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E aí ? Com Outubro já pelo meio, soma do ano bate em 290 dias. Faltam, portanto, 75 para o fim de 2017. É com esse calendário que a gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM) se despede do 1º ano de governo sem nenhum sinal concreto e oficial de recuperação e requalificação do centro antigo do município.


E aí ? 2 Qual a destinação da antiga estação de trens? Vai abrigar um museu da cidade? Será um espaço para exposições? Vai virar um bar temático?


E aí ? 3 E o antigo cinema? Vai voltar a exibir vídeos? Vai abrir seu palco para shows e performances artísticas? Vai dar eco ao debate sobre cultura, arte, juventude e futuro? Vai abrigar  uma repartição pública?


E aí ? 4 O casarão que abrigou as sedes da Prefeitura e Câmara de Vereadores fecha o misterioso triângulo da memória de Camaçari. Qual o destino para tão importante e simbólico espaço da cidade? Vai abrigar o arquivo público? Vai alojar memorial do Polo, hoje instalado na Cidade do Saber, em troca do apoio institucional do Cofic? 


E aí? 5 Diferente do cinema e da estação, o casarão está completamente desfigurado. É projeto da prefeitura resgatar a fachada original com sua imponente base de pedra ornada, porta larga e seus 4 janelões de madeira? Ou vai continuar com seu passado coberto pelas pastilhas verde piscina? E a construção de uma moderna cobertura unindo o cinema ao casarão continua no projeto elaborado durante a gestão Ademar Delgado? 

 







E aí? 5 Diferente do cinema e da estação, o casarão está completamente desfigurado. É projeto da prefeitura resgatar a fachada original com sua imponente base de pedra ornada, porta larga e seus 4 janelões de madeira? Ou vai continuar com seu passado coberto pelas pastilhas verde piscina? E a construção de uma moderna cobertura unindo o cinema ao casarão continua no projeto elaborado durante a gestão Ademar Delgado?  


E aí ? 6 As dúvidas não são apenas do Camaçarico.  O desconhecimento é quase geral. A Coluna apurou que nem o Conselho de Cultura foi oficialmente informado sobre todos os detalhes do projeto de recuperação e destinação desses espaços, sob a responsabilidade da secretária de cultura Márcia Tude. Imprensa e comunidade completam a trinca dos que pouco ou nada conhecem sobre os projetos, valores e prazos elaborados no governo passado e ajustados na atual gestão.


Contramão A denúncia de acúmulo salarial do comandante da Superintendência de Trânsito e Transportes de Camaçari (STT) é mais um jabuti na ‘árvore que chora’. O caso do Sr. Armando Yokoshiro se torna ainda mais grave quando a prefeitura considera o caso sem irregularidades e resolvido. A Coluna apurou que o município recebe ofício da prefeitura de Salvador comprovando a realização de atividades para a capital que justificam a dupla remuneração.


Contramão 2 Mesmo com função que exige dedidação integral, inclusive finais de semana, o Sr. Yokoshiro ainda arranja tempo para ajudar a gestão do alcaide ACM Neto. O município de Camaçari tem a obrigação de tornar públicos esses ofícios e os relatórios comprobatórios dessas atividades em Salvador.


Acolhimento Mesmo considerado estranho no ninho, por técnicos que vivenciam as dificuldades da política de assistência social em Camaçari, o ex-vereador e candidato derrotado nas eleições de 2016, Pedrinho de Pedrão, segue firme e em trajetória ascendente na gestão do demista Antonio Elinaldo.


Acolhimento 2 Com o apoio do deputado estadual Sargento Isidoro (PDT), o atual coordenador do Cras de Nova Vitória, o maior e mais importante dos 6 Centros de Referência de Assistência Social do município, com um raio de atendimento a uma população potencial estimada em 70 mil pessoas distribuídas por mais de 15 bairros, é uma das apostas para o lugar de Simara Ellery na secretaria de desenvolvimento social (Sedes).


Peneira furada O esquema de filtragem do governo Antonio Elinaldo (DEM) segue provocando prejuízos e desgastes políticos na própria base aliada. A mais recente trapalhada que irritou o alcaide e azedou a festa, aconteceu semana passada durante a inauguração da reforma da Unidade de Saúde da Família (USF) do Novo Horizonte.


Peneira furada 2 Capitaneado pela secretaria de saúde (Sesau), com o apoio do distraído cerimonial da prefeitura, ato terminou prestigiando uma histórica adversária do atual governo. Por indicação do secretário da Sesau, o vereador licenciado Doutor Elias Natan (PR), inauguração foi brindada com a fala da presidente da associação de moradores do bairro. Para quem não sabe, a Sra Dalva Rosa é esposa do ex-vereador e sobrinho do ex-prefeito e deputado federal Luiz Caetano, o também petista de carteirinha Paulinho do Som.


Peneira furada 3 Quem conhece o jogo da  política em Camaçari, independente da matiz ideológica alojada no poder, sabe que microfone para adversário, só se for para declarar arrependimento e anunciar adesão. Fora essa regrinha...  


Peneira Furada 4 Seguramente, a festa política de sexta-feira (20) à noite, durante a inauguração da requalificação da avenida Luiz Eduardo, a antiga Comercial, terá outro roteiro. Lista dos oradores, encabeçada pelo alcaide de Salvador, ACM Neto, deve receber atenção especial de quem entende do riscado.   


Peneira Furada 5 O descuido do cerimonial vai além do entendimento do jogo político. O pouco profissionalismo na condução do roteiro de solenidades e textos exibidos durante atos oficiais, como os desfiles de setembro, viraram motivos de comentários nada abonadores entre profissionais de imprensa e gente acostumada com regras gramaticais, de poder e comportamento, e história da cidade.


Sem direitos A Defensoria Pública do Estado da Bahia, na Comarca de Camaçari, segue capenga e sem a estrutura prometida para o atendimento gratuito da população carente que precisa de apoio jurídico. Fonte ouvida pela Coluna garante que a unidade instalada na Rua Monte Gordo, bairro Inocoop, precisa de 10 advogados para atender a demanda de uma cidade com cerca de 300 mil habitantes.


Sem direitos 2 Nem a promessa de colocar 6 defensores para atender as necessidades da população foi cumprida. Atualmente a Defensoria conta com 4 advogados para  suprir uma demanda gerada pelas carências da população  sem  recursos  e com pendências nas Varas de Família, Crime, Fazenda Pública, Infância e Juventude, Civil e Consumidor. 


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João Leite – Editor 


17/10/2017 

 

Fachadas antiga e atual do casarão que abrigou Prefeitura e Legislativo. Clique na imagem para ampliar




Co-autoria

Co-autoria   Os números que mostram Camaçari  em 4º lugar no ranking das cidades onde se matam mais jovens com idades de 12 a 18 anos no Brasil é aviso ao prefeito Antonio Elinaldo. Estatísticas exibidas pelo Camaçari Agora na véspera do ‘Dia das crianças’ (Confira)  é muito mais que envergonhar uma cidade com um dos maiores orçamentos e invejável potencial de crescimento entre  a maioria dos municípios brasileiros. Números de assassinatos de jovens em Camaçari, infelizmente com mais 1 registro na quinta-feira (12), no bairro Novo Horizonte,  é atestado de um poder público incompetente e omisso.


Co-autoria  2   Com quase 1 ano de atraso no processo de adoção efetiva de políticas públicas capazes de buscar caminhos para enfrentar esse grave problema, gestão Elinaldo precisa entender que criança necessita de muito mais. Escola em tempo integral, acompanhamento psicossocial, um intenso programa de reforço alimentar, lazer, esportes e atividades culturais foram o único caminho de quem quer fazer.


Co-autoria 3    Sem essas ações que ajudem esse batalhão de camaçariences a entrar no caminho que tem futuro, o governo do ex-menino pobre que escapou da estatística seguirá como os anteriores, asfaltando rua, tapando buraco, inaugurando obras físicas e fazendo festas.


Infantil  Mesmo negando, o experimentado e qualificado vereador Junior Borges (DEM) segue firme em rota de colisão com o prefeito Antonio Elinaldo e todo o grupo político que apoia a gestão. A última birra veio do seu mais fechado núcleo de apoio e articulação. A sua esposa Lenilda Borges não poupou palavras duras para classificar a gestão. Usou sua página pessoal no Facebook para acusar o governo Elinaldo de promover festa e esquecer o principal para as crianças, listados por ela como melhorias na educação, na saúde e no lazer.


Infantil 2 Dona Lenilda, segundo apurou a Coluna, aceitou contrariada a decisão do marido vereador de abrir mão da festa ‘O bom é ser criança’. Com a proposta de fazer uma festa maior e com impacto positivo para a imagem da gestão e do alcaide Elinaldo, Borges perdeu importante evento que seu grupo político realizava todos os anos no bairro Camaçari de Dentro, uma das suas principais bases eleitorais na sede do município.


Infantil 3 Postagem de D. Lenilda, feita no começo da manhã de quinta-feira, portanto antes do início da festa, deve explicar a participação quase tiete do vereador Junior Borges ao lado do alcaide durante todo o dia do evento. Com a unidade rachada, só restou a Borges amenizar o 'pirulito solta tinta' distribuído  nas redes sociais pela esposa.


Infantil 4  Borges, que vem de atritos internos na legenda com o companheiro Jorge Curvelo, pela disputa  da presidência do Legislativo, seguiu ampliando seu descontentamento. Pré-candidato a deputado estadual assumido, Borges enfrenta resistência dentro da legenda que sinaliza apoio ao ex-prefeito e atual vice, José Tude, ainda no PMDB do agora 'Geddel 51’.


Infantil 5  A última e estranha manobra foi a entrega dos cargos que possuía na administração, sem que essa atitude representasse rompimento. Usou como justificativa a necessidade de deixar o governo à vontade para mexer no que fosse necessário para melhorar o desempenho da gestão.


Infantil 6  Mas, o desgaste  sofrido pelo vereador, agora coroado com a nada política  atitude da esposa, teve precedente familiar. O filho Leonardo Borges, como  mostrou o Camaçarico de 15 de setembro (Confira), foi flagrado cometendo infração de trânsito por agentes da STT (Superintendência de Trânsito e transporte). Veículo que deveria ficar sob a responsabilidade do parlamentar ou servidor indicado para tal função, foi pego e rebocado por ter estacionado em local proibido.


