. Vai disputar apoios com o ex-alcaide Elinaldo, também candidato declarado e assumido a uma cadeira de deputado estadual nas eleições de 2026.
Bastidores 6 Com a decisão de Caetano de apostar em Tagner, cenário segue ainda sem muita clareza. Como fica o jovem vereador em primeiro mandato, Kaique Ara (PT) ? Convidado para a pasta da Sejuv, Kaique recusou e preferiu experimentar e cumprir o acertado com seu eleitorado. Com a missão de líder do PT na Casa, vai trabalhar alinhado com os companheiros Dentinho do Sindicato, Neidinha e Paulinho do Som. Vai ter que adequar sua promessa de um mandato com todo gás, diferenciado, propositivo e ousado, ao projeto de reforço da imagem do aliado Tagner. Esse é o ecossistema que o alcaide Caetano precisa gerir e trafegar.
Próximos capítulos Depois da novela mexicana do primeiro escalão, com anúncio fatiado do secretariado, o alcaide Caetano-04 deve anunciar até amanhã, terça-feira (14), os superintendentes. Posto é equivalente ao extinto de subsecretário, mas terá salário menor. Entre os aliados agraciados estão os ex-vereadores Zé de Elísio na SESP, Zé do Pão na superintendência de trânsito e transportes (STT), e José Marcelino como o 02 da pasta de governo (Segov). Gabriela Mendes, como a Coluna havia listado, será a superintendente na saúde (Sesau). Prazo tem explicação. Nomes precisam entrar na folha de janeiro.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
13/01/2025 Fechamento: 16h02
|
|
|
|
|
|
|
Espectadores A escolha da administradora e turismóloga Elci Freitas para a secretaria de cultura de Camaçari (Secult) tem deixado artistas, diretores, produtores e gente do movimento cultural da cidade sem entender a lógica do alcaide Luiz Caetano (PT). Acostumados com o palco, os bastidores e toda a cadeia de produção cultural na cidade, apostavam num nome vindo desse cenário.
Espectadores 2 Lembram, que mesmo sem dizer sim ou não, Caetano sinalizou de forma clara, durante os encontros com a artistagem, suas intenções de prestigiar a classe, resgatar e fomentar a importância cultural da cidade. Citam as manifestações de rua e nas redes sociais em apoio a sua candidatura, o grupo de trabalho cultural na transição, as mais de 200 assinaturas do pacto dos artistas, os encontros com Caetano, um realizado com a presença da ministra da cultura, Margareth Menezes e do titular estadual da pasta, Bruno Monteiro.
Espectadores 3 Dizem que a escolha de uma ex-assessora da ex-deputada Luiza Maia, apesar do currículo com gestão de pessoas, é uma experimentação perigosa apostar numa ilustre desconhecida do movimento cultural. Com a cabeça da pasta sacramentada, resta agora o anúncio dos demais postos chaves da Secult. Expectativa é ajustar o roteiro para fugir dos equívocos das últimas gestões, seja por falta de foco e descuido, ou desconexão com o movimento cultural da cidade.
Conceito Nomes para o secretariado, seja no governo Caetano, em Camaçari, ou qualquer outra gestão, são sempre questionáveis. Existe o time dos que gostam, dos que reprovam, e dos nem sim nem não. O que não pode é escolher um auxiliar que não exiba um currículo de conhecimento, qualificação e sentimento de pertencimento da cidade, esse último fundamental em pastas mais específicas.
Conceito 2 É o caso da secretaria de desenvolvimento urbano (Sedur). A escolha do advogado Rodrigo Nogueira exibe uma configuração nova numa pasta com tradição de comando por técnicos da área de planejamento. Independente de nomes, a Sedur exige um novo roteiro que não pode ser ignorado.
Conceito 3 É nesse complexo universo de legislações e horizontalidades técnicas, onde os princípios de equilíbrio da vida são fundamentais, mas muitas vezes distantes da letra fria da Lei e dos desejos imediatos e nem sempre saudáveis da política, que o doutor Nogueira terá de trafegar e fazer as mudanças necessárias.
Conceito 4 Seu maior desafio é a construção de uma política municipal de meio ambiente aliada ao desenvolvimento urbano numa complexa Camaçari. Sede de um dos maiores núcleos industriais integrados do planeta, Camaçari é ao mesmo tempo um potencial polo de preservação da natureza e do turismo com seu riquíssimo e singular ecossistema de 42 km de praias, rios, lagoas, dunas, fauna e flora.
Conceito 5 Palavrado com os grupos ambientalistas, durante encontro chancelado pela OAB-Camaçari, o então candidato Luiz Caetano (PT) prometeu um olhar diferenciado e cuidadoso. Questões como destruição de reservas ambientais, grilagem de terras públicas em todo o município, e a redefinição de parâmetros construtivos e de ocupação também foram promessas do agora alcaide eleito e já no exercício do poder.
Conceito 6 Tema fundamental para o futuro da cidade foi bem lembrado em recente artigo “Um necessário e possível pacto ambiental”, da jornalista e especialista em questões ambientais, no Colunistas do Camaçari Agora (Confira #mce_temp_url#). Cobrança e vigilância desse compromisso, também defendido pela Coluna e por outros articulistas, como a jornalista Ana Mandin e o advogado Juan Sterfan. Também entram nessa lista de debates e contribuições a urbanista Juliana Paes e o arquiteto Luiz Roberto Cabié, ambos ex-secretários, com larga experiência na área, e lembrados para o comando da Sedur.
Conceito 7 Cabe agora ao doutor Rodrigo, indicado pelo vereador Tagner Cerqueira (PT), mostrar na prática esse novo olhar como gestor. A hora é agora para reafirmar esse entendimento, exibido por ele durante encontros, reuniões e debates sobre o PDDU e outras questões ligadas ao desenvolvimento urbano de Camaçari.
Calibre Camaçari fechou dezembro com 20 assassinatos. Número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) no último mês de 2024 é o segundo maior desde 2017. Só é menor para o mesmo mês de 2021, com 23 assassinatos. Dados foram apurados pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa, Números oficiais do ano passado, ainda não foram postados no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), que tem última atualização até outubro.
Calibre 2 Já na soma total de assassinatos de 2024, a Coluna encontrou 181 registros. Na comparação dos últimos 8 anos (2017/2024) o ano de 2024 foi o 4º mais violento, atrás de 2023 (241 assassinatos), 2021 (216), e o recordista 2017, com 249 assassinatos.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
06/01/2025 Fechamento: 18h30 |
|
|
|
|
|
|
Conjuntura A eleição da oposição para o comando da Mesa Diretora da Câmara de Camaçari não chega a ser o fim do mundo. Com a derrota do alcaide Caetano (PT), que queria ver seu pupilo e correligionário, o vereador Tagner Cerqueira, no controle da agenda do Legislativo, o jogo da política ganhou novos e imprevisíveis contornos.
Conjuntura 2 A eleição do vereador Niltinho Maturino (PRD) para presidente do Legislativo, com fortes ligações ao ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), é muito mais que um jogo de pressão sob o novo gestor municipal. Caetano vai precisar dos votos da oposição para colocar para andar boa parte dos seus projetos. Nessa conta, o apoio popular tem peso, mas com poder de pressão tão decisivo sobre os vereadores, como se imagina.
Conjuntura 3 Com 11 votos certos, precisa de, ao menos, mais 1 apoio para aprovações simples (12 dos 23), como pedidos de empréstimos, e 5 apoios para formar 2/3 e garantir mudanças mais complexas que implicam em mexida na Lei Orgânica do Município, por exemplo.
Conjuntura 4 Outra pedra no sapato de Caetano, que ele contava com a eleição de Tagner para funcionar como palmilha, é a reprovação das suas contas de 2012 pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Engavetada há cerca de 2 anos pelo conselheiro, amigo e aliado político, o ex-deputado federal Nelson Pelegrino, processo vai ter de andar e chegar no Legislativo. Vai exigir 16 votos, portanto 5 apoios da hoje base oposicionista, para que a decisão seja modificada e aprovada pelos vereadores, livrando assim o alcaide da condenação e até risco de complicações no mandato.
Conjuntura 5 Sem maioria e sem o presidente, o petista também não terá o controle sobre boa parte das 16 comissões permanentes, em especial as poderosas comissões de constituição e justiça e de finanças e orçamento.
Conjuntura 6 Mesmo com o controle dos cargos do Legislativo, que não são poucos, ultrapassa as 40 nomeações, a bancada oposicionista, quase na sua totalidade acostumada com a presença e participação no loteamento dos postos diretos e terceirizados na prefeitura, vai querer mais.
Conjuntura 7 Nesse jogo do aperta e folga, o alcaide Caetano vai precisar ser eficiente e saber compensar parte dessa bancada oposicionista, se quiser reduzir os danos políticos, em especial nesse primeiro ano de governo. Caetano sabe que o sucesso de sua gestão tem relação direta o projeto do PT de manutenção do poder no estado, na Presidência da República, no Senado. Também entra nessa conta a reeleição da esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT), e os seus planos para garantir uma representação na Assembleia Legislativa. Sem a presidência da Câmara de Camaçari, praticamente ficou sem pista de decolagem do projeto de fazer o vereador Tagner deputado estadual e se contrapor aos planos do ex-alcaide Elinaldo que também quer uma das 63 cadeiras da Assembleia.
Conjuntura 8 Não foi fácil segurar os 12 vereadores necessários para impedir a virada de mesa planejada por Caetano. Por apenas um voto, a eleição do oposicionista Niltinho seguiu no fio da navalha e terminou confirmada pelo entendimento da maioria de que o controle do Legislativo seria fundamental para fortalecer os vereadores, independente das negociações e acordos futuros com o governo municipal.
