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Calibre  A queda de Camaçari para a 4ª posição no ranking nacional de cidades mais violentas do país não tem lugar para festejo e continua sendo motivo para preocupação. Segundo estudo do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado semana passada, município que ocupava o 2º lugar em 2023, com 272 Mortes Violentas Intencionais (MVIs), caiu para 239 em 2024, uma redução de 33 registros, o equivalente 12,1%.


Calibre 2 Ainda de acordo com o Anuário (Confira o link ) a taxa de assassinatos no município se mantém elevada, com 74,8 mortes por 100 mil habitantes. Índice de Camaçari segue longe da média nacional de 20,8 por grupo de 100 mil habitantes.


Calibre 3 Apesar de descer duas posições, Camaçari segue exibindo números preocupantes. É o município com maior número absoluto de assassinatos na lista das cinco cidades do país com as maiores taxas de MVIs por cada 100 mil habitantes, parâmetro do Anuário para definir as mais violentas do país. No estado da Bahia, Camaçari só fica atrás de Salvador, com 8 vezes mais habitantes (2,4 milhões) e 873 assassinatos em 2024.


Calibre 4 Com 239 assassinatos em 2024, Camaçari supera a pernambucana Maranguape, com 87 MVIs, população de cerca de 100 mil habitantes e listada como a mais violenta do país, com índice de 79,9 assassinatos por 100 mil habitantes. Camaçari também ultrapassa em número de mortes violentas a conterrânea Jequié, 2ª no ranking com 131 assassinatos, taxa 77,6 por 100 mil, e população que soma cerca de 160 mil, pouco mais da metade dos 300 mil habitantes de Camaçari.


Calibre 5 Outro município baiano listado é Juazeiro, 3º no ranking nacional com 194 assassinatos em 2024, taxa de 76,2 por 100 mil e população de quase 240 mil habitantes. Cabo de Santo Agostinho fecha a lista dos 5. A cidade pernambucana com população de pouco mais de 200 mil habitantes contou 159 assassinatos no ano passado e exibe taxa de 73,3 MVIs por 100 mil. 


Calibre 6 Mesmo com números nada favoráveis e preocupantes, a prefeitura de Camaçari resolveu festejar a redução e até atribuir à nova gestão, iniciada em janeiro, os méritos pela redução da violência nos primeiros 6 meses deste ano. Em release divulgado e amplamente reproduzido pela imprensa, a prefeitura informa queda de 16,3% no número de homicídios no período.


Calibre 7 Citando dados do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM), a prefeitura de Camaçari informa que o primeiro semestre deste ano somou 77 homicídios, 15 a menos que os 92 registrados no mesmo período de 2024.


Calibre 8 Nessa conta oficial, nem o primeiro semestre de 2024, muito menos os números do mesmo período deste ano batem com a apuração da Coluna. Com levantamento mensal desde 2017, a Coluna reúne dados divulgados na imprensa local, confronta e atualiza os números com os exibidos, sempre com atraso, pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).


Calibre 9 Com base em números apurados e divulgados pela imprensa, a Coluna somou 72 crimes violentos letais intencionais (CLVIs) no primeiro semestre deste ano, 5 as menos que os 77 informados pela PM.


Calibre 10 Já no primeiro semestre de 2024 a Coluna contou 81 assassinatos nos seis primeiros meses de 2024, portanto 11 a menos que os 92 informados pela PM para o mesmo período.


Calibre 11 Números mostram que a imprensa não vem tendo acesso aos números reais, só divulgados posteriormente pelas forças de segurança do estado. Mesmo com essa dificuldade na obtenção de informações, sem a transparência necessária, não dá para negar que o número de assassinatos em Camaçari vem registrando queda nos últimos anos. 


Calibre 12 Como informou a Coluna de 7 de julho, portanto antes da divulgação do Anuário, redução do número de assassinatos se repetiu nesse primeiro semestre de 2025. Os primeiros seis meses deste ano registraram o menor número de assassinatos desde 2017. Queda também foi anotada pela Coluna no mesmo período de 2024, com os menores números de assassinatos desde 2017. Período do ano passado somou números iguais aos primeiros semestres de 2020 e 2019.


Currículo  Cerca de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais experimentam o desrespeito do Instituto Campinas de Atenção e Assistência à Saúde, Educação e Assistência Social. Entidade identificada pela sigla ICAASES segue descumprindo acordo com os profissionais contratados para realizarem atendimento nas unidades de saúde do município de Camaçari.


Currículo 2 O descompromisso, que ajuda a piorar a qualidade dos serviços prestados à população pelo município, tem o aval da secretaria de saúde de Camaçari. Pela lei, a Sesau não é apenas responsável pela contratação. Também precisa fiscalizar o cumprimento dos contratos com a ICAASES que somam pouco mais de R$ 23 milhões e possuem validade de um ano, até abril de 2026.


Currículo 3 Atuando no município desde os primeiros meses da gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), o ICAAASES segue sem pagar os salários de junho. Denúncias indicam que o instituto também não vem cumprindo obrigações trabalhistas como o recolhimento do FGTS.


Currículo 4 Mesmo festejando 37 anos de história e exibindo no seu site o slogan “Acolher, conhecer, cuidar e acompanhar”., o ICAASES sequer cita Camaçari no seu mapa de atuação. Lista apenas Campinas (São Paulo) onde tem sede e foi fundado, e Barbacena (Minas Gerais).


Celebração Ancestralidade, resistência, arte e fé formam a receita da 3ª Mostra Raiz e Identitária da Bahia. Comandado pelo mestre Plínio @mestreplinioyo e pela mestra Joseane @mestrajoseane, encontro aberto ao público acontece sábado e domingo próximos, dias 2 e 3 de agosto, na Associação Egbé Cultural Senzala do Samba, bairro do Natal, em Camaçari. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


28/julho/2025 Fechamento: 13h27


 

 







Alerta O descompromisso das gestões municipais de Camaçari com a produção de alimentos, em especial com a agricultura familiar e toda a sua cadeia de empregos e geração de riquezas, não está empurrando apenas o município para fora do mapa desse importante pilar da economia. Vem devastando áreas e reservas ambientais com a transformação do município numa grande zona urbana, com todos os prejuízos que esse formato equivocado possibilita. 


Alerta 2 Ao insistir apenas na matriz industrial, ignorar a economia criativa e até tratar o turismo de forma amadora e sem a conexão horizontal com a terra, a água em abundância dos rios e lagoas, sua rica flora e fauna, e a história do município, Camaçari aposta no retrocesso. 


Alerta 3 Essa triste realidade está exemplificada de forma clara e ampla no estudo realizado pelo Instituto Restinga em parceira com o Sindicato dos Agricultores Rurais de Camaçari. Intitulado “Colapso Rural de Camaçari-BA”, trabalho discute caminhos para reverter essa tendência com associações, lideranças e grupos ligados a agricultura familiar. 


Alerta 4 Estudo que a Coluna teve acesso com exclusividade mostra o declínio da população rural e a consequente redução da sua importância econômica. Menos de 3% da população, cerca de 10 mil pessoas, segundo o Censo IBGE-2022, é formada por gente ligada ao campo. 


Alerta 5 Redução é fruto de um êxodo impulsionado por fatores estruturais como a precariedade de serviços, ausência de políticas públicas e pressões fundiárias crescentes por parte da especulação imobiliária. 


Alerta 6 Números desse descuido se reforçam com a comprovação de que apenas 9% das estradas vicinais são pavimentadas. A zona rural também enfrenta dificuldades com o fechamento das escolas do campo e desmonte de postos de saúde e de outras estruturas de apoio. 


Alerta 7 O abandono da pasta da agricultura e sua função vital para o desenvolvimento econômico do município é visível com a redução de participação de 2,8% do Plano Plurianual em 2016, para apenas 0,24% no PPA de 2024. Ainda segundo o estudo, 2026 exibe um quadro ainda mais grave, com a pasta da agricultura administrando apenas a distribuição de sementes e doações de equipamentos. 


Alerta 8 Processo de destruição da terra como lugar de crescimento e futuro se reforça de forma grave com a restrição ao crédito para pequenos agricultores. Essa estratégia excludente do chamado “racismo territorial” vem esmagando comunidades quilombolas e tradicionais, empurradas pelos loteamentos de luxo, diz o estudo. 


Alerta 9 O estudo “Colapso Rural de Camaçari-BA” também mostra a relação direta com a necessidade de revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari. Atualizado pela prefeitura em 2023 sob questionamentos de grupos ambientalistas, pequenos produtores rurais do município, e até por grupos econômicos que se sentiram alijados na divisão do bolo, novo PDDU flexibilizou de forma perigosa o uso dos recursos naturais com a regulamentação de áreas de Preservação Permanente (APP). 


Alerta 10 Novo PDDU também reduziu o tamanho mínimo de lotes para múltiplas unidades habitacionais para favorecer as grandes incorporadoras. O resultado é a permissão para maior adensamento de condomínios na chamada orla marítima do município e na zona rural, além da redução da outorga onerosa para empreendimentos imobiliários de grande porte. 


Alerta 11 Ainda segundo o estudo, a área rural sofreu um corte de quase 50%, sendo que 22% virou urbana, com o consequente pagamento de IPTU. Outros cerca de 30% passaram a ser área de proteção ambiental. 


Alerta 12 Mudança implica em novo perfil de contribuinte, com o agricultor que pagava o Imposto Territorial Rural (ITR) agora enquadrado como morador urbano e cadastrado no IPTU, imposto mais caro que o ITR. Ainda segundo o estudo, o antigo contribuinte rural corre o risco de perder sua área se não pagar o novo imposto que tem outra dinâmica de cobrança. Também perde direitos como financiamento para benfeitorias agrícolas e até na conta da aposentadoria. 


Alerta 13 É preocupada com esse mapa de prejuízos para pequenos agricultores e para a cidade como um todo que as entidades ligadas aos trabalhadores rurais buscam combater esse processo de marginalização e esvaziamento. Desinvestir na agricultura familiar não apenas reduz oferta de alimentos locais. Gera prejuízos para economia do município que passa a depender de forma mais ampla de mercados externos com aumentos de preços e escassez.


Lá e cá O foguetório em cima do Projeto de Lei, aprovado pelo Congresso, que afrouxa as regras de licenciamento ambiental clareia o quintal de Camaçari. Batizada de “PL da Devastação”, conjunto de perigosas regras já encontra respaldo no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari. 


Lá e cá 2 Revisão do conjunto de regulações e parâmetros do espaço territorial, aprovada ainda na gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União), foi promessa do sucessor e empossado em janeiro deste ano, o petista Luiz Caetano.


Lá e cá 3 Representado no Congresso pela esposa e companheira de partido, a deputada federal Ivoneiede Caetano é uma das vozes contrárias ao projeto. Assim como em Brasília, o alcaide de Camaçari precisa dar o exemplo na sua paróquia, revisando o PDDU. Afinal, fez discursos durante a campanha e assinou “Documento Compromisso” em ato na sede da Ordem dos Advogados-OAB Camaçari, em setembro do ano passado. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


21/julho/2025 Fechamento: 12h30

 







Espelho A eleição do vereador kaique Ara para presidente do PT de Camaçari ficou arranhada com a fraude na votação realizada no domingo (6). Mesmo em chapa única, processo foi manchado de forma irremediável com a participação de mortos e de ex-petistas, hoje abrigados em outros partidos, como votantes.


Espelho 2 Resultado do PED expõe a legenda como o todo e mostra que o PT de Camaçari vem sendo conduzindo de forma desordenada e contrária ao princípio democrático que tanto prega e cobra dos adversários.


Espelho 3 Fraude também cola no experiente político e alcaide de Camaçari pela 4ª vez. Escândalo demonstra a pouca preocupação de Luiz Caetano com os intestinos da legenda, onde o resultado da militância no dia a dia parece ser o que vale.


Espelho 4 Reconhecer o erro, evitado com uma simples consulta ao sistema “Filiaweb” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), economizaria esse desgaste. Realizar nova votação é o mínimo que o Partido dos Trabalhadores pode fazer para amenizar mais esse grave prejuízo na imagem da legenda que já não anda boa.


Combustível Sem os cargos que costumavam ter na máquina municipal, quando era governo, a bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Camaçari ganhou mais um complicador na sua já frágil construção para se manter unida e fazendo pressão sobre a gestão do adversário, o alcaide petista Luiz Caetano.


Combustível 2 A resistência dos 12 oposicionistas, maioria simples dos 23 votos da Casa, que nada tem de ideológica em quase sua totalidade, foi minada por recente decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Deliberação do conselheiro Plínio Carneiro Filho, datada do último dia 10, acatou pedido de medida cautelar e mandou suspender as gratificações que a gestão do presidente do Legislativo, Niltinho Maturino (PRD), estava pagando a cerca de 150 nomeados.


Combustível 3 Gasto com ajuda a aliados, boa parte ligados ao time do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), somava perto dos R$ 500 mil mensais desde janeiro. São quase R$ 3 milhões que deixam de cevar oposicionistas a partir da folha de julho.


Combustível 4 Corte dessa ajuda a apoiadores vai além dos reflexos diretos no termômetro de satisfação e conforto da bancada oposicionista. Também ameaça a gestão Niltinho que pode ser obrigada a devolver os recursos aos cofres públicos. Medida transforma o caso de improbidade em munição política para seus adversários num novo parâmetro de negociação política e amolecimento da hoje maioria oposicionista no Legislativo. 


Medidas O embate entre o ex-alcaide Antonio Elinaldo e o ex-vereador Flavio Matos, candidato a sua sucessão e derrotado na disputa pelo comando de Camaçari, em 2024, pode não terminar com rompimento radical, como muitos apostam e até asseguram.


Medidas 2 Apesar da ofensiva forte e até desproporcional de Elinaldo, que não aceitou o projeto do aliado e companheiro de partido, de uma provável candidatura a deputado federal em 2026, ânimos tendem, ou precisam serenar por uma questão simples de sobrevivência política.