Infantil 7   Adoçar a boca do vereador, provavelmente a partir de 2018, quando acontece uma mirreforma na prefeitura, é a missão do alcaide. Se será uma secretaria, o carimbo para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, ou a presidência do Legislativo a partir de  2019, rifando assim o vereador Jorge Curvelo, já acostumado com o sacrifício, só os próximos dias dirão.


Novo playground O atual vice-prefeito e 3 vezes alcaide de Camaçari, José Tude, dificilmente fica no PMDB para disputar uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa. Depois do naufrágio do grupo político dos irmãos Vieira Lima, que lhe dava sustentação, o DEM parece ser o caminho natural. Até o número  que foi de Elinaldo na disputa de 2014, está à disposição do ex-prefeito, como mostrou com exclusividade o Camaçarico de 24 de julho (Confira).


Pirulito  O sucesso da festa das crianças, na quinta-feira (12), em Camaçari, foi doce na boca do alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Organizada, com variedades de brinquedos num grande parque a céu aberto, presentes, atrações e muitas guloseimas para a garotada, festejo foi receita eficaz no tratamento de melhoria da imagem da gestão.


Palito  Doce de um lado, amargo do outro. Essa foi a sensação experimentada durante todo o dia pela oposição. Sucesso da festa deixou os antigovernistas sem papel e fita para empacotar e distribuir o pacote de críticas ao evento do adversário.


Alcoolemia  A mistura de criança e latinha de cerveja, graças a localização de bares na avenida Luiz Eduardo, foi ponto negativo da festa. Sem isolamento por gradil, espaço de lazer da garotada se confundiu com as áreas dos bares legalmente instalados na via. Cochilo da coordenação de eventos, do Conselho Tutelar e até da PM precisa ser corrigido nos próximos eventos que envolvam menores.


Mãos dadas As pulseirinhas casadas com identificação da criança e do pai ou responsável foi outro descuido. Crianças perdidas, mesmo com pulseiras, não eram identificadas imediatamente e de forma mais eficaz por falta da marcação correspondente em poder do responsável.


Protetor solar 60 Depois de Busca Vida, espaço fechado e cheio de restrições para a população sem camisa da grife Polo Ralph Lauren no guarda-roupa, ter acesso à praia de Guarajuba, também em Camaçari,  entra no circuito da segregação. O mal estar ocorrido no feriado santo de quinta-feira (12), com impedimento de banhistas terem acesso à praia, foi denunciado no programa Bahia no Ar da FM 93.1. Irregularidade pode ser a oportunidade da secretária Juliana Paes, titular da secretaria de desenvolvimento urbano (Sedur), mostrar que a gestão do DEM não compactua com a omissão dos governos petistas anteriores, legitimadores por omissão das restrições aos banhistas com camisas sem griffe.


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João Leite – Editor 


13/10/2017 Atualização às 13h52

 





Mamadeira

Mamadeira  Para alegria e conforto dos inimigos do interesse público, a prefeitura de Camaçari não adota sistema de controle de frequência para subsecretários. Caso tal medida, que já se aplica a boa parte dos servidores, fosse usada para essa casta de apaniguados de pouca ou nenhuma serventia, o Sr. José Carlos de Matos Soares fecharia o mês com o contracheque zerado. 


Mamadeira 2 Carlinhos Matos (DEM), como é conhecido na política e na cédula eleitoral, foi vereador e candidato derrotado na disputa de 2016 para prefeito de Riachão do Jacuípe. Sua nomeação para a subsecretaria da administração (Secad), mesmo imoral, tal seu distanciamento e descompromisso com uma cidade distante 174 quilômetros de sua base eleitoral, faz parte da geografia das acomodações políticas. Virou regra na Camaçari de todas as tendências, ideologias e governos que comandaram a rica e desigual cidade nas últimas 4 décadas.


Mamadeira 3 Sem comparecer ao expediente há vários dias, conforme denúncia de funcionários da Secad feitas ao Camaçarico, Carlinhos Matos é apenas mais um a ajudar a construir uma imagem negativa da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Prática vai além da imoralidade. Atropela o artigo 37 da Constituição Federal que define como princípios para  todo agente ou gestor público, a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, publicidade e a eficiência. 


Mudanças  O promotor Everardo Yunes é o novo titular da 7ª Promotoria de Combate à Improbidade Administrativa e aos Crimes contra a Administração Pública do Ministério Público Estadual em Camaçari. Yunes substitui Geraldo Agrelli Lobo, que passa para a Promotoria Criminal, até setembro coordenada por Yunes. 


Mudanças 2  Yunes, que também assume  uma das coordenações da Promotoria Eleitoral a partir de março de 2018, comandou as investigações da ‘Operação Caronte’. Deflagrada em dezembro de 2015, a operação de combate ao jogo do bicho no município resultou na prisão e processo que corre na Justiça, contra o então vereador e hoje prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM). 


Goleada  Depois do 8 e do 29 de setembro, o próximo dia 13 também cai numa sexta-feira. Como se trata de dia posterior a feriado, deve virar ponto facultativo e feriadão prolongado na prefeitura de Camaçari. Já no outro campeonato da produção, formado pelos times das indústrias, lojas, mercados, bancos, bares e outros estabelecimentos o jogo segue disputado e quase sem intervalo. Com 3 feriadões num intervalo de apenas 6 semanas, a prefeitura de Camaçari pode pedir música no Fantástico.


Competência e solidariedade  Paralelo ao teclado e ao microfone, a jornalista Jane Silva segue firme com seu trabalho de apoio às crianças carentes de Camaçari. Campanha de doação de brinquedos, distribuídos na próxima quarta-feira (11), pelo grupo Amigos em Ação, completa 17 anos. Doações de empresários e pessoas que não esquecem a importância desse momento devem ser entregues na sede da União das Organizações Sociais e Culturas de Camaçari (Uosc), na Gleba E. 


Produção  Camaçari não é apenas o grande líder e maior polo industrial integrado do Hemisfério Sul, com geração de  riqueza e empregos. Município também produz outro tipo de riqueza, só que negativa. Cidade  aparece bem posicionada e em trajetória que não cai no ranking de assassinatos no estado. Só em 30 horas do último final de semana foram 7 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), como rotula esse tipo de morte as autoridades policiais.


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João Leite – Editor 


10/10/2017

 





Mudanças

Mudanças O governo nega, desconversa, mas o prefeito Antonio Elinaldo (DEM) prepara mudança no secretariado. A data pode ser dezembro, começo de 2018, ou até  agora em novembro. A Coluna apurou que 5 nomes estão na berlinda. 


Mudanças 2  Os titulares das secretarias de finanças (Sefaz), Renato Almeida; e da administração (Secad), Reginaldo Paiva, puxam a lista. Dupla abriu muitas frentes de atrito e por conta do próprio estilo do governo viraram manchete e objeto de desgaste da administração por conta da suas condições  salariais privilegiadas, que mesmo legis, assustou a população ávida e agora focada na missão moralizadora  com as contas públicas. 


Mudanças 3  A titular da educação (Seduc), Neurilene Martins, é outro nome cotado. Distante da realidade local, a doutora e representante até o ano passado de ONG produtora de conteúdos educacionais para  prefeituras Brasil afora, inclusive Camaçari, só colecionou desgastes. Não encontrou a lição para sequer evitar os quase 40 dias de greve dos professores em 4 paralisações. Desgaste prosseguiu e foi reforçado com a denúncia de acúmulo ilegal de salários pagos por Camaçari e Salvador.    


Mudanças 4  Outro nome que exibe um intenso desgaste é a titular da pasta do desenvolvimento social (Sedes), Simara Ellery. A ex-primeira dama do município e deputada federal (1994/1997) enfrenta além das dificuldades dos novos tempos diferentes da velha política assistencialista dos anos de gestão do ex-prefeito Humberto Ellery (1975/1985 – 1993/1996), briga com a falta de verbas e a herança de desmonte da estrutura de assistência social no município. 


Mudanças 5  D. Simara ganha de reforço o baixo entendimento do alcaide Elinaldo sobre a prioridade de execução e ampliação de uma política de atedimento à população carente. A presença inócua da subsecretária Claudia Gomes, fruto da política miúda de distribuição dos cargos para aliados, é uma dessas marcas do novo governo. Conhecida pelos colegas como pouco presente e descompromissada com a cidade, a assistente social também foi denunciada pela imprensa e nunca explicou o acúmulo de salários pagos por Camaçari e Salvador.  


Mudanças 6  Outro nome que vem enfrentando dificuldades é o jornalista Biaggio Talento. Apesar da competência profissional e postura ética, o estilo introspectivo do atual coordenador de comunicação da prefeitura tem dificultado sua vida em Camaçari. Fontes asseguram que é constante o descontentamento do alcaide com o jornalista que, de quebra, trafega numa estrutura dividida e cheia de ‘experts’ em comunicação. 


‘Eu voltei’ Como na música de Roberto Carlos, o alcaide Elinaldo também decidiu retornar ao antigo lar.  Vizinhos e amigos de longos anos do bairro da Gleba A estranharam a saída após a abertura das urnas, em outubro do ano passado. Provavelmente em busca de mais tranquilidade,  passou por Guarajuba, Arembepe e Cascalheira até voltar ao velho espaço que registrou o começo e o coroamento da sua carreira política com a eleição. Resta saber se o retorno é sinal de resgate do Elinaldo acostumado com o povo e dono de um  discurso forte de mudança e transparência. Ou é apenas sinal de acomodação. 


Traquina  A ex-toda poderosa e não mais queridinha de 11 entre 10 políticos baianos, Dalva Sele Paiva, volta às manchetes. Dessa vez foi condenada a ressarcimento e multa por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por irregularidades em convênio da ONG Instituto Brasil com o governo do estado (Confira). Dalva Sele, que já colabora  com a Polícia Federal desde o ano passado, é velha conhecida de Camaçari, como mostrou a Coluna de setembro de 2014 (Confira).  


Receita O editor do Camaçarico agradece ao site Camaçari Notícias pela reprodução da Coluna de terça-feira (Confira). Apenas coloca um ‘sonrisal’ no título: ‘Jornalista faz criticas ácidas a Elinaldo e aos vereadores’, e lembra que o ‘críticas ácidas’ usado pelo CN1 são constatações. 