Conjuntura 9 Segundo apurou a Coluna, nome de Niltinho só foi confirmado no final da manhã de quarta-feira (1º) portanto a pouco mais de 4 horas da votação. Reunidos num hotel da cidade desde o começo da manhã, os 12 mais o alcaide Elinaldo, ironicamente o número 13 do encontro, fechou com a votação do nome para presidente. Niltinho Maturino (PRD) somou 5 votos, Dr Elias Natan (PSDB), provável nome para presidir a comissão de saúde, obteve 4 apoios. O terceiro votado, com o aval de 3 colegas, foi Dr Samuka (PRD), cotadíssimo para comandar a poderosa comissão de constituição e justiça.
Conjuntura 10 Conjuntura com o prefeito em minoria no Legislativo, tido como improvável e fora do cenário político de Camaçari nos últimos 40 anos, vai precisar de um Caetano versão 04 de verdade e capaz de virar sua própria chave.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
02/01/2025 Fechamento:13h20
|
|
|
|
|
|
|
Fechadura Finalmente, o alcaide eleito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), informou a data de divulgação dos nomes do seu secretariado. O anúncio, não se sabe ainda se completo ou parcial, será na manhã de segunda-feira (30), portanto a pouco mais de 48 horas para a posse. Seja qual for o secretariado escolhido, o governo Caetano-04 começa dando sinais.
Fechadura 2 Diferente da escalação de um time de futebol, onde o mistério dificulta o conhecimento dos movimentos do adversário, a demora na montagem/anúncio da sua equipe de secretários só reforça as dúvidas da torcida, seja a adversária azul, ou a aliada vermelha, sobre a certeza do treinador na montagem do melhor time. A escolha da equipe de auxiliares será o primeiro indicativo dessa chave e sua capacidade de virada e realização de um governo novo e inovador, que Caetano tanto prometeu durante a campanha.
Fechadura 3 Dúvidas e mistério sobre o primeiro escalão têm razões e ficaram cada vez mais claros se voltarmos ao resultado do 27 de outubro, quando o petista venceu no segundo turno o adversário Flavio Matos (União) com uma vantagem de 2.902 votos, o equivalente a menos de 2 pontos percentuais. Essa diferença, que no primeiro turno foi de apenas 559 votos, mostrou a fundamental ajuda do governo Lula, e das lideranças do senador Wagner, do ministro Rui Costa, do senador Otto Alencar, e do apoio decisivo, irrestrito e sem limites do governador Jerônimo. Acostumado a decidir sozinho, como fez praticamente nos três mandatos anteriores, Caetano sabe que, principalmente em política, não existe almoço grátis.
Fechadura 4 Não é o secretariado, mas a conjuntura política de Camaçari mostra que a Câmara de Vereadores segue funcionando, umbilicalmente ligada e cumprindo os desejos do alcaide de plantão. No dia 1º de janeiro, que a Coluna chama de ´quarta-feira sem lei`, será decidido quem vai sentar na cadeira de presidente do Legislativo, biênio 2025/2026. Os elinaldistas cantam vitória e anunciam 12 nomes, de um total de 23, para garantir a cabeça e as outras 5 vagas na Mesa Diretora.
Fechadura 5 Conta perigosíssima, por um voto apenas, foi mais elástica. Somava 14 até recentemente, quando Ivandel Pires (União) e Luizão Costa (Republicanos), sempre listados pela Coluna como candidatos fortes a adesistas ao caetanismo, compartilhavam a mesma mesa e jurava fidelidade ao grupo elinaldista. Para virar esse placar, a chapa caetanista, com o vereador Tanger Cerqueira (PT) na cabeça, precisa apenas de um votinho para inverter a conta em 12 a 11.
Olhares Não existe risco de recuo da BYD no seu projeto de expansão no Brasil, a partir da sua fábrica de veículos, baterias e componentes em Camaçari. Com muitos olhos bem abertos, principalmente os dos concorrentes, o estilo chinês e sua relação de trabalho com seus empregados vão precisar mudar e se adequar às leis brasileiras e seus reflexos de imagem corporativa na poderosa internet.
Olhares 2 Os primeiros alertas, ainda que atrasados, mas importantes, já estão sendo dados, como vem mostrando o Camaçari Agora. A atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) comprovando as péssimas condições vividas pelos chineses contratados para ajudar na montagem da fábrica e consideradas trabalho análogo à escravidão, expuseram e colocaram dúvidas sobre a atuação do Brasil nessa fiscalização.
Olhares 3 O mais novo e emblemático capítulo é a decisão do governo brasileiro de suspender a emissão de vistos de trabalho temporário para a BYD, numa clara demonstração de que a legislação que regula essas permissões não vinha sendo fiscalizada.
Olhares 4 Entra nessa conta não apenas as autoridades federais. O governo do estado, com sua pasta de trabalho, emprego e renda (Setre) também não fez o dever de casa, enfocando apenas no midiático e politicamente vantajoso processo seletivo para futuros empregados brasileiros na montadora.
Olhares 5 Ainda dentro dessa equivocada lógica, não se ouviu nenhuma manifestação do alcaide eleito, Luiz Caetano (PT), do ainda gestor municipal, Elinaldo Araújo (União), muito menos de vereadores que tanto discursam e usam as redes sociais para pregar a defesa dos trabalhadores.
Olhares 6 Fecha essa cadeia dos ´olhinhos fechados`, o sindicato de trabalhadores da construção civil e montagens de Camaçari (Sinditiccc). Mesmo com função primordial de garantir o exercício do emprego de forma digna e nunca descuidar na fiscalização desse pilar, representação falhou na sua promessa, feita pelo seu presidente, Bira do Sinbditiccc, em outubro, durante o lançamento da pedra fundamental da montadora em Camaçari.
Olhares 7 Essa estranha relação da BYD com seus empregados começou a ser denunciada em novembro. O Camaçari Agora e a Coluna Camaçarico acompanham desde o início das denúncias de maus tratos a trabalhadores chineses. Depois noticiou a fiscalização do Ministério Público do Trabalho. Prosseguiu com a notícia sobre a interdição das obras na BYD Camaçari. Informou a tentativa de se vitimizar dos chineses. Por último, a decisão do governo de suspender as licenças para trabalhadores chineses.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
28/12/2024 Fechamento: 21h01
|
|
|
|
|
|
|
Rosa em choque Tem efeito prático quase zero, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TER) de condenar o vereador Dentinho do Sindicato (PT) por importunação sexual e violência de gênero contra a vereadora Professora Angélica (PP). O vereador de Camaçari não vai ser preso, muito menos perder o mandato. Terá até 2028, quando provavelmente disputará sua 4ª reeleição para tentar se livrar da pena de inelegibilidade que só vale daqui a 4 anos.
Rosa em choque 2 Crimes cometidos em meados de 2022 terminaram passando impunes graças a omissão da Câmara de Camaçari e do alcaide Antonio Elinaldo (União) que preferiu ignorar a agressão sofrida pela aliada. Nessa conta, a vereadora, sem assessoria e outros apoios, também falhou por falta reação mais dura e articulação com os movimentos sociais.
Rosa choque 3 Ocorridas no plenário do Legislativo, manifestações que deveriam ter sido rechaçadas de forma dura pelo então presidente Ednaldo Junior Borges (União), seguiu como se nada tivesse acontecido nos dois anos seguintes do atual presidente Flavio Matos (União), candidato a alcaide na chapa da qual a vereadora foi vice.
Rosa choque 4 Caso não expôs apenas os aliados conservadores. As mulheres do campo progressista também se omitiram. Ninguém viu manifestação da deputada federal Ivoneide Caetano (PT) condenando a agressão praticada por seu companheiro de partido. A ex-deputada Luiza Maia, que se caracterizou pela luta em defesa das mulheres, e agora retoma o protagonismo político no município, com a volta de Luiz Caetano (PT) pela 4ª vez ao poder, também nada falou.
Rosa choque 5 Caso da agressão à vereadora Professora Angélica só expõe o perigoso corporativismo machista da Câmara de Vereadores de Camaçari e dos demais atores e estruturas políticas da cidade, independente da matiz ideológica. Omissão mostra que a luta por direitos iguais ainda é uma bandeira que sobe e desce de acordo com as conveniências.
Saco fechado E o alcaide eleito de Camaçari segue ajustando o figurino do secretariado. Previsão inicial, como informou a Coluna, é de anunciar no começo da próxima semana os nomes das chamadas ´secretarias meio`, bloco formado pelas pastas da administração, finanças, governo, relações institucionais. Nessa agenda ainda imprevisível de Luiz Caetano (PT), as datas e os nomes podem mudar.
Saco fechado 2 Na bolsa de apostas, parte desses nomes checados pela Coluna, e outros anunciados como certos e prováveis, por parte da imprensa e redes sociais, dois nomes aparecem bem posicionados: o vereador eleito Marcio Neves (PT) para a pasta da educação (Seduc), e o assessor Ademar Lopes para a secretaria de relações institucionais (Serin). O jornalista Geraldo Honorato na pasta da comunicação, a ser criada, também é praticamente o único dentro do recorte de Caetano, que vem falado num nome da cidade para a missão. Dúvidas não faltam nesse processo. E, se o chefe avaliar ser mais vantajoso destinar outra missão para o colaborador?
Saco fechado 3 Lista inclui ainda a educadora e empresária Adriana Marcele para a secretaria de desenvolvimento econômico (Sedec); o auditor da secretaria da Fazenda do estado, Luiz Augusto Reis para a finanças (Sefaz). Segundo apurou a Coluna, Paulo Cesar, hoje na Sefaz de Dias D`Avila, recusou o convite para voltar a colaborar com a nova gestão Caetano no comando da Sefaz. Independente de laços familiares, o advogado Edmilson Santos, irmão da vice-prefeita eleita, Dea Santos, inicialmente listado para a procuradoria, é cotado para a controladoria.
