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Enxaqueca O deputado federal Luiz Caetano (PT), candidato a reeleição, enfrenta nos próximos dias uma série de questionamentos sobre a legalidade da sua condição de postulante a mais um mandato eletivo. O 1º de uma série de pedidos de impugnação do registro de sua candidatura foi apresentada na terça-feira (14). 


Enxaqueca 2 Endereçado ao  juiz relator do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), pedido informa sobre a condição de inelegível do 3 vezes alcaide de Camaçari, por condenação em 2º grau, por improbidade administrativa no caso da aquisição de material escolar do programa 'mochila amiga', durante seu 2º governo (2005/2008). 'Notícia de inegibilidade'  lembra que a condenação por colegiado com mais de 1 juiz enquandra automaticamente o petista na Lei da Ficha Limpa.


Enxaqueca 3  A Coluna apurou que a lista de pedidos de impugnação da candidatura do petista vai crescer e é dor de cabeça certa, mesmo com o aparente otimismo de Caetano. Diferente do pedido anterior, feito por um eleitor, o DEM, partido do alcaide Antonio Elinaldo, apresenta ação de impugnação de registro de candidatura. Instrumento também deve ser usado por candidatos e outros partidos da base governistas. De acordo com a legislação, até o Ministério Público Eleitoral pode pedir a impugnação de um candidato. Prazo para pedidos de impugnação termina segunda-feira (20). Já o candidato que tem sua postulação questionada tem 7 dias úteis para responder à Justiça Eleitoral. 


Canseira As decisões da Primeira Vara Criminal de Camaçari e do Tribunal de Justiça da Bahia rejeitando a denúncia do Ministério Público contra vereadores do município, e negando recurso do MP que considerou sem provas a ação contra a ex-secretária Juliana Paes, são apenas o meio de um caminho que promete ser longo.


Canseira 2 Mesmo com essas duas derrotas impostas ao promotor Everardo Yunes, o estresse dos acusados está longe de acabar. Além da possibilidade de recursos por parte do MP, outras ações por improbidade seguem na Vara da Fazenda Pública de Camaçari. A ex-secretária de desenvolvimento urbano do município, 19 vereadores e o vice-presidente do Legislativo, Zé do Pão (PTB), aparecem em outros processos que ainda não tiveram sentença. A expectativa é de que desfecho só deve acontecer a partir de março de 2019.


Habilitação  Quem vem treinando baliza, meia embreagem e manobras comportadas, de olho na carteira de candidato do governador a prefeito de Camaçari nas eleições de 2020, é o presidente municipal do Podemos, Maurício Bacelar. Daí até a certeza de que será o piloto do projeto de recolocar o comando da 3ª cidade do estado na estrada do PT, o ex-diretor do Detran vai precisar de muita perícia para evitar acidentes, principalmente entre os pilotos aliados. 


Habilitação 2  A 1ª prova será em outubro, quando disputa uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa. Correndo atrás do voto em dobradinha com o irmão e deputado federal candidato a reeleição, João Carlos Bacelar, Maurício dirige com cuidado redobrado na sua principal base eleitoral. 


Habilitação 3 Além de comandar a máquina estadual de trânsito no município e a escola responsável pela preparação de motoristas,  Maurício segue acelerando na missão de deixar o esquema do ex-aliado e hoje adversário, o prefeito Antonio Elinaldo (DEM), na contramão da opinião pública. É de sua autoria uma ação popular, que corre na Vara Fazenda Publica de Camaçari,  pedindo a anulação das multas de trânsito aplicadas desde  janeiro de 2017 pela Superintendência de Trânsito e Transportes (STT) do município.


Ufa! Como havia antecipado o Camaçari Agora (Confira), as aulas no campus da UFBA de Camaçari começam em setembro. O processo de seleção dos 100 alunos para o curso inicial de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação acontece entre os dias 27 e 30. O edital para a seleção dos 100 classificados pode ser acessado pelo link www.ingresso.ufba.br. A classificação será via nota do Enem. Aula inaugural está prevista para o dia 17 de setembro às 9h.


Ufa! 2  A previsão inicial para o início das aulas era  2ª quinzena de maio, mas atrasos na reforma nos andares superiores do Teatro Cidade do Saber (TCS), onde vai funcionar o campus provisório, e a demora da UFBA em selecionar professores e servidores para a nova unidade, adiou por duas vezes o início das aulas.


Ufa! 3  UFBA-Camaçari vai funcionar no prédio do TCS até a construção do campus definitivo na BA-512. Complexo próximo ao Ceped completa o ciclo  com a 2ª etapa profissionalizante nas engenharias de materiais, elétrica, de petróleo e gás, e automotiva.


Lixinho Camaçari aparece em 4º lugar entre os  municípios baianos com mais de 250 mil habitantes no Índice de Sustentabilidade  de Limpeza Urbana (ISLU) de 2017. Na 77ª posição, atrás de Salvador, em 34º com pontuação nacional de 0,681; Vitória da Conquista (72º e índice  0,642); e Feira de Santana (75º lugar com pontuação 0,639), município pode até festejar em relação aos conterrâneos. Foi o único município a apresentar crescimento na avaliação. Saltou do 0,630 em 2016 para a pontuação 0,638 no ano passado. Pontuação classificada como 'média' ainda está longe de Maringá (Paraná), a campeã brasileira com 397 mil habitantes e pontuação 0,744, posicionada na faixa 'alta'. 


Lixinho 2 Mesmo sendo a 2ª melhor posicionada no Nordeste, entre as cidades com até 300 mil habitantes, Camaçari segue longe da pontuação exigida para um município com o volume de arrecadação de impostos. Na comparação com cidades com populações entre 250 mil a 300 mil, Camaçari perde para Marabá (Pará) e Mossoró (Rio Grande do Norte). Também fica atrás de outras 7 cidades do Sul e Sudeste  situadas na mesma faixa  populacional.  


Lixinho 3  Índice criado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Pública (Selurb) vai de 0 a 1 e avalia  com base em critérios como: população atendida,  despesa com o serviço de limpeza pública, despesa total do município, material coletado e quantidade de resíduos encaminhados para destinação final. Estudo avaliou 3.374 municípios que participam do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Deste total, 1.731 municípios atingiram o índice médio que vai de 0,600 a 0,699.


No ar O comunicador Edilson Alves completou no último domingo (12) 20 anos de profissão. Batizado radialista na Difusora AM de Itabuna, Edilson está em Camaçari desde 2001, onde ampliou seus horizontes e hoje comanda programas de TV via web e na Sauípe FM (102,9).


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 
15/8/2018  Atualização às 13h10

 





História

História A antiga estação de trens deve ser o 1º imóvel requalificado e entregue à população dentro do programa de recuperação e transformação de prédios localizados no coração de Camaçari em equipamentos culturais e de resgate da memória da cidade. Parada ferroviária forma com o antigo cinema e o prédio onde sediou Prefeitura, Câmara de Vereadores e Fórum, o chamado centro antigo de Camaçari.

 

A antiga estação de trens de Camaçari vai virar espaço cultural. Clique na imagem para ampliar






História  2 Segundo apurou a Coluna, cerca de R$ 2,5 milhões, oriundos do convênio com o ministério do turismo,  já estão assegurados para as obras que a prefeitura  espera iniciar ainda neste ano com o lançamento do processo licitatório para a reforma da estação.


História 3 O casarão, antiga sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, deve ser o 2º prédio a sofrer reformas com a sua transformação em  arquivo público. A ideia é resgatar a fachada original do imóvel, que também foi moradia do desembargador Montenegro, removendo o revestimento de pastilha verde e trazendo de volta o casarão com 4 janelões e uma porta central, como mostra a foto ao lado.

 

Fachadas do casarão onde funcionou os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Clique na imagem para ampliar






História  4 O antigo cinema, construção do final dos anos 1950, outra marca do que restou da arquitetura da Camaçari antes do polo petroquímico, instalado no município nos anos 1970, e que reedesenhou toda a paisagem urbana, será o 3º imóvel requalificado e transformado em espaço multiuso para shows e outras atividades.


História  5 Projeto coordenado e tocado pelo gabinete do prefeito Elinado vai além dos 3 imóveis. Conjunto formado pela estação, cinema e antiga sede dos poderes no município se integra à praça Montenegro e região de entorno, com melhorias do sistema viário e uso de piso multiuso e outros equipamentos urbanos. Expectativa é de que obras de reqaulificação do centro antigo fiquem prontas até final de 2019.


Números  A concessionária Bahia Norte faturou cerca de R$ 40 milhões entre abril e julho deste ano com o vai e vem de veículos nos cerca de 121 quilômetros de rodovias pedagiadas que interligam os municípios de Camaçari, Salvador, Simões Filho, Candeias, Mata de São João, Lauro de Freitas e Dias D’Avila.


Números 2 O número sai de uma continha simples, com base no volume de ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza), que segundo comunicado da própria concessionária soma R$ 83 milhões no acumulado de agosto de 2010  a julho deste ano. Em abril a concessionária informou um total de R$ 81 milhões de ISS, imposto que recolhe 5% do valor do serviço, no caso a passagem do pedágio. Volume de faturamento nos guichês somou no período cerca de R$ 1 bilhão e 600 milhões.