Medidas 3 A conta é simples. Fazer diferente é somar pontos negativos para o grupo comandado no estado por ACM Neto. O próprio ex-alcaide da capital, chefão do União Brasil e provável candidato a governador pela segunda vez, tem demonstrado outro tratamento com Flávio.


Medidas 4 Pressionado pelos acordos de reciprocidade eleitoral com o deputado estadual e agora candidato a federal, Manoel Rocha, também do União, Elinaldo tem usado todos os instrumentos para pressionar o ex-pupilo. Precisa dar cerca de 15 mil votos, se quiser receber valor eleitoral parecido nas bases do filho e herdeiro político do deputado federal José Rocha, raposa da velha política e sem perder uma eleição há 47 anos, desde a primeira disputa em 1979.


Medidas 5 Sempre com um tom acima, como a recente manifestação desproporcional a familiares de Flavio Matos, comportamento é típico do modelo de liderança que não controla impulsos e mostra de público suas garras. Tentativa de encurralar o ex-vereador pode criar uma reação imprevisível com sérios prejuízos na sua base municipal. Flavio Matos, segundo apurou a Coluna, vai se manter na oposição ao petista Caetano e fechado com o projeto de ACM Neto.


Medidas 6 Mesmo que tome o caminho do PL, legenda mais provável e onde não se elege federal com menos de 80 mil votos, de acordo com o último pleito, os agora inimigos vão ter de ajustar o discurso. É simples: terão os mesmos candidatos ao governo do estado, na disputa das duas vagas no Senado, e na eleição de presidente da República.


Medidas 7  Com Elinaldo na disputa por uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa, e Flávio Matos, caso mantenha sua postulação ao Congresso Nacional, muitos votos sairão casados das urnas de Camaçari. Não dá para ignorar o entendimento do eleitor antipetista sobre votar em quem conhece e apostar com menos dúvidas de erro. Avaliação de proximidade na hora do voto é sempre levada em consideração.


Medidas 8 Reação de Elinaldo, independente de acordo ou rebeldia de Flavio em sair candidato, termina sinalizando fragilidade nas contas para sua eleição tranquila de deputado. No União, a linha de corte, ou seja, não elege com menos de 70 mil votos, segundo projeções atuais.


Medidas 9 Em debate na mídia e redes sociais, briga de velhos aliados só é bom para um lado. O petista Caetano, adversário real de Elinaldo e Flavio, assiste, torce e até faz movimentos com seu exército para que essa briga dure.


Consenso A jornalista Fernanda Gama é a futura presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba). Votação de confirmação, na sede da entidade e urnas itinerantes nas redações dos veículos de comunicação da capital e interior, acontece terça e quarta (15 e 16).


Consenso 2 Também com mandato de três anos (2025/28) e chapa única, o comando da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) terá outra mulher. A cearense Samira de Castro, que disputa seu segundo mandato, terá como 1º vice o baiano Moacy Neves, atual presidente do Sinjorba. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


14/julho/2025  Fechamento: 11h30

 







Impedimento Mesmo com tarifas reajustadas, a Bahia Norte segue descuidando da conservação das vias do Sistema BA-093 e BA-099. O destaque é a Parafuso (BA-535), principal rodovia da malha administrada pela concessionária e com maior fluxo de veículos de todo o conjunto formado por pouco mais de 194 quilômetros de pistas. É da responsabilidade da Bahia Norte a segurança de milhares de motoristas que circulam nas vias de integração do polo industrial de Camaçari, no principal acesso à sede do município, e regiões vizinhas.


Impedimento 2 Buracos, sinalização precisando de revisão, filas por nos insuficiência de guichês no pedágio, e até afundamento de trechos da via Parafuso, lembram o quadro deixado por total incapacidade de oferecer um bom serviço aos usuários por outra concessionária: a Via Bahia. Dona das guaritas de cobrança de pedágio nas BRs-324 (trecho Salvador a Feira de Santana), e 116, entre Feira de Santana e a divisa com Minas Gerais, concessionária terminou perdendo o contrato por total descaso com o consumidor.


Laços Tássio Brito, atual secretário de finanças do PT e membro da corrente EPS, comandada no estado pelo deputado federal Valmir Assunção, é o novo presidente estadual do partido. Apoiado pelo senador Jaques Wagner e por outras correntes petistas, Tássio Brito tem relações muito próximas com Camaçari.


Laços 2 Confirmado em pleito realizada no domingo (6), Tássio não apenas amplia seu poder dentro da legenda, como soma reflexos positivos ao seu grupo de apoiadores em Camaçari. É casado com a dirigente municipal Ara Brasil. Candidata a vereadora nas eleições passadas, Ara tem histórico familiar de militância. É filha de Carlos Silveira, ex-dirigente partidário e um dos fundadores do PT de Camaçari. 


Laços 3 Ligado ao movimento dos Sem Terra, Tássio chegou a ganhar um concorrente local na disputa, o vereador Tagner Cerqueira, lançado pelo alcaide de Camaçari. Mesmo sabendo se tratar de uma candidatura sem chances, diante da conjuntura estadual, Luiz Caetano não perdeu a oportunidade para exibir seu pupilo como moeda numa possível negociação e, por tabela, promover o reforço midiático do seu provável candidato a deputado estadual.


Laços 4 Nesse mesmo pleito, que também definiu as direções nacional e municipal, com mandatos até 2029, o vereador Kaique Ara foi eleito em chapa única, presidente do diretório de Camaçari com 3.081 votos dos 3.354 votantes. Somou 87 a mais que Tássio, o vencedor estadual e mais votado no município. Já na disputa pelo comando nacional, ainda sem números finais, o candidato Romênio Pereira ficou em primeiro com 2.932 votos, enquanto Edinho Silva, o nome do presidente Lula, somou apenas 136 votos em Camaçari.  


Perna curta Infelizmente, não resiste o discurso de “resgate histórico”, usado por figuras do governo de Camaçari, para o projeto de Lei do presidente Lula (PT), que transforma o 2 de julho em “Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil”.  A prática mostra que nenhum esforço foi feito pelo município, já sob nova direção, para contar para a cidade e para a Bahia a importância dos seus ancestrais nas lutas finalizadas um ano depois do 7 de Setembro de 1822.


Perna curta 2 Neste 2025, o terceiro que inclui oficialmente o município como participante ativo nesse processo histórico, oficializado com a inclusão de Camaçari no roteiro do Fogo Simbólico da Independência, presença no desfile do 2 de Julho, quarta-feira passada, atendeu apenas a interesses da política paroquial.


Perna curta 3 De um lado o alcaide Luiz Caetano (PT) e seu grupo político apareceram no Centro Histórico da capital apenas para saudar e gerar discursos e imagens ao lado do presidente Lula e seu grupo político.


Perna curta 4 Na mesma pegada cívico eleitoreira estava o ex-alcaide Antono Elinaldo, colado no time puxado pelo chefe político ACM Neto e pelo gestor de Salvador, Bruno Reis, todos do União Brasil.


Perna curta 5 Com os caboclos de volta ao panteão da Lapinha, a conta que fica é de mais um ano sem participação de Camaçari na festa maior da Bahia. Pior que isso. Mesmo com farto material  de comprovação histórica, Camaçari segue sem projeto para contar aos seus munícipes a importância da região na consolidação da Independência da Bahia.


Calibre Camaçari fechou junho com 6 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Se confirmado com o número mensal, ainda não informado pela SSP, junho é o mais baixo dos seis primeiros meses de 2025. Já na soma do semestre, os 72 apurados extraoficiais, também aparecem como o menor no período desde 2017.


Calibre 2 Os 72 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 6 registros apurados pela coluna em junho, mais os 66 informados pela SSP entre janeiro e maio, no seu último boletim, datado de 16 de junho. Número final pode ser maior, já que levantamento dos meses anteriores mostra diferença entre os apurados pela Coluna e os números finais apresentados pela SSP-BA.  


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


7/julho/2025  Fechamento: 16h07

 







Retrato Incluída oficialmente desde 2023 nos festejos pela Independência da Bahia, Camaçari completa mais um ano sem lembrar a data com a magnitude que merece. Festejo pela passagem pelo município do Fogo Simbólico do Recôncavo Norte, na tarde desta segunda-feira (30), fui tudo o que Camaçari planejou para lembrar tão importante momento da história.


Retrato 2 Descuido só não foi total, graças à atuação da secretaria de cultura (Secult) que ajudou a organizar o ´percurso da tocha` no município e assegurou uma programação com apresentações artísticas no Paço Municipal, onde aconteceu o ato principal.


Retrato 3 Ainda que na correria, produziu um vídeo sobre a importância do município nas lutas que culminaram com o 2 de Julho de 1823. Postado nas redes sociais, material da Secult terminou sendo o único registro oficial sobre o que deveria ser uma cobertura ampla de tão importante momento histórico do município.


Retrato 4 Como nos anos anteriores, a contribuição decisiva dos nativos (indígenas), portugueses aliados, mestiços, e negros escravizados e libertos, foi esquecida com ausência de uma programação nas escolas do município.


Retrato 5 Apesar da lei que determina a inclusão da história local no currículo das escolas, a estudantada segue órfão de tão valioso conjunto de informações sobre seus antepassados. Nada de semana de estudos, palestras ou debates sobre a importância da região, com núcleo histórico principal em Vila de Abrantes, nas lutas que encerraram o domínio português há 202 anos.


Retrato 6 Descuido que a Coluna vem cobrando, mesmo antes da oficialização da importância de Camaçari nessa luta, se reforça com a ausência do município, com suas fanfarras de primeira linha, grupos culturais e escolas, no desfile cívico da próxima quarta-feira (2/7), pelas ruas do Centro Histórico de Salvador.


Retrato 7 A ausência de planejamento da data se reforça com a tradicional corrida 2 de Julho, na manhã de quarta-feira (2), pelas ruas da sede do município. As camisetas fornecidas aos participantes, ou qualquer outro material do kit, não fazem referência de forma afirmativa sobre a participação do município nas lutas da Independência.


Retrato 8 As pesquisas e livros do professor, pesquisador e historiador Diego Copque, reposicionando Camaçari na história da Bahia e do Brasil, não deixam dúvidas e mostram a necessidade de revisão de datas. Estudos que mostram a fundação do município 200 anos antes do hoje festejado ano de 1758, não perecem  importar para a elite governante municipal, independentemente da cor partidária.


Retrato 9 Infelizmente, a necessidade de contar essa história emociona e contamina apenas a cidade real dos nativos e não nascidos na cidade, comprometidos com os sentimentos de resgate e pertencimento. A expressão “tudo como dantes” dá bem a dimensão desse novo momento onde só a narrativa muda.   


Retrato 10 De mãos dadas com o Executivo, Câmara de Vereadores de Camaçari faz a sua parte nesse emperramento ao ignorar a necessidade de revisão da data de fundação da cidade e da sua própria criação. Os dados são públicos e comprovados por farta documentação que mostra a fundação do Aldeamento do Espírito Santo, hoje distrito de Vila de Abrantes, em 29 de maio de 1558, o que coloca Camaçari entre as mais antigas do Brasil, com 477 anos.


Retrato 11 Revisão desse calendário também se aplica de forma singular ao Legislativo. Agora, sob a direção do presidente Niltinho Maturino (PRD), Câmara precisa avançar e sair da discussão miúda do ´time vermelho X time azul`, para a formulação de proposições de reais interesses da cidade. Registos comprovam que a criação da Casa de Câmara e Cadeia ou Paço do Conselho, data de 1758, longe dos 77 anos festejados pelo Legislativo em março.


Retrato 12 O 30 de junho, dia do Fogo Simbólico em Camaçari, é também a virada do ano na sua segunda metade. Data é duplamente simbólica para o governo 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) que precisa avançar, corrigir os muitos erros dos 181 primeiros dias e mostrar nos próximos 184 dias do ano um projeto consistente de gestão.


Retrato 13 Para enfrentar o nada confortável, para seu grupo político, ano eleitoral de 2026, o petista vai precisar segurar a tocha e fechar 2025 com histórias reais.


Legenda  De autoria do artista Marcelo Gomes, imagem da Coluna é detalhe de uma das esculturas comemorativas do Fogo Simbólico em Camaçari 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


30/junho/2025  Fechamento: 19h03


 

 







A miopia da prefeitura de Camaçari mira projétil certeiro na Aldeia Hippie de Arembepe


O “Selo Transparência” do Ministério Público e o pipoco dos gastos com festejos juninos


Munição A operação policial, semana passada, que resultou na morte de quatro e ferimentos em outras duas pessoas, todos acusadas pelas forças policiais de integrarem a facção criminosa Comando Vermelho (CV), na região da Aldeia Hippie, em Arembepe, é mais um capítulo no processo de despreparo dos gestores de Camaçari.


Munição 2 Ao ignorar a necessidade de preservação da Aldeia Hippie, importante espaço de beleza, história e simbolismo do movimento da contracultura dos anos 1970, a prefeitura de Camaçari ajudou a ferir da forma mais perversa uma referência, única em todo o mundo, que deveria proteger.


Munição 3 A última gestão municipal, liderada pelo alcaide Antonio Elinaldo (União), desprezou argumentos consistentes de parte de sua assessoria sobre a requalificação da Aldeia. Não entendeu a necessidade de ampliação daquele espaço numa grande âncora, com reflexos para muito além de Arembepe, da Bahia e do Brasil.


Munição 4 Minimizou a importância de referenciar um equipamento com poder mundial de atração de visitantes. Ignorou a necessidade de construção de parcerias para garantir a viabilização do detalhado estudo que sua gestão elaborou e ele engavetou. Não percebeu o potencial de geração de emprego e renda com a Aldeia requalificada. Ao não entender nada, a gestão municipal de Camaçari simplesmente disparou o primeiro tiro, com grosso calibre, contra o que deveria defender. Violência, nunca antes visto na região, inaugurou um novo e perverso processo.