Saco fechado 4 Segundo apurou a Coluna, as causas da dor de cabeça de Caetano são as pastas da cultura (Secult), desenvolvimento social (Sedes), esportes e juventude (Sejuv) e desenvolvimento urbano (Sedur). Seja quem for, a saúde (Sesau) terá solução técnica capaz de desenrolar a gestão nos primeiros dias de governo, tal o grau de dificuldade que vai encontrar com o cancelamento de contratos. A enfermeira Rosangela Oliveira, vinda de Mutuípe e com larga experiência em gestão, poder ser esse nome.
Saco fechado 5 Nesse processo ainda pouco claro, indicativo da dificuldade de Caetano contemplar aliados e agradecer os apoios que vieram de fora e de cima, sem os quais não teria logrado êxito, conjuntura local exibe outro nome que andava esquecido e volta aos holofotes. A ex-deputada estadual Luiza Maia não pode ser ignorada nos projetos de curto e médio prazos. Inflada nos últimos dias e até lembrada para a pasta da educação, Luiza tem amplo currículo de contribuição ao município, ocupando pastas municipais e na linha de frente de várias disputas eleitorais. Pode emplacar a pasta da mulher ou, quem sabe, do desenvolvimento social (Sedes), já que os potenciais nomes sofrem objeções conflitantes com o próprio sistema único da assistência social (Suas).
Saco fechado 6 Com a eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores caminhando para a confirmação de Tagner Cerqueira (PT), graças aos apoios de 3 dos 14 eleitos pela base elinaldista, conta fecha em 12, maioria apertada, mas fundamental para a primeira fase. Estratégia é garantir ao menos mais 4 votos, formando assim maioria de 75% (16 votos) para aprovar as mudanças que que o alcaide Caetano planeja para poder governar com tranquilidade.
Saco fechado 7 Com o desconforto da dúvida, que toma conta e estressa toda a cúpula do novo governo, tal o mistério do chefe, nomes precisam ser definidos e anunciados até a próxima sexta-feira (30). A não ser que o Caetano versão 04, inove tomando posse sozinho.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
22/12/2024 Fechamento: 17h48
|
|
|
|
|
|
|
Tic-Tac Com a sua diplomação, dos 23 vereadores eleitos, suplentes, e da sua vice, quarta-feira (18), os prazos para o alcaide Luiz Caetano (PT) entram na fase final. Se não surpreender até depois de amanhã, decisão pouco provável até para os aliados, serão 13 dias para o dead line da definição e anuncio do seu time de secretários e a complicada escolha do seu candidato a presidente do Legislativo, na disputa do dia 1º de janeiro.
Tic-Tac 2 Apesar dos almoços, selfies e declarações de unidade, os 14 vereadores eleitos pela base do atual alcaide Antonio Elinaldo (União) não perecem tão monolíticos como alardeiam. O vereador Ivandel Pires (União) com postagens reticente nas redes sociais, desfilando e se deixando fotografar ao lado dos vencedores, e o vereador Luizão Costa (Republicanos), são tidos como certos na conta do PT. Resta saber quem será o 12º elemento que garantirá a maioria dos votos necessários para eleger o presidente e os demais 5 cargos da mesa diretora.
Tic-Tac 3 No time dos 14 a indefinição/preocupação com espaços na máquina municipal, a partir de 2025, segue ampliando as esperanças do alcaide Caetano em conquistar muito além dos 3 apoios mínimos. Caetano quer o companheiro Tagner para presidente do Legislativo. Muito mais que petista, o jovem político em segundo mandato é certeza de 100% de cumprimento das diretrizes traçadas pelo chefe.
Tic-Tac 4 Outro nome nesse mesmo figurino caetanista, com elasticidade, mas sem riscos, é Dilson Magalhães (PP). Com bom trânsito em grande parte do time dos 14, Dilson foi oficialmente elinaldista até o primeiro turno. Seu estilo aberto e afável garante um capital político que não pode ser desprezado num governo que vai precisar de maioria para governar. Como antecipou a Coluna (Confira#mce_temp_url#), novo governo terá sérios obstáculos, aprovados pelo atual Legislativo e que precisarão ser desmontados para que possa botar a gestão para andar. O PT soma entre certos e eleitos pela sua base de partidos aliados apenas 9 dos 23 votos.
Tic-Tac 5 A escolha do secretariado é outra consumição para o alcaide eleito. Apesar da imagem externa de tranquilidade, demora não é bom sinal. Caetano pode quebrar esse clima com o anúncio de parte do secretariado antes do Natal. Uma fórmula que vem sendo discutida, segundo apurou a Coluna, seria anunciar os titulares das chamadas pastas `meio´: administração, finanças, controladoria, procuradoria, governo e relações institucionais. O nós são saúde, educação, desenvolvimento social, desenvolvimento urbano e esportes já fazem parte do time que imprime uma cara mais visível do governo.
Tic-Tac 6 Diferente das outras eleições, quando ganhou praticamente com seu time local, dessa vez Caetano teve padrinhos fundamentais para sua vitória no tenso e complicado 27 de outubro. Lula, Wagner, Rui e Jerônimo seguramente vão influenciar na montagem desse time. Nova conjuntura política do PT no estado, necessidade de transformar Camaçari na vitrine estadual e nacional não são elementos que serão desprezados na montagem desse secretariado.
Tic-Tac 7 Mesmo sob essa mira, Caetano sabe de cor e salteado a velha regra de não nomear quem não pode exonerar. Lição que o alcaide Elinaldo ignorou e deu no que deu, ou melhor, ainda está dando, com a nomeação e manutenção por 8 anos da filha do seu vice José Tude (União), Marcia Tude para a pasta da cultura.
Sem choro Não tem explicação a retirada da espécie Camaçari do passeio lateral da feira. O descuido com a árvore símbolo da cidade, replantada há cerca de 3 anos, e já com mais de 2 metros de altura, como mostra registro feito antes das obras, parece ser o derradeiro presente da doutora Joselene Cardin. Sumiço, também comprovada com recente imagem do local, tem a digital da comandante da pasta de obras e responsável pelo o projeto de requalificação da avenida Eixo Urbano e seu entorno.
Sem choro 2 Por falar em fim de governo, máquina municipal entra em transe a partir do dia 23, próxima segunda-feira. Despedida do alcaide Elinaldo, depois de 8 anos de poder, começa com o recesso de final de ano. Trabalho até dia 31, só para a turma do essencial.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
16/12/2024 Fechamento: 18h10 |
|
|
|
|
|
|
Sintonia O governo Luiz Caetano (PT) não deve mudar apenas o modo de fazer política no município e a gestão de Camaçari. Com o controle da publicidade municipal e os correligionários Jerônimo e Lula mandando nas estruturas estadual e federal, pacote de ´sugestões`, a partir de janeiro, passa pela comunicação e inclui acordos e alterações na programação das três principais emissoras de rádio da cidade.
Sintonia 2 Na Líder FM (96.5), a programação pró-Caetano, principal trincheira da oposição durante a campanha eleitoral, será ampliada, consolidando assim a emissora como uma espécie de rádio chapa-branca do governo petista.
Sintonia 3 A Sauípe FM (102.9), de propriedade da família do ex-alcaide Humberto Ellery, também deve aderir à nova lógica com mexidas no formato e conteúdo da programação. Segundo apurou a Coluna, mudanças miram com precisão maior a Sucesso FM (93.1).
Sintonia 4 O grupo caetanista, que já controlou a programação noticiosa da Sucesso, quando a emissora começou a operar na sede do município, no começo dos anos 2010, negocia com a direção da rádio a saída do radialista Roque Santos da grade de programação.
Sintonia 5 Com ligações pessoais e políticas ao alcaide Antonio Elinaldo (União), que deixa o poder depois de dois governos seguidos (2017/2024), o radialista perde a partir de janeiro o volumoso apoio da publicidade institucional da prefeitura de Camaçari. Santos atualmente comanda dois programas: o matutino Bahia no Ar, e o vespertino Linha Quente, também transmitido pelo canal You Tube.
Sintonia 6 Candidato derrotado na disputa por uma vaga no Legislativo de Camaçari, pelo PP, o radialista, que chegou a Camaçari no projeto de comunicação de Caetano, dificilmente conseguirá convencer a direção da Sucesso, seu atual contratante, a abrir mão das gordas verbas publicitárias do município e dos governos estadual e federal, todos comandados pelo PT. Agora, é aguardar 2025.
Caixão e vela Nem precisou chegar ao Tribunal Regional Eleitoral (TER-BA), onde dificilmente passaria, o pedido de revisão eleitoral dos votos do PSB, por suposto uso de candidato laranja. Patrocinada pelo vereador não reeleito, Jorge Curvelo (União), que apostava nessa revisão para prosseguir no Legislativo, ação foi parcialmente rejeitado pela juíza da 171ª Zona Eleitoral de Camaçari, Fernanda Karina Vasconcelos Simaro.
Caixão e vela 2 Mesmo mandando seguir com a ação, ao solicitar manifestação do partido acusado de fraude, o PSB, e parecer do Ministério Público, a juíza na sua decisão datada desta segunda-feira (9/12), foi clara ao citar a “insuficiência de elementos probatórios robustos que comprovem, de forma incontestável, a prática de fraude às cotas de gênero, e considerando o risco de dano inverso e a necessidade de preservação da segurança jurídica”
Currículo A saída da professora doutora Neurilene Martins, da secretaria de educação de Camaçari (Seduc), a um mês do fim de dois mandatos de um governo que teve sua colaboração por 8 anos, deixou algumas lições.