Números 3  Com a atualização, o faturamento nas 6 praças de pedágio da concessionária, incluindo aí o novo ponto de cobrança na Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas, sobe para cerca de R$ 1 bilhão e 640 milhões. Média anual nesses 8 anos é de pouco mais de R$ 200 milhões. 


Números 4  No Camaçarico de 18 de abril, notas ‘Pistão 1,2,3’, a contona foi informada com exclusividade, inclusive com o detalhamento do repasse que o município de Camaçari, dono da maior fatia do ISS, teve direito (Confira).


Não pegou O ex-alcaide Ademar Delgado (sem partido) informa à Coluna que não compareceu à solenidade de entrega do título de melhor gestor da Bahia em 2016. Diz que foi escolhido pela  União Brasileira de Divulgação (UBD), mas recusou a premiação.


Pegou Honraria promovida pela UBD, em troca de apoio para produção do evento, fez a festa de prefeitos e presidente de câmaras de vereadores de todo pais até ganhar uma ‘mata-burro’. Depois que o programa Fantástico mostrou a premiação de um jumento como melhor prefeito, esse tipo de salamaleque parece que está com os dias contados. Não por bondade dos vaidosos gestores viciados no gasto criminoso do dinheiro do contribuinte. Com as redes sociais vai ficar difícil bancar essas orgias sem repercussão e o consequente desgaste negativo.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 

10/8/2018

 

Cinema foi construído no final dos anos 1950




Limite

Limite  Já passou da hora do prefeito Antonio Elinaldo (DEM) tomar medidas enérgicas, se quiser salvar sua imagem e fugir do título de gestor que completou o ciclo de desmonte dos programas  sociais no município de Camaçari. Abandonada pelos governos Luiz Caetano (PT) e Ademar Delgado (sem partido), a Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari, importante projeto de resgate e construção de cidadania, completa 18 meses da atual gestão avançando de forma acelerada no seu processo de desconstrução.


Limite 2 Responsável pela gestão do equipamento que hoje atende cerca de 300 jovens carentes com idade entre 7 e 17 anos, a secretaria de desenvolvimento social e cidadania (Sedes) é o retrato desse descuido. A definição de estratégias para aplicação das políticas públicas de assistência social, o comando e o bom senso continuam passando longe numa secretaria que em menos de 20 meses chega à sua 3ª titular sem apresentar avanços.


Limite 3 A mais nova trapalhada foi a decisão de fechar a Casa da Criança por cerca de 60 dias para reformas. O comunicado do recesso, a partir de segunda-feira (6), pegou educadores e servidores de surpresa. Fechamento até final de setembro sequer foi comunicado durante encontro com todos os colaboradores, 3 dias antes, na quarta-feira (1), quando foi apresentada a nova coordenadora do equipamento.


Limite 4 Sem aviso prévio e apresentação de proposta alternativa de acomodação desses jovens num espaço provisório, a Sedes da gestão Elinaldo aprimora a cartilha da exclusão ao empurrar esses meninos e meninas para o ócio perigoso das ruas.


Orelha  A premiação de um jumento como um dos ‘prefeitos nota 10 do Brasil’ dá bem a dimensão da baixa capacidade da maioria das assessorias dos prefeitos. Ao desconhecerem a Constituição Federal que no seu Artigo 37 trata da ‘legalidade’, da ‘impessoalidade’, da ‘moralidade’,  da ‘publicidade’  e  da ‘eficiência’, assessores trocam a função de escudo e terminam empurrando os chefes para o vexame com o consequente desgaste político.


Orelha 2 Em Camaçari, a picaretagem patrocinada pela empresa União Brasileira de Divulgação (UBD) achou terreno fértil. Tanto o atual alcaide,  como seu antecessor, foram brindados com o mesmo prêmio recebido por ‘precioso’, o jumento da cidade pernambucana de Paulista que ficou famoso em todo o Brasil e no mundo depois da reportagem do programa Fantástico. Elinaldo ficou em 5º lugar no ranking baiano e entre os 50 melhores prefeitos do Brasil, segundo ‘pesquisa’ da UBD feita em 2017. Já Ademar foi escolhido pela mesma União Brasileira de Divulgação o melhor gestor da Bahia em 2016.


Ciclo  O ex-vereador Waldy Freitas deixa a secretaria de desenvolvimento econômico (Sedec) para reforçar a campanha a deputado estadual do atual do vice-prefeito de Camaçari e 3 vezes alcaide da cidade, José Tude (DEM). No seu lugar assume o subsecretário João Batista, ex-sub da cultura, pasta controlada pela filha de Tude, Márcia Tude.  


Regime  E a candidatura a deputado estadual do empresário Raimundinho da JR (PDT) só faz desidratar em Camaçari. Anunciado como o nome do ex-prefeito e candidato a reeleição, o deputado federal Luiz Caetano, Raimundinho vive a conta de subtrair, quando deveria enfrentar a multiplicação nesses 60 dias finais de campanha.


Planilha A titular da secretaria de infraestrutura (Seinfra) parece que tem dificuldade em entender que obra boa para a cidade não deve agradar só depois de pronta. A requalificação da avenida Jorge Amado, principal entrada de Camaçari pela BA-535, não parece servir de exemplo para a doutora Joselene Cardim.


Planilha 2 Engenheira por formação e acostumada com obras que agradam, mas que causam prejuízos à imagem do alcaide, quando não são devidamente planejadas, a secretária deveria saber que reduzir  desconfortos durante a execução dos serviços, é regra básica de um bom gestor.


Presente  Uma dívida de pouco mais de R$ 210 mil é a herança encontrada pelo novo conselho de cultura de Camaçari (CCC). Segundo informado aos conselheiros, durante reunião segunda-feira (7), o chamado ‘restos a pagar’ é composto por despesas com produtoras contratadas pela secretaria de cultura (Secult) na gestão Ademar Delgado, e avalizada pela antiga formação do conselho.


Alforria Sem teto desde a sua criação, apesar da gorda verba para bancar atividades culturais na cidade, o CCC vai ocupar o imóvel onde funcionou a liga de futebol amador de Camaçari, na avenida Francisco Drumond.


Desconstrução  O que parecia ser uma simples foto de um garoto de 6 anos, vai muito além da imagem, e revela um retrato de descuido dos gestores da cultura de Camaçari com um dos principais expoentes da nossa arte. Sem qualquer identificação, a estátua de Castro Alves (1847/1871), instalada no gramado da Cidade do Saber, termina contribuindo para ampliar a desinformação sobre um dos nossos mais importantes símbolos.  


Desconstrução 2 Cena testemunhada por esse editor, na tarde de segunda-feira (6), dá bem a dimensão da falta de atenção com nosso poeta maior. Após ser fotografado pela mãe segurando a mão do autor de ‘Navio Negreiro’, o garoto Euclides foi indagado sobre a identidade do personagem. A mãe ainda tentou buscar alguma referência para ajudar o filho, mas terminou desistindo.  


Desconstrução 3 Cena, que seguramente deve se repetir diariamente, serve para ilustrar a importância de identificar nossos personagens. Informado sobre um pouco da história do poeta baiano, o garoto Euclides deixou a Cidade do Saber prometendo solicitar mais informações sobre Castro Alves, à sua professora, na escola Nossa Senhora do Amparo.


Versão O vereador Jackson Josué garante que sua recente visita à Casa da Criança e do Adolescente passou longe do oportunismo político. Em nota enviada ao editor da Coluna, o também presidente municipal do PT e candidato a deputado estadual contesta Camaçarico (Confira) e garante que nunca deixou de cumprir sua missão de vereador. O vereador Binho do 2 de Julho (PCdoB), também citado na Coluna, preferiu o silêncio. Confira a íntegra da nota do vereador Jackson.


“Em resposta a nota publicada no site Camaçari Agora, na coluna Camaçarico, a respeito da visita realizada pelo vereador Jackson Josué (PT) à Casa da Criança e do Adolescente, onde foi verificado pelo edil a falta de merenda para os jovens atendidos na Instituição, o parlamentar esclarece que:


·Desde o exercício do meu primeiro Mandato sempre mantive uma relação muito próxima com a Instituição. Prova disso, foram as inúmeras visitas que fiz ao local e diálogos que mantive com o então coordenador Hilton Alves a fim de contribuir com o bom funcionamento da entidade.


·Destaco ainda a indicação de n° 100, de 2015, de autoria do nosso Mandato, na qual solicitamos a reforma estrutural das instalações da Casa da Criança e do Adolescente após realizar uma de nossas visitas regulares ao espaço.


·É válido ainda ressaltar que é de responsabilidade do vereador a fiscalização dos serviços públicos, assim como, das contas públicas, como vem sendo feito diuturnamente pelo nosso Mandato.”


