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O alcaide Caetano e a oxigenação da gestão com a mexida no secretariado de Camaçari


Titular da Sedes, que fecha o ano com o escândalo das cestas, aparece em todas as apostas


Sem mudanças, cúpula do estado vê riscos repetição de derrota de Jerônimo no município


 


Ajuste  A necessária e esperada mexida no secretariado de Camaçari só deve acontecer até o final do primeiro trimestre de 2026. Durante café da manhã com a imprensa do município, nesta segunda-feira (22), o alcaide Luiz Caetano (PT) não negou a mudança, como também não falou em tamanho.


Ajuste 2 Sempre reticente, mas claramente desconfortável com os resultados desse primeiro ano do seu mandato 04, o alcaide disse, sempre nas entrelinhas, que as substituições precisam ser quadros que preencham as lacunas dos atuais titulares com baixa aprovação.


Ajuste 3 Consenso entre governistas e oposicionistas ouvidos pela Coluna é a da titular da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), Jeane Gleide.


Ajuste 4 Sem conseguir gerenciar minimamente a complexa pasta responsável pelos benefícios sociais e aplicação de programas assegurados por verbas federais, a doutora Jeane amplia o desgaste da sua gestão e atinge em cheio o já complicado primeiro ano do governo Caetano com o monumental tropeço na distribuição das cestas de Natal para moradores carentes do município.


Ajuste 5 Ainda segundo essas mesmas fontes, o problema na troca é desatar o nó da madrinha, a deputada federal pelo PT e esposa do alcaide, Ivoneide Caetano. Uma das alternativas de mudança na Sedes com menos trauma para a primeira dama é a queda para o lado. A doutora Jeane seria deslocada para outra pasta.


Ajuste 6 Mesmo admitindo dificuldades para as substituições, provavelmente pensando em outra escolha alternativa apresentada, o alcaide tem solução na própria estrutura da Sedes. É só querer reconhecer os valores da equipe técnica.


Ajuste 7 Outro nome cotadíssimo para deixar o governo é o da secretária da saúde, Rosângela Oliveira. Indicação vinda de cima e atribuída ao governador Jerônimo, a titular da Sesau pode deixar o governo em março.  Como já comentou a Coluna, seu nome é citado para substituir a chefa da pasta estadual da saúde (Sesab), Roberta Santana, que deve tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa.  


Ajuste 8 Fecha o trio dos com mais desgaste e repercussão negativa na mídia e redes sociais, o titular da educação (Seduc). Diferente de Jeane e Rosângela, o vereador licenciado Marcio Neves (PT) não deixa a pasta, é quase um imexível.


Ajuste 9 Neves espera virar o jogo em 2026 com fardamento novo, melhorias nas escolas da rede municipal e mais condições para os trabalhadores do setor.  Sua saída, com consequente volta para o Legislativo, mexe com a suplente Neidinha e o humor do seu grupo, ligado aos movimentos de agricultores, na votação de outubro vindouro da deputada federal Ivoneide Caetano.


Ajuste 10 Além das doutoras Jeane e Rosângela, lista dos substituíveis com intensas apostas inclui os titulares das pastas do turismo, do desenvolvimento urbano e do desenvolvimento econômico. A cultura, apesar de seguir com grandes dificuldades, sai da fila da guilhotina.


Ajuste 11 Comandada por Elci Freitas, a Secult tem na Cidade do Saber (CDS), ainda sem uma política de inclusão definida, um dos seus grandes freios. Outros apupos para a doutora Elci são a demora na conclusão do cine teatro, no centro antigo, deixado na fase final pelo antecessor; e o calote  nos artistas que seguem sem receber cachês pelas apresentações no calendário cultural da cidade. Os pouco aplausos, mas suficientes para aquietar a plateia vêm do andamento dos editais de financiamento de atividades culturais, e no respiro no ainda carente Teatro Alberto Martins (TAM).


Ajuste 12 Na Setur, o empresário do ramo imobiliário, Patrício Oliveira segue sem trânsito no setor, com consequente ausência dos resultados esperados. Reforça a desaprovação a imagem de pouca cortesia com auxiliares.


Ajuste 13 Outro que não promoveu as entregas imaginadas, em boa parcela pela conjuntura que herdou, é o advogado Rodrigo Nogueira. A pouca experiência no riscado da Sedur, pasta dos licenciamentos e da definição do espaço urbano, coloca o doutor Rodrigo na lista dos  que perdem o alvará de permanência.


Ajuste 14 A Sedec, pasta que desde a gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União) não sabe bem o que quer e como pode fazer para estimular o desenvolvimento econômico do município, ganha mais um complicador. A disputa de egos entre a titular, Adriana Marcele e o seu 02, o também empresário Zeinho Damasceno, só amplia a confusão e torna a pasta uma estrutura insustentável.


Ajuste 15 Reforça esse necessário e já sem tempo processo de ajuste, a nada positiva avaliação do núcleo do governo Jerônimo (PT), sobre a gestão do correligionário de Camaçari.


Ajuste 16 A sorte é que esse primeiro ano da gestão do petista não foi eleitoral, dizem fontes da Coluna. Essas mesmas figuras defendem que a gestão precisa mudar logo no começo de 2026 para reduzir os danos eleitorais.


Ajuste 17 Avaliam que sem essa sacudida o governador e candidato à reeleição perde pela segunda vez em Camaçari para o nome oposicionista. Na votação de 2022 o placar foi de pouco mais de 22 mil votos de vantagem em favor do o ex-alcaide de Salvador, ACM Neto (União). 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


22 dezembro 2025 Fechamento: 18h00


 

 







A prefeitura de Camaçari e o fardamento dos estudantes como marca de governo


Mudanças de leiaute geram mais gastos e não garantem melhoria na qualidade do ensino


Reprovados A Polêmica envolvendo o fardamento de alunos da rede municipal de educação de Camaçari é mais um exemplo do dever de casa que não é cumprido pelas autoridades do município. Nesse modus operandi só interessa o benefício do seu grupo político, independente do prejuízo aos cofres públicos.


Reprovados 2 Os esquecidos kits fardamento, formado por camisas, shorts e até guarda chuvas  na cor ou com predominância verde, marca do  governo alcaide Antonio Elinaldo (União), também foram abandonados pela gestão do sucessor, Luiz Caetano (PT).


Reprovados 3 A nota baixa nesse quesito não é exclusividade do atual gestor da pasta da educação (Seduc). O professor e vereador licenciado Marcio Neves (PT) seguiu a regra da velha política ao destinar o material a um depósito, com provável fim nada didático. Deveria denunciar o descaso com o dinheiro público do antecessor e distribuir no começo do ano o fardamento que sobrou, para alunos mais necessitados.


Reprovados 4 Reprovação é unânime e também bomba a doutora Neurilene Martins, titular da Seduc nos 8 anos (20217/2024) da gestão Elinaldo. Era sua responsabilidade determinar a distribuição desses kits que sobraram. Experiente, sabia que esse fardamento não seria usado pelo sucessor e adversário, anunciado vitorioso no final de outubro do ano passado, portanto ainda com o ano letivo em andamento.


Reprovados 5 Ao deixar de beneficiar alunos com essas fardas a Seduc do antecessor, como a do atual, sinalizam pouco cuidado com o dinheiro do contribuinte e uma visão miúda de educação tão propalada pelos seus titulares.


Reprovados 6 Sem fardamento novo, os cerca de 40 mil alunos da rede municipal esperam agora os novos kits que devem ser distribuídos no começo de 2026.


Reprovados 7 Quando personaliza o fardamento a cada gestão a prefeitura de Camaçari gasta mais dinheiro do contribuinte e dribla os princípios públicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, conhecidos pela sigla Limpe.


Reprovados 8 Ao abolir a regra antiga do fardamento padrão com o escudo do município e/ou a referência de cada escola, o gestor de plantão impõe um gosto sempre com viés político partidário, e nenhuma preocupação com a economia de recursos que poderiam ser empregados em outras ações educacionais.


Reprovados 9 Com custo de cerca de R$ 15 milhões, segundo divulgado pela imprensa, aquisição dos novos kits fardamento, terá novo leiaute, como se a escola fosse outra e a educação entrasse num novo e nunca experimentado patamar.


Reprovados 10 Novo visual desse fardamento, mesmo claramente identificado com os desejos do grupo no poder, ganha justificativa de novo, conectado, arejado, etc, etc.


Reprovados 11 Diferente no visual, mas igual ao anterior no modelo personalista, novo fardamento implica em despesas que poderiam ser economizadas com a simples reposição do fardamento padronizado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15 dezembro2025 Fechamento: 17h55


 

 







O pedido de suplementação financeira e a amarração política do presidente do Legislativo


Os assassinatos em Camaçari e os números que não batem nas contas da imprensa e autoridades policiais


A vice Dea Santos bate recorde na festa de homenagens da Câmara de Vereadores   


Operador O pedido de suplementação orçamentária de cerca de R$ 2 milhões, feito pelo presidente do Legislativo de Camaçari, Niltinho Maturino (PSD), ao alcaide Luiz Caetano (PT), não caiu bem entre vereadores da base oposicionista e liderança antigovernistas. Além de atestar controle frágil e de planejamento da gestão da Casa, movimento do vereador, tido como elinaldista juramentado, pode gerar desdobramentos que contrariam a sua base, hoje com maioria apertada de 12 X11 no Legislativo.


Operador 2 Ao solicitar a ajudinha do Executivo para fechar em cerca de R$ 80 milhões as contas da Câmara, Maturino abriu um caminho de negociação considerado normal, quando é entre aliados. Acostumado a dirigir as ações do Legislativo, como costuma fazer todos os alcaides, Caetano, nessa gestão 04, não vai mudar seu modus operandi. Ele quer ver o PPA (Plano Plurianual) e a LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovadas do seu jeito e vontade.


Operador 3 Segundo apurou a Coluna, pedido de Maturino não desagradou apenas seus pares. Até o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) teve rejeitada a sua sugestão de solução para contornar o problema do orçamento, fugindo assim do afago com o devido troco em favor do adversário petista.


Operador 4 Ao agir de forma independente e destoante dos que lhe elegeram, como já registrou a Coluna, o vereador Niltinho Maturino só enfraquece seus aliados. Sinaliza de forma clara dificuldades para o projeto da oposição em seguir no comando do Legislativo, biênio 2027/2028. Vai além e passa pelo projeto de eleição do ex-alcaide Elinaldo para a Assembleia Legislativa.


Operador 5 Movimento narcisista e totalmente equivocado politicamente torna ainda mais fragilizada a base que lhe elegeu e que vai precisar de máquina do Legislativo para ajudar na reeleição em 2028.


Operador 6 Empoderado e andando até em carro blindado, segundo apurou a Coluna, Maturino está no seu terceiro mandato, sendo que o primeiro exercício na função de vereador foi assegurado graças a um acordo no início da gestão 01 do alcaide Elinaldo, em 2017. Como primeiro suplente substituiu o eleito Elias Natan (PSDB), deslocado para a pasta da saúde (Sesau).


Operador 7 Niltinho Maturino tem histórico de atuação nos dois grupos que controlam a política de Camaçari há cerca de 4 décadas. Foi da base caetanista, onde exerceu a função de assessor da vereadora Luiza Maia (PT), antes de aderir com todas as juras ao elinaldismo.


Calibre Segue preocupante a diferença sobre os números de assassinatos contados em Camaçari. Apuração realizada no mês de novembro por veículos de imprensa registram 4 assassinatos, enquanto a prefeitura do município, com base em apuração do 12º Batalhão da Polícia Militar (12º BPM), informa apenas 2 crimes violentos letais intencionais (CVLIs).


Calibre 2 Registros feitos por veículos de imprensa mostram um assassinato dia 1º de novembro, no bairro Jardim Limoeiro; um segundo, dia 4, no Phoc-2. As outras duas mortes, dia 25, na região da Via Parafuso, ocorreram após confronto com forças de segurança.


Calibre 3 Não é a primeira vez que esses números conflitam. Em setembro ocorreu o inverso. A Coluna, com base nas informações divulgadas na imprensa, e ainda sem os números do mês  divulgados pela SSP-BA, contou 4 assassinatos, dois a mais que os informados pelas autoridades policiais.