Munição 5 Essa incompetência não é recente, mas tem marca mais intensa nos últimos anos. Ao apostar no projeto especulativo de Guarajuba, onde o município derramou mais de R$ 22 milhões com obras cosméticas de destruição e reconstrução de passeios e praças, que exigiriam apenas melhorias, a prefeitura de Camaçari atestou sua total ausência de foco.


Munição 6  Sem ouvir quem deveria, seguiu o preconceito e excluiu a Aldeia do  “Programa de Integração e Desenvolvimento Urbano, Social e Ambiental”, com valor total de 80 milhões de dólares, cerca de R$ 440 milhões a dinheiro de hoje. Preferiu apostar na pule da política miúda dos especuladores de Guarajuba, só para ficar num exemplo, uma das polêmicas obras financiadas pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe, conhecido pela sigla CAF.


Munição 7 Ignorou a necessidade de um olhar diferenciado da Aldeia, várias vezes cobrado pela Coluna, por entidades, artistas, produtores culturais, pesquisadores, em reportagens, artigos e livros. Miopia só atestou o estreito entendimento da sua liderança como gestor, sobre o conceito de cidade, de comunidade, de pertencimento, de laços históricos e culturais de cada região da rica e diversificada Camaçari.


Munição 8 Ao esquecer a Aldeia, o alcaide Elinaldo não fez mais que ajudar a anexar esse pedaço singular do município ao nocivo, perigoso e em constante crescimento mapa territorial da violência.


Munição 9 Ainda é possível refazer esse olhar, enxergar além do muro. Com toda a sua carga acumulada de alto astral, a velha e sofrida Aldeia Hippie continua valendo. Precisa e merece essa presença.


Pólvora Apesar do foguetório pelo apoio de todos os municípios baianos ao “Selo Transparência 2025” do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o projeto de fiscalização dos gastos das cidades com os festejos juninos segue precisando de ajustes para não dar chabu.


Pólvora 2 Segundo o MP-BA, o Painel dos Festejos Juninos registrou até o dia 6, data final para o fornecimento de informações pelas 417 prefeituras baianas, gastos que somam R$ 426 milhões com contrações artísticas. Confira no link do MP #mce_temp_url#


Pólvora 3 Camaçari, com o seu Camaforró, entre os dias 20 e 23, aparece no site do MP-BA somando gastos de R$ 3,6 milhões com a contratação de 9 atrações. Mas, números não batem com os divulgados pela própria prefeitura. Pela lista de atrações enviada aos veículos de comunicação, no último dia 5, portanto antes do prazo final de fornecimento de informações para o MP-BA, o Camaforró listava 24 atrações.


Pólvora 4 Soma dos gastos de Camaçari com a contratação de Bell (R$ 700 mil), Leo Santana (R$ 600 mil), Natanzinho Lima (R$ 600 mil), Manu Bahtidão (R$ 450 mil), Tarcisio do Acordeon (R$ 450 mil), Flavio José (R$ 250 mil), Cavalheiros do Forró (R$ 220 mil), Estakazero (R$ 190 mil), e Mestrinho (R$ 150 mil), exibida na página eletrônica do Ministério Público chega a R$ 3,6 milhões.


Pólvora 5 Somando esses R$ 3,6 milhões referentes às 9 contratações informadas no site do MP-BA, às outras 15 atrações, de acordo com apuração da Coluna, conta ultrapassa os R$ 6 milhões.


Pólvora 6 Mesmo com a discriminação das fontes de custeio por origem (municipal, estadual ou federal), incluídas no levantamento deste ano, cerca de metade dos valores gastos com atrações na festa de Camaçari não foram informados ao MP-BA.


Pólvora 7 A Coluna apurou que esse volume está sendo bancado pelo Governo do Estado, através da Sufotur, antiga Bahiatursa. Uma simples conferida mostra que, diferente de Camaçari, a transparência nas informações das fontes pagadores, sejam receitas próprias dos municípios, bancadas pelo Governo Estado e ou Governo Federal, vem sendo praticada por outras cidades, como Jequié, Iraquara, Jeremoabo e Tucano.


Pólvora 8 Com apenas metade dos custos com atrações informados, Camaçari aparece em 16º na lista das cidades que mais gastam com os festejos juninos, segundo o MP-BA. Já com a soma dos apoios que vão além dos cofres municipais, Camaçari sobe para o top5, liderado por Cruz das Almas com R$ 9,4 milhões.


Pólvora 9 Nesse rol de atrações que não aparecem informadas por Camaçari ao MP, mas com cachês identificados a partir da comparação com apresentações em outras cidades listadas na tabela do mesmo Ministério Público, os destaques são: Henry Freitas e Matheus Fernandes, cada um com pagamento de R$ 565 mil. A cantora Solange Almeida com cotação de R$ 350 mil, fica um pouco acima de Tierry (R$ 300 mil). No terceiro time, com remuneração de R$ 250 mil por show, aparecem Adelmário Coelho, Devinho, Kevi Jonny e Nuzio Medeiros.


Pólvora 10 Com valores menores, ainda segundo pesquisa feita pela Coluna, aparecem Klessinha (R$ 150 ml), Bimbinho (R$ 50 mil), Edy Xote (25 R$ mil), Nadja Meireles (R$ 25 mil), Filé de Camarão (R$ 25 mil), e Elvis Salgado (R$ 10 mil). Conta de cachês dessas atrações soma pouco mais de R$ 3 milhões.


Pólvora 11 Nessa cota que ultrapassa  com folga os R$ 6 milhões não estão incluídos os custos com palco, iluminação e produção de todo o Camaforró. Fontes ouvidas pela Coluna estimam que essas despesas fiquem acima dos R$ 2 milhões, fechando a conta do Camaforró em mais de R$ 8 milhões.


Estrutural A doutora Joselene Cardin continua fazendo escola. Mesmo fora da gestão de Camaçari, agora controlada pelo petista Luiz Caetano, a ex-titular da pasta de infraestrutura do governo do alcaide Elinaldo (União) manteve no coração da Seinfra seu legado de desrespeito à legislação que regula as normas de mobilidade.


Estrutural 2 Sem piso táctil e com mobiliário urbano instalado de forma aleatória, a nova Avenida Getúlio Vargas, agora com piso compartilhado pedestre/veículos, foi inaugurada semana passada pelo novo governo sem os cuidados mínimos exigidos na lei.


Estrutural 3 Sem a obrigatória pista guia para deficientes visuais, e com jarrões ornamentais colocados de forma aleatória na via, conjunto segue longe da função humanização/segurança. Nesse conjunto de relapsos, não dá para esquecer a sempre distraída fiscalização do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), financiador da obra.


Estrutural 4 A Coluna registrou em várias postagens os equívocos nas obras de requalificação na região central da cidade, com destaque para a praça Montenegro e a travessia da via férrea, na avenida Eixo Urbano. O descaso segue, agora sob nova direção, com o doutor José Mário Lima Bastos, titular da Seinfra desde janeiro. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


16/junho/2025  Fechamento: 13h05


 

 







Geddel mira em empresário de Guarajuba e projétil também atinge o alcaide Caetano


O edital de apoio cultural da Aldir Blanc e os equívocos em Camaçari


Equilíbrio A lista dos contemplados no bolo de R$ 1,6 milhão para projetos culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento (PNAB) para Camaçari segue cheia de estranhezas. Com previsão de divulgação até o final deste mês de junho, depois dos julgamentos de todos os recursos, relação com notas e pontuações exibe divergências no número final, nas cotas por categorias de projetos, e até com candidato aprovado em dois segmentos, num total descumprimento do Edital. Incompatibilidades fecham com o número de beneficiados abaixo da soma total de contemplados. 


Equilíbrio 2 Caso emblemático dessa balbúrdia que parece ter se transformado o PNAB-Camaçari é irregular aprovação da mesma pessoa em dois seguimentos. Candidata, que mesmo sem inscrição na categoria de Artes Visuais, somou nota 77.66. Nota ficou um pouco abaixo da pontuação 76.77 atribuída à mesma candidata na disputa por outra vaga no segmento Banda Percussiva. 


Equilíbrio 3 Uma simples confrontação do Edital com a conta geral de contemplados anunciados mostra números diferentes. O Edital, sob a responsabilidade da secretaria de cultura do município (Secult), informa 115 projetos premiados, mas a lista final exibe 102, uma diferença de 13 a menos. 


Equilíbrio 4 Também chamou a atenção de fontes ouvidas pela Coluna a matemática na soma total de projetos destinados a cotas para negros. Apesar do Edital assegurar 56 projetos por cotas, apenas 49, portanto 7 a menos, aparecem como aprovados. Edital define ainda 11 vagas para indígenas e 6 para PCD, além de critérios diferenciados de pontuação para mulheres, LGBTQIAPN+, jovens, idosos, pessoas em situação de rua e egressos do sistema prisional. 


Equilíbrio 5 A desproporcionalidade na distribuição de projetos contemplados por categoria, privilegiando manifestações artísticas com pouca tradição no município é outra queixa. É o caso do Circo, com apenas 6 inscritos para 4 projetos a serem financiados. Outro malabarismo nessa categoria é a cota de 3 vagas destinadas a negros, o que representa 75% do total de contemplados. 


Equilíbrio 6 Na outra ponta da procura por apoios, os inscritos para projetos de Música batem recorde e somam 115 para apenas 10 selecionados. Nesse segmento a cota de negros, novamente destoa, com apenas duas cotas destinadas, ou 20% do total. 


Equilíbrio 7 Festival de singularidades do Edital segue nas categorias Banda Percussiva e Dança. Sete grupos disputam as 4 vagas para apoio a projetos de Bandas Percussivas que tem 50% do total (2) de vagas para negros. Na seleção para apoio financeiro aos projetos no segmento Dança, 20 disputam as 5 vagas, sendo 3 (60%) são para negros. 


Fogo amigo Conhecido pela sua metralhadora com mira móvel e definida de acordo com a necessidade, o ex-ministro dos governos Lula e Temer, e chefão do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, aponta seu cano para Camaçari. 


Fogo amigo 2 Em postagens recentes na sua página no Instagram, Geddel faz uma série de questionamentos. Com alvo escolhido, fecha o foco na questão imobiliária. Exibe trecho de um vídeo de campanha do petista e cobra do alcaide Luiz Caetano (PT) as mudanças prometidas no PDDU. Sem arrodeios, Geddel também quer saber do aliado se a indicação do secretário de turismo de Camaçari, Patrício Oliveira, tem relação com financiamento de campanha. 


Fogo amigo 3 Noutra postagem, onde marca o governador Jerônimo, o vice Geraldo Junior e o secretário de relações, Afonso Loyola, Geddel volta a provocar o aliado Caetano com um vídeo do vereador oposicionista Jamesson Silva (PL), que cobra a promessa do petista de “revisar o PPDU”.


Fogo amigo 4 Com alvo certo e munição variada, Geddel mira na valorizada Guarajuba, orla nobre de Camaçari, e denuncia o sumiço de uma rua no condomínio Paraíso dos Lagos. Cita mapas e fotos da prefeitura com o antes e depois do sumiço do logradouro público com cerca de 1,5 mil metros quadrados, segundo ele incorporado a uma propriedade privada.


Fogo amigo 5 Aproveita para cobrar ação do Ministério Público e da secretaria estadual de meio ambiente. Bem ao seu estilo ofídico e sabendo a resposta, finaliza a postagem querendo “descobrir quem é FF que me disseram faz chover em Guarajuba, que até o prefeito treme”.


Movimento A decisão do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) ao mudar o entendimento de rejeição para aprovação das contas de 2012 do alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), pode até ser questionada, mas está dentro da lei.


Movimento 2 A guinada do TCM, que também passa uma borracha na necessidade de ressarcimento com recursos do acusado de cerca de R$ 800 mil aos cofres públicos, e reduz a multa de R$ 36 mil para R$ 6 mil, mesmo com novos embasamentos técnicos, não deixa de refletir o novo ambiente político na corte.


Movimento 3 Nessa mudança foi fundamental a chegada do conselheiro Nelson Pelegrino, que ocupou a vaga do antecessor, o conselheiro Paolo Marconi, aposentado em agosto de 2021 e relator do processo que rejeitou as contas de Caetano.


Movimento 4 Mesmo questionado por sua amizade com o alcaide Caetano e suas ligações com as gestões anteriores do petista, eleito em outubro de 2024 para seu mandato 04, o ex-deputado federal e ex-correligionário partidário, empossado no TCM em outubro de 2021, herdou a relatoria do caso.


Movimento 5 Nessa nova composição do TCM, onde a tradição na indicação dos seus 7 membros sempre foi priorizada pelo esquema político dominante no momento, chegaram à corte mais recentemente o ex-deputado petista Paulo Rangel, empossado em março de 2024.


Movimento 6 No mesmo mês de 2023 foi empossada Aline Peixoto, esposa do ex-governador e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa. Outro aliado do novo esquema político no poder do estado desde 2007, com a chegada de Jaques Wagner ao governo da Bahia, é Mario Negromonte, no cargo desde 2014.


Movimento 7 Já o ex-auditor do TCM, Ronaldo Nascimento Sant’Anna, indicado pelo governador Jerônimo Rodrigues, em abril de 2023, se soma a outro conselheiro, Plinio Carneiro Filho, também funcionário de carreira do TCM e indicado em 2010. Fecha essa conta o conselheiro Chico Ribeiro Neto, último indicado pelo esquema político do grupo carlista ainda com assento no TCM. 


Fiat lux A Coluna quer saber se vai ter fósforo para os festejos do Fogo Simbólico da Independência em Camaçari. A 21 dias da manifestação popular integrada com Mata de São João, Lauro de Freitas, Dias Dávila e Simões Filho, nada se sabe sobre o ato cívico no município no próximo dia 30. Roteiro no antigo Recôncavo Norte, iniciado em 2023, festeja e reconhece a importância de Camaçari e municípios vizinhos nas lutas pela Independência da Bahia, culminadas no 2 de Julho de 1823.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


9/junho/2025  Fechamento: 15h05


 

 







Reborn A resposta da prefeitura de Camaçari à solicitação de informações feitas pelo Tribunal de Justiça da Bahia, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), que contesta a validade do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari, exibe um Luiz Caetano (PT) em duas versões. 