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


7/8/2018

 





Coleção

Coleção  O ex-alcaide  Ademar Delgado (sem partido) só faz ampliar seu álbum de apertos por erros nos 4 anos (2013/2016) de gestão dos destinos de Camaçari. Como mostrou o Camaçari Agora (Confira), Delgado levou outra sapecada do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Vai pagar R$ 5 mil por não comprovar a regularidade dos termos aditivos com a empresa STAF Tecnologia. Fiscalização do TCM mostrou que os 5 ajustes custaram aos cofres de Camaçari a bagatela de pouco mais de R$ 1 milhão e 700 mil.


Coleção 2  Ademar não está sozinho, não foi o 1º, nem o último. De acordo com levantamento feito pela Coluna, com base no quadro-geral de multas pendentes de quitação por município do TCM, Delgado  já acumula cerca de R$ 110 mil em punições. O campeão é o ex-prefeito Luiz Caetano (PT), com R$ 290 mil. Até o alcaide Elinaldo já foi exemplado com multa de R$ 1 mil. Os ex-prefeitos Humberto Ellery, José Tude e Helder Almeida não aparecem no SPC do TCM, não por ausência de irregularidades passíveis de punição. Já quitaram seus débitos. 


Bola  As inspeções dos vereadores Jackson Josué (PT), terça-feira (31/7) na Casa da Criança; e Binho do 2 de Julho (PCdoB), na última quarta-feira (1), no centro especializado para população em situação de rua, dão bem a dimensão do tamanho da prática política dos representantes da população de Camaçari.


Bola 2 Tanto o presidente municipal do PT e candidato a deputado estadual, como o  comunista, também pleiteando uma das 63 cadeiras na Assembleia Legislativa, nunca mostraram empenho para resolver os graves problemas dessas estruturas geridas pela secretaria de desenvolvimento social e cidadania (Sedes).


Bola 3 As denúncias feitas pelo Camaçarico sobre o descaso com a Casa da Criança são antigas. A invisibilidade do governo municipal com o centro Pop, responsável pelo acolhimento e acompanhamento de pessoas em situação de rua, também não é novidade e apenas se agrava no atual governo. Esse processo de abandono e desmonte vem dos governos Caetano e Ademar, aliados de Jackson e Binho. Em 2º mandato, o vereador Jackson nunca apareceu para usar seu poder de correligionário destacado do então alcaide Ademar para melhorar as condições da Casa da Criança.


Bola 4 Já o vereador Binho, mesmo neófito na Câmara de Vereadores, é velho conhecedor das dificuldades do município na aplicação das políticas públicas de assistência social. Fontes da Coluna asseguram que Binho era frequentador e até ajudava moradores carentes facilitando a aquisição de benefícios distribuídos pelo Cras  do Nova Vitória, o maior do município e responsável pela cobertura de 20 bairros com uma população potencial estimada em mais de  50 mil pessoas.


Bola 5  Assim como no futebol, no campo da política, quem não faz gol, toma. Esse festival de boladas indefensáveis pelo alcaide Elinaldo (DEM) segue as mesmas e velhas regras exclusivas dos atacantes adversários ao governo de plantão. Diferente de Jackson e Binho, Elinaldo e seu então colega de  bancada, Jorge Curvello, não souberam usar a mesma jogada da denúncia.


Bola 6 Denúncias feitos pela Coluna sobre o abandono da Casa da Criança e as irregularidades na gestão do programa Cidade do Saber, entre outras, não sensibilizaram os outrora oposicionistas que nunca visitaram essas unidades, muito menos buscaram ampliar o debate no Legislativo, e com a comunidade, sobre a necessidade de melhoria desses serviços. 


Bola 7  Agora, na condição de goleiro, Elinaldo experimenta os incômodos chutes aplicados com a mesma bola que foi sua um dia.   


Expectativa  A decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), favorável à ex-secretária de desenvolvimento urbano de Camaçari, Juliana Paes, pode ser a 1ª derrota do promotor Everardo Yunes. Outra ação do representante do Ministério Público (MP) de Camaçari, questionando a negativa da Justiça de  1ª Instância ao considerar sem provas a ação por associação criminosa e apropriação de recursos públicos, que inocentou os vereadores e o presidente do Legislativo do município, Oziel Araújo (PSDB), deve ser julgado nos próximos dias. Considerados inconsistentes pela Justiça de Camaçari, ação do MP acusava 20 vereadores de usarem assessores como laranjas para receberem recursos públicos.


Batente As sessões plenárias da Câmara de Camaçari serão retomadas na próxima terça-feira (7). Em ano de eleições o ritmo dos trabalhos deve desacelerar. Diferente dos demais mortais camaçarienses, os 21 legisladores municipais contam com um período maior de desobrigação com as tarefas legislativas formais através das sessões plenárias, sempre às terças e quintas. Além do recesso de 30 dias no meio do ano, vereadores contam com outro período, esse um pouco maior, entre  15 de dezembro e 15 de fevereiro. Conta total soma 90 dias ou 3 meses.  


Farol  A retomada do fornecimento de energia do centro Pop, cortada na quarta-feira (1), não muda o quadro de invisibilidade do espaço que deveria ser especializado no atendimento e acolhimento à população em situação de rua, como denunciou o Camaçarico (Confira). Religação precisa ser o start para um novo momento com aparelhamento e reconhecimento pela secretaria do desenvolvimento social e cidadania (Sedes) de que esses cidadãos sem teto e geralmente invisíveis, possuem direitos iguais aos demais moradores da cidade.


Ordem unida A gestão municipal começou a cumprir o velho cronograma de fortalecimento dos seus candidatos às eleições  de outubro. Na noite de quarta-feira (1) o encontro foi com  servidores  ocupantes de cargos de confiança da Sedes. Independente do grupo político no comando, o roteiro é sempre o mesmo e será seguido à risca nos próximos encontros. 'A gestão está melhor', 'precisamos nos unir', 'fortalecer nossos candidatos', 'apostar na gestão para garantir continuidade no poder'.


Ordem unida 2 Preparação para a grande disputa de 2020 começa com expressiva vitória na eleição intermediária deste ano. Caso contrário, salvando os que sempre mudam de lado, desde a retomada do voto direto no município, em 1986, vai ser caixão e vela para os nomeados.   


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


3/8/2018

 





Invisível

Invisível A política de assistência social do governo Antonio Elinaldo (DEM) nem completou 2 anos, mas segue firme na pole position do atraso e já começa a deixar para trás as ineficientes e desrespeitosas gestões dos antecessores Luiz Caetano (PT), e do ex-petista e sem partido, Ademar Delgado. 


Invisível 2  Depois de atropelar o Estatuto da Criança e do Adolescente, com o gritante descompromisso com o fortalecimento e a modernização da Casa da Criança, e de descuidar de outros programas de apoio à população carente de Camaçari, a secretaria do desenvolvimento social e cidadania (Sedes) segue acelerando para longe da sua função constitucional de promover a redução da desigualdade. 


Invisível 3 O novo cavalo de pau da gestão Illay Ellery, antecedida pelas direções não menos perigosas  das ex-secretárias Janete Ferreira e Simara Ellery, é o centro especializado para população em situação de rua. O centro Pop, como é conhecido, teve suas atividades suspensas nessa terça-feira (31) por falta de energia. Segundo apurou a Coluna, unidade está com débito de 4 meses com a Coelba. O corte no fornecimento de energia é apenas uma parte da história de abandono e desprezo pelo centro Pop.


Invisível 4 Ignorado pela Sedes, tal qual a população que deveria atender, como manda a política de assistência social respaldada por dinheiro federal, o centro Pop não passa de um ‘morador de rua’. Graças a omissão dos seus gestores, unidade não fornece kit higiene para distribuir com seus usuários, muito menos alimentação e um programa de acompanhamento psicossocial como manda a legislação.


Invisível 5 O centro Pop é tão desprezado que sequer possui identidade. Instalado numa casa precária e insegura na avenida Eixo Urbano, o centro que deveria ser especializado em acolhimento à população em situação de rua não possui nem placa de identificação. Não muito distante de outras unidades da Sedes, centro Pop parece ter como sua única função alojar no seu comando apadrinhado político que nada sabe sobre política de assistência social, muito menos sobre compromisso com o semelhante.


Refresco  A gestão do alcaide Antonio Elinaldo (DEM) só deve fazer nova pesquisa para avaliar o 2º ano de governo depois das eleições. Na qualitativa, realizada no começo do ano, os grupos de moradores entrevistados reclamaram com mais intensidade da qualidade do serviço de saúde comandado pelo doutor e vereador licenciado Elias Natan (PR). A educação, sob a régua da professora doutora Neurilene Martins, também levou nota baixa. Empatou na lista de queixas com a segurança. 


História  A localidade de Vila de Abrantes, onde tudo começou, lá pelos idos do século 16, parece que vai ganhar um sistema de saúde mais próximo do merecido. Mesmo com a maior população fora da sede de Camaçari, a nascida aldeia do Espírito Santo de Ypitanga chegou a perder sua unidade de Pronto Atendimento (PA). A alegação de que seus atendimentos poderiam ser deslocados para cerca de 8 quilômetros adiante, em Arembepe, não resistiu a pressão popular.