Receita 2  Erram o alcaide Antonio Elinaldo e a Câmara de Vereadores capitaneada pelo tucano Oziel Araújo. Ao indicar para um cargo técnico que exige perfil e identificação com a área de assistência social, um ex-vereador que vem transformando o Cras do Nova Vitória numa estrutura eleitoral, o alcaide não apenas erra, como contratria uma diretriz de governo federal definida por um conjunto de políticas públicas financiadas com dinheiro do contribuinte. 


Receita 3 O Legislativo, por sua vez, não fica atrás ao gastar seu tempo aprovando ‘Moção de Repúdio’ contra exposição artística ‘Queermuseu cartografia da diferença na arte brasileira’.  Num claro atestado de intolerância e preconceito, vereadores exibem uma atitude incompatível com um poder que representa a diversidade e não apenas um segmento religioso e seus dogmas.  


Acidez Não é por acaso que o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) está de olho na gestão da assistência social de Camaçari. A Coluna apurou que o MDS  prepara visitinha de inspeção aos 6 Cras instalados no município. O destaque é a desaparelhada e descaracterizada unidade do Nova Vitória, responsável por mais de 15 bairros e uma população potencial de  cerca de 70 mil pessoas. 


Acidez 2 Descuido da atual gestão avança sobre outra unidade do Centro de Referência de Assistência Social. O 7º Cras, localizado na Via Cetrel (BA-530), inaugurado no apagar das luzes da gestão passada, segue fechado por falta de profissionais  e pessoal para funcionar.


Reforço  A Associação Comercial e Empresarial de Camaçari (ACEC) e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) quer aumentar o poder de vendas dos comerciantes e empresários do município. Empreendedorismo, marketing digital e tecnologia são os temas do debate que acontece nesta quinta-feira (5), a partir das 18h, no auditório da Acec (Casa do Trabalho). Aberto ao público, encontro  será capitaneado pelos especialistas Celso Castro Junior, Geraldo Honorato e Ricardo Neves. 


Valeu, AJM O jornalista Antonio Jorge Moura deixa os teclados aos 65 anos. O profissional experiente que este editor chamava carinhosamente de ‘AJM’, começou em 1973 nos tempos da velha máquina de escrever. Trabalhou no Jornal do Brasil, imprensa local, foi assessor do então político em formação ACM Neto. Autor do livro sobre o economista Rômulo Almeida, Antonio Jorge vai fazer falta, mas a vida segue. O sepultamento será nesta quinta-feira (5), às 16h, no Jardim da Saudade, em Salvador.


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João Leite – Editor 


5/10/201 Atualização às 23h

 





Regressão

Regressão A gestão da assistência social no governo do alcaide Antonio Elinaldo (DEM) começa a provocar saudades dos tempos dos governos Ademar Delgado e do seu antecessor. Mesmo seguindo o roteiro de descumprimento das bases do Sistema Único de Assistência Social (Suas), nova gestão está conseguindo atropelar o que já se arrastava desde o 3º governo Caetano (2009/2012).


Regressão 2 A marca desse descomando e falta de vontade política de fazer a coisa certa e constitucional pode ser simbolizada pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Nova Vitória. Unidade responsável por mais de 15 bairros e uma população potencial estimada em cerca de 70 mil pessoas, Cras virou comitê político. Coordenado pelo ex-vereador e aliado do alcaide, Pedrinho de Pedrão, unidade que deveria ser modelo de gestão e atendimento agora executa sem rodeios o mais puro e condenável assistencialismo eleitoral.


Regressão 3 Sem espaço adequado e estrutura de atendimento, inclusive para cadeirante e portadores de necessidades especiais, Cras de Nova Vitória é apenas a parte mais visível de uma estrutura deficiente e filha da falta de uma política de assistência social. Município que hoje conta com 6 unidades (Nova Vitória, Burissatuba, Verde Horizonte, Phoc, Arembepe e Monte Gordo), já somou 9. Cras de  Parafuso,  Abrantes e Barra do Pojuca foram fechados na gestão Delgado.


Regressão 4 Descaso conta com o aval do conselho municipal de assistência social. Entidade que deveria ter a missão constitucional de acompanhar, fiscalizar e contribuir para a aplicação da política de assistência social não passa de um espaço inócuo. Controlado pelo governo de plantão, conselho municipal de assistência social segue a regra de omissão e conivência dos demais conselhos municipais. Descompromisso conta com o carimbo do conselho regional de serviço social (Cress). Mesmo responsável pela defesa e fiscalização de todos os profissionais e da política publica de assistência social da Bahia e Sergipe, entidade sequer deve saber onde fica o Cras do Nova Vitória.


Novo modelo O PCdoB deve disputar as eleições de 2020 com candidato próprio. Essa é a expectativa de setores do partido em Camaçari que apostam no nome do atual presidente do sindicato dos metalúrgicos, Julio Bonfim. Representante de tendência distante do grupo derrotado nas últimas eleições, depois do pouco eficiente comando da gestão da cultura até 2016, Julio Bonfim aparece como o nome de resultados e o caminho natural na legenda.


Novo modelo 2 Retomada da produção na Ford, maior e importante base do sindicato, é um dos seus cabos eleitorais. Com intensa campanha publicitária, Bonfim é presença diária com anúncios que incluem até sua fala festejando  conquistas para a categoria. Privilégio não lhe assegura vitrine e vantagem apenas no jogo sucessório do alcaide Elinaldo. Passa a ser peça e piloto importante na nova linha de montagem do PCdoB de Camaçari.


Nem pensar  O alcaide Antonio Elinaldo (DEM) precisa buscar outro caminho se quiser instalar com urgência, como exige a situação, passarelas nas proximidades do shopping Boulevard Camaçari (Via Parafuso), e na região da prefeitura avançada da orla (Estrada do Coco). As concessionárias Litoral Norte (CLN) e Bahia Norte já avisaram que novos investimentos estão fora dos seus planos.


Foco  A Câmara de Vereadores de Camaçari acaba de adotar uma importante e inadiável medida. Aprovou por unanimidade uma ‘Moção de Repúdio’  ao banco Santander por patrocinar a exposição ‘Queermuseu Cartografia da Diferença na Arte Brasileira’.


Foco 2 Mesmo com temas mais próximos e urgentes como a Feira, o caótico sistema de transporte, a desastrada política de assistência social, vereadores preferiram debater a mostra que reúne visões diferentes sobre sexualidade. Manifestação do Legislativo contou até com  o apoio do PT e o PCdoB. Chancela dos chamados partidos de esquerda e com rótulo de defensores da liberdade de expressão e da diversidade mostra uma unanimidade que seguramente não representa o pensamento do eleitorado de Camaçari.


Ócio  Vem aí mais um feriadão para servidores de Camaçari. Depois do 7 e do 28 de setembro, o próximo dia 12, dedicado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, também cai numa quinta-feira. Véspera de sexta-feira é sempre dia de ponto facultativo no centro administrativo municipal. Já o resto do setor produtivo da cidade, formado por indústrias, lojas, mercados, bancos, bares e outros estabelecimentos mantêm a produção preocupados com a recessão e as contas do final do mês.  


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João Leite – Editor 


3/10/2017

 





Protagonismo

Protagonismo A edição 2017 que deveria comemorar os 10 anos da Semana Global do Empreendedorismo de Camaçari não deve acontecer. Sem recursos suficientes para bancar a estrutura do evento, Clube dos Diretores Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Empresarial de Camaçari (Acec) decidiram suspender a feira com stands, shows e lazer, prevista para acontecer em novembro.


Protagonismo 2 Organizadores da Semana Global ouvidos pela Coluna lamentam o recuo da prefeitura e lembram a promessa de apoio e a aposta num grande evento, feita pelo secretário Sérgio  Vilalva, do desenvolvimento econômico do município.


Protagonismo 3 Com vendas em baixa, puxadas pela recessão, CDL e Acec não conseguem atrair patrocinadores  que  banquem o evento. Sem o apoio da prefeitura, estimado em cerca de R$ 150 mil, projeto  que acontece nas grandes cidades brasileiras deve ser lembrado com uma modestíssima programação com palestras.


Abuso de poder As senhas para atendimento no SAC de Camaçari viraram instrumento de geração de renda extra. Queixas de usuários, obrigados a pagarem até R$ 50,00 por uma senha, não atingem apenas estranhos que ocupam as filas desde a madrugada para negociarem as escassas posições que assegurem atendimento.


Abuso de poder 2 Ainda segundo esses mesmos contribuintes, mais graves que esses guardadores de lugar em troca de um dinheiro para comer ou atender outras necessidades, é a comercialização de senhas por gente que trabalha no próprio Serviço de Atendimento ao Cidadão. Os serviços mais procurados são documento de identidade, carteira de trabalho, habilitação para veículos e seguro desemprego.


Abuso de poder  3 O artigo 319 do Código Penal é claro. Prevaricação é crime cometido por funcionário público quando, indevidamente, retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o contra disposição legal expressa, visando satisfazer interesse pessoal.


Made in   O desfile de quinta-feira (28) na avenida 28 de Setembro, sede e região central de Camaçari, vai ser mais um teste de qualidade da gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Festa maior da cidade, com grande concentração popular, apresentação de escolas, grupos culturais, bandas e fanfarras, vai mostrar o humor do camaçariense com o produto ‘poder público e seus serviços’  agora com linha de produção comandada pelo novo prefeito.


Made in 2 Acostumado a desfilar até o ano passado sobre  aplausos e juras de esperança de uma gestão de qualidade, Elinaldo agora enfrenta a difícil missão de gerir uma cidade que não fabrica apenas veículos, geradores de energia eólica,  e contribui com significativa  parcela da cadeia petroquímica. Longe da eficiência do polo industrial, Camaçari também se especializou em produzir desigualdade social em grande escala. Reverter esse linha de montagem é esta justamente a missão de Elinaldo.


Made in 3 A matéria prima que alimenta esse aumento de produção de desigualdade, mas que deveria registrar queda constante, segue alimentada por prefeitos ineficientes, vereadores e grupos sociais omissos, e setores do empresariado acostumados com as benesses do poder.