Currículo 2 Sem explicação aparente para o ato de interrupção de um projeto que tanto festejava e anunciava com orgulho e aparente sentimento de pertencimento de Camaçari, a professora terminou por comprometer sua trajetória de educadora e gestora.
Currículo 3 Deixar a Seduc antes do final do ano letivo, seguramente não foi uma boa lição para quem exibe currículo cheio de qualificação e sinalizações de compromissos com a educação, com a sala de aula, com os alunos, com professores e servidores, e com o futuro. Mesmo amparada na Lei, os pouco mais de R$ 165 mil recebidos por férias e outros benefícios salariais, terminam se convertendo numa nota negativa e preocupante. Afinal, ao receber a tal verba de forma veloz e fora dos trâmites comuns para esse tipo de pagamento, a professora Neurilene mostrou que a sala de aula é a próxima porta.
Data venia Reeleito para presidir a OAB-Camaçari por mais três anos, o advogado Eduardo Requião não pode ficar de fora do radar da política. Com um primeiro mandato de avanços na organização e visibilidade da sua classe, Requião não deixou de protagonizar ações e movimentos vários, a partir do comando da respeitada entidade. Fortaleceu movimentos de outros atores da sociedade organizada do município, ao mesmo tempo em que projetava sua imagem.
Data vênia 2 Requião foi reeleito para o triênio 2025/2027, após vencer a disputa realizada no dia 19 de novembro. Somou 268 votos para a chapa “O Trabalho Não Pode Parar”, enquanto a “Ordem Para a Advocacia”, encabeçada pelo também atuante advogado Thiago Bianchi conquistou 131 apoios. Conta dos 418 votantes de um total de 481 advogados aptos, fecha com 10 votos em branco e 9 nulos.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
09/12/2024 Fechamento:17h50
Todas as Colunas
|
|
|
|
|
|
|
Reflexo As mudanças no governo municipal e a renovação no Legislativo de Camaçari, definidas pelas urnas de outubro, vão além dos nomes e formas de governar. Esse apagar das luzes também sinalizam ajustes ao gosto de quem sai, mas ainda tem maioria dos votos. Nessa lista de mudanças, o reajuste nos subsídios dos 23 vereadores a partir de 2025 é uma dessas marcas.
Reflexo 2 Projeto de Resolução que tramita na Casa e deve ser votado até o início do recesso de final de ano, prevê um reajuste nos subsídios dos vereadores dos atuais R$ 15.193,35 para 20.864,78, a partir de fevereiro de 2025. Calibrada de R$ 5,6 mil mensais equivale a 37,5%, muito longe dos cerca de 20% resultantes da soma dos últimos 4 anos de inflação e longe das reposições que a maioria das categorias de trabalhadores tiveram direito.
Reflexo 3 Além do super reajuste, que representa um acréscimo superior a R$ 1,5 milhão anuais nas contas da Câmara, aumento não contempla os cargos de prefeito, vice e secretários. Longe de qualquer desejo de economia ou parcimônia com o bolso do contribuinte, proposta com os votos necessários para ser aprovada pela atual Câmara, graças a maioria ligada ao gestor Antonio Elinaldo (União), exclui da festa o alcaide eleito e que assume em janeiro, Luiz Caetano (PT). Vai permanecer com o atual subsídio, ou salário, na linguagem popular, de R$ 26,8 mil. Também ficam congelados os vencimentos para os cargos de vice-prefeito e secretários, definidos em lei de 2020 em R$ 24,6 mil.
Reflexo 4 O pacote de ´presentes` para o sucessor e adversário avançam com mudanças na Lei Orgânica do Município (LOM) e no Regimento Interno do Legislativo. A bancada governista, mesmo sem os votos do reeleito e agora caetanistas Dilson Magalhães (PP), e do derrotado nas urnas de outubro, mas com direto a voto até dezembro, Ednaldo Junior Borges, soma 16 dos 21 votos, quórum suficiente para aprovar tudo.
Reflexo 5 Discutidas de forma nada republicana, mudanças, ainda segundo fontes da Coluna, miram até a eleição da mesa diretora para os dois biênios (2025/2026 e 2027/2028) no mesmo dia. Ao invés dos vereadores votarem em 1º de janeiro o presidente e os demais cinco cargos que vão gerir o Legislativo no primeiro período 2025/2026, proposta altera o regimento e inclui também uma segunda votação para definir quem irá gerir o Legislativo no biênio seguinte, entre 2027 e 2028.
Reflexo 6 Nesse pacote, até verba oficial para vereador gastar com suas bases está sendo discutida. Proposta é de instituir um percentual de 3% do orçamento do município para ser dividido entre os 23 vereadores definirem com obras e projetos. Numa conta rápida, 3% de um orçamento de cerca de R$ 2 bilhões/ano representam R$ 60 milhões. Bolada dividida pelos 23 vereadores renderia uma quase ´emenda pix` de cerca de R$ 2,6 milhões por ano para cada vereador investir em melhorias nas suas bases.
Atestado de óbito Apesar de dado como morto desde o final de 2022, só agora o presidente do Legislativo, vereador Flavio Matos (União), decidiu anular o concurso para preenchimento de cargos na Câmara de Camaçari. Decreto de 5 de novembro, só publicado 24 dias depois no Diário Oficial do Legislativo, se materializa a menos de dois meses para o final da gestão e mandato, já que Matos disputou a prefeitura e perdeu para o petista Caetano. Documento é o que se poderia chamar de peça histórica. Justificativa para o adeus consumiu três páginas do DO e se respaldou em nada menos que 35 “Considerando”.
Atestado de óbito 2 Idealizado e viabilizado pelo antecessor de Matos, o quase ex-vereador Ednaldo Junior Borges, derrotado nas urnas para a reeleição e agora caetanista de carteirinha, enfrentou todo tipo de reação negativa. Como registrou a Coluna (Confira#mce_temp_url#), certame com mais de 5 mil candidatos previa a criação de mais 50 vagas no Legislativo, distribuídas em 13 cargos de nível fundamental, médio/técnico e superior, e salários que iam de R$ 1,4 mil a R$ 6,5 mil.
Calibre Três das 9 mortes violentas registradas em novembro em Camaçari foram de mulheres. Número assustador não parece encontrar apuração oficial mais detalhada. De acordo com as estatísticas postadas até outubro, no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), não ocorreu nenhum feminicídio em Camaçari entre janeiro e outubro deste ano.
Calibre 2 Número geral de 9 crimes violentos letais intencionais (CLVIs) no penúltimo mês do ano em Camaçari é o mais baixo dos últimos 7 anos. Já o período janeiro/novembro deste ano somou 161 assassinatos. Pela apuração da Coluna foi o segundo com o menor registro no nos últimos 7 anos (2017/2024). Ficou acima apenas do mesmo período de 2022, com 153 assassinatos. Dados foram apurados pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa, e comparados com números oficiais da SSP-BA.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
02/12/2024 Fechamento:20h40
Todas as Colunas
|
|
|
|
|
|
|
Soro Por pouco o sistema de saúde pública em Camaçari não sofreu intervenção do governo do estado. Segundo apurou a Coluna, as dificuldades da gestão do município nesse final de governo, com corte de recursos, pessoal e consequente piora no já problemático sistema de saúde da cidade, acendeu a luz amarela.
Soro 2 A decretação de uma “crise sanitária” chegou a ser discutida pelo alcaide eleito, Luiz Caetano (PT). O sistema SUS, responsável pelas verbas, é gerido de forma tripartite. Em caso de falha da prefeitura, responsável pela gestão da saúde no município, as duas outras estruturas do tripé: o governo do estado, através da secretaria de saúde (Sesab), e governo federal podem intervir. Não seria uma ação fácil e com resultados práticos imprevisíveis.
Receitas Por falar em saúde, segue indefinido o nome para a pasta da saúde (Sesau) no governo Luiz Caetano (PT). O médico Vital Sampaio, ex-secretário da pasta na terceira gestão do petista, aparece como o mais cotado e qualificado para a missão. O doutor Vital não nega, nem confirma, mas diz que está disponível para essa missão inicial de rearrumar a Sesau.
Receitas 2 Outro nome nesse rol, que pode acabar como sub da pasta nessa fase estimada em 12 meses, é o da sobrinha do alcaide Caetano, a nutricionista e diretora administrativa da maternidade de Camaçari, Gabriela Mendes.
Receitas 3 Outra pasta importante que exige qualificação e conhecimento, no caso a rede SUAS, o sistema único da assistência social, é a secretaria de desenvolvimento social e cidadania (Sedes). Depois de quatro titulares em 8 anos de gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União), a pasta precisa criar estratégias que viabilizem de forma concreta e efetiva as políticas públicas do setor. Um(a) titular distanciado(a) dos dogmas, incompatíveis com o SUAS, é pilar fundamental. Se o alcaide Caetano quiser apostar na prata da casa, a própria Sedes exibe um time de servidores de carreira com qualificação e provas de comprometimento.
Receitas 4 Nessa engenharia política, onde o critério técnico não pode ser descartado, de forma a contemplar as várias correntes locais e os patronos Jerônimo, Rui e Wagner, Dea Santos pode permanecer na função de vice-prefeita. Soma tempo para tocar seus projetos sociais e mirar 2026.
Receitas 5 Cheia de mistério, a lista de nomes, em parte já definida, mas não exibida pelo chefe, deve ser anunciada oficialmente na segunda quinzena de dezembro. A tendência é apresentar todos os nomes de uma só vez. Evita assim os desgastes na divulgação individual, quando venceu em 2005 e no anúncio por blocos no terceiro mandato em 2018.