História 2 Agora, depois do recuo com o anúncio da manutenção da unidade, a secretaria de saúde (Sesau) vai além e anuncia que Abrantes será sede de um dos 3 distritos sanitários (DS) de Camaçari. Os outros 2 DS funcionarão na sede e em Monte Gordo.


História 3 Mais uma vez, Abrantes é personagem de uma história que precisa de mais detalhes para virar real. Fonte da Coluna assegura que a Sesau vai precisar de muita sutura para assegurar que o município tenha esses 3 distritos sanitários. Muito mais que a placa, para ganhar status de DS, localidade precisa ter programas saúde da família e unidades básicas em pleno funcionamento, uma estrutura com leitos, serviços de média complexidade e médicos especialistas.


História 4 Curativo ainda mais difícil será em Monte Gordo, onde a prefeitura de Camaçari planeja instalar o 3º DS. Como em Abrantes, localidade vai precisar de médicos especialistas, leitos e serviços de média complexidade.


Desidratação A candidatura a deputado estadual do vereador e presidente do PT de Camaçari, Jackson Josué, deixa ainda mais magra a postulação do candidato do ex-prefeito Luiz Caetano. Padrinho e articulador da rede de apoios ao empresário Raimundinho da JR, no município, o deputado federal e candidato a reeleição não vai entregar o prometido, dizem petistas ouvidos pela Coluna.


Desidratação 2 Ainda segundo essas mesmas fontes, o PT de Camaçari, mesmo com a militância insatisfeita, desiludida e fragilizada pelos muitos equívocos locais e muito além Via Parafuso, não vai abrir mão do voto no companheiro. Quem lucra nessa conta é o candidato a reeleição Bira Coroa. Abençoado pelo governador Rui Costa, seguramente o grande cabo eleitoral do partido na Bahia, Bira pode somar uns votinhos extras. 


Desidratação 3 Nessa briga contra a balança, outro que sai perdendo é o vereador Téo Ribeiro. Nome anunciado como certo para a disputa por uma vaga para a Assembleia Legislativa, o decano vereador petista fica fora e deixa de reforçar sua reeleição em 2020. Quem sabe, até na sucessão do alcaide Elinaldo. Mais uma vez o novo petista Jackson enfrenta a balança consciente das suas reais chances nesse pleito de outubro. Mira numa dieta mais favorável no futuro.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


31/7/2018

 





Proteína

Proteína A resposta dada pela secretaria de educação de Camaçari (Seduc) para o caso da salsicha com farinha, servida como merenda a estudantes da escola  Anísio Teixeira, é o que se poderia chamar de prato com baixo teor de esclarecimento.  


Proteína 2 No cardápio de justificativas exibidas em vídeo distribuído pela prefeitura, a secretária Neurilene Martins termina fornecendo uma receita com valor nutricional tão baixo quanto a salsicha servida aos alunos na tarde de sexta-feira (20). 


Proteína 3 Na resposta, gravada nas dependências da própria escola, a doutora Neurilene mostra a despensa da escola abastecida e sem problemas com alimento. Mas, a mistura começa a ganhar outra textura quando diz que o alimento servido 'não está no cardápio', nem faz parte da 'nossa cultura'. 


Proteína 4 Como quase todo alimento é resultado de mistura, o Camaçarico procurou entender a salsicha com farinha do Anísio Teixeira para desvendar essa receita indigesta que termina batendo no estômago da gestão do alcaide Elinaldo. 


Proteína 5 Em nota datada de sábado (21), portanto 1 dia após o lanche virar notícia nas redes sociais e na imprensa de todo estado, o diretor da escola, o professor Dinaldo, apresentou suas justificativas. Reconheceu que não faltava merenda na escola, que a despensa tem estoque, e que as merendeiras são profissionais dedicadas. 


Proteína 6 Ainda segundo o professor, demitido do cargo na manhã de terça-feira (24), o mesmo macarrão com salsicha foi servido na manhã de sexta-feira e não causou nenhuma indigestão ou protesto do alunado. Logo, o famoso embutido não é ingrediente exótico no cardápio da escola, como tentou insinuar a secretária. 


Proteína 7 Na sua justificativa para o cardápio extra, o professor Dinaldo alegou falta de gás para cozinhar o macarrão que seria servido aos alunos da tarde. Panelas à parte, a Coluna apurou que a escola possui fogão industrial alimentado por botijão grande, diferente do recipiente tradicional de 13 quilos de uso doméstico.


Proteína 8 Se a escola possui mais de 1 superbotijão, porquê o reserva estava vazio. Faltou gás no diretor para providenciar a reposição dos botijões, o abastecimento estava prejudicado pela rede burocrática da Seduc. Que esse duto Seduc/escola está com problemas, ninguém duvida. 


Proteína 9 Completa essa estranha receita a informação apurada pela Coluna, de que o diretor não estava na unidade na tarde de sexta-feira. Se o professor Dinaldo estava ausente, quem ordenou a equipe da cozinha agregar farinha à salsicha em substituição ao macarrão. 


Proteína 10 Com cerca de 800 alunos nas turmas Fundamental 1 e 2, além do turno noturno, em parte  formado por pais de alunos, o Colégio Anísio Teixeira tem cardápio de problemas maiores que sua despensa abarrotada possa atender.  O avanço do tráfico de drogas na porta e até nas áreas internas não é ingrediente perigoso apenas na Escola Anísio Teixeira. 


Proteína 11 Muito mais que merenda, falta na rede municipal um cardápio estimulante com ensino criativo e capaz de acompanhar os avanços tecnológicos e das relações interpessoais com resultados diretos na qualidade do futuro do aluno. Recente reportagem do Camaçari Agora (Confira), mostra esse menu defasado. Camaçari apresentou nota 0.6 na educação, classificado como 'desenvolvimento moderado' no Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal. Com esse cardápio, fruto da alquimia  dos últimos governos e apimentada pela atual gestão, aparecemos em 16º lugar no ranking baiano, e na posição 2.400 na lista nacional dos 5.471 municípios avaliados.


Proteína 12 Combater a salsicha com farinha é elogiável, mas é pouco. Construir uma escola pública transparente e compromissada é lição para ontem.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


25/7/2018

 





Receita

Receita Depois de anunciar o fechamento do Pronto Atendimento (PA) de Vila de Abrantes, por considerar que a unidade  não  apresentava o movimento necessário para justificar sua manutenção, a prefeitura de Camaçari recua e anuncia não apenas a manutenção, mas a construção de um novo e mais bem equipado PA na localidade.


Receita 2 Dificuldade de deslocamento de pacientes para a unidade de saúde de Arembepe, distante cerca de 8 quilômetros e os custos com o pedágio instalado no meio do caminho, agora apareceram como as justificativas para a marcha ré. Fechamento também ajudou a ampliar o já superlotado hospital estadual Menandro de Farias. Transferência de pacientes para a vizinha Lauro de Freitas é outro atestado de taquicardia no sistema municipal de atendimento comandado pela secretaria de saúde de Camaçari (Sesau).


Receita 3 Mais uma vez a equipe comandada pelo doutor e vereador licenciado Elias Natan (PR) erra na dose. Ao ignorar que Abrantes tem a maior concentração de habitantes fora da sede, numa região formada pela orla e a chamada zona rural do município, com cerca de 100 mil habitantes, a Sesau mostra que continua com graves problemas de diagnóstico. 


Receita 4 Erros na condução da saúde em Camaçari é cardiopatia antiga nunca tratada de forma  adequada pelos últimos gestores municipais. Diferente do coração que precisa encher e esvaziar, sistema de saúde só mostra melhoria com aumento da capacidade de atendimento. Equívocos vão além do risco de vida  para centenas de pacientes. Também ameaçam a saúde política do alcaide Elinaldo e a sobrevivência do seu grupo.

 







Con$ciência  A prefeitura de Camaçari anuncia a redução das infrações de trânsito no 1º semestre deste ano em relação aos mesmos período (janeiro/junho) de 2017. Mesmo falando em campanhas educativas, a Superintendência de Trânsito e Transporte de Camaçari (STT) sabe que a causa real para a queda no número de multas foi o 'apito' no bolso do contribuinte.  
 
Con$ciência 2 Número de multas por invasão de sinal vermelho, infração considerada 'gravíssima' com perda de 7 pontos na carteira e multa de R$ R$ 293,47, caiu 62,6% na comparação com 2017. Pouco mais de 2.000 motoristas ignoraram o semáforo no ano passado. Com o início da aplicação da Lei, coisa que não acontecia nos governos passados, mesmo com o Código de Trânsito Brasileiro  (CTB) em vigor,  esse número caiu para 821 registros. 

Con$ciência 3  Outra queda significativa (35,4%) provocada pelo aumento da consciência do motorista sobre o prejuízo de R$ 195,23 no orçamento e perda de 5 pontos na CNH foi registrada entre os pilotos que estacionavam sobre o passeio. Acostumados com a impunidade, mais de 950 motoristas acreditaram que o passeio poderia ser usado como estacionamento. Com a chegada das notificações no 2º semestre do ano passado veio a certeza de que a lei seria cumprida. O aumento da conscientização foi imediato com o número de multas despencando para 618 no 1º semestre deste ano.