Made in 4 Com linha de produção fechando 9 meses e apresentando pouca, ou quase nenhuma inovação no processo político e de gestão da cidade, governo Elinaldo caminha para encerrar o 1º ano mantendo a mesma baixa qualidade de produção dos antecessores. Ainda é possível refazer a planta de produção. Só precisa vontade política e saber o que quer produzir.


Bom senso A prefeitura desistiu de transferir da avenida 28 de Setembro, antiga Radial A, para a avenida Comercial, o desfile do 28 de Setembro. Via totalmente requalificada deve ser entregue na mesma quinta-feira. A assessoria do alcaide finalmente acertou ao evitar mais uma equivocada ação com o rompimento de uma tradição. Mudança também poupou a gestão de mais um desfile de críticas.  


Tempero  A cultura e a preservação das coisas de Camaçari terão festejo dobrado na próxima quinta-feira. O 28 de Setembro não comemora apenas os 259 anos do município. Data também lembra o ano 17 do restaurante Feijão do Lindu. Samba e comida boa no famoso espaço gastronômico do bairro da Bomba é só o preparatório para a festança da maioridade prevista para todo o ano de 2018. 


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João Leite – Editor 


26/9/2017

 







Outra Camaçari  Mais uma vez o prefeito Antonio Elinaldo (DEM) perde uma grande oportunidade de fazer um discurso afirmativo, se posicionar sobre a violência no município e cobrar mais ações e investimentos do governo do estado.


Outra Camaçari 2 As 13 mortes registradas no município após o assassinato do PM, na noite de sexta-feira (15), e a noite de terça-feira (19), é mais que um sinal de alarme. Independente das conexões com a morte do soldado, número em menos de 100 horas é gritante. Mesmo assim o alcaide segue como se os assassinatos fossem registros normais.


Outra Bahia  A Bahia ficou de fora da lista dos estados  que conseguiram manter as contas sob controle e ainda promover melhorias no atendimento aos cidadãos, na infraestrutura e no ambiente de negócios.  É o que mostra a edição 2017 do Ranking Competitividade dos Estados (Confira) que coloca  a Bahia estacionada no 20º lugar com média geral de 37,1.


Outra Bahia 2   O estado comandado pelo governador Rui Costa (PT), conhecido pelas obras tamanho ‘G’, aparece apenas bem posicionado em  ‘solidez fiscal’. Saltou  do 12º lugar no ano passado para 3º em 2017. Estudo, idealizado e produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base em 66 indicadores apurados por instituições de referência, como o IBGE, Instituto de Planejamento de Economia Aplicada (Ipea) e Secretaria do Tesouro Nacional, avalia outros 9 itens: capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, segurança pública, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social.


Parecidos O vereador Adalto Santos (PSD) se movimenta como se vivesse em contagem regressiva para o fim do mandato. Mesmo com 39 meses pela frente, as ações, ou falta delas, não sinalizam futuro político para o representante das comunidades católicas de Camaçari. Depois de marcar lugar na bancada  oposicionista, no começo da gestão, Adauto pulou para cima do muro. Sem convicção, como um pagão, volta para a oposição com o voto contra o projeto que acabou com a lei que apoiava pescadores com ajuda financeira em tempos de pescaria difícil e perigosa.


Parecidos 2 Fragilizado politicamente, sem assessoria e sem prestígio no PSD, chefiado no estado pelo do senador Otto Alencar, Adalto agora enfrenta até pressão do comando regional da legenda e do seu suplente. A Coluna apurou que Sinho do Boxe, eleito 1º suplente com 766 votos, 51 a menos que Adalto, ameaça tomar o mandato do companheiro de legenda.  


Parecidos 3 Num partido onde o deputado e presidente da Assembleia Legislativa do estado, Angelo Coronel, flerta e até compõe com o demista ACM Neto; Otto Alencar atira em Temer, enquanto o correligionário e co-fundador do partido, Gilberto kassab comanda o ministério da ciência e tecnologia do mesmo governo, fidelidade partidária não parece ser dogma no PSD.  


Varre, varre Quem completa 39 anos neste setembro é a empresa de Limpeza Pública de Camaçari. Criada para  resolver o problema do lixo e dos resíduos industriais e urbanos da cidade e região, a Limpec só fez acumular lixo e entupir com irregularidades o rio das contas públicas.


Varre, varre 2 Mesmo sem varrer 1 metro quadrado de rua, a Limpec, consumiu R$ 21 milhões dos cofres públicos só em 2016. Anunciada como ineficaz e desnecessária pelo atual governo, empresa segue gerenciando o aterro sanitário, a coleta de entulho e o precário programa de educação ambiental. Parte destas missões devem  ser repassadas pela empresa vencedora da milionária licitação do lixo que se arrasta desde o começo de 2015 e ganhou caçamba nova com mais um atraso, na gestão Elinaldo, como antecipou a Coluna em janeiro (Confira).


Varre, varre 3 Outra especialidade da Limpec foi o acúmulo de ‘containers’  de empregos de fantasmas. Um desses personagens, como denunciou o Camaçarico no começo de 2015 (Confira), terminou sendo demitida, mesmo contrariado, pelo então alcaide, Ademar Delgado.


Axé  Camaçari realiza neste sábado (23) o seu 4º Xirê de Rua. Manifestação organizada pelos terreiros de Candomblé do município com o apoio de outras casas da Grande Salvador, busca celebrar as religiões de matriz africana, a ancestralidade e combater a intolerância religiosa. O Xiré, ritual realizado em ambiente fechado nos terreiros, ganhou versão de rua como forma de difundir e reforçar a luta contra o preconceito. Festa religiosa, aberta e reconhecida no calendário oficial do município, acontece a partir das 14h, na praça Montenegro, região central de Camaçari.  


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João Leite – Editor 


21/9/2017

 





Paradoxal

Paradoxal  A Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari segue cheia de indefinições e poucas certezas. Sem equipamentos e com a qualificada equipe de educadores pendurada pelo contrato Reda, vencido e prorrogado provavelmente até novembro, único espaço de inclusão e acolhimento de crianças carentes do município com atividades de cultura e artes, perigas acabar ou virar um anexo do ‘escolão’ e vizinha Cidade do Saber.


Paradoxal 2 O que deveria ser rápido, se arrasta graças as dificuldades de entendimento do ex-menino pobre e hoje alcaide de Camaçari. Atraso, seguramente é filho do desconhecimento de quem teve quase 8 anos de mandato como vereador para  andar, ouvir, compreender e construir soluções.


Paradoxal 3  Movido, não se sabe por quais energias, Antonio Elinaldo (DEM) completa 9 meses a frente do município alimentando e ampliando a velha fórmula praticada pelos adversários, que tanto condenou nos discursos inflamados no plenário do Legislativo e nos comícios. O agora  prefeito exibe outra faceta ao priorizar o preenchimento dos cargos com apadrinhados e aliados políticos. Atropelo aos princípios técnicos e às pessoas habilitadas para a função está virando marca da atual gestão. Política que mira apenas o suposto resultado eleitoral do seu grupo avança com transferências de pessoal, mesmo que mudança implique em prejuízo para o trabalho da secretaria cedente.


Paradoxal 4  Ao desrespeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente e relegar a 2º plano as ações de um programa respaldado por Lei Federal, o alcaide vai além da desastrada copia de seus antecessores, como mostrou o Camaçarico em março de 2015 (Confira). Descuido com programas como a Casa da Criança reforça a desigualdade e expõe uma contradição do 1º prefeito dos últimos 30 anos vindo de origem humilde e que jurou combater essa perversa realidade no seu discurso de posse.


Paradoxal 5 Sem equipamentos, educadores insatisfeitos e o acompanhamento psicossocial de centenas de crianças e adolescentes carentes, suspenso desde o ano passado, a Casa da Criança segue na contramão do seu destino de inclusão. Persistência no erro talvez reflita um outro projeto que, hoje e agora, se mostra sem futuro.

 







Depenada  A belíssima Jauá, litoral de Camaçari, é o melhor exemplo do abandono da orla do município. Sua marca principal, a escultura metálica do papagaio que batiza o povoado, segue sem manutenção e pode despencar e se ‘afogar’ na lagoa onde está instalada. As dunas, outra beleza e importante ecossistema da região, segue degradada e insegura. 


Depenada 2 Na faixa de praia a realidade é ainda mais grave. A requalificação equivocada da gestão passada com a aplicação de revestimento asfáltico na via da orla, como denunciou o Camaçarico em janeiro de 2014 (Confira), é apenas um detalhe no processo que tem deixado Jauá quase sem pena.


Depenada 3 Na praia do Sonho a desordem é total e o pesadelo é real. Sobra sujeira provocada por barracas e acumulada pela ausência de um serviço eficaz de limpeza e fiscalização. O trânsito, sem  controle das vias e dificuldades para estacionar, reforça o caos nos finais de semana. Quadro de degradação, como mostra a imagem ao lado, se completa com a criminosa invasão de áreas de Marinha, por bares e residências. 


Parecidas As cidades de Camaçari e Alagoinhas não são irmãs, mas andam sofrendo de mal  parecido. Comandada pelo alcaide Joaquin Neto, companheiro de partido de Elinaldo, Alagoinhas, como Camaçari, experimenta indefinições e falta de sintonia na gestão da cidade.


Parecidas 2  Destacada fonte ouvida pela Coluna assegura que um desses sintomas é a movimentação em torno do atual secretário de finanças de Camaçari. Garante que o doutor Renato Almeida pode voltar para a Sefaz de Alagoinhas, onde comandou a calculadora por 7 anos.


Parecidas 3  Dificuldades políticas em Camaçari e problemas na gestão financeira da cidade sede do maior polo de bebidas do Nordeste não estão fora das contas de rearrumação do deputado federal Paulo Azi (DEM), padrinho político de Almeida. Pacote pode incluir Reginaldo Paiva, atual gestor da pasta da administração (Secad), outro fiel escudeiro de Azi e colaborador da gestão da outrora terra das laranjas.


Parecidas 4  Distante apenas 78 quilômetros de Camaçari, a cidade entreposto comercial dos bons tempos da ferrovia mudou seu perfil econômico com fábricas de bebidas. Hoje exibe orçamento equivalente a quase 30% de Camaçari e metade da população da cidade sede do maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul.