Peleja O vereador reeleito Dilson Magalhães (PP) não é mais um mero nome aventado para a disputa da presidência do Legislativo de Camaçari. O ex-integrante do time elinaldista é listado como opção do alcaide Caetano, ao lado do vereador Tanger Cerqueira (PT), tido, até bem pouco tempo, como o nome inegociável e ponto final. Pragmático, Caetano sabe que precisa fazer a presidência da Câmara de Vereadores para governar com tranquilidade, seja qual for o tamanho da sua bancada de sustentação. Hoje, com o jogo em movimento, mas ainda longe do gol de 1º de janeiro, dia da votação, é Dilsom o seu jogador com mais capacidade de fazer tabelinha e reunir a maioria dos 23 votos do Legislativo.
Peleja 2 Já no time dos 14 eleitos com a ajuda do alcaide Antonio Elinaldo, portanto maioria folgada para fazer os 6 cargos da mesa, as juras são de união e humildade em torno de um desejo único. Nesses 36 dias para o grande jogo, treinos e preparações acontecerão. Resta saber se os 14 continuarão fiéis ao mesmo esquema tático.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
25/11/2024 Fechamento: 20h15 |
|
|
|
|
|
|
Ajuste Sem maioria para assegurar o seu preferido e aparentemente inegociável, o vereador Tagner Cerqueira (PT), para a presidência do Legislativo de Camaçari, o alcaide eleito, Luiz Caetano (PT), começa a buscar alternativa. Com nove votos assegurados, mais o apoio o pastor Luizão (Republicanos), negociado diretamente com a cúpula da legenda, conta de 10 é insuficiente para assegurar a maioria de 12 dos 23 votos.
Ajuste 2 Nessa conjuntura de aperto, o nome do vereador reeleito Dilson Magalhães (PP) aparece como alternativa na base caetanista. A Coluna apurou que o ex-governista e apoiador do petista no segundo turno garante ao menos dois votos dos 14 eleitos pela base do alcaide Antonio Elinaldo (União), caso seja o cabeça de chapa. Somados ao voto tido como certo do Republicanos, base de Caetano garante a necessária maioria de 12 e o consequente comando do Legislativo no biênio 2025/2026.
Ajuste 3 Do outro lado, os 14, ou melhor 13, seguem com o discurso de unidade e vitória da chapa que promete fazer oposição ao governo municipal a partir de janeiro. Dificuldades para construir essa unidade em torno de um nome para presidente, e o costume do mandato de vereador atrelado e alimentado às benesses da prefeitura têm atrapalhado esse consenso. Segundo apurou a Coluna, estão nessa disputa para encabeçar a chapa oposicionista os reeleitos, por ordem alfabética, Dudu do Povo (União), Dr. Natan (PSDB), Dr. Samuka (PRD), Ivandel (União) e Niltinho (PRD). Os demais abrem mão da presidência, ou por serem neófitos em primeiro mandato, ou por entenderem que a disputa política é maior e vale o sacrifício de ficar de fora e fortalecer o grupo.
Ajuste 4 Mesa diretora tem seis cadeiras: presidente, vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário e dois suplentes. Comando do Legislativo é fundamental para permitir que o governo se movimente com tranquilidade e aprove a reestruturação do secretariado e outras pautas não menos importantes. Controle também significa maior poder com cargos e possibilidades de reforço nas bases para as eleições de 2026, quando serão escolhidos o presidente da República, o governador, dois senadores e os deputados estadual e federal.
Nomes Mesmo sob silêncio caetaneoso, cúpula do governo vencedor na disputa pelo comando de Camaçari, segue avançando na estruturação da nova gestão e soma sinais sobre nomes para o primeiro escalão. Independente da oficialização dos secretários em meados de dezembro, pelo alcaide eleito, Luiz Caetano (PT), cinco auxiliares são tidos como certos a partir de janeiro de 2025.
Nomes 2 Ademar Lopes é o provável ocupante da pasta de relações institucionais (Serin). O amigo e colaborador desde os tempos em que Caetano perdeu o poder e foi abandonado e/ou traído pelos aliados que voltaram e refizeram as juras, Lopes é peça chave nesse novo governo.
Nomes 3 Lista também inclui o professor Márcio Neves. Vereador eleito pelo PT e o segundo mais votado para o Legislativo, deve voltar ao comando da pasta da educação (Seduc), estrutura que comandou durante a gestão Ademar Delgado (2013/2016).
Nomes 4 A menos de 30 dias para a provável data do anúncio, outros três colaboradores estão com lugares praticamente assegurados. O jornalista Geraldo Honorato, na pasta que será criada para a comunicação, só não assume se não quiser. O advogado Edmilson Souza Santos, na procuradoria Jurídica (Proju); e Hindemburgo Teles, o ´TT`, apesar de coringa, é o nome para a secretaria da habitação. Nova Sehab ganha plus e precisa de um nome técnico e de total confiança de Caetano para tocar os novos projetos habitacionais do governo federal.
Serventia E o grupo de transição (GT), responsável pela troca de informações sobre a situação do município, com a apresentação de dados do governo que sai para o quem assume em janeiro, é quase uma peça do passado. Lista de 17 nomes apresentados pelo alcaide eleito, Luiz Caetano (PT), parece não passar de um mimo aos aliados.
Serventia 2 Diferente dos tempos analógicos e de pouca transparência, hoje, com os números totalmente disponibilizados por exigência legal, pouco vai se conhecer de novidade nessas reuniões do GT. Além de ser muita gente, que mais aprece uma assembleia, grupo de transição nesses tempos digitais praticamente se resume a troca de impressões e observações, com destaque para as áreas de finanças, saúde, educação e administração.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
18/11/2024 Fechamento: 19h01
Todas as Colunas
Instagram Joao leite
You Tube joao leite
|
|
|
|
|
|
|
Apostas A exatos 51 dias para a quarta posse de Luiz Caetano (PT), no comando de Camaçari, a disputa pela presidência do Legislativo do município segue indefinida. O alcaide eleito tem como seu candidato sacramentado, e aparentemente inegociável, o vereador reeleito Tagner Cerqueira (PT). Outro nome petista, mas que pode ficar para a presidência do segundo biênio (2027/2028), é o vereador em terceiro mandato e o mais antigo em atuação no Legislativo, Dentinho do Sindicato. Dentinho, dificilmente trocaria o plenário, que vai precisar de reforço no embate com a tropa elinaldista, por uma secretaria. A não ser ...
Apostas 2 O nó que o petista precisa desatar é a ausência de maioria das 23 cadeiras no Legislativo. Com 8 eleitos pela base oposicionista e a adesão de um ex-governista, soma precisa de mais três para fazer a maioria de 12 votos. Nessa conta de subtrair na tabuada do adversário, conseguir uma democrática e regimental declaração de abstenção na votação também resolve. Conta da Coluna soma 10 apoios a Tagner, com a adesão do eleito Luizão Costa (Republicanos).
Apostas 3 Na bancada governista, oposicionista a partir de janeiro, a conta oficial segue com 14, incluindo o representante do Republicanos. Em tese, mesmo perdendo um voto, continua com maioria folgada para permanecer no comando do Legislativo. Otimistas, acreditam que farão história com a primeira Câmara com presidente desatrelado ao alcaide.
Apostas 4 Jogo está sendo jogado e tem o alcaide eleito como hábil contendor. É aguardar até final de dezembro, quando acontecem as últimas movimentações antes da votação em 1º de janeiro.
Apostas 5 É tradição em Camaçari o alcaide fazer o presidente, mesmo quando sai das urnas com desvantagem numérica. Nesse processo de cooptação, vale tudo. As ofertas, segundo apurou a Coluna, não têm limites. Vão de simples cargos na gestão e em outras estruturas ligadas ao governo petista, a outras sinalizações nada republicanas. O atual alcaide também tem seus trunfos para manter sua tropa unida. Ainda segundo fontes do Camaçarico, Antonio Elinaldo (União) promete cargos e acomodações nos municípios vizinhos e aliados de Lauro de Freitas, Simões Filho e Salvador.
Currículos Também sem definição os nomes que comporão o primeiro escalão do novo governo. Mesmo com previsão de anúncio para meados de dezembro, algumas figuras já aparecem como certas ou muito bem cotadas para compor o secretariado do governo Caetano.
Currículos 2 Uma dessas pistas é a própria lista do grupo de transição (GT), encarregada de assegurar números e outras informações sobre o atual governo, fundamentais para facilitar o início da gestão para quem assume em 1º de janeiro de 2025. Grupo deve começar a se reunir com representantes da atual administração municipal nos próximos dias.
Currículos 3 A Coluna destaca o vereador eleito Marcio Neves (PT), na pasta da educação (Seduc). Além da qualificação e experiência no mesmo cargo na gestão Ademar Delgado (2013/2016), Marcio abre vaga para assumir o primeiro suplente Teo Ribeiro. Com quatro mandatos e ex-presidente da Casa, o experiente e jeitoso Téo será fundamental na articulação política do governo Caetano no Legislativo.
Currículos 4 Com dificuldade para tirar do plenário dos debates o reeleito Dentinho do Sindicato, e o estreante Kaique Ara, o outro nome que pode ir para o primeiro escalão, cumprindo o acordo de subir dois para o secretariado, é o eleito Paulinho do Som. Com o sobrinho do alcaide longe do plenário, onde pouco contribuiu, como demonstrou no único mandato que exerceu, assume a vaga de vereador a segunda suplente Neidinha, também do PT. Movimento cumpre a promessa da gestão de ter ao menos uma mulher no Legislativo.