Con$ciência 4 Provavelmente despreocupados com o bolso e confiantes na impunidade, convidados chapas-brancas da festa de lançamento da retomada das obras do rio Camaçari, terça-feira (17), no bairro Lama Preta, resolveram ignorar a lei. Estacionaram sobre o passeio recentemente reformado e adaptado para uso de portadores de necessidades especiais. Tão grave quanto a falta de cidadania desses proprietários de veículos é a conivência da autoridade de trânsito que permitiu a irregularidade, como comprova foto enviada ao Camaçarico


Paralisia  Os professores e servidores de Camaçari devem andar muito cansados com as mobilizações, reuniões e assembleias por melhorias salariais e condições de trabalho. Ao se ausentarem com suas faixas e palavras de ordem, durante ato de lançamento da retomada da obra na bacia do rio Camaçari, categorias perderam uma boa oportunidade para fortalecerem suas mobilizações.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


19/7/2018

 

Carros estacionados sobre a calçada. Clique na imagem para ampliar




Fanfarronices

Fanfarronices Muito mais que escolas de formação  musical e degrau inicial no mundo da arte, as fanfarras são importantes fábricas de cidadania. Infelizmente, esse conceito segue ignorado pela atual gestão cultural de Camaçari que insiste em apequenar trabalhos de inclusão desses grupos com centenas de jovens carentes.


Fanfarronices 2 Com a ajuda oficial reduzida, a Bamuca (Banda Marcial de Camaçari), a Fanesc (Fanfarra Estudantil de Camaçari), a Fanesp (Fanfarra Estudantil de Parafuso), além de outros grupos musicais de Camaçari, praticamente desativaram seus projetos de formação musical. Conta de diminuir atinge algumas centenas de jovens. 


Fanfarronices 3  A Bamuca, orgulho da cidade e listada entre as melhores da Bahia, é exemplo pronto e acabado desse descuido. Com ajuda financeira reduzida e incapaz de assegurar a continuidade das oficinas técnicas, o projeto de educação musical e formação de novos músicos e dançarinos praticamente desapareceu do calendário de atividades da banda que completou 41 anos em maio. Sem apoio suficiente no município, seja da prefeitura ou do empresariado, a Bamuca busca pagar suas dívidas com apresentações fora da cidade. Pelo 2º ano a banda troca o desfile de 7 de Setembro de Parafuso por um cachê para se apresentar noutra cidade baiana.


Fanfarronices 4  Desafinada dos gestores culturais não atinge apenas as fanfarras. Camaçari também acabou a sua orquestra pró-sinfônica. Projeto, que chegou a atender mais de 50 jovens, começou a definhar na gestão do petista e depois sem partido, Ademar Delgado. Mas, foi na administração do demista Antonio Elinaldo que o projeto ganhou a extrema-unção. 


Fanfarronices 5  Viabilizada na gestão passada como alternativa à orquestra sinfônica popular de Camaçari, antecessora nascida com pompas e nenhum planejamento na gestão do petista Luiz Caetano, a pró-sinfônica seguiu o mesmo caminho de descaso. Considerado secundário, projeto de formação de novos talentos com inclusão de jovens carentes do município terminou silenciado.


Fanfarronices 6 Criada  numa canetada, com a contratação de músicos profissionais de Salvador, quando deveria iniciar com um núcleo pró-sinfônico para formar  jovens  camaçarienses com o apoio desses mesmos profissionais vindos da capital,  a sinfônica popular de Camaçari não passou de um sonho de verão do alacaide Caetano. Peocupado  em mostrar para a Bahia e para o mundo um projeto de cidade que deu certo, cacife necessário para sua postulação ao governo do estado, esqueceu do principal. Sem realizar os investimentos e ajustes necessários, inclusive com o afastamento do controle da orquestra da problemática ONG Instituto Professor Raimundo Pinheiro, na éopoca  gestora do programa Cidade do Saber, a sinfônica foi sendo silenciada até ser desfeita e  transformada em pró-sinfônica.


Fanfarronices 7  A pró-sinfônica ainda resistiu por cerca de 3 anos até morrer de total inanição nos braços da gestão Marcia Tude, titular da pasta da cultura desde  janeiro de 2017. Com o pagamento das bolsas de R$ 470,00 atrasadas desde meados de 2016, e nenhum benefício somado no ano passado, graças a falta de vontade política da Secult em prosseguir com o projeto, a orquestra definhou até perder as forças. Mesmo com custo mensal de cerca de R$ 30 mil, o equivalente ao salário de 4 ‘aspones’ , espécie que infesta a máquina pública nessa e noutras gestões, a Pró-Sinfônica foi considerada não prioritária no novo projeto cultural.


Fanfarronices 8  Sem importante instrumento de cidadania e formação, muitos desses jovens vivem hoje os riscos das ruas. Um exemplo é o ex-bolsista que diante da suspensão do projeto não viu outra alternativa senão trocar os instrumentos de cordas da pró-sinfônica pelo isopor de água mineral no pedágio da Estrada do Coco. 


Fanfarronices 9 O fim da orquestra não  ameaçou apenas o futuro de muitos jovens. Sofisticados instrumentos usados em conjuntos sinfônicos, como marimbas e tímpanos perderam a serventia e correm sérios riscos de depreciação. Na época, segundo apurou a Coluna, o investimento para a montagem da orquestra foi de cerca de R$ 300 mil.


Fanfarronices  10  Sem Pró-sinfônica e com as fanfarras agonizando, partitura da desafinação sob a regência da Secult empurra Camaçari para um passado que se imaginou morto e enterrado.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor) 


13/7/2018

 





Game

Game   Camaçari é mesmo um município bom de jogo. Em 2014, assim como neste 2018, o ex-prefeito e hoje vice-prefeito, José Tude, mirava um mandato de deputado estadual. Na época contava com o apoio da sua legenda, o PTN, hoje Podemos, feudo comandado pelo deputado federal João Carlos, coadjuvado pelo irmão e ex-diretor do Detran, Maurício Bacelar. Tude disputava os votos locais com o então vereador e também candidato a deputado, o hoje prefeito Antonio Elinaldo (DEM). O resultado foi 'game over' duplo. Nem Tude, muito menos Elinaldo conseguiram vaga nos 63 assentos na Assembleia Legislativa.


Game  2  Agora, na versão 2018, os papéis se invertem, mas os personagens são os mesmos, com Tude seguindo na competição, mas do outro lado da trincheira. O demista e até pouco tempo emedebista, segue perseguindo uma vaga no Legislativo Estadual com o apoio do ex-adversário Elinaldo. Enfrenta a batalha  do voto a voto com o antigo aliado que chegou a usar o seu sobrenome 'Maurício de Tude' como marca na disputa municipal de 2012.


Game 3  Quem segue na mesma pegada que deve resultar em fim de jogo certo é o PT de Camaçari. Acabou a historinha de que o partido marcharia unido na defesa de 1 ou até 2 nomes locais para a disputa pelo Legislativo da Bahia. Buscando sua sobrevivência, o vereador Dentinho do Sindicato anunciou seu apoio ao companheiro de partido, o pré-candidato a deputado estadual, Osni. O ato aconteceu na sede do Sindborracha Camaçari, base do vereador.


Game 4 Distensão na base petista começou justamente por quem deveria fortalecer a musculatura local. Foi o deputado federal e 3 vezes prefeito do município, Luiz Caetano, o autor do start desse processo ao trazer o nome do empresário do ramo de caminhões, Raimundinho da JR.


Game 5  Na época sem partido, o agora pedetista entrou na base que vinha sendo disputada pelos vereadores Téo Ribeiro e Jackson Josué, e pelo deputado e candidato a reeleição Bira Coroa.  Uma ala petista ainda anunciou reação, mas os últimos disparos foram apenas para atestar de forma simbólica que seguiam no jogo. 


Game 6 Esticada patrocinada pelo chefe não acontece por acaso. Ao aumentar as dificuldades dos vereadores Téo e Jackson, e de Bira Coroa como nomes do PT, Caetano, que mesmo tecnicamente atingido pela lei da Ficha Limpa, reforça sua candidatura como única alternativa na principal base oposicionista para a disputa pela prefeitura de Camaçari em 2020.


Game 7 A atual secretária de desenvolvimento do estado e quase ex-deputada, Luiza Maia (PT) é outra alternativa, apesar de ser  considerada atleta de jogo difícil para enfrentar essa partida paroquial.


Massa fraca A interdição do prédio onde funcionou a Prefeitura e a Câmara de Vereadores de Camaçari, atualmente ocupado pelo arquivo público do município, é a cara da gestão do projeto de reforma e revitalização do centro antigo de Camaçari. Anunciado com foguetório no ano passado, projeto gerido pela secretaria de cultura do município listava ainda a recuperação física e a utilização como equipamentos de cultura e memória do município, a antiga estação de trens e o cinema.