Fora do ar  Mesmo com a massificação nos meios de comunicação, quase 10 mil das cerca de 24 mil famílias cadastradas no Bolsa Família em Camaçari ainda não retiraram os kits de conversão para TV digital, como registrou o site Camaçari Notícias. A menos de 15 dias para o desligamento do sinal analógico número mostra um descontrole dos governos federal e municipal nos cadastros dos atendidos pelo programa de renda mínima.


Fora do ar 2  Sem visitas a essas famílias, município não sabe quem precisa ou não do conjunto formado por conversor, antena e cabo, para continuar assistindo TV a partir do dia 28 de setembro. A Coluna apurou que o kit digital, com preço de mercado em torno de R$ 200,00, vem sendo comercializado de forma irregular por quem tem direito, recebeu, mas não precisa do equipamento.


Novidade Será na próxima terça-feira (19), a partir das 19h30, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Camaçari (ACEC), o lançamento do partido Novo. Autorizado a funcionar em 2015, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Novo-30 promete trafegar pela centro-direita. Legenda em Camaçari nasce gerida por um  colegiado formado por Adson Santana, Angelo Ferreira e Rodrigo Nepomuceno. No estado o Novo está sob o comando do empresário Gabriel Venturoli.  


Aleijão  A apreensão, reboque e multa do veículo oficial modelo Cobalt, placa PZW- 9528, a serviço do vereador Junior Borges (DEM), na manhã desta  sexta-feira (15), é apenas um exemplo do descontrole e descompromisso dos legisladores de Camaçari com o dinheiro do contribuinte. Mais grave que estacionar em local proibido é o uso de veículo, que deveria ser de representação do parlamentar, por pessoas alheias ao mandato e sequer habilitadas para tal função. No caso do vereador o veículo estava sendo dirigido por seu filho. O vereador Junior Borges não é o único a cometer essa grave infração  com o bolso do contribuinte. Uso indevido  de carro alugado e bancado pela Câmara de Vereadores é comum. Existe até membro do Executivo que usa veículo do Legislativo, como se ainda fosse assessor parlamentar.


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João Leite – Editor 


15/9/2017

 

Praia de Jauá. Clique na imagem para ampliar




Nota baixa

Nota baixa A ação dos grupos políticos de oposição com grande influência no movimento dos professores foi fundamental para o insucesso do desfile de 7 de Setembro na Gleba E. Depois de uma greve de 26 dias sem resultados positivos para a categoria, prejuízo avançou sobre a festa cívica que contou com apenas 2 das 8 estabelecimentos de ensino municipal que costumam desfilar na avenida das Flores.


Nota baixa 2  Com poucos alunos, festa não perdeu apenas público e alegria das centenas de famílias ávidas pela alegria de ver e registrar seus representantes  numa festa que simboliza sonho e aposta de mudança num país envergonhado pelos políticos e suas negociatas com o dinheiro público.


Nota baixa 3  A reprovação foi geral. Perdeu a prefeitura que não foi capaz de entender a importância de respeitar a lei e negociar de forma transparente com os educadores. Perderam os alunos que agora enfrentarão uma reposição que nunca atende as verdadeiras necessidades pedagógicas. Fecha essa caderneta de notas vermelhas os professores com contracheque congelado e desgaste perante a comunidade.


Aulinha  Diferente do desfile sem gás da Gleba E, por conta do desconforto dos educadores, derrotados na queda de braço com o governo, festa cívica em Parafuso foi só alegria e alto astral.


Aulinha 2  Independente das  dificuldades geradas  pela greve sem vitória dos professores, o desfile em Parafuso, na tarde de quinta-feira (7), mostrou que o histórico distrito tem cultura e sabe mostrar suas raízes.  Ao colocar  5 escolas, 4 fanfarras e grupos culturais, com destaque para o importantíssimo Boi Janeiro comandado pelo Mestre Miro, Parafuso deu um aperto nos burocratas da cultura municipal.


Aulinha 3 Num misto de alegria, êxtase e, seguramente, decepção não visualizada, o prefeito, seu vice e gestor municipal por 3 mandatos, suas  secretárias de cultura e educação, e vereadores com votos na região assistiram uma aula de resistência e compromisso de um povo com sua história e suas tradições.


Aulinha 4  O desfile na avenida Marechal Floriano serve de alerta para um governo que busca seu caminho, mas segue distante  da construção desse resgate e fortalecimento. Parafuso da cultura popular, da prainha do rio Joanes, da Fanesp e da antiga estação de trens que começa a desmoronar, como mostra a foto ao lado, precisa ser respeitada. Distrito nada mais quer que seu direito.


Bandeirinhas Mesmo com todo o aparato, o alcaide Antonio Elinaldo (DEM) não escapou das vaias,  como  antecipou o  Camaçarico (Confira). Ao ser apresentado pelo locutor oficial, no início das solenidades  do 7 de Setembro no bairro da Gleba E, Elinaldo foi saudado com vaias por populares acomodados na arquibancada armada em frente ao camarote oficial. Partidários do ‘time azul’ ainda tentaram sufocar com gritos de apoio os apupos dos manifestantes, alguns portando cartazes pedindo melhorias nas escolas municipais.


Bandeirinhas 2  Desgaste e tensão  seguiu durante todos os cerca de 120 minutos da festa. Diferente dos antecessores, o alcaide não desfilou após o fim da solenidade. Preferiu sair pelos fundos do palanque instalado próximo à rua 22, mais conhecida como Caminho Lindoia. Drible frustrou professores, servidores e militantes de partidos adversários ansiosos em ‘homenagear’ o alcaide.


Bandeirinhas 3  Outro que recebeu ‘homenagens’ foi o 3 vezes alcaide de Camaçari e hoje deputado federal Luiz Caetano. O petista, que voltou a usar camisa vermelha,  cumpriu o roteiro ouvindo vaias e festejos. Puxando um grupo de aproximadamente 50 militantes e aliados, entre eles os deputados Bira Coroa e Luiza Maia, Caetano seguiu pela avenida das Flores experimentando o gosto amargo da distância do poder.


Marquetingue A capacidade do alcaide Elinaldo de acertar o próprio pé com ações desastradas de reforço na desconstrução da sua imagem caminha para virar tese de comunicação. A última joia foi lançada durante o desfile de quinta-feira (7).


Marquetingue 2  Partidários do demista apareceram usando camisetas azuis com o slogan ‘Agora vai’. Ao anunciar o começo de uma gestão que deveria  estar festejando 8 meses de sucesso, manifestação atesta a total falta de uma estrutura profissional de marketing político.


Burocrática  Chamou a atenção o desfile pouco empolgado, realizado pela Bamuca no 7 de Setembro na Gleba E. Mesmo sem assumir, a direção da campeoníssima anda meio zangada com o governo municipal por conta dos cortes no seu orçamento. Prefeitura fala em ajustes e mais  transparência nas prestações de contas. 


Burocrática 2  Descompasso entre gestão da entidade e município ganhou reforço com a ausência da Banda Municipal de Camaçari no desfile vespertino em Parafuso. A Bamuca foi tocar na festa de São Gonçalo, segundo apurou a Coluna, atraída por cachê mais generoso que o oferecido pelo município.   


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João Leite – Editor 


8/9/2017

 

Estudantes de Parafuso e o simbólico trenzinho da cultura




Vidraça

Vidraça O alcaide Antonio Elinaldo experimenta pela 1ª vez, nos desfiles de 7 de Setembro (Gleba E e Parafuso), o gosto amargo do poder. Acostumado a atirar pedras, o demista agora vai conhecer as primeiras vaias. Inevitáveis e previsíveis, manifestações são naturais e legítimas para uma gestão que insiste em fazer do erro sua caminhada no comando da rica e desigual Camaçari.


Vidraça 2  Com dificuldade para se posicionar de forma firme e necessária diante da gestão da cidade e de seus eleitores, Elinaldo coleciona adversários até entre aliados. Não mostrou a ‘herança maldita’, não diz de forma eficiente o que está fazendo, nem como está gastando o dinheiro do contribuite. Com um presente desarrumado, gestão segue sem detalhar o que pretende fazer no futuro para mudar a realidade de um município que apostou no seu estilingue como arma para acabar com os desmandos e a incompetência dos seus antecessores.


Vidraça 3 A falta de um projeto amplo para a requalificação da Feira de Camaçari, a lentidão na melhoria do centro da cidade, pleito antigo do comércio e fundamental para uma cidade que aposta na arrumação como peça fundamental no resgate da sua autoestima, são exemplos.


Vidraça 4 O sistema de transporte coletivo é outra poderosa pedra que segue em direção à sua vidraça. Esticada desde a ‘gestão’ Ademar Delgado, cobrança através de Termo de Ajuste e Conduta (TAC) segue viva, na mesa do Ministério Público (MP), e pronta para ser arremessada a qualquer momento.  


Vidraça 5  Nesse processo de desgaste que será exibido com toda força durante os desfiles de quinta-feira (7), os professores aparecem como pedra fundamental. Independente do apoio e da carona do grupo político do ex-prefeito Caetano, responsável direto por parte desse péssimo aluno que virou a educação de Camaçari, manifestação dos educadores e de outros segmentos, como servidores em greve, é justa e legítima. Caso não corra rápido para apagar a nota vermelha na caderneta, festival de apupos se repetirá nos desfiles de 259 anos da cidade, em Monte Gordo, Vila de Abrantes, e no tradicional encerramento dos festejos cívicos do dia 28 de Setembro. Marca negativa num evento de grande e diversificado público vira arma poderosa.


Vidraça 6 Mesmo com o retorno aos postos de trabalho, os educadores sabem que foram derrotados pela sua falta de habilidade. Erraram na metodologia  de cobrança de lições atrasadas, mesmo sabendo que o aluno era novato. Dificuldade dos professores e do governo, que sequer sabe exibir sua condição de recém matriculado, só tem um reprovado. Os cerca de 50 mil alunos do município, aí incluídos os estudantes da rede estadual, merecem um ensino melhor.


Vidraça 7 A chegada da UFBA, com seus cursos de engenharia, vai expor outra face que muitos sabem, mas evitam comentar. Educadores ouvidos pela Coluna não têm dúvidas de que um altíssimo percentual de selecionados através do Enem para as 400 vagas será ocupado pelos chamados alunos de fora. Estrutura física das unidades, recursos e capacidade de mobilização política junto aos governos federais e estadual nunca faltaram. 