Calibre 4 Segundo números oficias divulgados pela SSP até novembro, Camaçari fecha os 11 meses de 2025 com 114 CLVIs, muito distante, mas ainda altíssimos, dos 170 contados pela Coluna no mesmo período de 2024.


Calibre 5 Apuração da Coluna mostra que período janeiro/novembro deste ano tem o menor número de assassinatos desde 2017. Levantamento também mostra que esses números de mortes violentas têm diminuído, mas continuam próximos das duas centenas.


Guinness A vice do alcaide Caetano, Déa Santos (PSB), anda mais paparicada que artista da hora. Na noite desta terça-feira (9), no Teatro Cidade do Saber (TCS), a 02 de Camaçari será agraciada com as comendas Irmã Dulce e Mulher Destaque. Só não emplacou a terceira honraria, a Comenda Maria Quitéria, por conta dos prazos regimentais para aprovação da homenagem nesse primeiro ano da nova legislatura.


Guinness 2 Festa dos 11 governistas, separada da bancada dos 12 da oposição, que distribuíram as honrarias no próprio plenário do Legislativo, também homenageia com títulos de Cidadão Camaçariense o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário estadual de turismo Maurício Bacelar (PT), e o Bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu Oliveira. Lista dos 26 agraciados também inclui a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) com a comenda Maria Quitéria.


Modelo A prefeitura de Jequié, comandada pelo reeleito Zé Cocá (PP), segue dando aula em gestão de eventos e turismo. A sete meses do São João 2026, a ´Cidade Sol` já está com parte da sua programação montada. Em ano de Copa do Mundo o município promete um arrasta-pé com bola e tudo.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


8 dezembro2025 Fechamento: 17h50

 







Coluna Camaçarico


Vereadores de Camaçari ignoram propostas de política de saúde e apostam no debate raso da gordofobia 


Polêmica gerada com fala equivocada do vereador Manoel Filho precisa avançar com criação de centro de referência para a obesidade 


Balança O episódio envolvendo o vereador Manoel Filho (PL) e o cantor gospel Felipão, conhecido como ´Xodozinho de Jesus`, dá bem a dimensão de como anda a política em Camaçari. Polarizada e dosada por pesos e contrapesos, de acordo com as conveniências dos movimentos dos grupos no jogo político, escorregão verbal do edil, virou dieta ideal para seus adversários promoverem uma campanha de cancelamento.


Balança 2 Acusadores e defensores consomem tempo e dinheiro do contribuinte ao desperdiçarem a oportunidade de usar o exemplo e ampliar o debate com propostas concretas para a política de saúde para a cidade.


Balança 3 Ferrenho oposicionista ao alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), padrinho do festival gospel, totalmente patrocinado pelo governo do estado, Manoel Filho terminou pesando na crítica. Em discurso no plenário do Legislativo, na terça-feira (25), o vereador acusou o cantor Xodozinho de estar “gordo de tanto comer”, numa referência à sua condição de assessor da prefeitura e beneficiado com cachê para se apresentar no festival realizado no último final de semana.


Balança 4 Mesmo experiente com o púlpito, o vereador e presbítero da igreja Assembleia de Deus de Barra do Jacuípe, orla do município, terminou traído pela sua fala e caindo no preconceito contra uma realidade que ele mesmo vive e sabe as dificuldades de combater a obesidade e os seus riscos para a saúde.


Balança 5 Nesse mesmo dia, antes da polêmica sessão, o vereador do PL havia discutido com seus pares um projeto de sua autoria que visa combater o “syberbullying”. Manoel Filho errou no detalhe e terminou satanizado e acusado de gordofobia, caindo assim no chamado assédio digital com a ´viralização` da sua fala que seu projeto de lei visa combater.


Balança 6 Segundo apurou a Coluna, o caso promete render. Aliados articulam defesa sob o argumento do descuido verbal, esclarecido em parte com a retratação do vereador nas redes sociais. Já seus adversários falam até em ação por danos morais na Justiça. 


Balança 7 Independente de posições ideológicas ou conveniências partidárias, caso pode e deve provocar uma discussão mais ampla no Legislativo, com reflexos de forma mais direta nas secretarias municipais de saúde (Sesau), educação (Seduc) e esportes (Sedel). Camaçari, com cerca de 300 mil habitantes e um PIB invejável, não tem um centro especializado de atendimento à pessoa com obesidade. 


Balança 8 Oposicionistas e governistas precisam agora unir esforços para a criação desse espaço com médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e estruturas complementares de acompanhamento desse público. Sem números oficiais, levantamentos previstos ou em andamento, sobre essa realidade no município, proporção não deve ficar longe da taxa nacional de 31%, ou seja, 3 em cada 10 adultos, segundo o Atlas Mundial da Obesidade.  


Balança 9 Número geral estimado em cerca de 90 mil pessoas, pela média nacional, ganha mais peso e preocupação quando é avaliada a obesidade entre os mais jovens. 


Balança 10 É de 7% entre adolescentes na faixa dos 12 a 17 anos. Levantamentos do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde, também mostram que esse percentual quase dobra com incidência de 12,9% entre as crianças brasileiras de 5 a 12 anos.


Balança 11 Números dessa doença crônica, que pode provocar diabetes, problemas de circulação e complicações cardíacas, não são pequenos e vêm crescendo com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e outros componentes nessa balança da chamada vida moderna.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


1º dezembro2025  Fechamento: 12h03

 







O presidente do Legislativo de Camaçari e a desconexão com o cargo


O alcaide Caetano e o ajuste no calendário de entregas na saúde


A queixa do PCdoB sobre a gestão municipal de Camaçari 


Maturidade O presidente do Legislativo de Camaçari, Niltinho Maturino (PRD) segue colecionando adversários e amplia a distância do sentimento mínimo de sintonia com a maioria dos seus pares. Apesar de eleito pelos 12 companheiros oposicionistas, o vereador avança no seu projeto pessoal e consegue desagradar até os colegas de bancada.


Maturidade 2 Comandando um orçamento de pouco mais de R$ 85 milhões/ano, o vereador caminha na contramão do jogo político/institucional, se distanciando da imagem de presidente de uma casa plural de debates e proposições para toda a cidade.


Maturidade 3 Sem discurso, sem presença consistente na mídia, sem projeção no cenário local e estadual, comum para um Legislativo de uma cidade do tamanho e importância econômica de Camaçari, Maturino só coleciona imaturidades.


Maturidade 4 Para piorar esse quadro, decidiu cortar a ajuda da máquina aos colegas, governistas e oposicionistas, como suspensão de nomeações e indicações e de empregos em terceirizadas. O reflexo dessa divisão clientelista de poder, comum na política brasileira, já é sentido na base do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), que evita entrar no  jogo, mas sabe que herda prejuízo político com o movimento do aliado. 


Maturidade 5 Impedido pelo Regimento de disputar um segundo mandato, biênio 2026/2027, o movimento do vereador Maturino só tem um foco. Prepara seu ´colchão` para enfrentar a reeleição, dizem colegas ouvidos pela Coluna.


Diagnóstico A promessa do alcaide Luiz Caetano (PT), de entregar a Policlínica de Camaçari até o final do ano está fora de qualquer cronograma. Equipamento financiado pelo governo do estado só deve ficar pronto no final do primeiro trimestre de 2026.


Diagnóstico 2 Além das obras físicas, ainda por terminar, estrutura precisa cumprir as etapas seguintes. Policlínica só pode abrir as portas e reduzir a carência da população de Camaçari por serviços de saúde com as indispensáveis etapas de instalação de mobiliário e equipamentos médicos.


Diagnóstico 3 Nesse cronograma pressionado pelo calendário da política, as UPAs de Vila de Abrantes e Monte Gordo são entregas com datas ainda mais distantes. A Unidade de Abrantes vai ter que ficar pronta antes das eleições, enquanto a de Monte Gordo, com serviços apenas autorizados, e também sob responsabilidade financeira do governo estadual, só deve ser entregue depois das urnas de outubro.


Fumaça O PCdoB pode até negar, mas o movimento de duas figuras simbólicas do partido em Camaçari, com críticas à gestão 04 do alcaide Caetano, seguramente não sinaliza ação isolada de militantes insatisfeitos.


Fumaça 2 O educador Pardal Pinto não economizou, até usou um termo comum e agressivo na linguagem popular, a expressão “fila da ....”, para criticar o abandono da Praça da Noite. Construído na gestão 02 do petista, equipamento referência no estado pela sua beleza arquitetônica, segue abandonado, contribuindo para ampliar a sensação de insegurança da população do bairro Gleba A.


Fumaça 3 O outro disparo com calibre ainda maior e efeyuado num intervalo de uma semana veio do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindsec). O dirigente Edmilson das Dores não economizou críticas à secretária Rosângela Oliveira, titular da pasta da saúde (Sesau).


Fumaça 4 Em manifestação compartilhada nas redes sociais, o servidor acusa a secretária de “negligente”. Fecha sua crítica de sindicalista com a preocupação de militante que não esquece a disputa e manutenção do poder municipal pelo seu grupo político. Vai além quando diz que a atuação da doutora Rosângela pode levar a “queda do governo (Caetano) em 2028”.


Fumaça 5 Mesmo sem representação no Legislativo e comandando o orçamento apertadíssimo da Secretaria da Mulher (Semu), praticamente consumido com manutenção da estrutura e aluguel da sede da pasta, o PCdoB segue ideologicamente fiel ao projeto municipal. Está oficialmente silencioso, mas ciente da sua importância e necessidade de mais espaço na gestão.


Contribuição A UniFamec realiza nesta terça-feira (25) uma importante ação de apoio à saúde do homem.  Entre 13h e 17h promove palestras e atendimentos ambulatoriais gratuitos com solicitação de exames e encaminhamento para diagnósticos mais complexos. O Novembro Azul do Hospital Simulado da Famec será na sede da faculdade, na avenida Jorge Amado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


24novembro2025 Fechamento: 17h40

 







A rica Camaçari e as ações de combate à violência que não saem do papel


Projeto ambiental precisa avançar para além do prêmio internacional


O Conselho de Cultura e o histórico de colegiado chapa branca


Bahia Norte finalmente inicia obras de recuperação da Via Parafuso


Limite A questionável megaoperação policial no Rio de Janeiro, aprovada pela maioria da população, acuou os governos federal, estadual e municipal, que agora precisam se mexer. Melhorar a vida das pessoas, colocando em prática as políticas públicas, que é sua missão, vai precisar ganhar selo de prioridade.


Limite 2 Vontade política sempre faltou, mas no jogo do poder, essa nova conjuntura sinalizada pelas pesquisas, onde a violência aparece como maior preocupação da população, os altos riscos de reprovação na disputa eleitoral emparedam os políticos em busca de soluções.


Limite 3 Camaçari não foge à regra, até porque é uma das mais emblemáticas no mapa brasileiro da violência, com a 5ª posição no estado e entre as 10 mais do Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública,


Limite 4 Gestor municipal pela 4ª vez, o alcaide Luiz Caetano (PT) parece que começa a entender essa lógica e se mexe. Ainda não dá para saber o tamanho desse movimento, mas a expectativa é que seja consistente e consiga de fato avançar com políticas públicas capazes de contribuir para reduzir esse quadro de desigualdade e violência.


Limite 5 Com o orçamento que dispõe, Camaçari poderia experimentar uma posição muito melhor e até servir de exemplo, mas o descuido dos últimos gestores, aí incluída a gestão 03 de Caetano, fez a cidade se manter entre as piores. Mesmo com a queda dos assassinatos, festejada pelas autoridades policiais e da política, violência no município segue alta. Apenas a lógica do crime mudou, dizem especialistas.


Limite 6 A criação do Gabinete de Gestão Integrada do Município de Camaçari (GGIM), em julho, que parece começar a funcionar agora em novembro, é um bom sinal, mas precisa mostrar para que veio, sob pena de repetir o desastre do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) no município, há quase 20 anos sem resultados.


Limite 7 Avançar nos programas sociais, com gente qualificada gerindo e pondo em prática as políticas públicas é uma das missões que cabem ao alcaide Caetano nesse quinhão. Melhorar a mobilidade, a limpeza, e apostar em projetos inovadores na educação, na cultura, no esporte e no meio ambiente, sempre com foco nas relações sociais são medidas para ontem, pouco vistas nesses quase 11 meses de gestão.