Currículos 5 Seguindo a lista dos secretariáveis, outro nome forte é o do dirigente do PSB e braço direito de Caetano, Ademar Lopes, provável ocupante da pasta de relações institucionais (Serin) ou de governo (Segov).
Currículos 6 Também aparece no chamado GT é Ednalva Santana. Conhecida como Branca, a técnica foi chefe da controladoria no governo Ademar Delgado (2013/2016). Para procuradoria jurídica (Proju), o advogado Edmilson Souza Santos aparece como nome forte. Independente der ser irmão da vice-prefeita Dea Santos, Edmilson reúne qualificações para o posto. O detalhe é jurídico. Pela atual legislação o procurador é escolhido entre os quadros efetivos, o que vai exigir mudança na lei.
Currículos 7 Hindemburgo Teles também aparece no GT e é bem cotado. Servidor de carreira do município e um dos defensores de uma política de valorização do serviço público, ´TT`, como é conhecido, pode assumir a pasta da administração (Secad). Outra opção é a habitação (Sehab), diante de sua experiência na área. Ocupa atualmente cargo de direção na Urbis.
Currículos 8 Também no grupo de transição, como os antecessores listados, o jornalista Geraldo Honorato tem todas as credenciais para assumir a pasta da comunicação, prometida por Caetano durante encontro com a imprensa antes das eleições.
Currículos 9 Luiz Roberto Cibié, do PSD, é um nome que pode ocupar a pasta de desenvolvimento urbano (Sedur). Mesmo fora do grupo de transição (GT), a urbanista Juliana Paes não pode ser ignorada pela sua qualificação e experiência com o PDDU e na Sedur, pasta que comandou no primeiro governo Elinaldo (2017/2020).
Currículos 10 Fabiana Montenegro é outro nome que não aparece na lista de transição por acaso. Diretora geral do centro de pesquisa e desenvolvimento (Ceped) tem formação em recursos humanos e pode assumir uma nova pasta na rearrumação que Caetano seguramente fará no primeiro escalão.
Currículos 11 Na saúde o nome sempre lembrado é do médico Vital Sampaio. Ex-titular da Sesau nos últimos dois governos de Caetano, Vital é dirigente do PSD.
Currículos 12 Já na pasta da cultura (Secult) a disputa é acirrada e virou espetáculo que tomou as ruas, os palcos e as redes sociais. Enquetes e outras manifestações que não passam de exteriorizações de desejos não revelados, movimentam esses atores candidatos a protagonista e suas claques. De acordo com apuração da Coluna, lista por ordem alfabética, tem Bispo da Cultura (PT), histórico militante do movimento das artes no município; a ex-secretária da pasta no governo Ademar, Branca Patrícia (PCdoB); o professor e historiador Diego Copque; a produtora e ex-sub da pasta, Elisângela Sena; o também ex-titular da cultura, o escritor, ator, diretor e agitador cultural Ivanildo Antonio.
Currículo 13 Também sobem nesse palco o artista e gestor cultural Uri Menezes, e o professor Vital Vasconcelos, outro ex-titular da Secult na gestão Ademar Delgado. O professor Demetrius Moura é um nome que não pode ser esquecido nesse rol. Mesmo muuuuuuito bem acomodado numa diretoria da estatal dos portos, a Codeba, Moura está habilitado para o posto. Diretor da Cidade do Saber, secretário de relações institucionais e coordenador de eventos nas gestões petistas de Caetano e Ademar, Moura pode ser convocado para o sacrifício.
Currículo 14 Os cantores e candidatos a vereador, Bimbinho e Juliano Nunes, também lembrados para a Secult, podem ser acomodados na coordenação de eventos. Outro nome para a movimentada e oxigenada função é o sempre lembrado sobrinho de Caetano, Marcelo Maia.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
11/11/2024 Fechamento: 14h01
Todas as Colunas
Instagram Joao leite
You Tube joao leite
|
|
|
|
|
|
|
Imosec A administração municipal de Camaçari, apesar de rica e com receitas que não se comparam com 99% dos municípios brasileiros, se transformou num caos com boa parte de seus serviços suspensos, com destaque para as áreas de saúde e assistência social. Com a derrota do candidato governista, o vereador Flavio Matos (União), gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União), tenta fechar as contas e fugir do cutelo da Lei da Responsabilidade Fiscal e suas implicações legais, como o fim da sua carreira política.
Imosec 2 Exonerações de praticamente todos os quase 2 mil cargos comissionados, corte de gratificações especiais para servidores efetivos e suspensão de contratos com empresas terceirizadas, que joga no desemprego cerca de 1.100 pessoas. Também entra nessa matemática para entregar o município ao sucessor Luiz Caetano (PT), com as contas dentro da lei, a renegociação de contratos com fornecedores, com novas implicações negativas nos serviços prestados ao município nos próximos meses.
Imosec 3 Essa foi a fórmula encontrada pelo alcaide Elinaldo para tentar tapar o rombo nas contas municipais até dezembro, quando encerra seu segundo mandato consecutivo. Com receita anual na casa dos R$ 2 bilhões, incluindo aí arrecadações de impostos, repasses do governo federal e até empréstimos, Camaçari tem uma folha mensal com pessoal de aproximadamente R$ 50 milhões. Enxugar esses números e esperar os cerca de R$ 200 milhões que entram no caixa municipal nos meses de novembro e dezembro, é a aposta para tentar fechar essa conta.
Imosec 4 O tamanho desse descontrole só vai ser conhecido nos próximos dias quando as secretarias apresentarem seus números finais. Segundo apurou a Coluna, além das despesas conhecidas, existem gastos realizados pelas secretarias que não foram empenhados. Fechar essa conta está sendo uma dor de cabeça para os secretários Joaquim Bahia, da secretaria de finanças (Secaf), responsável direto pela calculadora, e Helder Almeida, da pasta da administração (Secad).
Imosec 5 Ainda não dá para prever o resultado político e legal dessa desordem na gestão da cidade. Certeza só o culpado: o alcaide Antonio Elinaldo, responsável direto e sem intermediários por essa diarréia administrativa.
Cercadinho O alcaide eleito de Camaçari não quer nem falar em secretariado. De férias física da companheirada, a partir da noite desta segunda feira (4), provavelmente até sexta, Luiz Caetano (PT) mira agora os vereadores eleitos pela base do adversário para fazer maioria e garantir a eleição do seu pupilo Tagner Cerqueira (PT) para a presidência do Legislativo, biênio 2025/2026.
Cercadinho 2 Nos números oficiais de Caetano são nove vereadores, mas a Coluna conta 10 votos como certos, com a adesão do vereador eleito Luizão (Republicanos). Dona e responsável pela maioria dos 2.301 votos de Luizão, apesar da ajuda generosa do time azul, acordo de apoio e adesão passa pela Igreja Universal. Filho e herdeiro político do vereador Bispo Jair (Republicanos), que cumpre até dezembro seu último mandato, Luizão já disse que quem decide é a igreja. Logo!
Cercadinho 3 Lista para fechar o mínimo de 12, maioria apertada dos 23 vereadores para assegurar a chapa, tem mais quatro nomes que aparecem como os mais propensos a aderir. Mesa diretora tem seis cadeiras: presidente, vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário e dois suplentes.
Cercadinho 4 Na bolsa de apostas, tanto nas contas do time azul, como no vermelho, aparecem como aderentes, em ordem alfabética os reeleitos Dudu do Povo e Ivandel Pires, ambos do União Brasil. Outro representante do povo com mandato renovado e fortes sinais de troca de time é Manoel Filho (PL), pastor da Assembleia de Deus de Barra do Jacuípe. Manoel Jacaré (PP), eleito para primeiro mandato, apesar de ocupar uma cadeira como suplente na atual legislatura, também é listado como possível apoiador do nome de Tagner. Até o reeleito Niltinho Maturino (PRD), que já foi caetanista e aderiu ao elinaldismo, não pode ser esquecido nessa lista, dizem as fontes da Coluna.
Cercadinho 5 Fazer oposição e sobreviver sem as benesses da máquina municipal não é tarefa fácil para quem se elegeu e se acostumou com esse conforto. É por essa lógica nada republicana que lista dos aderentes ao projeto do petista Caetano pode surpreender com o surgimento de outros nomes.
Cercadinho 6 Atualmente, cada vereador governista tem, ou melhor tinha, com o rodo das exonerações do dia 31 de outubro, entre 50 e 70 postos na administração municipal. Lista inclui cargos graúdos, mas com predominância para nomeados com salários menores e empregos que exigem menor qualificação nas terceirizadas.
Pauta O alcaide eleito, Luiz Caetano (PT), conversa com a imprensa na tarde desta segunda-feira. Encontro não deve anunciar novidades, como secretariado e novos apoios de vereadores com mandato a partir de janeiro, fundamentais para garantir maioria na escolha do seu indicado para presidente do Legislativo. Coletiva, marcada para começar 15h30, num hotel da região central da sede do município, deve tratar das ações que assegurem a continuidade dos serviços municipais até sua posse, como registrou a Coluna nas notas acima e intituladas ´Imosec`. Pelo visto, o alcaide Elinaldo começa a enfrentar a Justiça antes mesmo de deixar o mandato, dia 31 de dezembro.