Reborn 2 Ao concordar com o formato e a condução do processo de discussão e aprovação do PDDU, durante a gestão do antecessor e adversário político, Antonio Elinaldo (União), Caetano mostra que não era pra valer a sua queixa contra o encaminhamento da revisão do PDDU, entre 2022 e 2023. 


Reborn 3 Resposta da prefeitura, que a Coluna teve acesso, não deixa dúvida sobre essa guinada. Já sob seu comando, a gestão municipal de Camaçari responde ao TJ-BA que não existe nenhuma ilegalidade, nem na montagem pela secretaria de desenvolvimento urbano (Sedur), muito menos na finalização do processo de revisão do novo PDDU pela Câmara de Vereadores. Legislativo comandado na época pelo adversário Flavio Matos (União) ganha até elogios. 


Reborn 4 No documento a prefeitura diz: “Verifica-se in casu que o processo legislativo observou os requisitos legais e constitucionais pertinentes, com publicidade, tramitação regimental e deliberação democrática.” 


Reborn 5 Essa afirmação contradiz o mesmo Caetano que durante o processo de discussão do PDDU acusou o Legislativo, com maioria ligada ao antigo alcaide, de manobrar e aprovar uma legislação cheia de vícios e contrários aos interesses da maioria da população, em especial os moradores da zona rural. 


Reborn 6 A discordância era tanta que Caetano chegou a colocar no seu plano de governo a revisão do PDDU. Eleito em outubro para um 4º mandato como gestor de Camaçari, numa acirrada disputa com Flavio Matos, o petista mudou de ideia. 


Reborn 7 Pelo visto, esqueceu o compromisso com os movimentos populares e até a sua assinatura em setembro de 2024, na Carta Compromisso, construída por grupos ambientalistas e OAB-Camaçari, e que tem como um dos pilares a revisão do PDDU. 


Reborn 8 De adversário ferrenho a defensor do novo PDDU, que já não gera “instabilidade ou riscos imediatos à ordem pública ou ao meio ambiente”, como defendia, a gestão Caetano avança.  Documento da prefeitura enviado ao TJ-BA também lembra os riscos da revisão para “o planejamento urbano e ambiental do Município, com impactos diretos na segurança jurídica de empreendimentos”, mesmo argumento usado na época em que era oposição ao atual PDDU. 


Reborn 9 Guinada frustrou e deixou sem discurso toda a base política caetanista. Como fica agora o vereador petista Tagner Cerqueira, que até entrou com ação na Justiça pedindo cancelamento da revisão do PDDU. Lista dos sem chão também inclui os companheiros de partido, Dentinho do Sindicato, e os novatos kaique Ara e Neidinha. Figura emblemática nessa luta contra o ´PDDU de Elinaldo` e `dos empresários`, a 2ª suplente no exercício do mandato é ligada e foi apoiada nas urnas pelos movimentos dos sem-terra e de pequenos agricultores. 


Reborn 10 O movimento do alcaide Caetano também deixou sem rumo os partidos da base, em especial o PCdoB e o PSB, entidades estudantis e sindicais, todos unânimes na condenação e mobilização durante o processo de revisão do novo plano diretor.  


Reborn 11 Agora, com as respostas contrárias à ADIN, pelo Executivo e Legislativo, só resta ao TJ-BA confirmar a legalidade do PDDU. Expectativa é de que a decisão derrubando a ação impetrada no último dia 30 de abril, pela direção estadual do PSOL, mas com origem e respaldo nos debates e queixas do Instituto Restinga, movimento dos agricultores e grupos ambientalistas de Camaçari, deve ser anunciada nos próximos dias, para alegria geral do mercado imobiliário. Justamente em junho, mês que começa com as comemorações da semana do meio ambiente.


Reborn 12 O Camaçarico vem mostrando desde o início dos debates sobre a revisão do PDDU as incoerências  na condução do processo pela prefeitura. Os custos incompatíveis com uma cidade do tamanho de Camaçari (Confira#mce_temp_url#  ), a judicialização pelos  aliados  do então oposicionista  Caetano (Confira#mce_temp_url#  ). Todos os questionamentos  (Confira #mce_temp_url# ) sobre o andamento da revisão da Lei que organiza o crescimento e o funcionamento do município nas áreas urbana, rural e industrial foram informados pela Coluna.


Calibre Camaçari fechou maio com 13 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número mensal é o mais alto do período janeiro/maio de 2025. Já na soma dos cinco meses, os 67 apurados, é o menor no período desde 2017.


Calibre 2 Os 67 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 13 registros apurados pela coluna em maio, mais os 54 informados pela SSP entre janeiro e abril, no seu último boletim, datado de 13 do mês passado. Número final pode ser maior, já que levantamento dos meses anteriores mostram diferença entre os apurados pela Coluna e os números finais, sempre maiores, apresentados pela SSP-BA. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


2/junho/2025  Fechamento: 18h40


 

 







Manobra A escolha da empresa Atlântico para operar o sistema emergencial de ônibus em Camaçari segue cheia de estranhezas e vai para as barras da Justiça. Como informou a Coluna do dia 12 (Confira#mce_temp_url#), definição do vencedor na licitação já era de conhecimento público, o que mostra perigo numa decisão que envolve nada menos R$ 13,3 milhões, valor apresentado pela vencedora e quase 25% menor que as propostas das 4 concorrentes e do teto do preço de R$ 17,5 milhões.


Manobra 2 Segundo o Novo, que dá entrada nos próximos dias em ação na Justiça pedindo a anulação desse processo, classificado pelo partido como “viciado”, os questionamentos deixam a licitação, iniciada e finalizada no dia 14 de maio, longe da via da lisura, como exige a Lei. Lista inclui a ausência de estudo técnico preliminar (ETP), dificuldade jurídica de enquadramento da justificativa para a dispensa eletrônica emergencial na nova Lei de Licitações e Contratos, e detalhes pouco claros como critérios de julgamento e remuneração.


Manobra 3 Também chama a atenção critérios de seleção como a definição da empresa com experiência com o sistema de bilhetagem eletrônica aliada a um número mínimo de veículos e quilômetros percorridos. Outra estranha restrição é a definição de cores específicas, no caso as opções a branca ou cinza/prata, mesmo sem respaldo em lei municipal que estabeleça uma padronização visual obrigatória.


Manobra 4 Ainda segundo a denúncia encabeçada pelo presidente municipal do Novo, Cleiton Pereira, a empresa vencedora foi colaboradora da campanha do petista Luiz Caetano, eleito para o 4º mandato em outubro, com o fornecimento de ônibus para transporte de militantes durante o período eleitoral.


Manobra 5 Nessa via de dúvidas e cheia de perigos para os cofres públicos, a Câmara de Vereadores promete fazer sua parte. Segundo apurou a Coluna, a comissão de mobilidade urbana e transporte público do Legislativo diz que está com os motores aquecidos. Colegiado, com maioria oposicionista ao alcaide Caetano, e formado pelos vereadores Jamesson da Silva (PL), presidente; Jackson Josué (União), relator; e Ivandel Pires, ex-União e agora caetanista, como 3º membro, segue sem sinal de movimento.


Lupa O ex-candidato a alcaide de Camaçari, Flavio Matos (União), tem até quarta-feira (28) para apresentar respostas para os questionamentos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre as contas da sua campanha 2024. Além das 9 irregularidades, a juíza Maria Claudia Salles Parente, da 171ª Zona Eleitoral, cobra esclarecimentos sobre a diferença de cerca de R$ 500 mil na conta de gastos da campanha do aliado do ex-alcaide Elinaldo.


Lupa 2 Matos não está sozinho. O também ex-candidato a gestor de Camaçari, o emedebista Osvaldinho Marcolino, já com parecer pela desaprovação das suas contas pelo Ministério Público Eleitoral e Justiça Eleitoral, aguarda a decisão da magistrada. Osvaldinho doou para a própria campanha cerca de R$ 12,9 mil, mas na sua declaração de bens exibiu patrimônio zero. Outro candidato, esse já com as contas reprovadas pela Justiça Eleitoral, é Lazinho (PMB). De acordo com a legislação, contas desaprovadas deixam o candidato inelegível e impedido de ocupar cargo público. Apenas os Cleitons, o Pereira (Novo), e o Santos (PCO) tiveram as contas aprovadas sem problemas.


Lupa 3 Já o vencedor do pleito, o petista Luiz Caetano, teve as contas aprovadas, mas com ressalva. Julgadas ainda no ano passado, para facilitar o processo de impedimento de posse, caso apresentasse irregularidades, Caetano teve problemas no quesito doação de campanha. Checagem da Justiça Eleitoral constatou uma doadora de sua campanha, responsável pelo repasse de R$ 4,8 mil, estava fora do perfil. Cruzamento de dados mostrou que a pessoa que doou através do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) era a mesma com CPF (Cadastro de Pessoa Física) listada como beneficiária do programa Bolsa família.


Amadurecer Quarta-feira (28) completam dois meses de espera dos ambientalistas por uma audiência com o alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT). Pedido do Colegiado Gestão Ambiental, Construção Coletiva, datado de 28 de março, tem como pauta principal as promessas feitas pelo então candidato, em setembro do ano, ao assinar a Carta Compromisso.


Amadurecer 2 Documento, também chancelado pelos demais postulantes ao comando da prefeitura de Camaçari, durante ato na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB-Camaçari, entidade que também respaldou o movimento, defende a criação da Secretaria ou estrutura autônoma de gestão da política municipal de meio ambiente.


Amadurecer 3 Carta Compromisso, assinada por Caetano, também defende a correção das distorções na legislação municipal, com destaque para o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), aprovado sobre protestos de entidades ambientalistas no final de 2023. Documento reforça ainda o fortalecimento da estrutura municipal de fiscalização, fundamental na preservação e combate a destruição de ecossistemas sempre ameaçados pela especulação imobiliária.


Amadurecer 4 Apesar de destacar como missão da secretaria de desenvolvimento urbano, a promoção do “desenvolvimento com responsabilidade ambiental, criando espaços de diálogo, aprendizado e transformação” o titular da Sedur parece que anda se aconselhando com a turma errada.


Amadurecer 5 A última tesourada da pasta do doutor Rodrigo Nogueira foi a exclusão do Parque das Dunas de Abrantes e Jauá da programação da semana do meio ambiente. O maior e mais simbólico espaço de preservação do município sequer foi incluído na festa planejada para o período de 2 a 8 de junho, com programação que inclui plantio de mudas, oficinas de reciclagem e sustentabilidade, trilhas interpretativas, feiras, palestras, e até ações voltadas à causa animal.


Amadurecer 6 Abandonado pela antiga gestão e as que antecederam o alcaide Antonio Elinaldo (União), área de preservação somava 700 hectares quando foi criado em 1977. Hoje, com menos da metade da sua área assegurada por lei, segue sendo destruído pela falta de vontade política do município em assumir sua responsabilidade de principal guardião e executor da política do meio ambiente.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


26/maio/2025  Fechamento: 14h35

 







Roteiro Como sinalizou a Coluna do último dia 12 (Confira)#mce_temp_url#, portanto dois dias antes da divulgação do resultado, a empresa Atlântico venceu a disputa para operar o sistema emergencial de transporte por ônibus em Camaçari. De acordo com o processo de licitação por “Dispensa Eletrônica, com critério de julgamento (menor preço)”, iniciada e finalizada na quarta-feira (14), pela prefeitura, através da Superintendência de Trânsito e Transportes (STT), a empresa Atlântico apresentou o menor valor: R$ 13.323.340,00.


Roteiro 2 A vencedora, com preço quase 25% menor que as concorrentes, disputou com as empresas Dizset Transportes, TC de Arruda, Avanço e Safira. As duas primeiras apresentaram preços na faixa dos R$ 17,3 milhões, enquanto as outras duas disputaram com propostas de valor igual aos R$ 17.511.865,32. Esse foi o valor definido pela prefeitura como teto máximo do subsídio a ser pago para garantir o funcionamento do serviço por 6 meses. De acordo com a licitação, contrato para operar as 45 linhas emergenciais na sede, orla e zona rural pode ser renovado por mais 180 dias.


Roteiro 3 Independente de quem ganhe a licitação, lideranças ouvidas pela Coluna citam com pesar o atropelamento da tarifa zero para chegar a um novo valor que compense o descumprimento da promessa de campanha do alcaide Caetano. Sem buzu gratuito, defendem a revisão das tarifas com redução dos últimos valores cobrados: R$ 5 para roteiros na sede e R$ 7,50 para as linhas da orla.


Visões A prefeitura e a Câmara de Vereadores de Camaçari têm até sexta-feira (23) para responderem ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) sobre os argumentos que sustentaram a aprovação do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do município. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), impetrada na corte estadual baiana questiona a legalidade do plano, discutido e aprovado entre 2022 e 2023.


Visões 2 Assinada pela direção estadual do PSOL, com o respaldo do movimento dos agricultores e grupos ambientalistas de Camaçari, a ADIN argumenta que houve descumprimento do rito legal que definia reuniões acessíveis à toda a população. Também cita prejuízo para os munícipes, com a transformação de parte da área rural do município em urbana, e consequente aumento de impostos. Fecha o leque de argumentos principais contrários ao novo PDDU, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional dispositivos da política do meio ambiente estadual que ampliava poderes aos municípios para licenciamentos.


Visões 3 Nessa sabatina compulsória do TJ-BA, como parte da aceitação da denúncia que pede a anulação do PDDU, o Legislativo deve manter sua posição. Vai reforçar a narrativa de que a legislação que organiza todo o espaço urbano do município, aprovado por sua maioria, na época ligada ao alcaide Antonio Elinaldo (União), e hoje mantida e atuando em oposição ao novo gestor municipal, está perfeita e seguiu todos os trâmites legais.