Limite 8 Também é função de Caetano, até pela sua experiência e capacidade de liderança, influenciar os outros agentes envolvidos nessa missão. Cobrar da PM e da SSP um sistema de segurança mais eficiente, moderno e com mais respeito aos direitos individuais. Modernização, inteligência, transparência nos números, numa cidade onde não se sabe com precisão quantos foram mortos pela violência e quais os crimes elucidados, também são fatores importantes para quem diz que quer mudar essa lógica.


Limite 9 E o Plano de Segurança Municipal, implantado na gestão do antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União).  Quais os resultados práticos, onde avançou.


Limite 10 Como estão e qual as ações efetivas do Comitê Interinstitucional de Segurança Pública (Cisp), criado em 2015. Também integrado ao Plano de Segurança Municipal, primeiro da Bahia a ser criado por um município, programa tem como integrante o Ministério Público Estadual. Parceiro privilegiado, o MPE poderia e deveria exibir ações mais efetivas, inclusive cobrando das gestões municipal e estadual, responsável pelas estruturas de segurança pública.


Limite 11 Camaçari não pode ser apenas a cidade sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta. Não pode ser dona de um potencial turístico, de grande área territorial e reserva ambiental singular se não transformar essa capacidade em melhoria da qualidade de vida para sua população. O alcaide de plantão precisa mostrar respostas corajosas e efetivas.


Transversal Depois de apresentar para o mundo o projeto “Camaçari em SBN: Águas e Florestas para o Futuro”, a prefeitura precisa agora contar para a cidade como será essa proposta e qual o encaixe necessário e fundamental da população nessa construção.


Transversal 2 Projeto de sustentabilidade por meio de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) foi exibido e premiado no Fórum de Líderes Locais da COP30, semana passada no C40 World Mayors Summit (Rio de Janeiro). Cabe agora à pasta do desenvolvimento urbano e meio ambiente (Sedur) detalhar e definir como cada personagem contribui. Sem essa clareza, vai ser mais um belo projeto que não deu certo. 


Show E o Conselho de Cultura de Camaçari segue firme na sua trajetória de desconstrução. Conhecido como apêndice do governo de plantão e longe da missão de fiscalizar e propor políticas de cultura para Camaçari, o CMCC prepara mais uma.


Show 2 Candidatos acusam a comissão eleitoral de rasgar o regimento e permitir a eleição de conselheiro que já soma mais de dois mandatos. Votação popular para a escolha dos 12 conselheiros e suplentes representantes da sociedade civil acontece dia 29. Os outros 11 membros do colegiado de 23 conselheiros são indicados pelo governo municipal.


Aniversário Depois de muitos alertas feitos pela Coluna e queixas dos usuários para os riscos de acidentes, finalmente a Bahia Norte resolveu iniciar a recuperação da Via Parafuso (BA-535). Serviços, segundo a concessionária responsável por um conjunto formado por pouco mais de 194 quilômetros de pistas pedagiadas, começam nesta segunda-feira (10).


Aniversário 2 “Revitalização do pavimento”, como chama a concessionária, naturalmente vai causar transtornos com a interrupção de parte da pista. Buracos, sinalização precisando de revisão e até afundamento de trechos da via Parafuso, que deveriam ser fiscalizados pela Agerba, vêm sendo mostrados desde 2023 pela Coluna. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


10novembro2025 Fechamento: 17h45


 

 







Calibre Camaçari segue na 3ª posição no ranking de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) da Bahia. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, entre janeiro e setembro deste ano o município somou 94 assassinatos. No mesmo período de 2024, quando também apareceu na mesma posição estadual, a SSP informou 131 CLVIs, uma redução de 37 assassinatos.


Calibre 2 Ainda segundo os dados postados no site da SSP-BA, município com cerca de 312 mil habitantes fica atrás de Feira de Santana, com 164 CLVIs e população mais que o dobro (660 mil). A primeira é a capital Salvador (2,4 milhões de habitantes) com 523 registros de assassinatos nos 9 primeiros meses de 2025. Total de todos os municípios no período soma 2.826 assassinatos.


Calibre 3 Já na conta de homicídios por cada 100 mil habitantes, Camaçari aparece em primeiro entre as três cidades, com índice de 30,1 casos. Feira de Santana aparece em segundo com taxa de 25 casos por 100 mil, e Salvador com 21,7 por 100 mil.


Calibre 4 Camaçari fechou outubro com 4 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Somados aos 94 oficiais até setembro, município registrou 98 assassinatos nos 10 primeiros meses deste ano. Número de CLVIs entre janeiro e outubro fica abaixo dos 149 contados no mesmo período de 2024. Também é o menor número de assassinatos no município nos 10 primeiros meses do ano desde 2017.


Calibre 5 Com dificuldade de obtenção de números precisos junto às autoridades policiais do município, veículos de imprensa vivem numa verdadeira gangorra. Estranhamente essas informações que deveriam ser centralizadas, são divulgadas de forma solta, dando margem a imprecisões por parte dos veículos de comunicação. Perde a população e as próprias forças de segurança, SSP-BA e PM, que não sinalizam a necessária transparência.


Calibre 6 Para se ter ideia dessa dificuldade, o 12º Batalhão da PM (Camaçari), postou na sua página do Instagram um card onde comemora a “redução de 71% nos crimes violentos letais intencionais” na sua área de atuação. O 12º BPM só não informou os números que respaldam essa significativa queda.


Maré A candidatura a deputado estadual do vereador Tagner Cerqueira (PT) segue em modo espera e ainda sem os movimentos naturais de postulação pra valer. Aguarda o sinal do chefe, o alcaide Caetano, responsável pelo ´superbonder` que vai unir o partido município em torno do seu nome, fundamental para seguir com chances na disputa.


Maré 2 Outro que também busca votos no mesmo campo governista, o titular da pasta de Relações Institucionais (Serin), Ademar Lopes, segue mais solto e dentro do cronograma de candidato. Desfilando com toda a corda e usando tudo a que tem direito da estrutura municipal para seu projeto de Assembleia Legislativa, Lopes, hoje no PSB, aguarda a melhor corrente para seguir na disputa.


Maré 3 No PSB, onde as chances já pareciam pequenas com linha de corte de 61 mil votos para se eleger, com base nas urnas de 2022, o quadro complicou. O partido, com duas das 63 cadeiras, agora projeta cinco vagas com a migração de deputados com mandato. Com essa mudança, Lopes busca novas rotas e o Avante aparece no horizonte como alternativa. 


Maré 4 Diferente do adversário, o ex-alcaide Antonio Elinaldo (Uniãio), com  chances reais e até tido como um dos estaduais eleitos com boa votação no partido, Tanger e Lopes aparecem numa outra conta. Mesmo com o fortalecimento de Lula, pelo visto mais uma vez o grande cabo eleitoral em Camaçari, os governistas vão encontrar dificuldades na construção de bases no estado. Daí a lembrança da sempre atual máxima do médico Zé Ellis. O ex-vereador e secretário das pastas de saúde e educação da Camaçari dos anos 1980, não titubeava no diagnóstico: “É candidato, mas não é para ganhar”. 


Maré 5 Depois de buscar abrigo na base do governador Jerônimo (PT) e negociar a volta ao grupo do alcaide Caetano, a candidata a vice na chapa encabeçada por Flavio Matos (União), a ex-vereadora Professora Angélica, volta para a corrente oposicionista. Se filiou ao PSDB, onde deve ajudar a compor a cota de mulheres candidatas a deputada federal nas eleições de 2026. Com trajetória política confusa e pouco consistente, vereadora eleita pelo PP com 937 votos no pleito de 2020 é outro nome que lembra Zé Ellis: “É candidata, mas...”.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


3novembro2025 Fechamento: 17h55


 

 







O Minha Casa, o recuo do alcaide Luiz Caetano e as eleições de 2026


A viagem da secretária de saúde e o passaporte da oposição descuidada


A mudança da P&D da BYD é freio para a formação de mão de obra na Bahia


Argamassa Depois de anunciar em fevereiro que iria cancelar as quase 24 mil inscrições para o Minha Casa de Camaçari, o alcaide Luiz Caetano (PT) voltou atrás e validou o processo de seleção para as 1.712 unidades habitacionais que serão construídas no município. 


Argamassa 2 O recuo de uma medida que até o começo do ano era respaldada por um festival de “irregularidades” identificadas pelo Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social de Camaçari, não deixa de ter relação direta com as eleições de 2026.


Argamassa 3  Anular as inscrições realizadas entre agosto e novembro do último ano de governo do seu antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), era mexer num vespeiro com reflexos  diretos e indiretos em mais de 120 mil pessoas, e que só beneficiaria seus adversários.


Argamassa 4  Afinal, realizar novo processo de inscrição cutucaria os brios de 23,8 mil famílias que se achariam lesadas no seu direito. Os resultados políticos negativos bateriam justamente em ano que o PT e partidos aliados precisam reeleger o presidente, o governador, dois senadores e fortalecer seu grupo com maioria das bancadas na Câmara Federal e Assembleia Legislativa.


Argamassa 5 Com a manutenção do processo, que passa por filtros legitimados pelos programas de habitação popular da Caixa Econômica, cerca de 22 mil sabem que ficarão fora e não terão do que reclamar. Escolha, ainda segundo esses critérios na chamada Faixa 1, com renda de até dois salários mínimos, pouco mais de R$ 3 mil, caberá ao município. 


Argamassa 6  O que o alcaide Caetano precisa fazer é passar a limpo o Minha Casa, onde esses conjuntos habitacionais, verdadeiras cidades, sejam dotados de serviços públicos básicos como transporte, áreas de lazer, segurança e uma política de construção de convivência entre essas famílias vindas de locais e até realidades diferentes.


Argamassa 7 Muito pouco, quase nada, foi feito de estrutura mínima nesses conjuntos que somam mais de 23 mil imóveis entregues pelo programa federal em Camaçari nas duas últimas décadas. Consertar o que está errado, justamente por não aplicação das políticas públicas, é a reforma que o município pode e precisa fazer.


Diagnóstico A secretária Rosângela Oliveira, segue firme no comandando da pasta da saúde em Camaçari (Sesau), e deve retomar as atividades presenciais nos próximos dias. As “férias” na Europa, alardeada de forma injusta pela oposição, não passou de uma viagem às pressas de uma mãe envolvida num problema de ordem familiar urgente.


Diagnóstico 2 Segundo apurou a Coluna, a doutora Rosângela não vai sair e até vem avançando de forma satisfatória no comando da pasta. A crise com a superposição de poderes, com a sua sub, Gabriela Mendes, já está resolvida. O alcaide Luiz Caetano (PT) finalmente entendeu e moveu peças na estrutura da Sesau que estavam impedindo o fluxo desejado e necessário para a titular andar com tranquilidade.


Diagnóstico 3 A doutora Rosângela pode até deixar a pasta em 2026, por outros motivos. É listada como um dos nomes para substituir a titular da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Roberta Santana, potencial candidata nas eleições legislativas do próximo ano. Nesse caso, o alcaide Caetano teria de mexer na pasta, o que necessariamente seria uma solução dentro da atual estrutura da Sesau.


Cabeça e braços A desistência da BYD de instalar na Bahia um centro P&D (pesquisa e desenvolvimento), confirmado para o Rio de Janeiro, é perda significativa para a formação de mão de obra qualificada na região.


Cabeça e Braços 2 Unidade P&D, que chegou a ser chamada de ´novo vale do silício brasileiro` não apenas permitiria a formação de uma massa crítica de engenharia de software automotivo. Cavalo de pau da montadora chinesa, que segue em Camaçari com sua estrutura de montagem de carros pré-prontos, deixa a UFBA, com seus cursos de engenharia criados no campus de Camaçari, justamente para atender em especial os baianos nesse novo mercado, distante dessa via e de prováveis apoios financeiros.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


27/outubro/2025 Fechamento:17h01


 

 







Camaçari e a desconexão entre planejamento da cidade, cultura e resgate da história 


Paisagem Segue sem respostas as denúncias sobre o cochilo, isso quando não atropela a legislação, por parte da prefeitura de Camaçari, na fiscalização do uso do solo em uma das regiões mais valorizadas de todo o litoral baiano.