Troca-Troca Segue sem data o início de funcionamento do chamado grupo de transição (GT), que informa dados do atual governo para quem assume a prefeitura de Camaçari a partir de janeiro de 2025. Segundo apurou a Coluna, grupo técnico do time de Caetano é formado pelo vereador Tagner (coordenador), o vereador eleito Marcio Neves, ambos do PT; o servidor de carreira Hindemburgo Teles, o advogado e irmão da vice-prefeita eleita, pastora Dea, Edmilson Souza; e Ademar Lopes, assessor para todos os assuntos do chefe Caetano. No time dos que saem e precisam mostrar os números estão os secretários José Gama (Governo), que deve ser o coordenador do time azul, e os representantes das pastas da administração, de finanças, da controladoria, da saúde, da educação e da procuradoria jurídica. Prefeitura aguarda a informação oficial dos nomes do time vermelho para publicar o decreto criando o tal GT.
Calibre Levantamento do Camaçarico mostra que Camaçari registrou 21 assassinatos em outubro. Esse é o maior número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) nos 10 meses de 2024. Número de outubro, apurado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa, supera o recordista mês de setembro com 15 assassinatos.
Calibre 2 Somados aos 131 assassinatos informados até setembro, pela secretaria de segurança pública (SSP-BA), ano de 2024 em Camaçari já registra oficialmente 152 CLVIs. Na conta das mortes violentas entre janeiro e outubro dos últimos 7 anos, período de 2024 só fica abaixo de 2022, com 148 registros, e 2018 com 149 mortes violentas.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
04/11/2024 Fechamento: 14h22
Todas as Colunas
Instagram Joao leite
You Tube joao leite
|
|
|
|
|
|
|
Foco O alcaide eleito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), não é apenas o grande vencedor desse pleito, porque superou o adversário e conquistou o inédito quarto mandato na história do município dono da segunda maior receita da Bahia e um dos maiores PIBs do país. Com todos os acertos e erros, foi ele quem deu o rumo desde o começo da campanha e apostou na montagem de um bloco de partidos aliados, inclusive conquistando o olhar complacente e até colaborativo de adversários.
Foco 2 Vitória coloca sua trajetória em destaque no jogo estadual e nacional, com consequente aumento do seu poder político no estado, e até no governo Lula. A receita é se consolidar como uma gestão de resultados num PT que tem perdido eleitorado e consistência, tanto no discurso como na prática.
Foco 3 É nessa ótica que vai ter que montar seu governo. Fez até uma certa autocrítica. Promete refazer o modo de governar e de enxergar as coisas da cidade. Caetano não vai precisar apenas “virar a chave”, bordão de sua campanha, numa referência ao trabalho do atual alcaide do município, reprovado em todas as pesquisas de medição da sua gestão.
Foco 4 O Caetano setentão, com currículo de vereador, deputado estadual, federal e gestor de Camaçari por 11 anos (1986/1988 e 2005/2012), precisa virar a sua própria chave. Aprender com os erros do passado, que não foram poucos, e que lhe custaram duas derrotas seguidas para o atual alcaide. Nessa conta também entra a gestão do seu ex-pupilo Ademar Delgado (2013/2016), escolhido e eleito com seu total apoio. Mesmo abandonando oficialmente o barco no meio do governo, sem perder parte significativa da máquina, que seguiu sob seu controle até o final, desastre administrativo do rejeitado Ademar, coroou seu erro com a entrega da cidade ao grupo opositor, representado pelo eleito em 2016, Antonio Elinaldo (União).
Foco 5 Mirar na cidade e deixar de governar de olho no horizonte fora de Camaçari, sem perder a sua capacidade de influir no jogo estadual, é o que a cidade precisa e quer. Sem esse olhar intestino, e se baseando em critérios puramente políticos, em detrimento do peso técnico, fundamental e necessário para o sucesso de uma gestão, vai prosseguir nos erros do passado.
Tabuleiro No jogo de perde e ganha dessa eleição em Camaçari, seguramente o grande derrotado é o alcaide Antonio Elinaldo (União). Sai menor que seu candidato e correligionário, o vereador Flavio Matos. Derrota, ainda que apertada, foi resultado de uma gestão que não conseguiu realizar um projeto convincente de melhoria das condições da população. Errou no transporte, quando demorou para decidir sobre os ônibus, descuidou da saúde ao trocar o hospital municipal por asfalto e outros benefícios para sua base de vereadores, em parte de malas prontas para subir no buzu elétrico de Caetano.
Tabuleiro 2 Mesmo derrotado, o jovem político só lucrou. Experimentou seu nome e obteve votação expressiva, o que assegura sua inclusão na privilegiada e limitada fila de pretendentes ao comando de Camaçari. Parte desse desempenho nas urnas se deve justamente à sua capacidade de se apresentar como o novo, o que faria diferente do governo do seu padrinho, mesmo vindo do velho núcleo de poder.
Tabuleiro 3 É com esse capital que Flavio Matos, agora integrado de vez ao grupo do ex-alcaide de Salvador, ACM Neto, chefão do União no estado, prepara voos futuros e lugar certo nas construções de 2026 e 2028. No xadrez da política, onde nada é planejado de véspera, 2026 já é amanhã. Daqui a dois anos pode fazer uma dobradinha com Elinaldo, que tenta uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto ele, Flavio, vai para novo um embate, dessa vez com a esposa do alcaide e candidata a reeleição, a deputada federal Ivoneide Caetano. Eleição, independente do resultado, sempre soma musculatura.
Trono Nesse novo tabuleiro, o vencedor Caetano agora espera o beija-mão, tanto de lideranças, principalmente dos vereadores eleitos pela base elinaldista. O primeiro a pular do barco, após o anúncio do primeiro turno, foi Dilson Magalhães (PP). Hoje, dia 28, base caetanista já soma nove, sendo 8 eleitos pelas legendas da coligação PT, PSB e PSD.
Trono 2 Vem mais! A Coluna apurou que o desembarque, que ultrapassa quatro vereadores, entre eleitos e reeleitos, assegura para Caetano, nessa conta, uma maioria de 13 das 23 cadeiras no Legislativo. Mudança de chefe não fica restrita às legendas aliadas. É esperada a adesão discreta, só nos ´projetos de interesse da cidade`, como se diz no jogo da política adesista, até de vereadores do União Brasil.
Trono 3 Como já comentou a Coluna, vitória do petista também praticamente assegura a eleição de Tagner Cerqueira (PT) para presidência do Legislativo, biênio 2025/2026. Movimento é o primeiro passo para nova disputa local nas eleições parlamentares (Assembleia e Congresso) de 2026.
Coturno Lamentável, o comportamento de parte da Polícia Militar durante as eleições em Camaçari. O equívoco injustificável foi coroado com a brutalidade da PM nas eleições deste domingo (27). As agressões a mulheres e militantes, coincidentemente todos ligados ao candidato Flávio Matos, do time azul, deixou a certeza de que o equilíbrio constitucional da força policial em defesa da ordem foi quebrado.
Coturno 2 Esse movimento, que só desgasta a imagem da corporação e do próprio governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já não anda bem nas contas da violência, com a Bahia na cabeça dos números negativos, deu seus primeiros sinais no desfile do 7 de Setembro. Se ampliou com agressões a mulheres, entre elas a primeira dama, Ivana Paula, durante os festejos da emancipação política de Camaçari, dia 28 de setembro.
Balanço Como anotou a Coluna do dia 25, disputa em Camaçari terminou com pequena diferença. A vantagem de 2.902 votos para o vencedor Luiz Caetano (PT), que somou 80.626 votos, representou 50,92%, 1.40 pontos percentuais acima dos 49,52% do primeiro turno, quando venceu com vantagem de 559 votos.
Balanço 2 Números desse segundo turno ficaram muito próximos do primeiro pleito. Conta dos votos válidos mostrou Caetano com 2.700 votos a mais que o total de 77.926 votos obtidos na votação do dia 6. Já Flavio Matos (União) avançou em apenas 357 votos, fechando as urnas com 77.724 votos. O resultado terminou exibindo uma leve redução no percentual de 49,17% para 49,08%.
Balanço 3 Nesse segundo turno votaram 165.447 eleitores, 8.094 a mais que no primeiro turno. Já o número de votos em branco caiu de 3.167 para 1.954, mesmo movimento na conta dos 7.270 nulos no primeiro turno para 5.143 nesse pleito de domingo.
Balanço 4 Chama a atenção o aumento de 2.345 eleitores que não votaram. No primeiro turno a abstenção foi de 38.073 contra 40.418 deste domingo (27).
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
28/10/2024 Fechamento:12h25
Todas as Colunas
Instagram Joao leite
You Tube joao leite
|
|
|
|
|
|
|
Confirma Semana decisiva em Camaçari com a escolha do futuro alcaide do município no próximo domingo (27). Apesar de promessas de paraíso, população não deve esperar muita coisa. Inchada, desordenada, injusta e precisando de um novo modelo de gestão, cidade com 300 mil habitantes, segundo PIB do estado, sede do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul e rica diversidade ambiental, Camaçari segue disputada por dois modelos já comprovados como ineficientes para promover os avanços que espera e precisa receber. Mas, não tem jeito. O eleitor vai ter que escolher um.
Confirma 2 Nesse conjunto de disputa, onde vale tudo, absolutamente tudo, até empurrar a cidade para o risco do aumento da insegurança em nome do voto, propostas concretas são poucas e genéricas. Infelizmente, os candidatos Flavio Matos (União) e Luiz Caetano (PT) representam o projeto cultural de quem errou, a história desde antes do achamento sendo ignorada, o social que não avançou como deveria, a educação ´lápis/papel` que continua levando nota baixa. Isso sem falar na falta de planejamento urbano que transformou a sede do município num caos.