Visões 4 Já o novo alcaide, o petista Luiz Caetano, autor de sérias e contundentes críticas ao projeto e compromissado publicamente com grupos ambientalistas e entidades como a OAB, de revisão o PDDU, caso vencesse as eleições, vai precisar mostrar argumentos diferentes do antecessor. Isso, se não revisar suas posições anteriores.


União Cerca de 100 pais e mães de santo, adeptos e estudiosos do Candomblé são esperados no congresso de sacerdotes e sacerdotisas de matriz africana de Camaçari. Encontro batizado de “Agó Lónan”, que em iorubá significa ´licença`, `permissão` e ´caminhos`, vai discutir entre os dias 29 e 31 de maio, no campus da Uneb e Horto Florestal de Camaçari, temas como enfretamento ao ódio religioso, fortalecimento institucional das entidades de matriz africana, relação com as universidades. Na pauta do encontro, aberto ao público, um dos destaques na agenda é a construção de um projeto de fortalecimento e visibilidade do Candomblé no contexto da política.


Notícia O jornalista Chico Ribeiro Neto, colunista do Camaçari Agora, lança o seu livro “Museu do Chico”, conjunto de crônicas, prosas e memórias, nesta terça-feira (20), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Tarde tripla de autógrafos, a parir das 15h30, também terá mais dois jornalistas. José Américo Castro lança “Personagens de Ipiaú”. O terceiro livro, que integra a coleção ALBA Cultural, é “O Andarilho da Cidade da Bahia”, de Tasso Franco. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


19/maio/2025  Fechamento: 19h05


 

 







Chaminés Não adianta aparecer na lista das mais ricas, entre as campeãs em arrecadação de impostos, e alardear ser sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta. Mesmo com toda essa fumaça desenvolvimentista, Camaçari segue distante da cidade que contribui de forma efetiva para a melhoria das condições de vida do seu povo. É o que mostra o mais recente Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).


Chaminés 2 Divulgado na semana passada, estudo do desenvolvimento socioeconômico realizado com mais de 5 mil municípios brasileiros e nos 417 baianos mostra que Camaçari só regrediu nos últimos 11 anos. Município caiu da posição 3, em 2013, para o 9º lugar da Bahia, e posição 2236º no ranking nacional de 2023, ano do último levantamento.


Chaminés 3 Com base em dados oficiais disponibilizados pelos Ministérios da Economia, da Educação e da Saúde, o estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) pontua Camaçari com um IFDM de 0,638 em 2023, contra uma avaliação de 0,5301 em 2013. Mesmo com crescimento nos índices de emprego/renda, educação e saúde, Camaçari não conseguiu se manter no topo baiano e segue exibindo números preocupantes para a sua riqueza.


Chaminés 4 No quesito emprego e renda saiu do chamado desenvolvimento Alto, com pontuação acima de 0,8 nos anos de 2013 e 2014, para Moderado, com pontuação acima de 0,7, a partir de 2015.


Chaminés 5 Os números são ainda mais preocupantes para quem precisa formar mão de obra e especialistas e futuros líderes. Na educação saiu dos índices 0,2/0,3, entre 2013 e 2021, na faixa de ´Critico`, para a pontuação IFDM ´Baixo`, com notas 0,4 e 0,5 em 2022 e 2023.


Chaminés 6 Na saúde os números também deixam a desejar. Avançou do ´Baixo`, com pontuação 0,5 em 2013 e pequenas oscilações até 2020, até os últimos três anos da avaliação, quando passou para o patamar ´Moderado`, com nota 0,6 nos anos de 2021 e 2022, e 0,7 em 2023.


Chaminés 7 De acordo com o último IFDM, Camaçari empata com Conceição do Jacuípe e fica atrás na pontuação geral dos municípios baianos de  Luiz Eduardo (1º colocado), Irecê, Brumado, Barreiras, Mata de São João, Mucuri, Salvador e Pojuca.  


Chaminés 8 Se a fumaça da indefinição incomoda os milhares de usuários da sede de Camaçari, carentes de um serviço de transporte por ônibus, imagine na orla norte do município. Sem buzú, e distante de tudo, a população da região é obrigada usar o nada seguro serviço alternativo do ligeirinho, que chega a cobrar R$ 40 por uma viagem de ida e volta até a sede, onde estão instalados a maioria dos serviços.


Chaminés 9 Um exemplo é Monte Gordo. Distante cerca de 35 quilômetros da sede, localidade com mais de 30 mil habitantes e 10 mil eleitores, se prepara para uma discussão mais ampla e crucial. Além da definição de roteiros e horários compatíveis com suas necessidades, comunidade quer incluir o valor da tarifa no debate sobre o novo formato do sistema. 


Chaminés 10 Segundo apurou a Coluna, lideranças locais defendem o fim da tarifa diferenciada para a orla. Além da tarifa única em todo o município, querem que a Superintendência de Trânsito e Transportes (STT), responsável pelo desenho do novo serviço de transporte por ônibus, garanta para moradores de todo o município a passagem integração no sistema circular da sede.


Chaminés 11 Debate sobre o sistema de transporte na gestão 04 do petista Luiz Caetano começa a clarear a partir da próxima semana com o início da licitação para a escolha da empresa que vai explorar as 45 linhas emergenciais. Fontes da Coluna dizem que a fumaça da vitória no certame já tem direção. A empresa Atlântico é tida como a que se melhor enquadra no processo. É aguardar para conferir.


Chaminés 12 O agora oposicionista Antonio Elinaldo (União) segue com vento a favor e avança sem obstáculos e fuligem no seu projeto de conquistar uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa. Acusado durante a campanha de produzir todo tipo de fumaça irregular durante seus 8 anos (2017/2024) de gestão, Elinaldo festeja o 5º mês de governo do adversário sem enfrentar sequer o constrangimento de uma denúncia ou ação por irregularidades no período em que comandou Camaçari.


Chaminés 13 Independente de quem esteja no poder, a maioria dos vereadores vai estar sempre perseguindo a proximidade da caneta do alcaide e o seu revitalizante aroma. Essa regra parece que começa a se ajustar no Legislativo de Camaçari com a criação do chamado grupo ´Independente´, formado pelos vereadores Dr. Samuka (PRD), Dudu do Povo (União) e Manoel Jacaré (PP).


Chaminés 14 Sem nenhuma novidade sobre os desejos governistas de Dudu e Jacaré, como havia registrado a Coluna em fevereiro, terceira bancada oficializa um novo desenho na Câmara de Camaçari, formado por 23 representantes. Com os 3 independentes a menos, estranhamente incluindo o vereador eleito pelo União e líder da bancada oposicionista, Dudu do Povo, antigovernistas minguam da maioria simples (12) para 9.


Chaminés 15 Mesmo que aconteça um novo desenho com o recuo de Dudu e Jacaré, de integrarem a tal bancada independente, oposicionistas permaneceriam com 11 e perderiam a maioria. Com ou sem Dudu e Jacaré, e a confirmação de Dr Samuka que segue em cima do muro, sinaliza que o movimento de cooptação tem terreno fértil e deve continuar. Afinal, mesmo com um governo ainda emitindo fumaça de indefinição para um início de gestão, a caneta do alcaide segue com tinta e 1001 utilidades, inclusive a de filtro.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


12/maio/2025  Fechamento: 18h33


 

 







Compromisso O polêmico Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari ganha mais um capítulo e pode voltar para a versão 2008, com a anulação de todo o processo de revisão e aprovação do plano, realizado entre 2022 e 2023. Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), impetrada no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no último dia 30 de abril, busca zerar tudo e começar um novo debate sobre a legislação que organiza todo o espaço urbano do município. 


Compromisso 2 Assinada pela direção estadual do PSOL, mas com origem e respaldo nos debates e queixas do Instituto Restinga, movimento dos agricultores e grupos ambientalistas de Camaçari, a ADIN se sustenta em três pilares. Descumprimento do rito legal que definia reuniões acessíveis à toda a população; prejuízo para os munícipes, em especial pequenos agricultores, com a transformação de mais de 20% da área rural em urbana e consequente aumento de impostos.


Compromisso 3 A ação também ganha força com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou inconstitucional dispositivos da política do meio ambiente e proteção à biodiversidade na Bahia. Lei transferia amplos poderes para os municípios, gerando distorções e fortalecendo o avanço da especulação imobiliária sobre áreas antes preservadas.


Compromisso 4 Aprovado em dezembro de 2023, na gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União), o PDDU segue, nesses quatro meses da gestão Luiz Caetano (PT), sem nenhuma sinalização de que será revisado. Mexida no PDDU foi tema de debates e virou Carta Compromisso das entidades ambientalistas, com o apoio da Ordem dos Advogados (OAB-Camaçari), em setembro do ano passado.


Compromisso 5 Documento se comprometendo com a revisão do PDDU, definição de um programa mínimo de políticas e ações ambientais, correção das distorções na atual legislação e a criação de uma secretaria ou estrutura de gestão do meio ambiente, foi assinado pelo então candidato e hoje gestor de Camaçari.


Dead line Por falar em meio ambiente, Camaçari tem até 30 de junho para realizar a sua conferência municipal das cidades. Municípios com seus delegados eleitos de forma democrática cumprem a etapa seguinte com participação no encontro estadual. A 6ª Conferência Nacional das Cidades acontece em outubro em Brasília.


Narrativas O alcaide Luiz Caetano quebrou a tradição do seu partido e legendas aliadas ao não realizar manifestação em praça pública no Dia do Trabalhador. Neste primeiro ano do seu 4º mandato como gestor de Camaçari, o petista aboliu os discursos em cima do trio elétrico, as atrações artísticas, e todo o aparato comum da militância na festa do 1º de maio. Preferiu apostar na “1ª Corrida da Classe Trabalhadora”.


Narrativas 2 Os protestos, comuns no antigo formato, com queixas sobre desemprego, arrocho salarial e custo de vida, ganharam nova dinâmica com a prova pelas ruas centrais da sede do município. Trocou a reflexão do ato político pelos 5 quilômetros de flexão, com direito a selfies e imagens nas redes sociais.


Calibre  Camaçari fechou abril com 10 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número, se confirmado pela SSP, com dados atualizados até março, mostra queda nos registros na comparação com o mesmo mês nos últimos 9 anos. Abril/2025 só supera o mesmo mês de 2023, com 9 registros de crimes violentos letais intencionais (CLVIs).


Calibre 2 Confirmados pela SSP os 44 CLVIs no primeiro quadrimestre deste ano, período registrou o menor número de assassinatos dos últimos 9 anos. Fica muito próximo dos 45 mortes violentas contadas entre janeiro e abril de 2024, o primeiro quadrimestre mais baixo desde 2017. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


5/maio/2025  Fechamento: 18h35


 

 







Validade Está cada dia mais na conta do improvável, a promessa de campanha do alcaide Luiz Caetano (PT), de construir o Hospital Municipal de Camaçari. A avaliação de que o projeto ´dançou` não é apenas de oposicionistas. Ouvidos pela Coluna, governistas com a cabeça no lugar também avaliam como difícil o cumprimento da jura de palanque.


Validade 2 A constatação, ainda segundo essas fontes, se confirma com a decisão do governo do estado de ampliar o Hospital Geral de Camaçari (HGC), que vai ganhar 20 novos leitos de UTI. Pacote de mais de R$ 60 milhões em obras na saúde foi anunciada no sábado (26), em Camaçari, durante ato político com as presenças do governador Jerônimo e do ministro da saúde, Alexandre Padilha.


Validade 3 Com custo total de construção estimado em R$ 80 milhões, unidade municipal com 50 leitos e previsão do mesmo número de 20 UTIs para o novo HGC, representaria um investimento de cerca de R$ 40 milhões (50%) para os cofres municipais. Também entra nessa conta a despesa mensal de manutenção do hospital municipal, estimada em cerca de R$ 20 milhões.


Validade 4 Somadas aos cerca de R$ 5 milhões mensais de despesas de manutenção com as duas novas UPAs (Abrantes e Monte Gordo), já que as construções serão bancadas pelos governos do estado e federal, conta da saúde só vai crescer.


Validade 5 O alcaide Caetano sabe que as despesas com saúde vão precisar caber nos cerca de R$ 500 milhões/ano, isso com o remanejamento no orçamento. Ainda entra nessa conta de novas despesas a Policlínica, com previsão feita pela secretária de saúde do estado, Roberta Santana, de começar a funcionar em dezembro.


Ruído O alcaide Caetano parece que anda desaprendendo, não ouve conselhos, precisa calibrar sua assessoria, ou todas as três opções. Durante entrega da requalificação do antigo Arquivo Público, que agora passa a se chamar Arquivo Histórico de Camaçari, o petista gastou parte do seu tempo, e dos presentes, olhando para o retrovisor, quando deveria ´virar a chave` do discurso. Falou do antecessor e até do atrito entre Elinaldo e o seu pupilo, o candidato derrotado por ele, Caetano, o ex-vereador Flavio Matos, que insiste em ser candidato a deputado federal na contramão do acerto do seu grupo político encabeçado pelo União Brasil.


Ruído 2 Durante ato no novo espaço, que se propõe a resgatar e preservar a memória de Camaçari, Caetano esqueceu de citar a criminosa ação de destruição do patrimônio pelo antecessor. Novo prédio foi erguido no mesmo local onde existia o centenário casarão demolido pelo antecessor. Foi sede dos três poderes e morada de duas importantes figuras da história da cidade: o capitão português João Francisco da Costa e o desembargador Montenegro.


Ruído 3 Atestado de incompetência e descompromisso com a memória da cidade, marca do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), também incluiu a demolição total do antigo cinema. Estrutura que formava com a estação de trens, única de pé, o conjunto remanescente do centro antigo de Camaçari, o novo cine-teatro segue sem projetor e com as cortinas fechadas. A nova secretaria de cultura (Secult) não informa, mais de 100 dias após início do governo, sobre o andamento das obras e a data de inauguração do novo espaço.