Vidraça 8 Camaçari carece de uma definição de política educacional de ensino público de qualidade com democratização das novas tecnologias e formação de uma geração competitiva para atuar no polo industrial e toda a sua cadeia de atividades socioeconômicas.


Vidraça 9 Agora é sentar na mesma mesa sem cabeceira. Construir esse novo momento vai muito além da quadra coberta e da sala novinha. Passa por condições de trabalho, salários justos, e uma gestão da educação sem fórmulas importadas e capaz de buscar conhecer para entender Camaçari.


Vidraça 10 A UFBA é imprescindível nesse processo. Município singular com um riquíssimo ecossistema, Camaçari carece de um estudo amplo sobre seu redesenho econômico, com a implantação da sofisticada indústria petroquímica a partir dos anos 1970. A nova fase não menos vanguardista com a instalação de uma das mais modernas montadoras de automóveis do mundo reforça esse caminho de identificação e contribuição dessas novas plataformas e seus reflexos sociais na construção desse novo cidadão camaçariense.  


Medianos  Os deputados federais João Bacelar (Podemos), Luiz Caetano (PT) e Paulo Azi (DEM) continuam longe da lista dos 100 melhores parlamentares do Congresso Nacional. Agraciado com metade dos 103 mil votos válidos dos eleitores de Camaçari, no pleito de 2014, 'trio cabeça de urna' passou longe da lista dos chamados parlamentares ‘cabeças’ do Parlamento Brasileiro.  


Medianos 2 Realizada há 24 anos pelo Departamento Intersindical de Assessoria (Diap), a partir de entrevistas com deputados e senadores, assessores da Câmara e do Senado, jornalistas, cientistas e analistas políticos, escolha lista os parlamentares classificados como ‘formulador’, ‘debatedor’ e ‘negociador’. 


Medianos 3 Independente do tamanho da bancada de cada estado, da Bahia foram escolhidos Afonso Florence (PT), Alice Portugal (PCdoB), Arthur Maia (PPS), Daniel Almeida (PCdoB), José Carlos Aleluia ( DEM), José Rocha (PR) e o senador Otto Alencar (PSD). 


Ferrugem O desfile de 7 de Setembro, em Parafuso, mais uma vez vai expor um quadro antigo de abandono da histórica e bela comunidade  banhada pelo rio Joanes. Conhecido pelas promessas nunca realizadas pelo poder municipal, distrito segue seu destino de corrosão social e da paisagem com aumento da violência e precariedade dos serviços municipais nas áreas de saúde, educação e lazer.


Ferrugem 2 Na locomotiva do descaso com a história do distrito, a antiga estação de trens é parada obrigatória. Igual no abandono e diferente nas promessas de revitalização e transformação da antiga estação da sede em espaço de arte e memória, a velha parada de Parafuso segue longe dos olhos do alcaide e da sua secretária de cultura, Márcia Tude. 


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João Leite – Editor 


6/9/2017

 





Vestibular

Vestibular Depois de 6 anos e 2 reitores, o campus da UFBA em Camaçari parece que sai do papel e começa a funcionar  no 1º semestre de 2018. Promessa antiga, desde os tempos do alcaide Luiz Caetano (PT), em 2011, unidade  de Camaçari teve vários endereços e cursos dos mais diversos. Nos 4 anos da gestão do ex-petista e hoje sem abrigo partidário, Ademar Delgado, as ações pouco avançaram e ficaram mais no campo midiático com anúncios e reuniões.


Vestibular 2 Até o uso da estrutura do Hospital Geral de Camaçari (HGC) para instalação do curso de medicina chegou a ser discutida como uma das  alternativas. Mas o projeto de formação de mão de obra para atender as necessidades das indústrias do maior complexo industrial do Hemisfério Sul logo retomou a supremacia do debate.


Vestibular 3 Com o alinhamento, propostas de cursos nas áreas de saúde e até humanas, necessários para entender passado, o presente, como se mexe e para aonde vai essa cidade que cresce de forma  disparada, com reflexos na economia, na ocupação desordenada do solo e suas nefastas consequências sociais, perderam esse vestibular. Outra proposta de aproveitar o pique da cidade com o programa Cidade do Saber e implantar cursos na área de artes também ficou no passado.


Vestibular 4 Com o martelo batido, ainda no governo Dilma Rousseff, o Ministério da Educação e a UFBA confirmaram o foco exclusivo na área de ciência e tecnologia. Daí até esse fim de agosto de 2017 as discussões giraram em torno do local de instalação do campus. Propostas iniciais mostraram a Cidade do Saber como alternativa provisória diante da sua estrutura pronta. Logo veio a área  próxima ao Instituto Federal da Bahia (IFBA), nas proximidades do HGC. Debate avançou para o outro lado da cidade, numa área vizinha ao Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Ceped), na BA-512.


Vestibular 5 Graças a confusão da gestão Ademar, dividida pela  disputa  de poder com o ex-alcaide e criador de  sua candidatura e condutor  do processo que resultou na sua eleição em 2012, muito pouco andou. Não foram feitos os investimentos pelo município como contrapartida, muito menos obtidas garantias para viabilizarem o projeto na área vizinha ao Ceped. Essa reprovação no vestibular da competência e  do compromisso com a cidade foi comentada no Camaçarico de abril de 2015 (Confira).


Vestibular 6 Alojado provisoriamente, não se sabe até quando, num andar do prédio do Teatro Cidade do Saber, ‘campus’ da UFBA é aluno que vai precisar estudar muito para passar no vestibular e seguir trajetória de combate aos maus gestores. Prefeitura precisa fazer  sua parte de forma rápida. Município com cerca de 300 mil habitantes e um dos maiores orçamentos do país não pode continuar se apresentando como um aluno que não estuda, pesca a prova alheia e ganha fama de relapso.

 

Brasões do município de Camaçari e da UFBA. Clique na imagem para ampliar






Vestibulando O deputado federal Paulo Azi (DEM) deu mais uma desnecessária e equivocada demonstração de poder durante a audiência com o ministro da educação, Mendonça Filho. Num gesto que remete aos chefes políticos dos tempos da velha Alagoinhas, só para ficar num exemplo, Azi sentou à direita do anfitrião, deixando o alcaide Antonio Elinaldo num lugar secundário. Longe da regra, lugar deveria ser ocupado pelo prefeito de Camaçari, Antonio Elinaldo, tal a importância do município.


Vestibulando 2 Encontro na tarde de terça-feira (29), em Brasília, para reforçar as tramitações financeiras necessárias ao início das aulas no campus da UFBA em Camaçari,  a partir do 1º semestre de 2018, teve as presenças do reitor da UFBA, João Carlos Salles, que ocupou a cadeira posicionada à esquerda do ministro. A secretária de educação do município, Neurilene Martins também participou da audiência.


Vestibulando 3 A definição dos lugares durante a audiência com o também demista Mendoncinha, como é conhecido o deputado federal licenciado por Pernambuco, seguramente não influenciou nos rumos da conversa. Atitude pouco preocupada do deputado Azi, eternizada pela imagem distribuída pela própria assessoria do prefeito de Camaçari, apenas colocou mais uma história no já carregado antiálbum do alcaide, constantemente acusado pelos adversários como pouco qualificado para o cargo e dependente da sapiência dos seus aliados.

 

Reunião com o ministro da educação. Clique na imagem para ampliar






Apito Diferente da versão apresentada pela prefeitura, o  município de Camaçari já está autorizado a promover melhorias na antiga estação de trens de Camaçari. Informação divulgada pela assessoria da prefeitura cita a assinatura de termo de cessão do imóvel entre o município e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), na tarde de quarta-feira (30), como sendo a autorização que faltava.


Apito 2 Como mostrou a Coluna em maio de 2016, o  ‘marco zero’ da cidade, está sob a responsabilidade do município desde o 1º semestre de 2015 (Confira). A prefeitura tem até projeto de requalificação com a transformação em espaço em centro de cultura e memória. Com o novo termo de cessão também acabam as desculpas para apresentar o projeto ( estimado em R$ 300 mil) para debate público e início das obras. 


Militância O deputado federal Daniel Almeida e o dirigente nacional do PCdoB e ex-diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, participam sábado (2/9), a partir das 9h, na Câmara de Vereadores de Camaçari, do ato de lançamento das teses do encontro nacional da legenda. O 14º congresso que terá como tema a ‘defesa da nação, da democracia, do desenvolvimento e dos direitos sociais’ acontece de 17 a 19 de novembro em Brasília.


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João Leite – Editor 


31/8/2017

 

Antiga estação de trens de Camaçari. Clique na imagem para ampliar




Sem palco

Sem palco Continua incerta a 6ª edição do Festival de Cultura e Arte de Camaçari. Com o cofrinho do Conselho de Cultura de Camaçari (CCC) quase vazio, a secretaria de cultura (Secult) corre atrás  de outro padrinho. Responsável por boa parte do financiamento das atividades culturais no município, o CCC é o gestor do Fundo de Cultura de Camaçari (FCC), que desde 2012 já recebeu dos cofres públicos cerca de R$ 6 milhões.


Sem palco 2 Sempre realizado  entre os meses de setembro e outubro, festival chega ao final de agosto sem grade de shows e atividades paralelas definidas. Conhecido pela generosa movimentação de dinheiro público, festival tem histórico nada abonador, como mostrou a Coluna em abril de 2016 (Confira).


Sem saber E a Cidade do Saber segue seu destino de descontrole e pouca eficiência. Com o fim do ‘Contrato de Gestão’ e o consequente repasse de generosos recursos do município para o programa, o belo conjunto de prédios da Rua do Telégrafo só ampliou seus problemas.


Sem saber 2 Filha da falta de projeto e baixo conhecimento da realidade local, nova gestão do programa segue tropeçando desde a posse do novo governo. Marca desse novo momento de quase nenhuma clareza se consolida logo nos primeiros dias de janeiro, com a intervenção trapalhona que nada resolveu.