Paisagem 2 A emblemática Guarajuba, que a Coluna chama de ´Condado`, tal a sua capacidade de atrair investimentos públicos pensados apenas numa elite privilegiada e longe do foco no interesse coletivo, segue acima de qualquer fiscalização. Não faltam exemplos de construções e/ou ocupações de áreas públicas sem os devidos esclarecimentos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur), como é de sua obrigação legal. 


Paisagem 3 Na última edição a Coluna voltou a comentar sobre a rua transformada em área privada. Também citou a construção de um hotel em uma zona que deveria ser de preservação ambiental como contrapartida na construção de um loteamento na mesma Guarajuba.


Paisagem 4 Essa estranha conexão de ações entre a Sedur do governo do alcaide Antonio Elinaldo (2017/2024) e a nova Sedur da gestão 04 do petista Luiz Caetano, se reforça com licenças dadas e depois retiradas para empreendimentos. O PDDU prometido e não revisado pelo atual gestor é outro exemplo.


Paisagem 5 Dificuldades avançam em outra área, a da cultura, onde a direção da Secult, prestes a fechar seus primeiros 300 dias, nada informa sobre o novo cine-teatro. Construído sob os escombros do antigo cinema, demolido de forma criminosa e descompromissada no governo do alcaide Elinaldo, equipamento localizado no coração da cidade segue sem conclusão desde a gestão passada.


Paisagem 6 Nessa conexão, onde o planejamento se mostra precário, o descuido com a história da cidade só reforça o atestado de pouco entendimento sobre sentimento de pertencimento e compromisso com o passado, o presente e o futuro. Juntas e misturadas, aí incluídas a pasta da educação (Seduc), ações do governo continuam distantes da necessidade de resgate de outro pilar: os 467 anos de fundação da cidade, em 1558.


Paisagem 7 Diferença de 200 anos, que orgulha e mobiliza qualquer cidade, começou a ser sinalizada deforma modestíssima na gestão passada, mas foi totalmente ignorada durante os festejos de 267 anos de emancipação política, no mês passado, já no novo governo.


Paisagem 8 Infelizmente, Camaçari continua misturando fundação, ocorrida no aldeamento do Espírito Santo, com a emancipação política em 1758. Afinal, para ser emancipada, Camaçari precisou existir. 


Paisagem 9 Outras datas e marcos, como o sítio histórico de Vila de Abrantes, seguem longe do merecido e necessário cuidado como memória. Respaldo não falta. Universo ainda maior e com riqueza de detalhes e comprovações documentais podem ser conferidos nos livros do professor, pesquisador e historiador Diego Copque. É só querer.   


Paisagem 10 É nesse cenário de apagamento e poucas referências culturais que Camaçari prepara a eleição para o novo Conselho de Cultura. A eleição pelo voto direto de 11 representantes da sociedade organizada, nas cadeiras de música, teatro, literatura, artes e comunicação, está marcada para dia 29 de novembro. Os outros 10 assentos são de livre indicação do governo municipal.


Paisagem 11 Colegiado, com total de 21 representantes, infelizmente é conhecido pela sua passividade e omissão no debate e fiscalização das coisas da cultura, como determina seu estatuto. Agora, dá marcha à ré com nova configuração que subtrai dois assentos, quando deveria ampliar seu raio de ação.


Paisagem 12 As duas vagas, uma do Cofic e outra da Cidade do Saber (CDS), foram abolidas. O comitê de fomento do polo, provavelmente achando que não existe nenhuma conexão entre cultura e a atividade produtiva num dos maiores complexos industriais integrados do planeta, renunciou à vaga. Já a CDS deixou de ser  ONG e agora integra a cota do governo. 


Paisagem 13 Dentro, mas ´por fora`, a Associação Comercial e Empresarial de Camaçari, também sem entender a importância de participar do debate sobre a produção cultural numa cidade com mais de 300 mil habitantes e peso econômico diferenciado no mapa do país,  segue, mas com histórico de baixa frequência nas reuniões. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


20/outubro/2025 Fechamento: 17h57

 







Os vereadores de Camaçari e a lei ´total flex` para eleição da nova Mesa Diretora


As irregularidades na valorizada Guarajuba e a omissão da gestão do alcaide Caetano


A BYD muda planos e troca a Bahia pelo Rio, onde vai montar seu centro de pesquisas  


Preventiva Como havia comentado a Coluna em agosto (Confira #mce_temp_url#), a bancada oposicionista, com maioria apertada de 12 dos 23 votos, sugeriu e garantiu a aprovação, semana passada, da mudança na data da eleição para a Mesa diretora da Câmara de Vereadores de Camaçari. Escrutínio que tradicionalmente acontece nos primeiros dias do ano em que a nova direção do Legislativo assume o comando dos trabalhos, foi antecipada para 2026, o último ano do biênio (2025/2026) da atual gestão.


Preventiva 2 Mudança é mais um casuísmo dos oposicionistas, em boa parte liderados pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), que tentam manter o poder no Legislativo por mais dois anos (2027/2028).


Preventiva 3 Não vai ser fácil. Diante da conjuntura com ao menos dois do time dos 12, de namoro e exibindo sinais visíveis de sintonia com o alcaide Luiz Caetano (PT), receita vai depender da conjuntura política do próximo ano.


Preventiva 4 Em janeiro, mês da antiga regra, a votação acontecia já com os novos eleitos conhecidos: governador, deputados estaduais e federais, os dois senadores e o presidente da República. No outro biênio a mesa é definida pelo  recém-eleitos.


Preventiva 5 Daí o detalhe ´total flex`da mudança na Lei Orgânica Municipal, com a definição da data entre 1º de agosto e 15 de dezembro, sendo o dia do escrutínio fixado 30 dias antes pelo presidente. Na atual conjuntura o vereador Niltinho Maturino (PRD), tido como um dos quadros  de total confiança do ex-alcaide Elinaldo, comanda o processo e está impedido por lei de ser reeleito.


Caminhos Não pediu para esfriar o ex-vereador Flavio Matos (PL) no seu projeto de troca na disputa por uma cadeira na Câmara Federal por uma vaga de deputado estadual. Essa foi a versão ouvida pela Coluna sobre a pauta da conversa que o ex-alcaide de Camaçari e candidato a deputado estadual, Antonio Elinaldo (União), teve com o João Roma, comandante do PL no estado.


Caminhos 2 Ainda segundo apurou o Camaçarico, o papo foi sobre matemática eleitoral, mas em outras bases fora de Camaçari, onde Elinaldo e o PL, com os mesmos candidatos a governador, ao Senado e à presidência da República, se compõem.


Condado O ex-ministro dos governos Lula e Temer, e chefão do MDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, voltou a disparar contra o aliado Luiz Caetano (PT). Depois de cobrar providências para reverter a invasão de uma rua em Guarajuba, transformada em área privada, o alcaide de Camaçari agora é convidado por postagem nas redes sociais a se mexer contra a invasão de uma área verde de cerca de 2 mil metros quadrados, onde foi construído o Hotel Boutique Guarajuba.


Condado 2 Bem ao seu estilo ´bateu, levou`, Geddel linca sem arrodeios o mesmo empresário, identificado pelas iniciais “FF”, no roteiro das duas ocupações ilegais. Mesmo autorizadas na gestão do antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), um forte motivo para contestação da gestão 04 do petista, nada vem sendo feito para restabelecer o interesse coletivo.


Condado 3 Nesse mix de problemas como invasões, ocupações e até atos praticados com o aval, ou por conta da omissão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do município (Sedur), o caso de uma rede de supermercados reforça essa lista de demoras e dificuldades para o município cumprir a lei.


Condado 4 Segundo apurou a Coluna, a Justiça já mandou a prefeitura de Camaçari expedir o alvará de construção de um centro de compras na mesma valorizada Guarajuba. Autorização, que chegou a ser festejada pelo então alcaide Elinaldo, com direito a foto e justificada no site da prefeitura como geração de novos e postos de trabalho e mais impostos para o município, terminou sendo anulada pelo mesmo gestor. 


Cabeça e braços Deu curto-circuito a promessa da BYD de transformar a Bahia, mais especificamente Salvador junto com Camaçari, onde instalou uma fábrica de veículos elétricos e baterias, no ´novo vale do silício brasileiro´. A confirmação da mudança de planos da montadora chinesa, que agora anuncia o Rio de Janeiro como sede do seu centro P&D (pesquisa e desenvolvimento), foi feito oficialmente no sábado (11), dois dias depois de inaugurar sua unidade em Camaçari.


Cabeça e braços 2 O centro, anunciado para ser instalado na Bahia, em agosto de 2023, será voltado para o desenvolvimento de automóveis autônomos (sem motorista), com custo estimado em cerca de R$ 30 milhões. "É uma cidade muito bonita, com muita energia e inovação. Estabeleceremos nosso centro de P&D aqui, com foco em direção autônoma e em áreas como combustível flex", disse disse Wang Chuanfu, presidente global da montadora BYD.


Axé O Babalorixá, historiador e doutorando em Difusão do Conhecimento pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB), João Borges, avança mais uma etapa nos seus estudos com temporada de 2 anos na África. Servidor de carreira do município de Camaçari, Borges aproveita para mergulhar e entender melhor as raízes do ´continente mãe` e suas conexões com o Brasil e a Bahia.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


13/outubro/2025 Fechamento: 17h50

 







Camaçari fecha setembro com o menor número de assassinatos desde 2017


Cidade segue entre as mais violentas do país e exibindo registros conflitantes sobre mortes


A aprovação das contas do alcaide Caetano e a omissão dos vereadores oposicionistas 


Teoria e prática A confirmação da aprovação das contas de 2012, último ano da gestão 03 do alcaide Luiz Caetano, dá bem a dimensão da dificuldade de articulação da oposição ao petista na Câmara de Camaçari. Inicialmente reprovadas e depois revistas e aprovadas com ressalvas pelo mesmo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), contas levaram mais de 2 anos para chegar ao Legislativo de Camaçari.


Teoria e prática 2 Demora na finalização do processo foi decisiva para facilitar a sua aprovação, quinta-feira (02), em segunda e última votação. Mesmo com maioria de 12 votos a favor do relatório do Legislativo Municipal que contrariava parecer do TCM e entendia que as contas deveriam ser rejeitadas, número não foi suficiente para impor derrota a Caetano.


Teoria e prática 3 Pela legislação, processos de contas só podem ser reprovados por dois terços, 16 votos. Como a oposição soma apenas 12 votos, o parecer do TCM foi mantido. Sem alternativa, restou aos oposicionistas reforçar a falsa narrativa de que a Câmara de Vereadores rejeitou as contas.


Teoria e prática 4 Reviravolta que saiu da desaprovação para a aceitação com ressalvas ocorreu graças ao novo entendimento do conselheiro e relator do processo, Nelson Pelegrino. Essas mesmas contas foram rejeitadas por parecer do conselheiro antecessor e relator, Paolo Marconi, e votadas pelo TCM.


Teoria e prática 5 Com a nova leitura do conselheiro e ex-deputado federal petista, Caetano ficou livre da condenação por inelegibilidade. Também fica longe de embaraços para uma possível disputa pelo 5º mandato ou qualquer outro voo político eleitoral. Isso sem falar no carimbo de gestor traquino com o dinheiro do contribuinte.


Teoria e prática 6 Demora, que mudou a conjuntura de votos no TCM, e o entendimento sobre as contas de 2012, não deixou de contar com a omissão do Legislativo de Camaçari durante a última da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União). Mesmo com 18 dos 21 votos, portanto muito além dos necessários dois terços (14 votos), a Câmara de Vereadores não se mobilizou para pressionar o TCM a liberar o parecer em poder do conselheiro Pelegrino, desde sua posse em outubro de 2021.


Teoria e prática 7 Foi assim com o presidente Ednaldo Borges (2021/2022) e com o sucessor Flavio Matos (2023/2024), também do União. Mesmo comandando uma Casa com maioria folgada de votos, nada fizeram para que o TCM acelerasse o andamento da revisão e enviasse o parecer final para votação pelo Legislativo ainda no ano passado.


Teoria e prática 8 Nesse jogo de conveniência política, apenas o vereador Jamesson da Silva (PL) e o presidente do Novo, Cleiton Pereira promoveram ações políticas efetivas questionando a demora no envio das contas para o Legislativo de Camaçari e a mudança de parecer.