Gravitando Quase um flash. Esse foi o tempo de lançamento e pouso forçado do foguete da pré-candidatura a deputado federal do ex-vereador Flavio Matos (União). Viagem curtíssima foi suficiente para mostrar o risco de desintegração ao se afastar do cosmo que não poderia se distanciar. Se insistisse, seria esmagado pela gravidade e viraria poeira, antes da primeira volta completa e ao redor do planeta oposição.


Gravitando 2  Sem traje, sem combustível e sem um roteiro com o mínimo de segurança para tal viagem, o ex-presidente do Legislativo de Camaçari e candidato na disputa a alcaide no pleito de 2024, agora busca um hangar para recompor a fuselagem e os motores. Com peso e massa menores depois da empreitada, vai ter que esperar 2028, quando deve tentar voltar ao Legislativo, ou, quem sabe, substituir Elinaldo que deseja comandar Camaçari pela terceira vez.


Replay Depois do sucesso das obras mais caras, prazos nunca cumpridos e atropelo à legislação, com consequentes prejuízos para Camaçari e seus efeitos políticos negativos para seu grupo político, a engenheira Joselene Cardin protagoniza e polemiza em novo cenário.  


Replay 2 Chefa das obras no vizinho município de Lauro de Freitas, a ex da mesma pasta da infraestrutura (Seinfra), em Camaçari, já colecionava desafetos antes mesmo dos 100 dias do governo da alcaidessa Débora Regis (União), completados no começo de abril.  Vereadores se queixam da má vontade da secretária, que sequer atende os pleitos da base aliada do governo municipal. Indicada pelo ex de Camaçari, Antonio Elinaldo (União), espécie de padrinho generoso e tutor da inexperiente gestora de Lauro, a doutora Joselene segue fazendo escola. 


Respeito O Terreiro de Jauá lamenta e repudia a informação equivocada divulgada pelo site Alô Juca, de que o local foi cena de crime no último dia 23. Sob o título “Tiroteio em Jauá”, texto fala em “morte de um suspeito e na apreensão de um revólver calibre 38 e uma quantidade de drogas no Terreiro de Jauá, em Camaçari”.


Respeito 2 Em contato com a Coluna, o terreiro garante que não existiu nenhuma ocorrência envolvendo policias e bandidos na área do templo. Informa ainda que deu queixa no mesmo dia da falsa notícia, na 18ª Delegacia Territorial, e entrou com ação judicial pedindo o restabelecimento da verdade.


Respeito 3 Liderado pelo sacerdote Tata Laercio Sacramento, o Terreiro Manço Quilembecuetá Lemba Furamã é tombado como Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) desde 2006. O Terreiro de Jauá, como é conhecido, tem uma trajetória de respeito, divulgação e preservação da cultura ancestral africana. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


28/abril/2025 Fechamento: 19h10


 

 







Modus operandi A Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) do governo do ex-alcaide Elinaldo parece que fez escola, para tristeza e prejuízo da população. A constatação está nas obras na região central de Camaçari. A praça Montenegro, entregue com foguetório na última sexta-feira (11), pelo alcaide Luiz Caetano, nessa sua gestão 04, é o que se poderia chamar de arremedo da antiga praça, requalificada pelo próprio petista no seu governo 02, e que tem a Catedral do padroeiro São Thomaz de Cantuária como principal referência.   


Modus operandi 2 Projeto meia-boca aprovado pela sempre distraída Corporação Andina de Fomento (CAF), financiadora da obra, é o que se poderia chamar de retrocesso no planejamento do espaço urbano e suas necessidades de equipamentos confortáveis, com utilidade, bonitos e duradouros. Só para ficar num exemplo, os antigos bancos e mobiliário em liga de aço da Montenegro foram substituídos por assentos de baixa qualidade e comprovada vida útil curta para um bem público com uso intenso e diverso.


Modus operandi 3 Obra apressada para marcar os 100 dias de governo, empurra Caetano para o equívoco, quando deveria refazer o projeto e até esperar para entregar o equipamento casado ao primeiro trecho de cerca de 100 metros do calçadão multiuso da avenida Getúlio Vargas.


Modus operandi 4 Nesse pacote de descuidos da Seinfra, a passarela sobre a via férrea é outra marca. Travessia, que precisa de urgente restauração, foi motivo de preocupação do alcaide. Por determinação do próprio Caetano, a passarela, transformada em camarote de fiéis durante a missa campal do padroeiro, em janeiro, foi parcialmente interditada durante o evento.


Modus operandi 5 Outro acesso que se integra à praça é a travessia por rampas da avenida Eixo Urbano. Passagem que também dá acesso ao Museu de Camassary, localizado na antiga estação de trens, segue em desacordo com a legislação federal sobre mobilidade. Passagem incompleta que impede a travessia de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção foi marca da gestão do alcaide Elinaldo.


Modus operandi 6 Sem um planejamento esperado para os 100 primeiros dias, tal sua experiência de 3 governos municipais anteriores, a gestão do petista Caetano terminou se perdendo no oba-oba das entregas nada convincentes. Os resultados nesses pouco mais de três meses iniciais mostram descuido no planejamento durante a fase de transição, como registrou o último Camaçarico (Confira#mce_temp_url#). Surpreende pelo histórico do gestor a ausência de uma narrativa alternativa a essa falha, com a transformação dos chamados 100 dias num período de apuração e levantamento da herança do antecessor. Fase que poderia ter terminado agora com a definição das metas do governo e o início da execução do que foi planejado.


Modus operandi 7 Nem de um jeito, nem de outro, só resta agora ao alcaide Caetano ajustar a máquina e acelerar. Ano que vem tem eleições para presidente, governador, dois senadores, deputados federal e estadual. Vai ser o teste para quem tem voto e apoio da população.  


Perna curta  Acabou o casuísmo do Legislativo de Camaçari que queria legislar sobre o Orçamento do município, responsabilidade do poder Executivo. Depois de rejeitada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), mudança que reduzia de 100% para apenas 2% o percentual autorizado para abertura de créditos suplementares, foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Perna curta 2 Armadilha na Lei Orgânica, que poderia ser desmontada em caso de vitória de Flavio Matos (União), foi aprovada pela maioria elinaldista no final da legislatura passada. Com a desvantagem numérica de 11 dos 23 votos no Legislativo do alcaide Caetano, restabelecimento do poder total de manobrar o orçamento ao seu bel-prazer demorou quase 3 meses e só foi decidida na Justiça.


Teatrinho E o vereador Ivandel Pires, jogando nos dois lados do campo desde o primeiro turno das eleições municipais do ano passado, agora está oficialmente fora do União Brasil. O edil, que de forma não oficial marchava com o então candidato a alcaide e agora gestor, o petista Luiz Caetano, finalmente teve seu cancelamento oficializado. 


Teatrinho 2 Processo de expulsão, oficializado pelos votos unânimes dos membros do diretório, começou em março com o pedido feito pelos quatro vereadores do União. Ação seguiu com prazo de 15 dias para defesa, que preferiu não se pronunciar sobre a acusação de traição ao estatuto do partido.


Teatrinho 3 Decisão sem efeito sobre o mandato do vereador, apenas expõe a legislação brasileira que dá ao eleito o mandato, como sendo sua propriedade, e afasta qualquer punição por infidelidade partidária. E o eleitor, que votou em gato achando que era por lebre, que se lixe.


Calibre Camaçari fechou março com 6 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número não é apenas o mais baixo do primeiro trimestre janeiro/março de 2025. Também é o menor para o mês de março dos últimos 9 anos.


Calibre 2 Número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados em março pela Coluna pode ser maior, já que levantamento dos dois primeiros meses deste ano somavam 17, mas subiram para 26, segundo dados postados em 24 de março no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Somados aos 6 assassinatos de março, os 32 CLVIs continuam colocando o primeiro trimestre de 2025 como o mais baixo desde 2017.


Parabéns O Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia completa 80 anos nesta segunda-feira (14). O Sinjorba foi criado em 1945 para defender os direitos da categoria, valorizar o jornalismo, e a imprensa livre, responsável e comprometida com a informação de qualidade. Ato comemorativo será na noite desta segunda-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, em Salvador.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


14/04/2025 Fechamento: 19h01

 







Retrato Prestes a completar 100 dias de governo, o alcaide Luiz Caetano (PT) chega na próxima quinta-feira (10) sem muito o que comemorar. Nessa gestão 04 Caetano não parece o comandante cheio de gás, propostas inovadoras, articulação e capacidade de irradiação do seu otimismo que costumava espalhar nos seus governos anteriores.


Retrato 2 A alardeada ´herança maldita` do antecessor e adversário histórico, Antonio Elinaldo (União), não tem sido suficiente para justificar a falta de avanço e diferencial da gestão nesses meses iniciais. Culpar os números, agora públicos com a transparência digital, e impossíveis de serem escondidos, apagados e manipulados, de forma que não sejam desnudados, só mostra que o processo começou fora de cálculo.


Retrato 3 Com exceções, a equipe escolhida para gerir a máquina municipal parece não ser a ideal. Movimentos nesses quase 100 dias mostram que parte do secretariado/gestores não exibe a experiência necessária para atender as necessidades de um município de 300 mil habitantes, polo industrial referência global e dono de uma das maiores arrecadações do país.


Retrato 4 Descuidos não faltam na gestão que teve novembro e dezembro, já com a certeza de comando da máquina, para finalizar as ações dos primeiros meses, independente dos nomes que iriam liderar as pastas. Conta que reforça essa apatia se amplia com o período anterior ao mês de outubro, dedicado às duas eleições no município, quando foi discutido e definido o plano de governo, no famoso “Diga aí, Camaçari”, que recolheu sugestões e ajudou na montagem da espinha dorsal da gestão.


Retrato 5 Nesse balanço vale destacar as frustrações da população e até de parte de aliados, em especial na área da saúde. A dificuldade de entendimento entre a secretária indicada pelo governador Jerônimo, sem experiência na gestão do SUS (Sistema Único de Saúde) em um município do tamanho de Camaçari, se amplia com os movimentos nada cirúrgicos da 02 da Sesau, técnica de total confiança do alcaide. Esse conflito, resultado da fata de um planejamento de ações, lá nos meses que antecederam a posse em 1º de janeiro, tem exibido resultados negativos para a gestão que não conseguiu mostrar para a população a tão propalada ´virada de chave`.


Retrato 6 As dificuldades herdadas, como falta de medicamentos nos postos, insuficiência de médicos, e déficit na oferta de consultas e exames exigiam ações de ´Emergência`, só para lembrar a chamativa e midiática marca dos primeiros meses da sua primeira gestão (1986/1988). Nesse receituário faltou um mutirão de consultas e exames. Não interessa qual seria o custo, nem que fosse necessário a formação de parceria com rede privada de saúde do município, como ocorreu na pandemia. A população esperava e precisava ser atendida.


Retrato 7 Também entra nessa conta a indefinição sobre construções e datas de inauguração do Hospital Municipal, e das UPAs de Vila de Abrantes e Monte Gordo, promessas de campanha. Em andamento, apenas a Policlínica. Sob os auspícios do governo do estado e data inicial para setembro deste ano, vai precisar ficar pronta antes das eleições de 2026.


Retrato 8 Outro gargalo é o sistema de transportes. Responsabilidade da STT (Superintendência de Trânsito e Transportes), estrutura mesmo em marcha lenta, atropela prazos, promessas e enfrenta dificuldades para colocar nas ruas o sistema emergencial de transporte por ônibus. Segundo apurou a Coluna, mesmo com o subsídio de R$ 40 milhões, aprovados pelo Legislativo, valor da tarifa não será reduzida e deve ficar entre R$ 5 e R$ 7, quando deveria custar metade, já que a eleitoreira ´tarifa zero` ninguém mais fala.


Retrato 9 Completa esse quadro de direção nada segura o projeto de implantação do sistema de ônibus elétricos. Outra promessa de campanha, carimbado com verba de R$ 95 milhões do governo federal e prazo para apresentação de estudos nesse abril, projeto segue sem informações sobre data e horário de embarque do usuário.


Retrato 10 A pouca afinação entre o que fazer e como fazer também atinge e cria problemas estruturais nas pastas da cultura (Secult), do desenvolvimento social (Sedes) e na secretaria do desenvolvimento urbano (Sedur). Na Secult a divisão e o excesso estrelismo na disputa e definição das ações não faz a pasta andar como deveria. Como já comentou a Coluna, dúvidas sobre a conclusão e inauguração do novo equipamento erguido sob os escombros do antigo cinema, e a volta da programação do Teatro Cidade do Saber (TCS) só ampliam esse desconforto da população e da artistagem com a gestão.


Retrato 11 Na Sedes, o gargalo é justamente o entendimento e aplicação do SUAS (Sistema Único da Assistência Social). Faltam educadores sociais para ações como abordagem e cumprimento de medidas de combate a direitos violados. O Centro POP, que atende a pessoas em situação de rua, está praticamente desativado. A outrora referência Casa da Criança e do Adolescente, ´primo pobre` das duas últimas gestões do alcaide Caetano, que preferiu apostar na sua Cidade do Saber (CDS), se arrasta desde fevereiro, com a retomada das aulas, carecendo de professores, educadores, equipamentos e até merenda.


Retrato  12 Nessa falta de planejamento não dá para cumprir a promessa de ampliação da rede CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), sem equipar e colocar para funcionar de forma eficiente as atuais 7 unidades. Como em muitas outras estruturas da máquina municipal, o não acolhimento dos técnicos de carreira do município e sua expertise na aplicação das políticas públicas está fazendo a chave emperrar nas mãos nem sempre habilidosas dos apaniguados políticos.


Retrato 13 A Sedur, com atuação aquém da velocidade que deveria imprimir, segue sem sinalizar a revisão do PDDU, prometida por Caetano durante a campanha. Ainda no conjunto do plano diretor, nenhuma definição sobre a nova política ambiental, o funcionamento do conselho de meio ambiente (COMAM), e os reflexos ambientais com as regras de novas construções, como prédios de até 7 andares na orla. Indefinição também atinge o bolso do pequeno contribuinte com a transformação de áreas rurais em urbanas e o consequente aumento do IPTU.