Sem saber 3 Longe dos R$ 40 milhões repassados  pelo município nos últimos 4 anos, cerca de R$ 70 milhões, desde 2007, para a ONG Instituto Professor Raimundo Pinheiro, ex-gestora do programa, novo governo aposta no improviso. Tropeço seguiu com a proposta, nunca assumida pelo governo, de transferência da gestão do programa para uma ONG amiga, como informou a Coluna (Confira). Nova investida, já com aproveitamento de outra ONG, ligada a titular da pasta de educação, também chegou a ser sinalizada como mostrou o Camaçarico (Confira).


Sem saber 4 Sem projetos e com os cofres municipais apertados, a disputa só se acirrou. O que seria uma gestão tripartite, entre as secretaria de cultura (secult), educação (Sedeuc) e esportes (Sedel), acabou virando uma disputa de poder e egos entre as secretárias  Márcia Tude (Secult) e Neurilene Martins (Seduc), garantem fontes ouvidas pela Coluna. Boicotes e manobras terminaram trazendo reflexos diretos nos já precários serviços prestados à comunidade.


Sem saber 5  Anúncio da retomada das atividades no final de maio não detalhava os cursos que seriam ministrados. Como mostrou a Coluna, não existiam  planos de aula, muito menos quem seriam os professores e educadores que iriam aplicar esses conhecimentos (Confira).


Sem saber 6  O mais recente exemplo desse processo confuso e ineficiente é o arranjo que empurra gestores do programa para dupla função, coordenando e ministrando aulas. Descontrole  ameaça até a saúde dos alunos, com enfermaria sem profissional e condições mínimas de atendimento, como medidor de pressão arterial e kits para teste de glicemia. Precariedade avança com a manutenção das piscinas, rede de iluminação do teatro e sistema de ar condicionado do complexo.


Sem saber 7 A caminho dos 9 meses, governo sequer fala em auditoria, promessa do então prefeito eleito, Antonio Elinaldo (DEM), uma semana após o pleito de outubro (Confira). Mas o histórico mostra caminho inverso. Grupo do alcaide já sinalizava essa pouca vontade de apurar  os desmandos no programa desde o ano passado com o teatrinho da ‘CPI da Cidade do Saber’, na Câmara de Vereadores.


Sem saber 8 Mesmo com irregularidades denunciadas pelo Camaçarico, comprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e em apuração pelos Ministérios Público Estadual e Federal, novo governo segue deletando páginas que precisariam ser exibidas como mandam os princípios de legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência com a coisa pública.


Ciumeira O ex-prefeito e deputado federal Luiz Caetano (PT) segue a regra e também apresenta  seu candidato ‘forasteiro’. No caso a deputada estadual Mirela Macedo (PSD). O casamento começa a se desenhar na noite desta quinta-feira (24), durante jantar num restaurante do município. Encontro que terá como pretexto um debate sobre a ‘política nacional’ é o 1º movimento  do petista na busca pela sua reeleição em 2018.


Ciumeira 2 Ato político põe na geladeira as pretensões dos vereadores petistas  Jackson Josué  e Téo Ribeiro, e do empresário Raimundinho da JR (PRB). Suplente de deputada e eleita em 2016 vice-prefeita de Lauro de Freitas, Mirela renunciou à companhia da prefeita Moema Gramacho (PT) até 2020, para assumir em janeiro a vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).


Carreira solo Quem andou ensaiando embarcar no PSD do senador Otto Alencar foi o vereador Junior Borges (DEM). A Coluna apurou que o demista chegou a se encontrar com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações  do governo Temer, Gilberto  Kassab, outro cacique da legenda. Com o aborto do projeto de mudança partidária, o filho do senador Otto Alencar e candidato a deputado federal, Otto Filho perde a possível dobradinha com Borges, ainda candidato a uma das 63 cadeiras da ALBA.


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João Leite – Editor 


24/8/2017

 





Passageiros

Passageiros O ato de vandalismo contra a antiga estação de trens de Camaçari, praticado na madrugada de domingo (20), é apenas mais um capítulo do descompromisso da elite política de Camaçari com sua história. Abandonada oficialmente no 1º ano da gestão do ex-petista Ademar Delgado, marco zero da cidade vem recebendo todo tipo de agressão muito antes, desde os antecessores Luiz Caetano (PT), Helder Almeida (DEM) e José Tude (PMDB).


Passageiros 2  De nada valeu o compromisso de recuperação e manutenção de importante patrimônio. Assinado entre a gestão Ademar Delgado e a Ferrovia Centro Atlântica (FCA), no 1º semestre de 2015, ‘Termo de Compromisso’ nunca foi cumprido, como denunciou a Coluna (Confira).  


Passageiros 3 Com o fechamento do Bar do Regis, espécie de guardião do espaço, em meados de 2013, a simbólica estação da cidade viu seu processo de decadência acelerar. Espaço foi invadido, depredado e logo se transformou em ponto de usuários de drogas e abrigo de pessoas em situação de rua. De parada de trens com destino a capital, Alagoinhas e Aracaju, até os anos 1980, estação virou cenário de assassinato. Chegou a ser utilizada como suporte para uma intervenção artística que só ampliou a sua descaracterização, como mostrou a Coluna (Confira).


Passageiros 4 Orçado em R$ 340 mil, segundo apurou o Camaçarico em maio deste ano (Confira),projeto de requalificação continua desconhecido, nunca foi debatido  e não tem data para início de sua execução. O atual governo, através da sua secretaria de cultura (Secult), promete recuperar o espaço que completa 75 anos em abril do próximo ano. Informa que já dispõe de R$ 1 milhão para começar as intervenções no conjunto formado pela antiga estação, cinema e prédio que abrigou as sedes dos poderes Executivos e Legislativo.


Passageiros 5  Mesmo sem gastar uma demão de tinta com a limpeza e manutenção de importante monumento nesses 8 meses de governo, gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM) agora se incomoda com a agressão ao patrimônio. Reclama e promete processar criminalmente os responsáveis pela ‘Frente Brasil Popular’, autora da colagem de cartazes apócrifos, coincidentemente contra seus aliados, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente Michel Temer.


Passageiros 6 Mais devagar que os velhos trens Pirulito e Marta Rocha, ações do atual governo na área de recuperação de importantes monumentos não passaram de uma midiática coleta de lixo acumulado no interior do velho cinema e o seu fechamento com tapumes, em fevereiro deste ano. Sob o guarda-chuva do tombamento, que não impede as reformas, governo não bota o trem para andar.


Passageiros 7 Não foi por falta de aviso da Coluna. Caso tivesse iniciado os trabalhos de preservação de forma efetiva, mandando limpar, protegendo e informando à população sobre a importância daquele marco histórico instalado no coração da cidade, seguramente seus adversários e responsáveis pela sujismunda manifestação não teriam ousado atacar tão importante peça da memória de Camaçari.


Generosa A escola de Barra do Jacuípe anda com estoque de TV de fazer inveja a qualquer loja de eletroeletrônico da cidade. Essa é a única explicação para a unidade ceder 2 aparelhos com acesso a internet (smart) para a Cidade do Saber. A Coluna se recusa a interpretar a gentileza como um velho arranjo de despir um santo para vestir outro. Prefere acreditar que a ‘cessão’, festejada nas redes sociais, não irá interferir no trabalho didático da unidade instalada na orla do município.


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João Leite – Editor 


21/8/2017

 





Contaminada

Contaminada O ‘fecha e abre’ da Feira de Camaçari precisa ser visto pelo alcaide Antonio Elinaldo (DEM) como um caminho de aprendizado definitivo. Não dá mais para continuar errando com medidas paliativas, adotadas apenas para garantir as exigências mínimas que afaste a interdição pela Justiça do maior centro de compras de Camaçari e região.


Contaminada 2 O fechamento da Feira de Camaçari, a partir desta sexta-feira (18), e a posterior decisão anulando determinação do juiz César Borges, não pode ser vista como uma medida desumana ou desprovida de base legal. Decisão do titular da 1ª Vara da Fazenda Pública, suspensa por corte superior, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), aponta o risco de funcionamento precário de importante equipamento, fruto da política miúda e oportunista dos últimos governos.


Contaminada 3 História de descuido não começa com o alcaide Antonio Elinaldo (DEM). Vem dos governos Luiz Caetano (PT) e do seu sucessor e criatura, o ex-petista e agora sem pouso partidário, Ademar Delgado. De olho no potencial de votos da categoria, não realizaram a modernização necessária do equipamento com a realização de serviços e a consequente cobrança da contrapartida, como faz a municipalidade com os demais contribuintes do município.


Contaminada 4 Ao apostar em soluções paliativas o atual gestor municipal abre espaço para manifestações legítimas dentro do jogo democrático, mas descabidas por partir de ex-alcaide que não  fez o dever de casa. Esses erros continuaram com o seu sucessor e escolha pessoal, que apesar dos reclames do MPE, desde 2013, foi decisivo para o projeto de desmonte do equipamento. 


Contaminada 5 Com custos mensais estimados em R$ 400 mil gerados por despesas de água, luz, segurança, limpeza e manutenção, feira terminou se transformando num espaço condenado pela falta de manutenção. Nessa receita de aparente inviabilidade não faltaram propostas de mudança do centro de compras para outro local, cedendo assim o precioso espaço para algum equipamento ‘mais vistoso’ e economicamente promissor.


Contaminada 6  Não se pode deixar de reconhecer que a feira melhorou com as obras de adequação exigidas no começo deste ano pelo Ministério Público Estadual (MPE). A feira de Camaçari está mais segura em todos os aspectos, é inegável. Mas continua feia e causando a mesma impressão do passado.


Contaminada 7 O Camaçarico cobra desde o começo da gestão Elinaldo um projeto amplo de reforma da feira (Confira). Eleito no começo de outubro, o alcaide teve 3 meses antes da posse para construir esse projeto, mas nada fez. Possíveis parceiros não faltaram. A Coluna cita apenas o aliado e correligionário ACM Neto, alcaide da capital, como canal capaz de viabilizar esse projeto.


Contaminada 8  Com quase 8 meses, gestão do demista segue sem apresentar um projeto amplo e detalhando, com definição de etapas e custos. Se esse trabalho existe, nunca foi mostrado. No poder público o que não é mostrado para os patrões, no caso o contribuinte, não passa de fruta prometida, mas ainda no pé.