Massa fraca 2 Depois do laudo técnico da própria prefeitura, que constatou 'risco de desabamento por conta de fissuras na laje e na alvenaria interna e externa' e problemas 'nos dutos de energia', a sede do arquivo público, o único prédio do conjunto do centro antigo ainda em funcionamento, se junta aos demais imóveis em acelerado processo de destruição.


Massa fraca 3 Sem projeto anunciado oficialmente e muito menos debatido com a sociedade e o conselho de cultura do município, as obras de requalificação do centro antigo perigas nem começar neste 2018. Com parte dos recursos liberados pelo governo federal, que podem ser devolvidos caso não se iniciem neste 2018. 


Massa fraca 4 Indefinição sobre a execução do projeto, se por etapas, ou de forma total, recuperando os 3 imóveis, coloca a gestão do alcaide Elinaldo em situação ainda mais vexatória que o antecessor, quando a estação ainda pulsava como ponto de encontro, e a velha sede do poder camaçariense tinha serventia.


Bússola  Depois da radiação do Camaçarico (Confira), a prefeitura caiu na real e mandou a sua sua parceira e produtora oceânica pagar a mixaria que devia aos artistas locais que se apresentaram durante o verão. 


Arquibancada Quem andou circulando por Camaçari foi o ex-secretário de desenvolvimento econômico do município. Sérgio Vilalva, que comandou a Sedec nos primeiros 15 meses da gestão Elinaldo, veio marcar território durante a festa em terras camaçarienses pelos 40 anos do polo industrial. A Coluna apurou que tabelinha Prefeitura/Cofic, que resultou no evento de quinta-feira (5), começou na sua gestão. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


 9/7/2018

 





Resgate

Resgate  Camaçari, ou a antiga Camassary, ao contrário do que se imagina, não festeja no próximo dia 28 de setembro 260 anos. Município é um dos mais antigos do Brasil e data de 1558, meados do século 16, quando foi fundado o Aldeamento do Espírito Santo, localizado às margens do rio Joanes. A descoberta é apenas uma das pérolas do livro com título provisório: 'Do Joanes ao Jacuípe, uma história de muitas querelas, disputas e tensões  locais'' do pesquisador e historiador camaçariense Diego de Jesus Copque.


Resgate 2 Importante achado se fudamenta em intensa pesquisa feita por Copque em documentos oficiais e mapas da época, inclusive em arquivos além mar (Portugal). Com esse novo olhar, Camaçari não apenas redefine sua data de fundação. Também se inclui no caminho das lutas pela Independência da Bahia, finalizadas oficialmente no 2 de Julho de 1823.


Resgate 3 Município, ao contrário do que se imagina, não virou estratégico a partir dos anos 1970, com  a implantação do Polo Petroquímico, hoje o maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul. Importante produtor agrícola, a antiga Camassary, antes era cortada pela antiga Estrada das Boiadas (Salvador/feira), caminho entre o Recôncavo e a capital Salvador, e por onde as tropas libertadoras passaram.


Resgate 4 As mais de 250  páginas de instigantes revelações, inclusive sobre  a formação urbana e sobre seus fundadores é recheadas de imagens antigas e mapas pouco conhecidos. 'Do Joanes ao Jacuípe, uma história de muitas querelas, disputas e tensões  locais', do pesquisador Diego de Jesus Copque, não pode  ser mais um exemplo do descuido e do desconhecimento das autoridades municipais com o patrimônio e com a história do município. 


Resgate 5 Pronto desde o começo do ano, trabalho segue engavetado à espera do apoio oficial, já que o empresariado local, inclusive o Pólo que completa com festa e pompa seus 40 anos, segue sua trajetória mirando apenas na calculadora e desfocada da história da cidade que tanto faz sua máquina registradora tilintar.


Maré vazante Os artistas continuam aguardando o pagamento dos cachês pelas apresentações no verão camaçariense. Contratados pela Oceano, intermediária entre as atrações e a prefeitura, produtora repete o velho ciclo, agora com o aval da nova gestão do município. Ao não pagar os R$ 500 acertados por artista, a produtora Oceano, velha conhecida da Coluna pela sua atuação nada abonadora desde os tempos do alcaide Ademar Delgado, mostra descuido e até desrespeito com os artistas da terra.


Maré vazante 2  Acostumada a formar parceria com o poder público municipal, a produtora Oceano não pode alegar falta de capacidade financeira para cumprir seus compromissos. No portal de compras da prefeitura, a mesma Oceano recebeu em junho, quase R$ 670 mil para ‘contratação de artistas, bandas e grupos musicais de reconhecida notoriedade local para os festejos Juninos 2018, inclusive Camaforró 2018’. Conta ultrapassa os R$ 800 mil quando somados aos contratos para  intermediação de  shows e apresentações de outros artistas desde o começo do ano.


Caminhos Acontece na manhã desta quinta-feira (5) o fórum “Desafios Competitivos do Polo Industrial de Camaçari”. Encontro integra os festejos pelos 40 anos do Pólo de Camaçari. Palestras a partir das 9h, no Teatro Cidade do Saber (TCS), abordarão  temas  como “Desafios para a Competitividade da Indústria no Brasil”, com Flávio Castelo Branco, gerente executivo de políticas econômicas da Conferederação nacional da Indústria (CNI); e  "Desafios e Perspectivas do Segmento Automotivo", com Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford. Ainda pela manhã, o ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, fecha o encontro falando sobre “Crescimento Sustentável no Cenário Econômico Brasileiro”.


Reprovada  Camaçari segue sua trajetória de município rico com descuido na gestão da coisa pública e baixíssimo compromisso com o resgate e a melhoria das condições de vida de seu povo. Mais uma vez o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostra o município, apesar da receita invejável, listado entre as cidades brasileiras com baixo desempenho nas áreas de educação, saúde e emprego e renda. Notícia no Camaçari Agora (Confira), estudo coloca Camaçari na colocação 2.400 na lista dos 5.471 municípios brasileiros avaliados.


E aí, doutor Camaçari teve 11 das suas 78 equipes do Programa Saúde da Família descredenciadas pelo Ministério da Saúde. De acordo com portaria nº 1.717, de junho de 2018,  município não cumpriu o prazo para cadastramento no sistema nacional de estabelecimento de saúde. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


4/7/2018

 

Planta baixa da Aldeia Divino Espírito Santo. Clique na imagem para ampliar




Pisadela

Pisadela Mesmo com seu espaço físico ampliado, o Camaforró-2018 se movimenta fora do compasso da tradição junina ao empurrar para longe da festa o tradicional forró pé de serra. Anunciado nas notas oficiais, o espaço 'coreto', na prática não existe mais. Ironicamente, acabou engolido pela 'praça da cultura'. 


Pisadela 2 Grupos de forró com suas emblemáticas zabumbas, triângulos e sanfonas indispensáveis em qualquer São João que se preze, perderam o destaque merecido e agora entram na fila de espera. Dividem espaço com peças de artesanato, apresentação de quadrilhas e outras manifestações importantes, mas que precisam ter seus espaços específicos. 


Pisadela 3 O desnecessário compartilhamento acabou até o tradiconal coreto cenográfico e sua paisagem que tanto amplia o clima da dança e embeleza as vistas dos dançadores e observadores do rastapé alheio. 


Pisadela 4  O alcaide Antonio Elinaldo precisa prestar atenção e mandar corrigir o equívoco na edição 2019 do Camaforró, para não ganhar fama de inimigo da cultura nordestina, das tradições juninas, e de dançador ruim.

 







Buracolândia  O programa de recuperação de vias na região central de Camaçari continua capenga. Operação comandada pela doutora Joselene Cardim, titular da pasta da infraestrutura (Seinfra) segue ignorando regrinhas básicas como sinalização horizontal e correção das tampas da rede de drenagem, verdadeiras armadilhas para motoristas/eleitores que, diferente da secretária, bancam todos os custos com a manutenção dos seus veículos. 


Buracolândia 2 O descuido tem como referência a avenida Jorge Amado. Nem o Camaforró sensibilizou a doutora que providenciou uma operação tapa buraco seletiva. Queixas dos motoristas também incluei a avenida Concêntrica e as vias de ligação entre as Radiais, construídas na gestão passada no pacote de reurbanização das obras do rio Camaçari.


Buracolândia 3 Distraída, a secretária sequer inspeciona o sistema de vias da cidade. Se já estivesse atravessado a passarela sobre a via férrea, no coração da cidade, saberia que o equipamento precisa de manutenção urgente. Nessa passada, buraco numa das rampas da passarela, que já fez aniversário, perigas só deve ser eliminado após um acidente.

 

Detalhe passarela sobre a via férrea, centro de Camaçari. Clique na imagem para ampliar






Golaço  Quer a figurinha difícil para completar o álbum. Possui os craques ‘carimbados’ e deseja fazer jogo. Quer conversar sobre a Copa da Rússia. Então apareça na praça Abrantes. Uma central de troca e comercialização das figurinhas da Copa da Rússia tem movimentado as manhãs de domingo e as tardes das quartas-feiras. 