Retrato 14 Nesse filme nada recomendado da Sedur, o simbólico Parque das Dunas de Abrantes e Jauá segue abandonado, assim como não se fala mais na secretaria de meio ambiente, ou na criação de uma estrutura alternativa que contemple as necessidades de um município com rica diversidade de ecossistemas e leonina ação de grileiros e da especulação imobiliária.


Retrato 15 Não dá para descuidar da gestão de um espaço territorial formado por instalações industriais e suas muitas linhas de produção. È preciso assegurar o equilíbrio necessário para conter esses  impactos diversos sem destruir um rico, singular e diversificado conjunto, que tem como limite 42 quilômetros da costa atlântica, e avança por rios, lagoas, dunas, rico amplo aquífero e regiões de mata, num total de 785,4 quilômetros quadrados.


Retrato 16 Na lista das grandes estruturas que lidam diretamente com a população, a pasta da educação é a única que segue com melhor avaliação nesses 100 dias. Mesmo com planejamento, a Seduc ainda precisa de ajustes. Escolas com carência de professores e falta de merenda que impedem o turno integral em algumas unidades são correções urgentes. Próximo passo é o pulo da qualidade na sala de aula, elevando o município a melhores patamares nos índices de avaliação do ensino.


Retrato  17 Nesse conjunto de dificuldades excessivas, surpreendendo até adversários, tal o histórico de expertise do político Luiz Caetano, 70 anos, três vezes alcaide de Camaçari (1986/1988 e 2005/2012), vereador, deputado estadual, deputado federal e secretário de estado, a atualização do modo gestão é urgente.


Retrato 18 Mudar o que for necessário é virar sua  própria chave e entender que a gestão pública passa por novos parâmetros de qualidade e princípios políticos. São apenas 100 dias, mas fundamentais para entender que a ordem precisa ser ajustada para os próximos 1.361, até 31 de dezembro de 2028. Não é favor. É obrigação de quem se candidatou a missão de atender as necessidades desse novo contribuinte, hoje patrão e eleitor empoderado e conectado com as novas tecnologias. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


07/04/2025 Fechamento: 19h05


 

 







Bê-á-bá No último Camaçarico o editor errou na digitação e postou 71 anos. Apesar de corrigido com o acréscimo dos 6 anos, de acordo com a conta oficial de 77 anos de criação, informada pela Câmara de Vereadores de Camaçari, número continua distante da data real. Mesmo alertado sobre necessidade de correção, com base em comprovação documental, Legislativo insiste em diminuir a sua história.


Bê-á-bá 2 Luta antiga do historiador, pesquisador e autor de dois livros sobre a história da cidade, o professor Diego Copque prova que o Legislativo de Camaçari é ao menos 12 anos mais antigo, isso se a conta tomar por base a Câmara Municipal do município de Montenegro, na Vila de Camassary.


Bê-á-bá 3 Cópia da Ata de Instalação, disponível no Museu da Cidade, localizado na antiga estação de trens, comprova que o Legislativo foi criado em 13 de abril de 1936. Casa funcionou até 1937, quando foi fechada pelo golpe do Estado Novo de Getúlio Vargas.


Bê-á-bá 4 Data pode ser ainda mais antiga se o Legislativo revisar sua história e avançar sobre a antiga Vila de Abrantes, hoje parte do município de Camaçari e festejada como a povoação mais antiga da região. A chamada Casa de Câmara e Cadeia da Vila da Nova Abrantes do Espírito Santo foi fundada em 28 de outubro de 1758. Aí, a conta vai para 267 anos de criação da primeira Casa Legislativa do município que hoje é Camaçari.


Bê-á-bá 5 Descuido com a história, suas referências e marcos não é equívoco apenas do Legislativo. O próprio poder Executivo insiste em ignorar a data de fundação da cidade e festejar sua emancipação política no 28 de Setembro de 1758 como sendo sua data maior. Camaçari é, na verdade, 200 anos mais antiga. Nasce em 29 de maio de 1558 com a fundação do Aldeamento do Espírito Santo.


Bê-á-bá 6  Com um Legislativo que na sua maioria nunca foi ao Museu da Cidade, e uma lista de alcaides que também seguem a mesma cartilha do desconhecimento e apagamento, resgate precisa ser provocado por outras entidades representativas do município.


Bê-á-bá 7 Movimento pode começar pelo curso de História do campus Camaçari da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Corrigir essas datas não é apenas ampliar o orgulho de uma cidade no seu contexto na formação do Brasil. É respeitar a história.


Números E a disputa paroquial pelos votos para deputado estadual em Camaçari segue animada. O festival de Arembepe,   encerrando nesta segunda-feira (31), foi o primeiro grande palanque. O ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) desfilou inflado pelas dificuldades dos primeiros 90 dias do governo do sucessor e adversário histórico Luiz Caetano (PT). Na aposta por uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa da Bahia, grupo elinaldista prevê mais de 30 mil votos na sua base. Completa a estratégia de chegar à ALBA com a marca dos 80 mil votos um nada modesto roteiro de viagens de fortalecimento, convencimento e consequente ampliação de apoios pelo estado.


Números 2 Além dos acordos menores com vereadores e lideranças da Região Metropolitana, o ex-alcaide (2017/2024) faz dobradinha em parte do estado com o federal Paulo Azi. Outras apostas consideradas mais gordas são Lauro de Freitas e o grupo do estadual Manoel Rocha, com expectativa de render cerca de 15 mil votos, número igual ao dado por Elinaldo ao aliado nas eleições de 2022. Com apenas um mandato de estadual, o duas vezes alcaide de Coribe quer trocar a Assembleia Legislativa pelo Congresso Nacional, substituindo assim o papai José Rocha, também do União, que se aposenta depois de 8 mandatos consecutivos.


Números 3 Já na banda caetanista, a estratégia do chefe parece ser pulverizar candidaturas na tentativa de reduzir o potencial local do adversário Elinaldo. Nessa fórmula ´Rexona`, aliados do petista dizem que os votos da máquina municipal somados à força da militância dos partidos da base são suficientes para eleger mais de um. O vereador Tagner Cerqueira (PT) largou na frente, mas ganhou concorrente.


Números 4 O companheiro de governo, o titular da pasta de relações institucionais (Serin), Ademar Lopes (PSB), é o outro postulante local. Conta se amplia com o deputado petista e candidato à reeleição Junior Muniz. Nome preferencial de Caetano nas eleições de 2022, Muniz não deve repetir os quase 16 mil votos na base de Camaçari.


Stand-by Ficou para a próxima sexta-feira (4) o julgamento da ação que pede o afastamento do vereador Dentinho do Sindicato (PT), pelos crimes de importunação sexual e violência de gênero contra a ex-vereadora Professora Angélica (PP). Decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), estava marcada para a sessão da última quarta-feira (26), mas foi mudada a pedido do juiz relator, desembargador eleitoral Danilo Costa Luiz.  


Stand-by 2 Com final imprevisível, pode se arrastar, caso a maioria dos 7 juízes do TRE decida acatar o pedido o Ministério Público Eleitoral. Batalha pode chegar ao TSE e até ao Supremo.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


31/03/2025 Fechamento: 20h

 







Presentão Uma “lambança”. Esse foi o presente que os vereadores de Camaçari deram à cidade no aniversário dos 71 anos do Legislativo. Justamente, na véspera da data que costumam reafirmar seu compromisso com a Lei e com a população, os vereadores resolveram atropelar o Regimento Interno que rege o funcionamento da Casa Legislativa.


Presentão 2 Depois de rejeitarem o projeto de Lei que dava a um espaço na orla de Guarajuba o nome do empresário do ramo imobiliário, João Fonseca, falecido em outubro do ano passado, os mesmos vereadores colocaram a proposta novamente em pauta. Numa jogada ensaiada entre elinaldistas e caetanistas aprovaram por unanimidade o mesmo projeto em nova primeira votação. Pelo novo calendário, a segunda e última votação deve acontecer na sessão desta terça-feira (25).


Presentão 3 O jogo perigoso começou na sessão do último dia 11, quando o projeto de autoria do vereador Dentinho do Sindicato (PT) foi rejeitado em primeira votação, como registrou a Coluna (Confira). Pelo Regimento da Casa, projeto derrubado só poderá voltar no próximo período legislativo, em 2026.


Presentão 4 Mas, a reação foi rápida para corrigir o vacilo dos liderados do alcaide Luiz Caetano (PT) e do ex Antonio Elinaldo (União). Só após a derrota, a ausência do autor do projeto na sessão foi usada como justificativa regimental para anular a votação do dia 11. Até então não existia impedimento legal para a colocação da proposta em plenário, tal a certeza da sua aprovação.


Presentão 5 O resultado foi o apagamento virtual e a volta do projeto para nova votação. Como se não existisse nenhum impedimento legal, a mesma proposição, rejeitada no dia 11, foi aprovada com o apoio de todos os 18 vereadores presentes na sessão do dia 18.


Presentão 6 Na primeira sessão a proposta foi rejeitada com os votos contrários dos vereadores Luizão (Republicanos), Wagner (PSB), e das vereadoras Sales de Val Estilos (PSD) e Neidinha (PT), responsável pela polêmica da sessão. Foi ela quem abriu a discussão, inicialmente se posicionando pela abstenção, por considerar a homenagem injusta. Ainda segundo ela, o empresário homenageado era conhecido por ´explorar` pais e mães de família da região de Monte Gordo.


Presentão 7 A vereadora, que estranhamente não compareceu à sessão do dia 18 para reafirmar sua posição contrária ao projeto, também não se manifestou contra a manobra de seus pares que anularam a votação do dia 11, com o retorno da proposição do zero.


Presentão 8 Na primeira votação a proposta de autoria do vereador Dentinho do Sindicato (PT) só contou com os votos favoráveis dos vereadores Kaique Ara e Tagner (PT).


Presentão 9 A grita da petista Neidinha não embaralhou apenas a base caetanista. O movimento da petista, segunda suplente no exercício do mandato, com a ida do eleito Marcio Neves para a pasta da educação (Seduc), e do primeiro suplente Teo Ribeiro, para a secretaria de esportes (Sejuv), sensibilizou até os oposicionistas.


Presentão 10  Os elinaldistas, puxados pelo ex-petista Jackson Josué (União), engrossaram a discussão com a proposta de abstenção. Resultado, subiram no muro os vereadores oposicionistas Jackson Josué, Maurício Qualidade e Dudu do Povo, do União; Jamesson (PL), Tarcisio Coiffeur (PSDB), Manoel Jacaré (PP) e Jamelão (Cidadania). Quem também seguiu no ´nem lá, nem cá` foi o caetanista João Dão (PSB).


Presentão 11 Agora, se não acontecer nenhum questionamento na Justiça, é marcar a data da festa de batismo do novo logradouro, quem sabe enriquecido com um busto ou uma estátua.


Marreta e borracha  A propaganda da prefeitura sobre obras de requalificação na região central da sede de Camaçari precisa de ajuste urgente, caso queira se pautar pela verdade. A nova gestão resolveu copiar a anterior, que insistia em chamar a região de ´Centro histórico`.


Marreta e borracha 2 Desse conjunto, que não passa de um ´Centro antigo` só tem como remanescente a antiga estação de trens, transformada em museu. Provavelmente por ser imóvel privado foi salvo da sanha destruidora da gestão do alcaide Elinaldo (União).


Marreta e borracha 3 Região perdeu o status ´Centro histórico` com a demolição do cinema, equipamento de meados do século passado, e do centenário casarão, morada dos fundadores da cidade e posteriormente sede dos três poderes. Reconstruídos do zero, o cinema e casarão pertencente às famílias João Francisco de Costa e Desembargador Montenegro, ganharam novas fachadas e ares antigos, muito comuns em projetos fakes.


Marreta e borracha 4 A retomada das obras na região central, com a construção de calçadões e vias compartilhadas entre pedestres e veículos é outro ponto de interrogação. Financiado pela CAF, a Corporação Andina de Fomento, projeto de requalificação se arrasta e vem sendo redesenhado desde a gestão do alcaide Elinaldo (União). Agora, com o sucessor Caetano (PT), os serviços avançam, mas as dúvidas sobre estacionamento, trânsito e até de drenagem continuam uma incógnita. 


Marreta e borracha 5 Por falar em centro, não se tem notícia de visita da secretária de cultura, Elci Freitas, às obras do cineteatro. Com cronograma arrastado desde a gestão passada, nada se sabe sobre inauguração do novo espaço. Já o vizinho Arquivo Público segue de pires na mão esperando equipamentos e estrutura para ser, de fato, o guardião da história da cidade.


Cidadania A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Camaçari, empossa a nova diretoria, triênio 2025-2027, nesta quarta-feira (26), a partir das 18h, na sua sede, região do centro administrativo. Entidade segue presidida pelo advogado Eduardo Requião, com Livia Araújo (vice-presidência), Vanusa Bebert (secretaria geral), Tiago Papaterra (secretaria geral adjunta), e Rosângela Souza (tesouraria). A subseção Camaçari abrange os municípios de Dias d’Ávila, Mata de São João, Itanagra e Madre de Deus.


Além do muro A urbanista Juliana Franca Paes, presidente da Sociedade Brasileira de Urbanismo (SBU) parece ser a única técnica com atuação em Camaçari com presença confirmada no Smart City Expo Curitiba. As inovações urbanas e as soluções que impactam o mundo serão debatidas de amanhã (25) até quinta (27), por especialistas globais, empresas e gestores municipais que apostam no futuro. Encontro na capital paranaense também sedia a 120ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana e Trânsito.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


24/03/2025 Fechamento: 20h10

 







Ressaca O que parecia ser um passeio à beira mar, terminou virando uma maré de março. Por maioria, a Câmara de Vereadores de Camaçari rejeitou a proposta de homenagear o empresário do ramo imobiliário, João Fonseca, com nome de praça em Guarajuba, orla do município.