Confirma 3 Essa dificuldade para entender a cidade como um todo e para todos, deixou o restante da sua gigante área territorial, com sua rica diversidade de biomas, se transformar no paraíso da especulação imobiliária. Há décadas que essa elite, que se reveza no poder, despreza os horizontes das novas tecnologias, da agricultura sustentável, e do turismo e seus consequentes efeitos positivos, que como os demais setores podem empurrar a economia da cidade com geração de emprego e renda.
Confirma 4 Atrasados, projetos de poder apostam na velha fórmula da indústria que vai fazer o milagre, não para a cidade, mas para os seus acionistas e sua lógica global que ignora e atropela o micro e pequeno empreendedor. Caetano e Flavio dizem e juram que sim, mas não detalharam de forma convincente e comprometida seus projetos dessa nova Camaçari, nesses quase um ano de conversas diárias com a população como candidatos.
Confirma 5 Parece ou nada disso interessa. Nesse formato, a prioridade é se eleger e depois decidir o que fazer ao sabor dos interesses de seus grupos. Nesse jogo de espaço político, com o governo municipal de um lado, e os poderes estadual e federal no apoio ao outro postulante, a cidade vive um leilão com os seus 205 mil eleitores aptos sendo disputados e estimulados por todo tipo de benefício.
Confirma 6 A Coluna projetou no ano passado, em cerca de R$ 40 milhões, os gastos estimados por cada uma das duas maiores estruturas nessa ´festa cívica` (Confira#mce_temp_url#). Seguramente, os pouco mais de R$ 10 milhões: R$ 4,1 milhões (primeiro turno) e R$ 6 milhões (segundo turno), definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como limites de gastos oficiais, vão representar apenas uma parcela dessa conta real.
Confirma 7 Só com a chamada boca de urna no domingo (27), prática proibida por lei, mas defendida até pelos mais republicanos dos nossos representantes, a Coluna estimou expectativas de cerca de R$ 5 milhões com os cerca de 50 mil `militantes pix`, cada um a cerca de R$ 100. Somados às outras despesas da ´logística eleitoral` consumidas no primeiro turno e de forma não menos intensa repetidas nesse segundo turno, custos tomam dimensões imensuráveis. Agora, é aguardar o vencedor da disputa. Sobre quem paga a conta, lembra da “Bolsa da Viúva”, citada no última Camaçarico?
Calibre Camaçari registrou 27 mortes em ações /operações policiais entre 1º de janeiro e 17 de outubro deste ano. De acordo com levantamento do Instituto Fogo Cruzado, número é 20% maior que os 22 registros feitos no mesmo período de 2023.
Calibre 2 Ainda segundo detalhamento do Fogo Cruzado, essas mortes nesses quase 10 meses deste ano ocorreram em 29 tiroteios em ações/operações policiais. Desses 27 mortos, somadas a outros 2 feridos, todos homens, 12 foram identificadas como negros e outros 17 não tiveram recorte racial informado.
Calibre 3 Ainda segundo o instituto, um dos mais respeitados do país pela sua rigorosa pesquisa e contribuição para o debate sobre a violência, o mesmo período do ano passado registrou 22 mortes em Camaçari. O Fogo Cruzado apurou que os 29 tiroteios em ações/operações policiais deixaram outros 4 feridos, sendo 3 homens e 1 adolescente também do sexo masculino. Desse total, 9 pessoas foram identificadas como negras e outras 17 não tiveram o recorte racial identificado.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
21/10/2024 Fechamento: 16h22
|
|
|
|
|
|
|
Sempre ela Nesse embate entre os partidos PT e União Brasil, na disputa da segunda cidade mais rica da Bahia, a partir de janeiro de 2025, o que mais vem preocupando os dois lados não são as lideranças e seus movimentos fisiológicos com novos apoios e mudança de lado. São os recursos, o dindin, o metal, que de forma nada republicana pode ser chamado de ´meios logísticos`, fundamentais para tocar a campanha e ajudar a superar o adversário nessas duas últimas semanas.
Sempre ela 2 A Coluna alertou para esse festival de gastos em setembro do ano passado (Confira#mce_temp_url#). Voltou a comentar que o irreal teto de gastos oficiais de R$ 6 milhões, definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para Camaçari, no segundo turno, foi o segundo maior do estado, atrás apenas de Salvador (Confira#mce_temp_url#).
Sempre ela 3 O derrame de dinheiro no primeiro turno, como previu o Camaçarico, com os dois principais candidatos apoiados pelas máquinas: do município, no caso Flavio Matos (União); e do estado, beneficiando o petista Luiz Caetano, não previa nova rodada de gastos.
Sempre ela 4 Apesar da lei definir como fontes de financiamento permitidas: os recursos do fundo eleitoral, o bolso dos próprios candidatos, e as doações de pessoas físicas limitadas a 10% do que ganham, as campanhas seguiram, como de costume. O festival de peças publicitárias e outras ações visíveis pelo eleitor mostraram esse atropelamento dos limites legais. Com a certeza de que a disputa seria definida no primeiro turno, as apostas estouraram e as fontes praticamente secaram, tal o volume despejado no pleito do último dia 6. Agora, com o segundo e ultimo round, mais uma vez, a maior parte dessa conta vai sair da bolsa da ´viúva`.
Reforço A menos de duas semanas para as eleições no segundo turno em Camaçari, quadro segue embolado e sem palpite de vitória. Com base em levantamentos internos, representantes das duas campanhas não arriscam, apesar de alardearem vantagem para estímulo da militância e apoiadores.
Reforço 2 Nesse jogo de ajuste para um inesperado segundo turno, a campanha do candidato Flávio Matos (União) promoveu pequenas mudanças no marketing com ampliação da orientação e correções pelo staff de ACM Neto. Já na campanha do petista Luiz Caetano o volume de formuladores registrou aumento que vai além da consultoria remota, com o desembarque de marqueteiros vindos das disputas em Salvador e Feira de Santana, duas cidades onde os candidatos apoiados pelo PT perderam para os representantes do União.
Volume A presença do presidente Lula da Silva (PT), no comício de apoio ao candidato e companheiro de partido, Luiz Caetano, na próxima quinta-feira (17), em Camaçari, vai registrar um movimento atípico na cidade. Mesmo com chegada prevista para o final da tarde, presença de Lula agita a cidade desde o começo da manhã.
Volume 2 Para assistir o presidente e naturalmente reforçar o coro de apoio ao petista, dezenas de caravanas vindas em carros e ônibus de cidades baianas devem ampliar o já confuso sistema viário de Camaçari. Encontro com Lula está marcado para o final da tarde, na avenida Luiz Eduardo Magalhães. Manifestação, considerada pelo comando da campanha do petista Caetano como a `bala de prata`, deve reunir um público recorde. O alvo do projetil e os resultados só serão conferidos na última semana da campanha.
Imagem Sem explicação a recusa do candidato a alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), em participar do debate da TV Itapoan (Record). Enfrentamento do oponente, o vereador Flavio Matos (União), estava marcado para o dia 19, às 21h. Com a negativa do petista, que aparece empatado com o governista, portanto sem vantagem que justificasse a sua ausência sem prejuízo eleitoral com tal descuido com o eleitor, a Record só vai realizar sabatinas. Entrevistas individuais estão marcadas para os dias 22 (Caetano) e 23 (Flavio), a partir das 13h30, no programa Balanço Geral.
Imagem 2 Decisão de Caetano restringe a apenas um confronto entre os candidatos ao comando de Camaçari, a partir de janeiro de 2025. Felizmente, Caetano e Flavio já confirmaram presença no único debate desse segundo turno. Promovido pela Rede Bahia, confronto será na sexta-feira (25), antevéspera do pleito, a partir das 9h30, com transmissão pelo g1 Bahia e plataformas digitais do iBahia e da Bahia FM. Completam os esclarecimentos e ajuda ao eleitor as entrevistas individuais no Jornal da Manhã, da mesma emissora, nesta terça-feira (15), com Flavio Matos, e quarta-feira (16), com Luiz Caetano.
Compromisso A adesão do vereador reeleito Dilson Magalhães (PP) ao projeto de eleição do petista Luiz Caetano para o quarto mandato de gestor de Camaçari foi um duro golpe no ex-alcaide e presidente do União Brasil em Camaçari, Helder Almeida. Dilson que sempre teve o atual secretário de administração do município como uma espécie de guru político, abandonou a candidatura Flavio Matos e o grupo do alcaide Antonio Elinaldo (União), do qual fez parte nos últimos 8 anos. Aliados de Almeida classificam a atitude, só tomada após o resultado das eleições do dia 6, como ´traição`. Garantem que sem o bê-á-bá do experiente político e os cerca de 250 votos dados ao candidato pelo grupo, dificilmente Dilson seria reeleito.
Calibre Levantamento das Coluna mostra que Camaçari registrou em setembro 15 assassinatos. Esse é o maior número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) nos 9 meses de 2024. Somados aos 116 assassinatos informados até agosto, pela secretaria de segurança pública (SSP-BA), ano de 2024 em Camaçari conta 131 CLVIs. Já a soma das mortes violentas entre janeiro e setembro é a mais baixa no período desde 2017.
Calibre 2 Os 15 registros apurados pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa, é o quarto mais alto para setembro nos últimos 8 anos. Supera as 14 mortes violentas do mesmo mês de 2022, os 11 assassinatos de 2020, os 13 registrados em setembro de 2019, e igual número no mesmo mês de 2018. Setembro deste ano fica atrás dos 23 CLVIs de 2017, dos 18 de 2021 e dos 17 assassinatos contados em setembro do ano passado.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
14/10/2024 Fechamento:17h18
Todas as Colunas
Instagram Joao leite
You Tube joao leite |
|
|
|
Anterior |
1
2
3
|4|
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
| Próxima
Encontrado(s): 490 registros
Listando página: 4
|
|