Golaço 2 A ideia do empresário Tonho do Cartão, que já tem até grupo de Whatsapp, não tem apenas gerado aumento nas vendas. Atrai a nova geração para longe do frio e sempre igual playgraoud do shopping, ajuda a redescobrir a rua, além de promover um reencontro com a Camaçari de antigamente.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


26/6/2018

 

Garotada experimenta a praça Abrantes




Substituição

Substituição A deputada estadual licenciada e atual secretária de desenvolvimento econômico do estado, Luiza Maia (PT), deve estar soltando foguetes. Depois de sua reclamação, coincidentemente o governo do estado trocou em menos de 30 dias o comando do 12º Batalhão de Polícia Militar de Camaçari. Na titularidade da unidade desde 2015, o tenente-coronel Henrique Melo, que vai para o comando do batalhão turístico, foi substituído oficialmente nesta terça-feira (19), pelo colega com a mesma patente, Marcelo Bestetti Grun, ex-comandante do Pelotão Águia. 


Substituição 2 A queixa da deputada, que cobrou a troca do comando ao governador e companheiro de legenda, Rui Costa, foi 'Frase do Dia' do Camaçari Agora na edição de 18 de maio (Confira). Reconhecido pelo seu trabalho no município e na coordenação da segurança dos jogos da Copa do Mundo 2014, na capital baiana, o coronel Henrique Melo recebeu recentemente a Comenda 2 de Julho. A mais importante honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia foi sugerido por um deputado da base do governador. 


Fábrica  O alcaide de Camaçari, pode até ganhar título de Prefeito Amigo da Criança, premiação dada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O demista Antonio Elinaldo sabe que honraria alardeada na mídia com o mero intuito de reforçar a imagem positiva da gestão, está longe do merecimento. Criar e colocar em funcionamento a Casa Lar de Camaçari, estrutura de proteção e acolhimento integral às crianças e adolescentes em situação de risco, é muito pouco para tirar Camaçari da lista de cidades onde o cuidado com os atores do futuro é apenas retórica.


Fábrica 2 A Casa da Criança e do Adolescente, tema de váaaaaaaaaarias denúncias do Camaçarico, segue em processo acelerado de desmonte, num flagrante desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Herança maldita dos governos Luiz Caetano (PT) e do ex-petista Ademar Delgado, competentemente ampliada nesses quase 18 meses da gestão Elinaldo, espaço não acolhe, não alimenta, apenas educa de forma precária, por luta única e exclusiva dos seus educadores e profissionais de apoio. 

Fábrica 3 Mesmo com verbas específicas, bancadas pelos cofres do município e da União, para promover a inclusão desse batalhão de excluídos, a Casa da Criança se distancia da sua missão constitucional. Desaparelhado, ignorado e omisso, espaço localizado na rua do Telégrafo fica cada dia mais próximo das estruturas públicas de 'faz de contas', que não passam de fábricas de potenciais usuários dos serviços da agora inaugurada Casa Lar de Camaçari.


Escalação O treinador Elinaldo pode promover duas novas substituições nos próximos jogos. O coronel Pedro Arcanjo, ex-coordenador da Feira de Camaçari, continua sem jogar na chefia da assessoria técnica da superintendência de trânsito e transportes do município (STT). Outro atleta da formação original do time azul, o atual coordenador da defesa civil, Ivonaldo Soares, também perigas ir para o banco. A Coluna apurou que a comissão técnica avalia que os 2 jogadores apresentam rendimento abaixo da média exigida.


Copinha  Segue indefinida a disputa entre os vereadores Jackson Josué e Téo Ribeiro, pelo direito a uma vaga no time petista para a final de 7 de outubro que escolherá os 63 titulares da Assembleia Legislativa a partir de 2019. Depois de perderem o 'time', graças a manobras do árbitro Luiz Caetano, dupla agora lamenta no segredo do vestiário, mas oficialmente transfere a culpa para outro jogador e correligionário. 


Copinha 2  O deputado Bira Coroa, candidato a reeleição e  nome do gosto do governador Rui Costa, aparece para a dupla como o 'árbitro mexicano' na escolha do representante principal na disputa local. Segundo apurou a Coluna, o deputado estaria buscando eliminar os concorrentes para jogar com mais folga no campo oposicionista  dos cerca de 100 mil votos de Camaçari.


Desafio  Sem palavriado bonito ou qualquer movimento que gerasse dúvidas, o poeta, compositor e repentista Bule Bule soltou um grito de respeito, resgate e preservação da cultura popular, durante lançamento do seu livro 'Orixás em Cordel', semana passada, no terreiro Terreiro Unzó Tatetô Lembá, na Via Cascalheira, zona rural de Camaçari. 


Desafio 2  Num repente certeiro, que teve como alvo a titular da secretaria de cultura de Camaçari (Secult), o mestre pediu a criação de uma 'cordelteca' no município. Agora é esperar se o desafio do mestre Bule Bule, que sugeriu Adauto Curvelo Almeida para dar nome ao espaço, terá a 'rima rimada' devolvida pela secretária Marcia Tude, sentada na 1ª fila de convidados.


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


19/6/2018

 





Nota baixa

Nota baixa  O processo de transferência de mais de 700 alunos da escola Denise Tavares, para outras unidades é mais um ponto negativo para a gestão da secretaria de educação de Camaçari (Seduc). Constatar agora, no meio do ano letivo, que a unidade localizada no bairro da Gleba B, sede do município, precisa de reformas urgentes, é prova de quem a equipe da Seduc não prestou atenção às aulas de gestão da coisa pública, muito menos de pedagogia.  


Nota baixa 2 Salas de aula com rachaduras com espessuras capazes de passar a mão de um aluno, além de deficiência nos sistemas elétrico, hidráulico e hidrossanitário são problemas no Denise Tavares que deveriam ter sido constatados pela equipe da professora doutora Neurilene Martins, ainda durante as férias. Reacomodar esse batalhão de alunos nas escolas do Natal e Professora Maria José de Mattos, no mesmo bairro, é outra equação que só gera prejuízos. 


Nota baixa 3 Qualquer professor sabe que juntar novos alunos em unidades que somam atualmente cerca de 700 estudantes é interferir nas rotinas das escolas, com graves prejuízos para educandos, professores e até servidores. 


Nota baixa 4  Acusar os governos passados pelas reformas mal feitas, 18 meses depois de assumir o comando da Seduc, é nota vermelha sem direito a recuperação. Sem apresentar a herança maldita que tanto propagou no palanque de 2016, gestão Antonio Elinaldo (DEM) prova agora do veneno do acordo político espúrio. 


Nota baixa 5  O alcaide sabia, mas ignorou o bê-á-bá da gestão pública que exige apuração rigorosa e apresentação dos resultados das auditorias que não fez. Se fez não mostrou. Sem esses números, misturou contas e colocou na mesma caderneta o seu ano e meio de governo e os antecessores Luiz Caetano (PT) e Ademar Delgado (sem partido). Agora, exibe dificuldades e até falta de legitimidade para justificar muitas medidas só agora adotadas. 


Nota baixa 6   A gestão da doutora Neurilene também passa longe da aprovação quando a disciplina é metodologia de ensino. Unidades como a Ivo Bona, na praia de Busca Vida, e Escola Rural Boa União, em Catu de Abrantes, continuam usando o velho método de aula ministrada por 1 professor para duas turmas de alunos de graus e necessidades de aprendizado diferentes. As chamadas salas divididas são muito comuns  em regiões longínquas da Amazônia e nos recantos mais atrasados e miseráveis do Nordeste. 


Nota baixa 7 A caderneta de notas da prefeitura parece que anda longe da caneta azul. O início das aulas no campus da UFBA em Camaçari mudou mais uma vez. O atraso é responsabilidade da prefeitura que só agora conseguiu finalizar a licitação para a reforma das salas localizadas no complexo Cidade do Saber, onde funcionará o curso de Bacharelado Interdisciplinar em Ciência, Tecnologia e Inovação.


Nota baixa 8 A Coluna apurou que as adequações físicas , contrapartida da prefeitura na parceria com a UFBA, devem começar até o início de julho e tem prazo contratual de conclusão em 30 dias.


Nota baixa 9 Como mostrou o Camaçarico (Confira), esse foi o 2º prazo dado e descumprido pela própria prefeitura. A previsão inicial era de início das aulas na 2ª quinzena de maio, com o início do processo de abertura do edital e seleção de alunos em abril. Com esse novo prazo, aulas começam entre agosto e setembro.


Nota baixa 10 Caso a prefeitura não atrase mais o cronograma, UFBA, que cumpriu a sua parte no acrodo, lança entre julho e agosto o edital de seleção. Os 100 alunos serão escolhidos pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O processo de matrícula deve ocorrer imediatamente ao anúncio dos classificados. 