Teoria e prática 9 Em 2015 o TCM condenou o então ex-prefeito Caetano ressarcir com recursos pessoais cerca de R$ 4,5 milhões referentes a gastos com publicidade sem comprovação, e pagar multa de R$ 36 mil. Com a revisão da decisão, aprovada pelo TCM em junho deste ano, o petista não vai precisar devolver recursos aos cofres públicos, ficando apenas com a obrigação de pagar R$ 6 mil de multa.


Calibre  Camaçari fechou setembro com 2 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) é o menor de todo o ano de 2025 e o mais baixo de todos os meses do ano desde 2017.


Calibre 2 Já na soma dos nove meses do ano, os 88 apurados, sendo 86 informados pela SSP-BA até agosto, mais os 2 contados pela Coluna em setembro, período também aparece com o menor número de assassinatos dos últimos 9 anos.


Calibre 3 Mais uma vez a diferença entre os números apurados pela Coluna e os finais e sempre maiores, apresentados pelas autoridades policias, volta a aparecer nos registros de setembro. De acordo com material informativo distribuído pela prefeitura de Camaçari, com base em dados fornecidos pela Polícia Militar, Camaçari registrou 4 assassinatos em setembro, portanto dois a mais, ou 100% acima dos apurados pela Coluna. Por essa conta, setembro fechou com 90 assassinatos. Ainda assim é o menor desde 2017, tanto na conta geral mensal, como na soma dos nove primeiros meses do ano de 2025.


Calibre 4  Nota da prefeitura também compara os CLVIs de setembro desde ano com o mesmo mês do ano de 2024 e informa 4 homicídios a menos que os 10 do ano passado. Mais uma vez as autoridades de segurança exibem um número menor que os 15 contados e divulgados pela Coluna no seu balanço mensal de setembro de 2024.


Calibre 5  Os dois assassinatos contados pela Coluna em setembro  deste ano ocorreram dia 12, na Localidade conhecida como Malícia, região de Vila de Abrantes. Assassinatos de mãe e filho, segundo a polícia, o alvo dos criminosos, foi um ´acerto de contas`.


Calibre 6 Queda no número de assassinatos contados e divulgados pela Coluna desde 2017, não pode ser traduzida de forma simples como redução da violência, como costumam informar as autoridades policiais. Estatísticas sobre crimes elucidados e o resultado de operações que efetivamente mostrem recuo das facções criminosas no município e toda a sua teia de crimes são fundamentais para confirmar na prática a narrativa de redução da violência.


Calibre 7 Números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que coloca Camaçari na 4ª posição no ranking nacional de cidades mais violentas do país em 2024, antes em 2º lugar (2023), confirmam esses poucos avanços. Especialistas dizem que violência no município continua alta, preocupante e exigindo ações mais complexas e integradas, inclusive com o  aparelhamento e requalificação das polícias.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


6/outubro/2025 Fechamento: 17h40


 

 







Caetano e as dúvidas sobre mudanças no secretariado e a sucessão em 2028


Elinaldo amplia tropa na rua e busca votação recorde para estadual em Camaçari


Flavio Matos inaugura o ´paz e amor` e quer fazer dobradinha com o ex-alcaide


Receita Depois de atrasos nos salários e descumprimento de   outras cláusulas do contrato de prestação de serviços médicos, a prefeitura de Camaçari finalmente resolveu tomar uma atitude e suspendeu a parceria com o Instituto Campinas de Atenção e Assistência à Saúde, Educação e Assistência Social (ICAASES).


Receita 2 Como denunciou a Coluna em julho, o ICAASES vinha desrespeitando cerca de 100 profissionais, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Em proporção ainda maior, descompromisso também colocava em risco a qualidade do serviço de atendimento médico no município, há muito tempo com resultados abaixo do esperado.


Receita 3 Infelizmente, mas sempre no mesmo modus operandi, onde a única vítima é a população, o caso ICAASES repete uma velha fórmula do descuido de quem presta o serviço e de quem contrata e não fiscaliza o serviço bancado pelo dinheiro público.


Receita 4 Nesse diagnóstico de descuido fica clara a parcela da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau), corresponsável e pagador por um contrato mensal de cerca de R$ 2 milhões, R$ 23 milhões/ano pelo serviço.


Receita 5 Conforme nota distribuída pela própria prefeitura, “a extinção contratual não comprometerá o pagamento dos colaboradores, uma vez que a empresa possui créditos a receber da Sesau, o que assegura a quitação dos vencimentos.” Esses “créditos” podem ser resumidos como atraso no pagamento das faturas por parte da prefeitura e o não cumprimento de outras obrigações por parte da ICAASES.


Movimento O grupo do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) segue tomando gosto e ocupando espaço nas ruas. O desfile principal da festa de 267 anos de emancipação política de Camaçari, no último domingo (28), na sede do município, reforçou esse entendimento e segue com luz amarela no comando do opositor.


Movimento 2 Mesmo com presença predominante do grupo político no poder, comandado pelo alcaide Luiz Caetano (PT), avanço da oposição reforça entendimento de que o quadro não é bom e exige a necessidade de mexida no secretariado.


Movimento 3 Vaidoso e sempre avesso a passar atestado de fragilidade, com a possível troca de nomes no primeiro escalão e outros postos chaves, para corrigir erros e melhorar a imagem do governo, o Caetano-04 sabe que precisa ajustar o time. Afinal, a disputa eleitoral de 2026 é logo ali e as avaliações dos próprios governistas é de que a gestão precisa melhorar.


Movimento 4 Quem também botou a cara na rua foi o ex-vereador e candidato a gestor na disputa de 2025 pelo União, Flavio Matos. Agora no PL e candidato a deputado federal, Matos desfilou com seu grupo sem querer polemizar e, pelo visto adotou o estilo ´paz e amor`. Disse à Coluna que continua esperando o aceno do ex-líder Elinaldo para definir uma dobradinha com o ex-alcaide na vaga de candidato a deputado estadual.


Movimento 5 Amarrado até o pescoço com a reeleição do federal Paulo Azi e a eleição do estadual e agora candidato a federal Manoel Rocha, ambos do União, Elinaldo vai ter que administrar esse jogo de apoios estimado em cerca de 20 mil votos na sua principal base. Número, como mostrou a última Coluna, fica longe dos 30 mil votos dados nas eleições passadas.


Movimento 6 O ex-alcaide, mesmo empolgado com o movimento das ruas, esconde os números sobre seu projeto de deputado estadual. Disse que espera somar cerca de 20 mil votos em Camaçari. Se a projeção for real, pule fica longe dos cerca de 40 mil apoios locais estimados pela deputada federal Ivoneide Caetano (PT). Mesmo não sendo concorrentes diretos, e sem a máquina municipal, votações servem como termômetro na medição do peso político dos dois principais grupos.


Movimento 7  Já na disputa direta com os estaduais da base caetanista, Elinaldo leva vantagem, avaliam oposicionistas e até governistas. Certo nesse espaço governista, só a candidatura à reeleição Junior Muniz (PT).


Movimento 8 De olho em 2026 e nos reflexos de 2028, quando disputa o mandato 05, aos 74 anos, ou indica um nome, Caetano ainda não confirmou as candidaturas a estadual do vereador Tagner Cerqueira (PT) e do seu secretário da pasta de Relações Institucionais, Ademar Lopes (PSB).


Movimento 9 Mesmo com poucas chances de eleição, Lopes tende a disputar uma das 63 cadeiras na Assembleia. Com o seu PSB fora da federação, formada pelo PT, PCdoB e PV, legenda comandada pela deputada federal Lídice da Mata no estado precisa somar votos.


Movimento 10 Já a indefinição sobre a postulação do vereador Tagner, também com eleição difícil para o Legislativo Estadual, vai além da simples soma de votos para o PT e reforço de seu capital político com boa votação em Camaçari.


Movimento 11 Tagner, o secretário da pasta de Serviços Públicos (Sesp), Hidemburgo Teles, o TT, e a vice-prefeita, Déa Santos são peças de um tabuleiro ainda não exposto, mas já imaginado.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


29/setembro/2025 Fechamento: 17h55


 

 







Risco O projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari, conhecida pela sigla Cica, volta a ganhar força com a gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). Já é tema de conversas preocupadas, entre servidores e técnicos da unidade, o risco de sua transferência para outro local. Espaço passaria a integrar um novo projeto que vem sendo chamado de `corredor cultural`, onde o eixo gravitacional é a vizinha Cidade do Saber (CDS), equipamento criado por Caetano em 2007.


Risco 2 Se confirmado, o movimento de descuido da gestão com o projeto de inclusão pela arte/educação, com o diferencial do acolhimento e acompanhamento social, psicológico e pedagógico, se repete e amplia, como fez o petista nos seus governos 02 e 03 (2005/2012).


Risco 3 Essa preocupação com o destino da Casa da Criança e do Adolescente, gerida pela pasta do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), já é visível com um núcleo estranho aos princípios do espaço. Desde agosto que parte do Cica é ocupado por uma estrutura para atender um projeto da Secretaria de Esportes e Juventude (Sejuv).


Risco 4 Criado pelo alcaide José Tude, e completando 36 anos neste 2025, o Cica é responsável pelo apoio e incentivo na formação de centenas de jovens. Um dos destaques é o cantor e compositor Denny Denan, da Timbalada, nascido em Camaçari e aluno da casa, onde aprendeu os primeiros movimentos da música.


Risco 5 Com uma equipe de profissionais de primeira linha e um histórico de resultados numa Camaçari onde a desigualdade persiste e até avança, a Casa da Criança e do Adolescente enfrenta esse processo desde a inauguração da Cidade do Saber (CDS), em 2007.


Risco 6 Pelo visto, a Casa da Criança e do Adolescente, que ganhou o apelido de ´primo pobre` pela Coluna, é mais uma vez o alvo de um equívoco.


Apagão A ausência de resposta da prefeitura de Camaçari sobre a licitação de R$ 47 milhões/ano para o aluguel de 249 veículos a combustão, de um total de 251 contratados, mostra que a gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), segue com carga baixa.


Apagão 2 Ao ignorar questionamento feito pela Coluna de 8 de setembro (Confira #mce_temp_url#) sobre a contratação de apenas dois veículos, portanto menos de 1% da frota com motorização elétrica, a gestão não apenas se distância do debate mundial sobre a crise climática e opções limpas de desenvolvimento urbano.


Apagão 3 Exibe postura incompatível com os pilares da gestão pública representada pela sigla LIMPE: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Também sinaliza desconexão com um futuro que exige ajustes constantes e ausência de medos.


Container O projeto do ex-vereador Ednaldo Borges, de assumir o comando municipal do PSD, caminha para longe do destino que o ex-elinaldista e agora caetanista esperava. O atual presidente da empresa de Limpeza Urbana de Camaçari (Limpec) tentou, por cima, através do senador Angelo Coronel, a sua entrada com amplos poderes na legenda.


Container 2 Movimento terminou descartado pelo senador Otto Alencar, chefão do partido no estado. A Coluna apurou que o PSD de Camaçari só sai do comando do médico e ex-vereador Vital Sampaio se ele quiser abrir mão do posto.


Container 3 O ex-vereador pelo União e derrotado nas eleições de 2024, quando ficou na quinta suplência do seu ex-partido, com 1.242 votos, pode até entrar no PSD. Não assume cargo na executiva, muito menos terá certeza de legenda para disputar uma cadeira de deputado estadual no pleito de 2026.


Container 4 Esse é o segundo movimento de Borges desde o fracasso nas urnas do ano passado. Também tentou movimento parecido no PSB, onde até assinou ficha de filiação.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15/setembro/2025 Fechamento: 17h50

 







Risco O projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari, conhecida pela sigla Cica, volta a ganhar força com a gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). Já é tema de conversas preocupadas, entre servidores e técnicos da unidade, o risco de sua transferência para outro local. Espaço passaria a integrar um novo projeto que vem sendo chamado de `corredor cultural`, onde o eixo gravitacional é a vizinha Cidade do Saber (CDS), equipamento criado por Caetano em 2007.