Ressaca 2 Projeto de autoria do vereador Dentinho do Sindicato (PT) foi rejeitada numa votação histórica, já que esse tipo de proposição é aprovada sem contestação. O que parecia ser mais uma sessão passa tudo, o plenário da última terça-feira (11) mudou essa lógica.


Ressaca 3 Com o questionamento da vereadora Neidinha (PT), que criticou a mudança do nome e chegou a acusar o empresário homenageado de ´explorar` pais e mães de família da região de Monte Gordo, a votação tomou outro rumo. Ao declarar que se abstinha na votação, manifestação da vereadora desencadeou uma onda de recuos. O resultado surpreendeu: 4 votos contra a mudança do nome da praça, 7 abstenções e apenas 2 favoráveis.


Ressaca 4 Números vão além do desconforto com a homenagem. Mostram a total desarticulação da base governista. Caetanistas têm encontrado dificuldade para afinar o discurso entre os 11 da bancada. Legislativo de Camaçari conta com 23 vereadores.


Ressaca 5 Segundo apurou a Coluna, uma manobra está sendo articulada para colocar o projeto novamente em votação, o que fere o Regimento. Até parecer da procuradoria jurídica do Legislativo está sendo sugerido como forma de manter o projeto nesta legislatura. O Regimento Interno da Casa é claro ao mandar engavetar projeto rejeitado em primeira votação. Proposta, ainda segundo o Regimento, só pode ser reapresentada no próximo período legislativo, em 2026.


Ressaca 6 Além de rejeitado, projeto provoca ondas e marolas. Segundo apurou a Coluna, essa região vizinha à praia de Guarajuba já teve marco em homenagem aos pescadores, além de possuir outros dois espaços com nomes oficiais. Área próxima ao mar é conhecida como praça Almerindo Pereira da Cruz, o famoso pescador Ferrinho de Monte Gordo, pai do ex-vereador Wilton de Ferrinho. Mais adiante, outro espaço batizado de praça da Juventude, teve nome oficializado pelo Legislativo através de projeto do então vereador Naival Santana, na gestão 02 do alcaide José Tude.


Replay  A condenação dos ex-diretores do  Instituto de Seguridade do Servidor de Camaçari (ISSM), Maurício Santos Costa (diretor superintendente), e Márcio Jordan Melo (diretor administrativo e financeiro), pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), parece ser prática não tão incomum na instituição que administra e paga pensões e proventos a aposentados e pensionistas do município. 


Replay 2 Além de ressarcir cerca de R$ 4,2 milhões aos cofres públicos, com recursos próprios e de forma solidária, a dupla terá de pagar multa de R$ 50 mil, cada um, por prejuízo causado ao erário com aplicações de recursos do ISSM em fundos de investimentos, nos anos de 2017 e 2018, os dois primeiros da gestão-01 do alcaide Antonio Elinaldo (União). 


Replay 3 Canetada da conselheira Aline Peixoto, na sessão do último dia 11, também pega duas servidores de carreira da prefeitura que foram punidas com multa de R$ 6 mil para cada uma. Como cabe recurso para todos, decisão do TCM não se finaliza e deve render, como se espicham outras condenações. 


Replay 4  Também por aplicações do dinheiro do ISSM, lá em 2008, o ex-diretor superintendente, Natanael Fernandes, e o então diretor administrativo e financeiro, Genésio Feitosa, foram condenados a ressarcirem pouco mais de R$ 3 milhões aos cofres públicos. Tanto na gestão Elinaldo, como no governo Caetano, os diretores foram exonerados dos cargos pela mesma prática. Aplicaram o dinheiro do contribuinte em fundos e negócios que o mercado costuma chamar de “podres”, por não oferecerem a necessária segurança para investimento. 


Replay 5 No caso dos gestores indicados por Elinaldo o processo segue e deve entrar em transe, como a ação, com mais de uma década, contra os ex-gestores do governo do petista Caetano. Já na Dívida Ativa, portanto cumprida todas as etapas de contestação que a lei permite, agora aguarda a execução. A Coluna apurou que o montante individual, com valor original de pouco mais de R$ 1,5 milhão, já ultrapassa os R$ 8 milhões para cada um dos ex-gestores.


Filtro  Se depender do publicitário e marqueteiro baiano Sidônio Palmeira, autoridades governamentais não vão poder mais repassar informação de bastidor aos jornalistas. Sob a condição de sigilo, prática conhecida no jargão jornalístico como ´em off´, faz referência a gravador desligado.


Filtro 2 Em reunião com assessores do governo Lula, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência defendeu a morte da prática comum na imprensa. Profissionais de comunicação precisam dessas dicas para driblar o controle da informação imposta pelos governos e outras estruturas de poder. Como a proposta vazou, graças ao ´off` de alguma fonte presente, a proposta de Sidônio terminou virando ´on`.


Banquete A chef e expert em culinária de matriz africana, Solange Borges, entra de vez no cardápio da gastronomia nacional. Realiza pelo 4º ano o Festival do Dendê, fundamental na valorização e  fortalecimento  da cultura do dendê e sua cadeia produtiva no estado da Bahia. Realizado entre os dias 12 e 16, em Camaçari, encontro reuniu chefs de todo o país. Uma das estrelas foi o famoso chef Alex Atalla, que comandou a cozinha no último dia do evento. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


17/03/2025 Fechamento: 18h25


 

 







Imagem Camaçari está entre as cidades brasileiras com os mais altos índices de desigualdade entre homens e mulheres. De acordo com o estudo “Piores Cidades Para Ser Mulher”, da consultoria Tewá 225, Camaçari é um dos destaques entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Em 3º no ranking nacional, Camaçari com nota 16,79, considerado “Muito baixo”, fica atrás apenas de Paranaguá (PR) e São Pedro da Aldeia (RJ).  


Imagem 2 O primeiro ranking nacional sobre a qualidade de vida das mulheres nas grandes cidades brasileiras reúne dados de 319 municípios (Confira ). Avaliação usou indicadores como representatividade política, a presença de mulheres que não estudam e nem trabalham, feminicídio e desigualdade salarial.


Imagem 3 Realizado em outubro de 2024, estudo mostrou que Camaçari não é o único município baiano entre os 50 piores do país, onde a adoção de políticas públicas mais assertivas virou necessidade urgente. Paulo Afonso, com pontuação 23,78, aparece em 14º; Eunápolis (25,55) em 22º; Luís Eduardo (26,55), em 27º; Ilhéus (26,90) em 31º; Simões Filho (28,12) em 38º, e Teixeira de Freitas (28,49) na posição 42.


Imagem 4 Fora dos 269 municípios com notas vermelhas, mas na lista dos com avaliação “Baixo”, Vitória da Conquista aparece na posição 277 e pontuação 40,32; Santo Antonio de Jesus (40,41) posição 280. Por último aparece Salvador com pontuação 41,70, em 297º lugar.  


Calibre Camaçari contou 59 mortes em 16 chacinas em menos de 3 anos. Desse total, 6 chacinas foram resultantes de ações e operações policiais que deixaram 24 mortos. De acordo com levantamento do Instituto Fogo Cruzado, desde julho de 2022, quando essa estatística começou a ser realizada pela entidade, a Região Metropolitana de Salvador soma 373 mortes em 100 chacinas.


Calibre 2 Na conta geral da RMS, Camaçari fica em segundo lugar, atrás de Salvador, com 243 mortes resultantes de 63 chacinas, sendo 46 em ações e operações policiais. 


Calibre 3 A última chacina foi registrada terça-feira de Carnaval (4), com 12 mortes, em Fazenda Coutos, Subúrbio Ferroviário de Salvador. Número se equipara a outra chacina também envolvendo PMs. A Chacina do Cabula, no dia 6 de fevereiro de 2015, poucos dias antes do Carnaval, também deixou 12 mortos. O termo chacina é usado para o assassinato de 3 ou mais pessoas em um mesmo local e pela mesma causa.


Calibre 4 Camaçari fechou fevereiro com 7 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número é menor que os 10 registros de janeiro, informados no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Os 17 registros dos dois primeiros meses de 2025 são iguais aos contados no bimestre janeiro/fevereiro de 2024.


Calibre 5 Na comparação com os meses de fevereiro dos últimos nove anos (2017 a 2025) esse é o com menor número de assassinatos. Fevereiro de 2024 somou 9 crimes violentos letais intencionais (CLVIs).


Cinzas Tem secretário que está precisando de um tratamento a base de semancol. Ao invés de apostar na discrição que o cargo exige, segue buscando os holofotes das redes sociais, mesmo sabendo que não será candidato em 2026. Com credencial fornecida pelo Governo do Estado, um dos patrocinadores do carnavalesco camarote Expresso 2222, o auxiliar do alcaide Luiz Caetano (PT) aproveitou para fazer tudo que deveria evitar no famoso espaço de celebridades criado pela família Gilberto Gil, no circuito Barra/Ondina.


Cinzas 2 O descuido com a imagem parece ser uma marca dos caetanistas. Outra festa que rendeu fotos e vídeos, comuns em visitantes empolgados, foi o aniversário do PT, no final de fevereiro, no Rio. O resultado foi a inversão com descarte do cenário da festa política, substituído pelas paisagens da cidade maravilhosa. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


10/03/2025 Fechamento: 18h03


 

 







Olhares A indefinição do governo Luiz Caetano (PT) já passou do período natural e justificado de ajuste de quem está chegando. Com praticamente dois meses (54 dias), governo já vem sendo reconhecido por aliados e adversários, como muito aquém do esperado e previsto, diante da experiência do político 3 vezes gestor municipal, deputado estadual, federal, vereador e secretário de estado.


Olhares 2 Já tem aliado dizendo que o governo ´não tem cara`, anda ´batendo cabeça` e continua com ´secretarias amarradas`. Nessa avaliação consensuada entre adversários e apoiadores mais isentos, para deleite da oposição, a secretaria da saúde (Sesau)  lidera o top-3, com o  seu comando ministrando receitas diferentes para o mesmo paciente. A pasta do desenvolvimento social (Sedes) também segue com dificuldades para aplicar as políticas públicas, quando escanteia os técnicos prata da casa. A outra que caminha com dificuldade é a secretaria do desenvolvimento urbano (Sedur), dizem fontes da Coluna. Para não dizer que não se falou em flores, a exceção entre as pastas de ponta é a educação (Seduc), funcionando de forma afinada desde o começo da gestão.


Olhares 3 Se Caetano não definir e corrigir rápido esse quadro, vai permitir rachaduras e consequente prejuízos para seu projeto de poder com reflexos nas sucessões do aliado Jerônimo e do companheiro Lula. Sabe que no calendário da política tem pouco mais de um ano para virar o jogo. Abril de 2026 é considerado limite para a consolidação da gestão e seus ganhos com reflexos positivos capazes de influenciar o eleitorado nas eleições de outubro.


Olhares 4 Nessa cadeia de perde e ganha, sinais aparecem de forma ainda mais intensa na base mais próxima, onde a reeleição da sua esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano é prioridade zero. Virada de chave, como gosta de dizer, também ameaça o projeto de fazer do companheiro de legenda, o vereador Tagner Cerqueira, um estadual para chamar de seu. Não vai ser fácil. O fiel seguidor, escalado para fazer contraponto ao histórico adversário, o ex-alcaide Elinaldo (União), que também mira uma cadeira da Assembleia Legislativa, já perdeu a primeira prova, quando não se elegeu presidente do Legislativo.  


Olhares 5 Sem maioria para aprovar tudo e fazer o que planeja, o alcaide Caetano-04 precisa negociar com a bancada oposicionista para seguir avançando com seu projeto de governo. Além da dificuldade de gestão, Caetano governa com um orçamento engessado, onde só pode remanejar 2%, quando seu antecessor podia até ´subir no telhado`.


Olhares 6 Essa manobra, aprovada pelo Legislativo de maioria oposicionista ainda na Legislatura passada, nunca recebeu as críticas merecidas e necessárias da oposição, hoje governo. O resultado está aí. Ganhou a eleição, mas não virou o placar desfavorável num plenário de 23 vereadores.


Olhares 7 Precisando desesperadamente reverter esse quadro, que mesmo desenhado desde o resultado das urnas do segundo turno, portanto conhecido e exigindo caminhos alternativos para a gestão, Caetano descuidou. Fora do poder executivo desde 2012, Caetano parece que não se reciclou, experimentou novos formatos, muito menos agregou nomes novos e experimentados à sua gestão.


Olhares 8 Agora, é tentar reverter esse quadro e botar a máquina para andar, não interessa o modus operandi. Acenos de todos os tamanhos e formatos não faltam. Apertado e precisando de no mínimo mais um vereador para mudar o placar de 12 a 11 em seu favor, o alcaide de Camaçari virou refém de um jogo miúdo que pode se estender, não se sabe até quando.


Olhares 9 Segundo apurou a Coluna, o petista tem autorizado o pagamento de rescisões contratuais de aliados de vereadores oposicionistas, e até assegurado acomodações em cargos nas estruturas máquina municipal e estadual, como forma de adoçar os adversários.


Olhares 10 Nesse jogo de encantamento e salamaleques o vereador Dudu do Povo (União) parece que virou crush do alcaide. Recebeu referências carinhosas de Caetano em dois momentos do seu discurso durante os trabalhos de abertura do Legislativo, no último dia 18. O feroz antipetista até o ano passado foi destacado com o diferenciado “abraço forte”, ao ter seu nome citado. Não satisfeito, o alcaide repetiu o mimo com novo aceno no mesmo discurso: “meu querido Dudu do Povo”. Ao lado do companheiro de oposição Manoel Jacaré (PP), Dudu sempre foi listado entre os vereadores oposicionistas com grandes chances de aderirem ao projeto do novo governo.


Olhares 11 O problema, ou a solução, a depender do lado, é que os vereadores descobriram que podem mais, querem mais e conseguem mais. Resta saber como vai ficar a gestão pública da cidade nesse jogo de toma lá, dá cá.    


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


24/02/2025 Fechamento: 18h30


 

 



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