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


13/6/2018

 





Extintor

Extintor  Depois da denúncia do Camaçarico sobre a total falta de segurança para o funcionamento do Teatro Cidade do Saber (Confira), a secretaria de cultura (Secult) finalmente começa a se mexer. Mesmo fazendo de contas que nada aconteceu, apesar da responsabilidade constitucional de informar à população, a nova gestão da prefeitura de Camaçari parece ter acordado para o perigo que colocou centenas de vidas ao manter aberto nos últimos 18 meses um equipamento sem a menor condição de funcionamento.

Extintor 2 Com mais de 1 ano de atraso, já que os serviços deveriam ter sido iniciados no começo do ano passado, a prefeitura começa a avaliar os custos para recuperação  dos sistemas elétrico e de combate a incêndio do Teatro Cidade do Saber (TCS). Mutirão conta até com o apoio da defesa civil que apareceu para avaliar riscos e contribuir com medidas de segurança.

Extintor  3  O Corpo de Bombeiros, outro personagem desse triste espetáculo de descaso com a vida e o bem público, também ouviu a sirene do Camaçarico. A Coluna apurou que representantes da corporação estiveram na quarta-feira (6) realizando inspeção e cobrando adequações no sistema de segurança contra incêndio do teatro. Ainda segundo essas mesmas fontes, as recomendações não incluíram a interdição do espaço.  


Letra A praça do Reggae, no bairro da Bomba, é melodia de escuridão, insegurança e sujeira. Sem a mínima manutenção, um dos mais antigos espaços públicos de Camaçari segue na pisada do descaso, ritmado pela batida atravessada do doutor Armando Mansur, titular da secretaria de serviços públicos (Sesp).


Letra 2 Outra composição desafinada, também de autoria do descuidado burocrata, é o estacionamento da Feira de Camaçari. Esburacado e sem sinalização, espaço é exemplo do descaso da gestão com o maior, principal equipamento comercial da cidade, e um dos mais importantes entrepostos da região.


Letra 3 Sem cumprir sua função de fiscal, a Sesp  virou um mero pagador pelos serviços terceirizados de limpeza e iluminação. Também integra o ‘playlist’ do doutor Mansur, a antiga estação de trens. Abandonada e com um projeto de requalificação mais lento que uma maria-fumaça, o 'marco zero' da cidade é puro mato e lixo. Do outro lado da rua, o padroeiro São Thomaz de Cantuária continua esperando uma iluminação decente em led para a praça Montenegro. 


Letra 4  As queixas sobre iluminação e limpeza nas praças do Reggae e da Catedral é composição repetida e repisada no distrito de Parafuso. Marca registrada da localidade, a praça da antiga estação de trens, onde deveria funcionar um equipamento cultural - não é doutora Marcia Tude? - segue abandonada e transformada em ponto de encontros nada culturais. Com sua principal referência em acelerado processo de destruição, o distrito de Parafuso reforça a trajetória negativa da gestão do alcaide demista Antonio Elinaldo.


Letra 5  Mesmo com morador ilustre, o vereador licenciado Sesse Abreu (PSDB), agora no comando da pasta do esporte e lazer (Sedel), a localidade só é lembrada nos dias que antecedem o 7 de Setembro, quando serviços emergenciais e superficiais são executados. Tudo para deixar a avenida Marechal Floriano com cara de cenário perfeito para o tradicional desfile e mais importante manifestação cívica do distrito. 


Mantra A dança é sempre a mesma, só muda o parceiro. Agora é a oposição que se posiciona contrária aos gastos milionários do governo municipal com atrações nacionais no Camaforró. Quando dançava com a caneta da prefeitura, a hoje oposição também exagerava nas contratações de atrações e era criticada pelos hoje governistas, escorados e olhando a festa de longe. 


Mantra 2 Para deixar o tema ainda mais ao gosto do freguês, a Coluna lembra um trecho da música ‘Embolada’, de Chico Buarque e Francis Hime: “Pra quem quer tirar um côco... Você começou errado ... Éé o estrangeiro engasgado... Com a pamonha do cabloco... Éé o destro atrapalhado.... Com a viola do canhoto... Olha só a cara do roto.... Falando do esfarrapado...”
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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


8/6/2018

 





Fagulha

Fagulha  Risco de acidente de grandes proporções no Teatro Cidade do Saber (TCS), tal suas dimensões, com capacidade para abrigar quase 600 pessoas sentadas, é sinalizado praticamente todos os dias, dizem servidores do teatro, que temem por suas vidas e da plateia. O último suspiro de alívio desses dedicados trabalhadores foi dado no final da tarde de domingo (3), com o encerramento e desocupação do teatro pelas centenas de jovens bailarinas e bailarinos, suas famílias, professores e convidados que participaram do 13º Festival Nacional de Dança Ballace.

Fagulha 2  Descaso com o teatro é antigo. Nasceu com sua inauguração, em março de 2007, ainda na gestão Luiz Caetano (PT), e prosseguiu com o alcaide Ademar Delgado, ex-PT e hoje sem pouso partidário. Festejado como um dos melhores e mais modernos do Brasil, TCS já exibia sistema de combate a incêndio fora das especificações. A Coluna apurou que em caso de sinistro, o sistema de hidrantes simplesmente não funciona de forma eficaz. Instalado fora das especificações exigidas para a estrutura do prédio, rede de mangueiras não possui capacidade para bombear água para as partes mais altas do teatro. 

Fagulha 3 O caos no sistema de combate a incêndio do Teatro Cidade do Saber se completa com a falta de extintores e de uma brigada para atuar nesses casos emergenciais. Todos os extintores estão vencidos, portanto sem a menor condição de combater um incêndio por menor que seja sua proporção. Descaso com a manutenção destes equipamentos, indispensáveis em qualquer espaço público, vem da gestões  anteriores ao governo do alcaide Elinaldo, e prossegue na atual administração iniciada em janeiro de 2017. 

Fagulha 4 Conjunto de descuidos criminosos tem como pilar principal o sistema eletrico do teatro. Cheio de emendas, improvisos e gambiarras, rede sempre apresenta problemas. Na última sexta-feira (1/6), um dos canhões de luz instalados no palco do teatro, estourou. O pipoco, felizmente não foi percebido pela plateia. Numa situação de pânico, as centenas de pessoas enfrentariam problemas para  deixar o teatro de forma organizada, já que  falta pessoal treinado para casos de evacuação imediata do espaço. 

Fagulha 5  Precariedade da estrutura do Teatro Cidade do Saber foi destaque  durante fala do diretor artístico do Balé do Teatro Castro Alves (BTCA). Preocupado com a performance dos seus bailarinos e o nome da sua companhia, considerada uma das melhores do Brasil, o coreógrafo e professor da UFBA, Antrifo Sanches, lamentou a precariedade da estrutura do TCS, ao informar que o espetáculo 'LubDub'  seria prejudicado por problemas na iluminação do teatro. 


Fagulha 6  O sistema de som foi outra queixa do diretor,  presenciada pela secretária de cultura Marcia Tude, responsável pela gestão e manutenção do teatro, e única autoridade presente na noite de abertura do 13º Ballance. Diante do teatro lotado, Antrifo Sanches exigiu que o 'problema' fosse corrigido imediatamente para não prejudicar ainda mais a qualidade da montagem. 


Fagulha 7  Escaparam do 'puxão de orelhas', o prefeito Antonio Elinaldo (DEM), e o seu vice José Tude, pai da titular da Secult. Ausência do alcaide e de seu companheiro de partido, na noite de abertura do festival, quinta-feira (31/5), é a coreografia sem retoques de quem não esconde a total, ou quase completa falta de intimidade e identidade com a cultura. Ao não comparecer em nenhum dos 4 dias do festival, alcaide deixou de prestigiar um dos mais importantes encontros de dança do Brasil, que assegurou para Camaçari o título de 'Capital nacional da dança'.

Fagulha 8 Mesmo responsável pela notificação e exigências para adequação do teatro às normas de segurança, o Corpo de Bombeiros de Camaçari fraqueja na sua missão de prevenir acidentes. Depois da inspeção de 2017, a Coluna apurou que a corporação não apareceu para cobrar as modificações no sistema de combate a incêndio e acidentes. O resultado é um teatro aberto, mas sem condições de funcionamento, quando deveria ser imediatamente interditado. Ou será que queremos repetir a tragédia da boite Kiss, em janeiro de 2013, quando 242 pessoas morream.


Fagulha 9 Completam o elenco de personagens desse triste espetáculo de descaso com o bem público e risco para  a vida de pessoas, a Câmara de Vereadores. Os oposicionistas do governo passado, hoje governistas, nada falam. Já os oposicionistas de hoje e governistas de ontem, quando os desmandos no TCS e em todo o programa Cidade do Saber tiveram nascimento, evitam essa polêmica com receio de sairem chamuscados pelo incêndio do passado. 


Fagulha 10 Quem também passa longe dessa plateia desatenta é o Ministério Público Estadual de Camaçari (MPE). Os problemas no Teatro Cidade do Saber não são recentes e foram denunciados pelo Camaçari Agora


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João Leite Filho joaoleite01@gmail.com (Editor)


4/6/2018 Atualização às 19h59

 



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