Risco 2 Se confirmado, o movimento de descuido da gestão com o projeto de inclusão pela arte/educação, com o diferencial do acolhimento e acompanhamento social, psicológico e pedagógico, se repete e amplia, como fez o petista nos seus governos 02 e 03 (2005/2012).


Risco 3 Essa preocupação com o destino da Casa da Criança e do Adolescente, gerida pela pasta do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), já é visível com um núcleo estranho aos princípios do espaço. Desde agosto que parte do Cica é ocupado por uma estrutura para atender um projeto da Secretaria de Esportes e Juventude (Sejuv).


Risco 4 Criado pelo alcaide José Tude, e completando 36 anos neste 2025, o Cica é responsável pelo apoio e incentivo na formação de centenas de jovens. Um dos destaques é o cantor e compositor Denny Denan, da Timbalada, nascido em Camaçari e aluno da casa, onde aprendeu os primeiros movimentos da música.


Risco 5 Com uma equipe de profissionais de primeira linha e um histórico de resultados numa Camaçari onde a desigualdade persiste e até avança, a Casa da Criança e do Adolescente enfrenta esse processo desde a inauguração da Cidade do Saber (CDS), em 2007.


Risco 6 Pelo visto, a Casa da Criança e do Adolescente, que ganhou o apelido de ´primo pobre` pela Coluna, é mais uma vez o alvo de um equívoco.


Apagão A ausência de resposta da prefeitura de Camaçari sobre a licitação de R$ 47 milhões/ano para o aluguel de 249 veículos a combustão, de um total de 251 contratados, mostra que a gestão do alcaide Luiz Caetano (PT), segue com carga baixa.


Apagão 2 Ao ignorar questionamento feito pela Coluna de 8 de setembro (Confira #mce_temp_url#) sobre a contratação de apenas dois veículos, portanto menos de 1% da frota com motorização elétrica, a gestão não apenas se distância do debate mundial sobre a crise climática e opções limpas de desenvolvimento urbano.


Apagão 3 Exibe postura incompatível com os pilares da gestão pública representada pela sigla LIMPE: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Também sinaliza desconexão com um futuro que exige ajustes constantes e ausência de medos.


Container O projeto do ex-vereador Ednaldo Borges, de assumir o comando municipal do PSD, caminha para longe do destino que o ex-elinaldista e agora caetanista esperava. O atual presidente da empresa de Limpeza Urbana de Camaçari (Limpec) tentou, por cima, através do senador Angelo Coronel, a sua entrada com amplos poderes na legenda.


Container 2 Movimento terminou descartado pelo senador Otto Alencar, chefão do partido no estado. A Coluna apurou que o PSD de Camaçari só sai do comando do médico e ex-vereador Vital Sampaio se ele quiser abrir mão do posto.


Container 3 O ex-vereador pelo União e derrotado nas eleições de 2024, quando ficou na quinta suplência do seu ex-partido, com 1.242 votos, pode até entrar no PSD. Não assume cargo na executiva, muito menos terá certeza de legenda para disputar uma cadeira de deputado estadual no pleito de 2026.


Container 4 Esse é o segundo movimento de Borges desde o fracasso nas urnas do ano passado. Também tentou movimento parecido no PSB, onde até assinou ficha de filiação.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


15/setembro/2025 Fechamento: 17h50

 







Conectada O pacote de R$ 47 milhões/ano para o aluguel de 251 veículos pela prefeitura de Camaçari só reforça o entendimento geral da distância entre o discurso e a prática da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). A nova mentalidade sobre mobilidade, os veículos elétricos fabricados em Camaçari, as políticas de mudança da matriz energética, e o município no debate mundial sobre novas tecnologias, propostas do petista durante a campanha eleitoral, enfrentam dificuldades nesses primeiros 270 dias da gestão.


Conectada 2  Contratos no setor de transportes, com custos de cerca de R$ 4 milhões mensais, e exigência de motorização por fontes tradicionais e derivadas de petróleo para mais de 99% dos veículos licitados mostram justamente a opção da gestão de Camaçari pelo velho modelo a combustão.


Conectada 3  Dividida em três lotes, a licitação para aluguel das mais de duas centenas de veículos possui apenas duas unidades com exigência de motorização elétrica. Esses dois veículos formam com outros dois de tração a diesel, justamente o pacote de quatro blindados que reforçarão a segurança pessoal do alcaide e de seus mais próximos.


Conectada 4 Ao não mudar a velha lógica e definir parcela significativa dessa frota licitada, formada pelos modelos sedan, hatch, crossover, suv, pick-up, caminhões ônibus e motocicletas, na sua totalidade com farta opção na motorização elétrica disponível no mercado, a prefeitura de Camaçari não apenas se exclui da lista dos municípios que já adotam essa prática sustentável.


Conectada 5 Sem sequer definir um cronograma de transição dessa frota do convencional para o elétrico, Camaçari amplia sua distância do debate mundial sobre a crise climática e opções limpas de desenvolvimento urbano.


Conectada 6  Conta de gente do ramo automotivo, ouvida pela Coluna, estima que numa solução modesta e dentro da oferta do mercado, ao menos 25%, cerca de 60 veículos que o município vai alugar, poderiam ser elétricos. Medida geraria significativa economia de recursos para os cofres do município, redução da emissão de poluentes, além de incluir Camaçari nos novos negócios gerados por essa rede de serviços e abastecimento na tomada.


Conectada 7 Esse feio de mão movido a combustão atrasa não apenas a obrigação do poder público de contribuir para a redução da poluição. A gestão do petista também deixa de faturar politicamente com o foguetório da melhoria da qualidade de vida dos cerca de 300 mil habitantes de Camaçari.


Conectada 8  Ao optar pela quase totalidade da frota de veículos a serviço da prefeitura com motor tradicional e emissor de gases poluentes, o governo municipal sinaliza ausência de um modelo. Licitação mostra que a prefeitura de Camaçari sequer possui um projeto embrionário de gestão nessa tendência global de mobilidade sem poluição.


Conectada 9  Movimento não ajuda Camaçari a se inserir como potencial polo de desenvolvimento de inovações no setor. Sediar e festejar a unidade brasileira da BYD, a maior fabricante mundial de veículos elétricos, é pouco e não garante esse salto. A própria montadora chinesa pode ser uma parceira na construção desse novo e irreversível necessário cenário.


Conectada 10 Com 9 meses de gestão e sem tempo para perder, o alcaide Caetano precisa construir uma agenda ampla e transversal com novas propostas e negócios. Não dá para planejar nada que não comtemple o município com seus 785 km² de área, diversidade com rios, matas, dunas, praias, história e cultura.


Conectada 11 Mesmo priorizando o seu complexo industrial integrado, principal motor de geração de impostos, emprego e renda, Camaçari não pode continuar descuidando do seu potencial turístico e da força e perspectiva de crescimento na produção de alimentos, se insistir em desprezar sua agricultura. Sem esse novo olhar fica difícil gerar qualificação e riquezas para a população nesse novíssimo mercado de tecnologias limpas.


Sinais Apesar da máquina, sempre favorável ao grupo político no poder, a presença da militância petista e demais partidos da base caetanista deixaram a desejar no desfile do 7 Setembro, na Gleba E. Com tamanho parecido, mesmo sem a vantagem do Diário Oficial, os oposicionistas liderados pelo ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) mostraram que estão vivos e estimulados. É aguardar o termômetro do desfile do dia 28.


Sinais 2 Mesmo com pouca, quase nenhuma chance de se eleger deputado federal, o ex-vereador Flavio Matos (PL) segue vivo e incomodando. O motivo é a capacidade do ex-candidato a prefeito pelo grupo elinaldista de fazer estragos nas contas de votação dos federais Paulo Azi e Manoel Rocha, ambos do União, em Camaçari. Resistência de Matos, a um ano das eleições, tem deixado estressados o ex-alcaide Elinaldo e seus capas pretas.  


Calibre A diferença entre os números apurados pela Coluna e os finais e sempre maiores, apresentados pela SSP-BA, aparecem até nas contas oficiais exibidas pelas forças policiais do estado. Durante balanço da violência nos primeiros seis meses de 2025, a prefeitura de Camaçari informou em julho, com base em dados fornecidos pela PM, que o município registrou 77 assassinatos entre janeiro e junho. Número não bate com os 78 CLVIs informados pela SSP-BA no seu último boletim postado dia 14 de agosto.


Calibre 2 Camaçari fechou agosto com 9 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Número mensal é o 3º mais alto do ano. Fica atrás de maio (13) e abril (10), e igual a janeiro. Já na soma dos oito meses do ano, os 93 apurados é o segundo menor número de assassinatos no período desde 2017, atrás apenas dos 8 registros de agosto de 2018.


Calibre 3 Os 93 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 9 registros apurados pela coluna em agosto, mais os 78 informados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) entre janeiro e julho, no seu último boletim, datado de 14 do mês passado.


Lead A jornalista e empresária da área da comunicação, Suely Temporal, será confirmada e empossada presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em votação com chapa única, próxima quarta-feira (10). Nome foi consensuado a partir da construção do atual presidente da entidade, o jornalista Ernesto Marques, que fecha seu segundo mandato consecutivo (2021/2025). Com a caneta até 2028, Suely, atual segunda vice-presidente da entidade, será a primeira mulher a comandar a ABI, desde a sua criação em 1930.


Lead 2 Já a jornalista Fernanda Gama, eleita em julho, também em chapa única e com ampla aceitação da categoria, comanda o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba), triênio 2025-2028.  Ocupa, desde o último dia 19 de agosto, o lugar de Moacy Neves, agora vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).


Lead 3 Jornalismo, ética, IA, comunicação com compromisso coletivo e responsabilidade social, e defesa da categoria são pautas que Fernanda Gama e Suely Temporal vão precisar fazer avançar. 


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


8/setembro/2025 Fechamento: 12h05


 

 







A rica cidade sede do polo descuida e pouco faz para preservar sua memória 
A classe política de Camaçari e o negacionismo histórico
Apagamento é marca dos grupos que se alternam no poder desde 1985 


Negação O descuido da classe política de Camaçari com a história da cidade e a já sem tempo necessidade de seu resgate não deixa de ter analogia com a visão atrasada de que a terra é plana. Na borda do entendimento e longe da esfera dos documentos, a visão curta ao ignorar a data de fundação da cidade, 200 anos antes do que é festejado, é horizonte comum nos dois núcleos de poder que dominam Camaçari nas últimas quatro décadas, desde a volta da eleição direta no município, em 1985.


Negação 2 Tanto o ex-alcaide de dois mandatos, Antonio Elinaldo (União), como o que agora ocupa o cargo de gestor pela 4ª vez, Luiz Caetano (PT), parecem não entender a importância desse reposicionamento do município, sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta, na cronologia do Brasil.


Negação 3 As marcas desse apagamento são ainda mais profundas e avançam sobre outro importante pedaço da memória da cidade. No Centro Antigo só escapou da marreta a antiga estação de trens, única de pé, revitalizada e transformada em museu. O cinema e o centenário casarão, sede dos três poderes e marco da cidade, foram demolidos no primeiro governo Elinaldo, em 2019. 


Negação 4 Poderia ter sido diferente se as gestões anteriores, a 02 e 03 (2005/2012) do petista Caetano, e a do seu sucessor e aliado, Ademar Delgado (2013/2016), tivessem avançado no projeto de recuperação do Centro Antigo. Esses 12 anos de descuido abriram caminho para a visão varejista de desenvolvimento urbano do sucessor.


Negação 5 Não satisfeito com o estrago no centro antigo, o ex-alcaide ignorou a conexão do projeto de tombamento da centenária Igreja do Divino, em Vila de Abrantes e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) do município. Requalificou a Praça da Matriz sem levar em consideração que a área integra um sítio histórico do século 16, portanto marco inicial da cidade e zona que exigia tratamento diferenciado.


Negação 6 Seguindo esse roteiro de descuido, daqui a duas semanas começam os desfiles em Monte Gordo, Vila de Abrantes e o último, dia 28 na sede do município. Festas cívicas com a participação e escolas e grupos culturais deveriam festejar os 467 anos de fundação da cidade com sua criação na aldeia de Vila de Abrantes, em 29 de maio de 1558. Sem essa revisão também teremos mais um ano lembrando os 267 anos de emancipação como se fosse a data de formação do seu primeiro núcleo urbano.