Contaminada 9  A população quer um gestor firme no controle do seu dinheiro. Quer um alcaide que mande fazer e cobre de seus auxiliares. O risco de fechamento da Feira de Camaçari não mexe apenas no bolso dos cerca de 1.500 empregos diretos, entre permissionários e funcionários. Abala toda uma estrutura econômica que movimenta qualquer coisa perto de R$ 10 milhões por mês com o entra e sai de mercadorias. Seu funcionamento saudável também traz reflexo direto no comércio localizado no entorno da grande feira.


Contaminada 10 Elinaldo precisa entender que ele agora é o gestor de todos os camaçarienses. Ao manter os vícios dos antecessores que tinham alergia a planejar e executar o planejado, Elinaldo se afasta do necessário e fundamental roteiro de gestor público eficiente com o dinheiro público.


Parabéns O Hospital Geral de Camaçari completa 29 anos nesta sexta-feira (18). Desde sua construção, em 1987, no governo João Durval, que o HGC espera um presente que lhe assegure uma estrutura decente e humanizada para as centenas de pacientes que atende todos os dias. Mesmo com instalações abaixo dos padrões e superlotado, o HGC continua salvado vidas. Os parabéns são para os seus médicos, enfermeiras, maqueiros e todos os profissionais envolvidos na missão de salvar vidas do velho nosocômio.


Sintomático  O alcaide de Camaçari precisa ter mais cuidado com as normas cívicas. Desconcentração de Elinaldo, durante a execução dos hinos Nacional e de Camaçari, foi comentário geral durante a abertura da Conferência  Municipal de Assistências Social, na manhã de quarta-feira (16), no Teatro Cidade do Saber.


Sintomático 2 Visto com desconfiança pelos técnicos da secretaria de desenvolvimento social (Sedes), graças a sua falta de apoio a programas como a Casa da Criança e do Adolescente, alcaide só reforçou essa imagem de descuido com a assistência social. Além do discurso sem novidades e a falta de anúncio de melhorias para o setor, passou boa parte do tempo preocupado com o celular e o relógio.


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João Leite – Editor 


18/8/2017

 





Figurino

Figurino  A precoce aposentadoria política do deputado federal Luiz Caetano (PT), pode chegar aos 64 anos com o fim do seu atual mandato parlamentar, em 2018. Conhecido pela sua capacidade de articulação e movimentação, sempre muito além do cenário político da gestão e do parlamento, o 3 vezes alcaide de Camaçari (1986/1988 e 2005/2012) começa a viver uma realidade nada confortável com a decisão Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 


Figurino 2 Condenado pela 1ª vez em 2º grau, colegiado formado por 3 juízes do TJ-BA,  Caetano passa a ter todos os pré-requisitos para ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Pela decisão de 11 de outubro do ano passado, o ex-gestor fica impedido de disputar qualquer cargo eletivo ou exercer função pública pelos próximos 5 anos.


Figurino 3 Ao contrário das outras ações, ainda em tramitação em 1ª Instância, essa condenação de órgão colegiado, por dano aos cofres públicos, com aplicação de multa de pouco mais de R$ 304 mil e ressarcimento de valor igual ao estado,  é ameaça real ao futuro político do deputado que sonha voltar a comandar Camaçari, ou até realizar voos mais altos.


Figurino 4  Caetano foi julgado e condenado pela 1ª Vara da Justiça de Camaçari, em maio de 2014. Ação Civil Pública de 2007, movida pelo Ministério Público Estadual, considerou ilegal a contratação da fundação Humanidade Amiga para a implantação do projeto ‘Mochila Amiga’. Processo teve seu último desfecho no final de julho desse ano, quando o TJ-BA rejeitou  todos os Embargos de Declaração, instrumento jurídico que busca tirar dúvidas sobre decisões da Justiça, ganhando assim mais tempo.


Figurino 5 Com o jogo desfavorável, Caetano corre contra o calendário. Sem mais como recorrer ao Tribunal de Justiça da Bahia, o ex-prefeito apresentou recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), no último mês de julho. Segundo advogados ouvidos pela Coluna, a decisão do TJ-BA não permite mais a discussão das provas de prática de improbidade, consideradas irrefutáveis pela Justiça. Cabe agora ao ex-alcaide tentar anular a decisão do TJ-BA, ou ganhar tempo em instâncias superiores para que não fique impedido de registrar sua candidatura a reeleição até agosto de 2018.


Figurino 6 Com uma nada confortável lista de condenações e ações por improbidade em andamento, Caetano juntou mais uma reprovação na semana passada, na Justiça Federal. Foi condenado a perda dos direitos políticos por 5 anos e pagamento de multa que pode chegar a R$ 2 milhões, pela da 14ª Vara da Justiça Federal. Ação Civil Pública, aberta em 2013 pelo Ministério Público Federal (MPF), acusa o ex-gestor de contratação de fundação para realizar projeto ferroviário considerado lesivo ao erário público (Confira).


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João Leite – Editor 


13/8/2017

 





Atolada

Atolada A reurbanização da Bacia do Rio Camaçari, parada desde o começo de 2016, na gestão do alcaide Ademar Delgado (2013/2016), não deve recomeçar antes de 2018. Suspensas por determinação da Caixa, obras que estão com as contas sem fechar, deve sofrer modificações no projeto original para que não se transforme num elefante branco. 


Atolada 2 O prejuízo, ainda não medido totalmente, pode comprometer  a construção de novas vias paralelas ao rio e outros equipamentos. Os cerca de R$ 38 milhões que ainda faltam não contemplam  todo esse volume, garante fonte ouvida pela Coluna.


Atolada 3 Segundo levantamento que a Coluna teve acesso, dos cerca de R$ 100 milhões repassados para a obra, R$ 42 milhões não estão com os serviços identificados como determina o contrato com o governo federal. Já sob investigação da Polícia Federal, como mostrou o Camaçarico de 16 de novembro do ano passado (Confira), obra tem entre seus serviços questionados os famosos trabalhos de dragagem e terraplanagem.


Atolada 4 Estudos e medições da Caixa e do Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União identificam diferenças entre os valores pagos e os serviços realizados de recolhimento de terras e em outros serviços como contenções. Para assegurar ainda mais transparência, os estudos estão sendo acompanhados pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), contratada pela prefeitura.   


Atolada 5 Como a responsabilidade pela diferença é da prefeitura, fiscal da obra, mesmo com punições futuras para o gestor municipal do período da irregularidade, município termina pagando a conta. Para receber esse sinal verde de retomada das obras, prefeitura terá de refazer o cronograma do projeto, readequando à nova realidade financeira gerada pelos atrasos e erros do projeto original. Burocracia exige ainda a realização de nova licitação para conclusão das obras.


Atolada 6 Tocado de forma considerada fora dos padrões, reurbanização da Bacia do Rio Camaçari  sequer tinha ‘projeto executivo’, etapa que define o que deve ser feito e como serão realizadas as etapas da obra. Lançada em janeiro de 2012, pela presidente Dilma Rousseff, obra estava sendo realizada apenas com o ‘projeto básico’, espécie de guia que se ajustava de acordo com as necessidades de correções, gerando assim mais custos e menos eficiência.


Atolada 7 Outro equívoco permitido, que poderia ter virado uma tragédia com alagamentos, foi a autorização para o início da obra pela região central da sede do município. Graças ao respaldo político do então gestor Luiz Caetano (PT), com o governo federal, cronograma desrespeitou o principio básico que exige início dos trabalhos pela ‘jusante’ (parte mais baixa do rio) que engloba a região dos PHOCs, Final da Gleba E, Lama Preta. Técnicos dizem que ao iniciar a obra pelo meio do rio, o risco de alagamentos nos trechos rio abaixo aumentam com o alargamento do canal que ganha mais força com o aumento do volume d’água.


Atolada 8 Prefeitura também busca assegurar a 2ª etapa das obras, estimada em R$ 60 milhões, para requalificação e reurbanização da área dos afluentes do Camaçari, como o riacho da Manoela. Projeto prevê dragagem,  canalizações, transferências de populações em áreas de risco, construção de pontes, vias, contenções e equipamentos de lazer.


Varejo  A demissão de Antonio Bitencourt, o Antonio da Feira, como é conhecido o ex-gestor do Centro Comercial de Camaçari, do cargo de assessor da secretaria de  serviços públicos (Sesp), não passou de uma ‘retaliação’ pela linha editorial do site Camaçari Alerta, de propriedade da sua esposa, a jornalista Carluze Barper. Em conversa com o editor da Coluna, na manhã desta quarta-feira (9), Antonio da Feira também acusa o alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM), de pressionar o vereador Bispo Jair (PRB), ‘em várias ocasiões’, para que cessassem as constantes reportagens contrarias ao seu governo, publicadas no mesmo veículo.


Varejo 2 Antonio da Feira, que diz não possuir qualquer interferência na linha editorial do site, criado em julho deste ano e editado pela sua esposa, também nega a acusação de ganhar sem receber durante os 4 meses que permaneceu no cargo. Identifica na acusação de ‘fantasma’, feita na imprensa e nas redes sociais, por uma assessora do alcaide, como um plano com o aval do próprio Elinaldo para justificar a sua exoneração.


Varejo 3 O ex-gestor da feira durante parte dos 2 últimos governos do petista Luiz Caetano (2005/2012) era quadro novo no esquema do atual governo. O presidente municipal do PRB foi nomeado em abril por indicação do vereador Bispo Jair, vice-presidente municipal, principal liderança da legenda no município e membro destacado da Igreja Universal.


Plugadinha O processo de cadastramento de moradores de Camaçari inscritos no Bolsa Família, para recebimento gratuito do kit de TV digital, no próximo sábado (12), na praça Abrantes, e dia 26 na praça Montenegro, parece tudo, menos um programa totalmente financiado pelo governo federal. Promovido por uma emissora de rádio, com o apoio da prefeitura, que já realiza esse cadastramento, evento sob o pretexto de  informar a população sobre o fim do sinal analógico das TVs, tem antena no marketing da audiência. Festa prevista para começar às 9h, terá shows e a chamada ação de mobilização social, com serviços gratuitos de aferição de pressão arterial, medição do nível de glicose, corte de cabelo, massagens e atividades recreativas para crianças. 


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João Leite – Editor 


10/8/2017

 



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