Negação 7 Movimento que insiste em ignorar os documentos, por consequência a grandeza ainda maior de Camaçari, conta com o apoio da Câmara de Vereadores, que se junta ao Executivo nesse apagamento de 200 anos de história. Mais preocupados com distribuição de cargos e benesses para seus apaniguados, infelizmente todos os 23 vereadores de Camaçari sequer buscam abrir o debate para restabelecer a data de criação do espaço de poder que representam.


Negação 8 Conforme farta documentação, disponível no museu da cidade e em outros espaços de pesquisa, Legislativo tem outra data de criação, em 13 de abril de 1936, portanto 12 anos antes dos 77 festejados em 21 de março de 1948. Data que marca os 89 anos da Câmara de Vereadores tem relação direta com a volta à normalidade depois do intervalo imposto pela ditadura do Estado Novo do presidente Getúlio Vargas.


Negação 9 História do Legislativo é mais antiga e merece um olhar mais cuidadoso. Passa por dois períodos: o Colonial, a partir de 1758, quando se festeja a emancipação, já com assentos para representantes da população, e o período Republicano, a partir de 1889. 


Negação 10 Graças aos livros e pesquisas do professor e historiador Diego Copque, e de outros pesquisadores de Camaçari, movimento pelo resgate dessa memória e da sua materialização em espaços públicos ganha corpo com o apoio de gente da cidade. Urgência desse debate conta até com raríssimas exceções na assessoria do governo municipal.


Negação 11 Postado semana passada no Colunistas do Camaçari Agora, o artigo “Origem do bairro do Limoeiro e os 467 anos de fundação de Camaçari” do professor Copque volta a alertar sobre a necessidade desse olhar. É leitura necessária.


Negação 12 Dificuldades dos poderes Executivo e Legislativo sobre seus papéis fazem lembrar o baiano Rui Barbosa: “Não falsifica a História somente quem inverte a verdade, senão também quem a omite.” Ainda há tempo de começar a corrigir esse equívoco já nos festejos de setembro. É só querer mudar a narrativa.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


1º/setembro/2025 Fechamento: 17h05


 

 

Ilustração da artista Kalundewa






O sistema de saúde pública em Camaçari e a contribuição da rede particular


Melhoria do atendimento à população passa pela compensação dos impostos não pagos


Hospitais e clínicas somam cerca de R$ 30 milhões em dívidas


 


Diagnóstico Não deixa de ser um passo importante, mas poderia ter um alcance ainda maior, o convênio da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau) com um hospital particular da cidade, para assegurar atendimento especializado com cirurgias eletivas e outros procedimentos para a população carente e sem plano de saúde, residente no município.


Diagnóstico 2 Bancado pelo programa federal Mais Acesso a Especialistas (PMAE), atendimentos via convênio com o governo estadual e remunerado pelo SUS precisam ser ampliados com novas ações. Formas existem e precisam ser usadas para reduzir esse déficit no atendimento que só piora o sistema público de saúde com mais doenças e mortes. 


Diagnóstico 3 Como comentou a Coluna, postada em 7 de abril, sobre os primeiros 100 dias da gestão, dificuldades vão além da montagem da equipe de governo. Esbarram na ausência de recursos suficientes para o funcionamento mínimo do sistema de saúde numa cidade com cerca de 300 mil habitantes e mais de 400 mil cadastrados no Sistema Ùnico de Saúde, daí a necessidade de ampliar essa oferta de serviços.


Diagnóstico 4 Ações de emergência, como mutirões de consultas e exames podem, devem e precisam ser realizados com o apoio da rede privada do município. Essa conta de custos, seja descontado dos impostos não pagos, ou com o município bancando parte dessa conta, precisa avançar com novas fórmulas.


Diagnóstico 5 Sem números oficiais, dívidas de clínicas e hospitais da cidade com impostos municipais, estimados por fontes da Coluna em cerca de R$ 30 milhões, ajudariam a reduzir de forma significativa a fila de espera por atendimentos médicos. Número não é pequeno e se aproxima do orçamento mensal da Sesau, aí incluído o repasse federal do SUS.


Diagnóstico 6  Sem informar custos e a previsão de pessoas atendidas pelo programa lançado semana passada, a prefeitura sabe que esse número de procedimentos seria muito maior e mais eficaz com a complementação desse justo e necessário encontro de contas com todas essas estruturas privadas.


Diagnóstico 7 Instrumentos não faltam, como o contrato de compensação tributária, vigente mas ainda não usado nesses quase 9 meses do novo governo municipal do alcaide Luiz Caetano (PT). Modelo criado na gestão do antecessor, o alcaide Antonio Elinaldo (União), chegou ser aplicado antes e durante a pandemia da covid-19, mas ficou muito aquém do seu poder de ajudar a reduzir esse quadro de desigualdade.


Diagnóstico 8 Mesmo em minoria, não seria obstáculo para o governo 04 do petista aprovar no Legislativo um outro mecanismo municipal de transformação desses créditos em atendimentos médicos, caso seja necessária uma nova construção jurídica. Quem da maioria oposicionista, formada por 12 dos 23 vereadores de Camaçari, vai ficar contra um projeto que melhora o sistema de saúde dos seus eleitores?


Diagnóstico 9  Seja com modelo novo ou usando e ajustando o em vigor, a receita passa pela vontade política de avançar e criar parceria e responsabilidade de todos com a saúde no município. Esse é o remédio que a população tanto precisa.  


Referência Hoje, 25 de agosto, é dia de festejar a consciência sem os equívocos da patrulha. Dia do saber pertencer e de ajudar a construir e ampliar esse pertencimento com leveza e respeito. Hoje é dia de samba, de sambar, de feijão, de arte, de orgulho, de beleza, de acolhimento. É dia de Axé, do Afoxé Filhos de Eulina, dia do reviver a força e o mistério da expressão ´naganinga, nagonê`. Hoje é dia de comemorar os 76 anos bem vividos e semeadores de Arlindo Lindu. Parabéns, Mestre! Vc é referência e orgulho de Camaçari.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


25/agosto/2025 Fechamento: 11h58


 

 







Leia no Camaçarico


Vereadores oposicionistas querem antecipar eleição da Mesa com medo das urnas


As eleições para o Conselho de Meio Ambiente e o recuo dos movimentos populares


O acarajé e a fritura do planejamento na prefeitura de Camaçari


 


Fragilidade  Com maioria apertada de 12x11, e em constante insegurança, diante do histórico fisiológico, somado à pressão do alcaide Luiz Caetano (PT), para trazer ao menos um para seu lado, os oposicionistas da Câmara de Camaçari discutem mudança na data de eleição da Mesa Diretora, biênio 2027/2028.


Fragilidade 2 A Coluna apurou que ideia é antecipar para agosto a escolha no novo presidente e demais membros. Capitaneados pelo presidente do Legislativo, vereador Niltinho Maturino (PRD), antigovernistas não querem arriscar zebra com votação em 15 de dezembro, já com os novos eleitos definidos: governador, deputados estaduais e federais, 2 senadores e presidente da República. 


Fritura Depois do atestado de descuido com a continuação, sem a necessária revisão do projeto da praça Montenegro, como mostrou o Camaçarico, a gestão de Camaçari, do alcaide Luiz Caetano (PT), comete mais um equívoco ao tentar derrubar o tacho do Acarajé da Rosa, famosa quituteira da praça Abrantes.


Fritura 2 Instalada no local há cerca de 40 anos, portanto marca da paisagem e referência de qualidade na gastronomia da cidade, Rosa vem enfrentando constrangimentos por conta de um projeto desconectado com a realidade que apenas vem tentando corrigir.


Fritura 3 Reconstruído com a requalificação da praça Abrantes, na gestão do alcaide Elinaldo (União) e sob o esquadro da secretária de obras (Seinfra), a doutora Joselene Cardin, quiosque precisou de ajustes para funcionar dentro das necessidades exigidas para um ponto de baiana do acarajé. Modificações feitas com recursos da própria microempresária, que não foi ouvida durante a definição do projeto, terminaram sendo questionadas pela nova Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), que chegou a dar ultimado sob ameaça de interdição.


Fritura 4 Depois de reconhecer que queimou a mão, a pasta comandada pelo doutor Rodrigo Nogueira finalmente recuou. O azeite quente das redes sociais, onde o equívoco viralizou, deixou a lição de que planejamento sem o tempero da tradição e da representatividade vira receita indigesta no cardápio de uma cidade.


Espelho O Conselho Municipal de Meio Ambiente de Camaçari (COMAM) escolheu na última sexta-feira (15) os 6 representantes da sociedade civil. Na votação direta entre os 11 inscritos e habilitados, dois não compareceram, deixando representações sem suplência e reduzindo ainda mais o já limitado peso dessas categorias no processo de participação no colegiado.


Espelho 2  Foram eleitos representantes dos institutos Restinga e Cidade Verde, nas vagas para entidades ambientalistas. A cadeira comunidade científica ficou com a UniFamec (Centro de Educação Metropolitana). Já a Associação de Agricultores e Piscicultores de Cancelas/Jordão vai ocupar a vaga dos representantes dos trabalhadores do setor de atividades primárias.


Espelho 3 O assento com direito a voto das entidades sindicais de trabalhadores no COMAM ficou com o Sindborracha, Sindicato dos Trabalhadores dos Artefatos de Borracha de Camaçari e Simões Filho. Representante dos trabalhadores de um setor altamente poluidor, o Sindborracha vai precisar mostrar atuação compromissada com a luta ambiental no COMAM. O outro candidato habilitado, que estranhamente gazetou, foi o Sispec, o Sindicato dos Professores da Rede Pública.


Espelho 4 Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), processo eleitoral teve seu formato criticado por parte dos representantes. Sem acatar mudanças, vaga destinada a associações de moradores terminou em empate, com cada uma das três habilitadas assegurando o voto na sua entidade, como previam as quixas.


Espelho 5 Disputa se resumiu ao Conselho Comunitário de Itacimirim e Barra do Pojuca (Conseg), Associação dos Moradores dos Condomínios de Guarajuba (Ascon) e Associação dos moradores do condomínio Busca Vida. Essas duas últimas associações são conhecidas por formarem uma espécie de condados formados por moradores da classe A e mais focadas em melhorias nos seus espaços.   


Espelho 6 Apesar de Camaçari somar dezenas de entidades, desarticulação política e/ou descaso com o fortalecimento das associações de moradores no conselho, movimento deixa o COMAM com uma representação distante dos movimentos populares que tanto a administração do alcaide Caetano diz defender.


Espelho 7 O resultado foi a eleição da associação de Busca Vida, beneficiada pelo critério do desempate por ser a mais antiga. Questionamentos contra o condomínio Busca Vida não são poucos. Dificuldades de não moradores do condomínio, em especial de Vila de Abrantes, acessarem a praia e áreas de preservação, e avanço sobre espaços de marinha estão entre as queixas amplamente divulgadas na imprensa.


Espelho 8 Colegiado tripartite com 18 membros e importante na definição da política ambiental de Camaçari, o COMAM tem outros 6 representantes do governo e número igual no setor produtivo, ainda sem escolhas.


Acredite Os senadores Jaques Wagner (PT), Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, somam anualmente pouco mais de R$ 205 milhões em recursos disponíveis para gastarem com emendas parlamentares na Bahia.


Acredite 2 Volume de poder de cada um dos senadores, R$ 68,5 milhões, não fica muito longe da gorda bolsa dos 39 deputados federais baianos. Os R$ 48,1 milhões de emendas parlamentares que os federais têm direito para gastar como desejarem, é quase metade de um mês do orçamento de Camaçari.


Acredite 3 Os quase R$ 2 bilhões das chamadas emendas pix, soma das cotas dos 39 representares da Bahia no Congresso, talvez explique as ajudas estranhas, como o R$ 1,5 milhão destinado pela deputada Ivoneide Caetano (PT) para ajudar na construção do novo prédio do Ministério Público de Camaçari. Valor equivale a quase 20% dos R$ 8,7 milhões que a parlamentar distribuiu para ações em Camaçari neste ano, segundo informou sua própria assessoria.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


18/agosto/2025 Fechamento: 12h05

 







* A Secretaria de Desenvolvimento Social e os invisíveis
* Cidade do Saber completa 18 anos e ainda não virou a chave
* O assassinato de um adolescente de 14 anos e a violência em Camaçari 
* O Giro na Cidade e a força da TV via internet


Esquecidos Com carência de técnicos e dificuldades para realizar até o básico, como distribuição de cestas, kit enxoval e outros benefícios, a Secretaria de Desenvolvimento Social de Camaçari (Sedes) vem dando uma aula de como não cumprir as políticas públicas determinadas pelo Sistema Único da Assistência Social (SUAS).


Esquecidos 2 Os tropeços da gestão da doutora Jeane Gleide são tão grandes, para uma pasta com orçamento diferenciado e ajuda federal, que nem o Espaço Conviver funciona. Inaugurado na gestão 02 (2005/2008) do alcaide Luiz Caetano (PT), centro de apoio e acolhimento a dezenas de idosos está com suas atividades suspensas. Mais grave que a reforma iniciada no começo do ano e sem data para acabar, é a falta de alternativa de atendimento.


Esquecidos 3 Apesar do discurso de fazer diferente, a nova Sedes segue a fórmula do antecessor. Continua sem enxergar o seu real papel. Lista dos invisíveis vai além da população 60+. Se completa com a redução das ações do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o Centro Pop, e a Casa da Criança e do Adolescente, isso sem falar na precariedade das outras unidades que formam a rede SUAS.


Esquecidos 4 Relegada a condição de ´primo pobre` desde a inauguração da Cidade do Saber (CDS), em 2007, também na gestão 02 do alcaide Caetano, espaço de educação e inclusão de jovens carentes do município é outro exemplo. Numa Camaçari cada vez mais violenta e excludente, a Casa da Criança segue funcionando sem a estrutura e os avanços necessários que assegurem condições mínimas de competitividade a seus alunos. Quadro só não é pior por conta da dedicação e qualificação do seu time de técnicos e educadores.


Esquecidos 5 Tragédia, antes vivida apenas pelo primo pobre, atravessa a rua e se reforça com o agora ex-primo rico. Se nada mudar, a Cidade do Saber, fechada para reformas e comandada por outra pasta, a da Cultura (Secult), volta a funcionar sob a velha lógica do escolão.


Esquecidos 6 Como registrou a Coluna em várias postagens, estrutura festejada desde a sua criação, dentro e fora de Camaçari, graças a um eficiente projeto de marketing, a Cidade do Saber se distanciou do que deveria ser seu eixo, ao não executar uma política eficaz de inclusão real de jovens.


Esquecidos 7 A prefeitura de Camaçari, patrocinadora do projeto, que completou 18 anos em março, errou e queimou dinheiro público ao optar e insistir na equivocada e problemática gestão do Instituto Professor Raimundo Pinheiro. Sem nenhuma transparência, ONG com seus penduricalhos, salários astronômicos e transformada num cabide de empregos para aliados, foi responsável pela gestão do equipamento nos 10 primeiros anos de funcionamento da CDS.


Esquecidos 8 Apesar das pressões do sucessor e aliado de Caetano, Ademar Delgado, a poderosa ONG foi maior e seguiu gerindo o projeto. Mesmo com o afastamento da ONG na gestão seguinte, essência da desigualdade na CDS continuou nos 8 anos do adversário do grupo petista, o alcaide Antonio Elinaldo (União).


Esquecidos 9 Apesar de exibir significativos avanços, a CDS terminou somando monumentais recuos, como o fim dos projetos musicais sinfônicos, de dança, de artes cênicas, de esportes, de pessoal técnico para o setor de entretenimento. Com programação cada vez menos representativa, a cidade perdeu até o estímulo de ir ao 2º maior da Bahia, o Teatro Cidade do Saber (TCS), com danosas consequências no orgulho e sentimento de pertencimento da sua população.


Esquecidos 10 Fechada para mais uma reforma, a Cidade do Saber chega na sua maioridade precisando virar sua chave, justamente sob a gestão do seu criador. A CDS só tem futuro real se for passada a limpo.


Calibre Camaçari fechou julho com 6 assassinatos, segundo apuração da Coluna, com base em informações postadas na imprensa local. Chama a atenção no levantamento de julho o assassinato de um adolescente de 14 anos, no dia 23, no bairro Gleba E. Facções criminosas e seu mercado da droga, tidas pela polícia como responsáveis por esse e outros assassinatos no município, seguem avançando e ampliando poder na sede, orla e zona rural.


Calibre 2 Se confirmado com o número mensal, ainda não informado no site da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), julho aparece com junho como os meses com os menores números de mortes violentas de 2025.O recorde do ano foi em maio, com 15 registros, segundo apuração do Instituto Fogo Cruzado. Já na soma dos 7 meses do ano, os 83 assassinatos apurados extraoficiais também aparecem como o menor no período desde 2017.


Calibre 3 Dos 83 de crimes violentos letais intencionais (CLVIs) contados no período reúnem os 6 registros apurados pela coluna em julho, mais os 77 informados pela SSP entre janeiro e junho, no seu último boletim. Número final pode ser maior, já que levantamento dos meses anteriores mostra diferença entre os apurados pela Coluna e os números finais apresentados pela SSP-BA.  


Referência O programa Giro na Cidade e a TV Connect Brasil completam nesta terça-feira (12), 10 anos de informação, histórias e entretenimento. Transmitido pelo YouTube e comandado pelo comunicador Edilson Alves, programa é líder nas tardes de Camaçari e Região Metropolitana. Completam o time dessa produção de sucesso o repórter Antônio Cruz, a produtora Nani Lima, o comentarista Gilson Farias, e a diretora geral de Sâmia Cordeiro.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


11/agosto/2025 Fechamento: 20h18


 

 







O Sindicato dos Professores de Camaçari e os dois discursos


O recuo do TCM e o alívio da oposição no Legislativo


O ex-vereador Val Estilos e a navalha da política


O livro do professor Diego Copque, a Flipelô e a história ignorada


 


Nota vermelha Não é bom sinal a queixa de falta de professores e pessoal de apoio em escolas do município, feita pelo Sindicato dos Professores. Denúncia não partiu da oposição. O Sispec, entidade de trabalhadores na educação, ligada ao PT e sob forte influência do vereador licenciado e atual secretário de educação, Marcio Neves (PT), usou as redes sociais nos últimos dias para cobrar melhorias no setor de forma direta ao alcaide Luiz Caetano (PT).


Nota vermelha 2 Mesmo expondo uma caderneta cheia de problemas, como falta de merenda, queixa sobre fardamento dos estudantes, transporte escolar e estrutura, o Sispec segue junto e misturado e não deixa de dar sua contribuição nessa avaliação que precisa melhorar. Segundo apurou a Coluna, o mesmo sindicato que reclama de falta de pessoal tem tirado professor da sala de aula para reforçar seus quadros na organização sindical.


Respiro O Legislativo de Camaçari retoma nesta terça-feira (5) os trabalhos em plenário e na maioria das atividades, depois do recesso de mais de 45 dias, desde a segunda quinzena de junho. Volta aliviado com o recuo do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) que depois de considerar irregular e mandar suspender o pagamento das gratificações por condições especiais de trabalho (CET) de cerca de 150 funcionários da Câmara de Vereadores de Camaçari, deu marcha à ré.


Respiro 2 O TCM acatou os argumentos do Legislativo, comandado pelo presidente Niltinho Maturino (PRD), de que não houve ilegalidade e que a suspensão do reforço salarial prejudicaria o bom e necessário andamento dos trabalhos na Câmara de Vereadores. Gasto, que só nos primeiros 6 meses do ano somaram cerca de R$ 3 milhões, devem dobrar até dezembro fechando em algo em torno de 7,5% dos cerca de R$ 78,7 milhões que a Câmara tem direito anualmente para bancar suas despesas.


Respiro 3 Manutenção dos cerca de R$ 500 mil mensais, valor que pode até aumentar, traz alívio não apenas para servidores e nomeados. Mantém a tranquilidade entre os 23 vereadores, em especial os 12 da base oposicionista que seguem sem esse motivo para zanga na barricada anticaetanista. 


Lâminas Sem pentes e tesouras suficientes para enfrentar os donos do salão oficial da política camaçariense, o ex-vereador Val Estilos elegeu o vereador Tanger Cerqueira (PT), um mero ´barbeiro` nesse cenário, como o responsável pelo seu rompimento político, e parece que até pessoal, com a vereadora Sales Brito.


Lâminas 2 Eleita pelo PSD com 1.919 votos, graças ao capital político do ex-vereador e usando a grife Sales de Val Estilos, a vereadora mudou o leiaute político. Descoloriu a antiga marca e agora segue sob o visual político Sales Brito, e orientação do alcaide Luiz Caetano e da sua esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano, ambos do PT.


Lâminas 3 Com o segundo mandato cassado em 2021, por abuso de poder econômico, Val Estilos teve que construir uma alternativa para se manter no poder. Apostou na auxiliar de confiança e agora vive uma situação delicada. Rompido com o time do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), migrou para o grupo do então candidato e agora gestor em 4º mandato, o petista Caetano.


Lâminas 4 Acostumado a exercer o mandato de vereador com atuação intensa no salão da política, Val Estilos sempre contrariou de forma particular os secretários de saúde de plantão, tal a sua desenvoltura no seu trabalho eleitoral de assistência a eleitores. Com temperamento forte e sempre com  intensas cobranças, terminou perdendo espaços preciosos.


Lâminas 5 Com volta difícil, mas nunca impossível em política, ao antigo grupo liderado pelo ex-alcaide Elinaldo (União), Val Estilos precisa reconstruir seu espaço com o estojo de trabalho que sobrou no salão do caetanismo. Vai precisar segurar a mão se quiser garantir o que ainda resta para construir projeto alternativo para 2028. Fazer diferente é experimentar a máquina zero do caetanismo.


História O livro "De Benedicta & Tibério à Mãe Stella de Oxóssi: a vida em tempo de viver (1850-2025)", do pesquisador, professor e historiador Diego Copque, é uma das novidades da Flipelô. Lançamento do 3º livro do professor na Festa Literária Internacional do Pelourinho será no próximo sábado (9), a partir das 16h, no atelier Mário Edson Fotografias e Artes, na ladeira do Boqueirão, Santo Antonio Além do Carmo.


História 2 Mesmo sem o reconhecimento necessário pelas autoridades de Camaçari, que insistem em ignorar a história do município, o professor Copque segue festejado por quem se importa com suas pesquisas e seus reflexos para conhecer o passado e entender melhor o presente e o futuro da cidade.


História 3 Felizmente, e não poderia ser diferente, sua intensa e valiosa contribuição para a esclarecer momentos importes da história de Camaçari, da Bahia e do Brasil, com os livros já publicados: “A presença do Recôncavo Norte da Bahia na Consolidação da Independência do Brasil” e “Do Joanes ao Jacuípe - uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”, é motivo de festejo e ampla repercussão. Não é pouco e só faz crescer o número de estudiosos e gente preocupada com o olhar além do muro que reposiciona Camaçari no contexto histórico brasileiro.


História 4 Nessa 9ª edição, a Flipelô homenageia o escritor baiano Dias Gomes, que entre as muitas contribuições literárias, ficou conhecido pelo grande público com o personagem Odorico Paraguaçu, o prefeito na série televisiva “O Bem-amado”. O coronel e líder político da não tão fictícia cidade baiana de Sucupira se notabilizou, entre outros equívocos, justamente por ignorar a história.


História 5 Aberta ao público, a Flipelô movimenta o Centro Histórico de Salvador entre a próxima quarta-feira (6) até domingo (10), com palestras, debates, lançamentos de publicações, saraus, e muitos outros eventos para todas as idades e gostos.


Imagem O fotógrafo camaçariense Marilton Trabuco segue trajetória ascendente e já assegura nome num mercado competitivo e exigente. Com um amplo portifólio de participação e premiações em mostras nacionais e internacionais, como o 28º Salão Nacional de Arte Fotográfica, agora em agosto, em Londrina (PR), o diretor do Clube de Arte Fotográfica Camaçari (CAFC) avança no foco. Foi um dos jurados da 3º Brazilian International Photography Circuit, com exibições de trabalhos nos meses de julho e agosto, em São Paulo e Salvador.


João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor


4/agosto/2025 Fechamento: 18h25


 

 



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