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A Camaçari do emprego e da inovação esquece a reflexão e o Dia do Trabalhador
Sindicatos deixam data passar sem manifestações consistentes
Já a Prefeitura avança na fórmula de precarização do emprego
Retrocesso O que parecia um equívoco que deveria ser corrigido no ano seguinte virou tradição e mudou completamente o formato de comemoração do 1º de Maio em Camaçari. Data dedicada ao trabalhador foi festejada pelo segundo ano consecutivo sem mobilizações consistentes e longe dos discursos e ações em defesa das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras.
Retrocesso 2 Nesse processo de apagamento e desconstrução a contribuição das centrais sindicais e seus sindicatos têm papel crucial. Como não debater e fortalecer o 1º de Maio como referência de pauta na luta e discussão sobre esse novo mercado de trabalho, a precarização das relações, a uberização e as novas tecnologias.
Retrocesso 3 Não dá para esquecer que Camaçari é uma cidade de trabalhadores e sede de um dos maiores complexos industriais integrados do planeta.
Retrocesso 4 Polo de empregos e em constante efervescência com o embate mão de obra e novas tecnologias com redução dos postos de trabalho, Camaçari perde o protagonismo e termina enfraquecendo o movimento geral dos trabalhadores. Ficou no passado a Camaçari das grandes manifestações no 1º de Maio dos anos 1980/1990 e início dos anos 2000.
Retrocesso 5 A gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT), que deveria ser um dos impulsionadores desse processo, preferiu repetir o formato de 2025, trocando a reflexão sobre as relações de trabalho e fortalecimento da luta dos trabalhadores pela flexão muscular com uma corrida pelas ruas da cidade. Para piorar, praticamente esqueceu o 1º de Maio, data lembrada apenas com um ´treinão` para a corrida que passa longe de uma manifestação, ainda que em movimento, marcada para o próximo dia 16.
Retrocesso 6 Pressionado pelos professores do município, insatisfeitos com o cumprimento parcial da sua pauta, e sofrendo a desconfiança dos demais servidores, que também aguardam melhorias salariais, Caetano enfrenta dificuldades na sua principal base, justamente por descuido com sua velha bandeira de luta.
Retrocesso 7 A desconstrução de um discurso de defesa dos trabalhadores e da população mais carente só avança com ações como a pejotização da mão de obra contratada pelo município.
Retrocesso 8 Nesse processo de desmonte das conquistas dos trabalhadores patrocinado pela prefeitura de Camaçari estão a Casa da Criança, desde o começo do ano sem atividades regulares e com seus educadores demitidos.
Retrocesso 9 Outro exemplo desse modelo de gestão que só retira vantagem do trabalhador vem sendo aplicado no Conviver. Serviço de fortalecimento de vínculos comunitários de idosos, desativado desde o começo de 2025, foi reaberto de forma precária em abril, e ainda sem equipe de educadores formada.
Retrocesso 10 Essas estruturas, apesar de amparadas e financiadas em parte ou totalmente por verba federal do Sistema Único da Assistência Social (SUAS), sofrem com esse novo formato de contratação de profissionais. Modelo avança com o fim das contratações formais, com consequente perdas de direitos trabalhistas para as futuras equipes da Casa da Criança e Conviver.
Retrocesso 11 Segundo apurou a Coluna, modelo já está em execução na Cidade do Saber. A CDS é a primeira a adotar a contratação como MEI ou emissor de nota avulsa seus novos profissionais. Como se não bastassem as perdas de direitos, média salarial é outro desrespeito. Os salários desses profissionais ficam em torno de R$ 2,4 mil, o equivalente a 1,5 salário mínimo.
Retrocesso 12 Talvez, estejam aí as razões para governo municipal e sindicatos evitarem as manifestações.
Catraca A escuta do chefe da Superintendência de Trânsito e Transportes (STT), Edmilson Souza, no Legislativo de Camaçari, não pode repetir a inconsistente sessão para esclarecimentos ocorrida com o titular da pasta da Educação (Seduc), vereador licenciado Márcio Neves (PT), no final de março.
Catraca 2 Convocado para a próxima quinta-feira (7), se não mudarem a data, o comandante da STT vai precisar esclarecer, não apenas um ônibus, mas uma frota de dúvidas.
Catraca 3 Como fica a Tarifa Zero, prometida pelo alcaide Caetano? Os R$ 2,2 milhões do município para o sistema não pagam essa conta da gratuidade? Segundo apurou a Coluna, a empresa Atlântico recebe cerca de R$1,7 milhão mês de repasse da prefeitura. Conta total fecha com os cerca de R$ 500 mil obtidos com a bilhetagem nos seus 45 ônibus.
Catraca 4 E a licitação definitiva para contratação do sistema de transporte por ônibus. A emergencial de 6 meses, renovada por igual período e sem poder sofrer nova ampliação, vence em junho. Como anda esse processo?
Catraca 5 Outra dúvida que o superintendente da STT precisa esclarecer é o destino dos cerca de 30 ônibus elétricos assegurados pelos R$ 96 milhões do PAC? Freio de mão para gestão e vereadores, todos preocupados com os reflexos eleitorais, o sistema de transporte alternativo, o Ligeirinho, embarca nessa sessão, ou fica de fora?
Catraca 6 Tanto o doutor Edmilson, como os vereadores vão ter muito o que explicar. Um respondendo com transparência, e os outros com abordagens fundamentadas para que a sessão não seja uma viagem de balde... uma viagem sem destino.
Calibre O mês de abril em Camaçari registrou 4 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, o quarto mês de 2026 somou um dos menores números de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) apurados mensalmente, desde 2017, pelo Camaçari Agora.
Calibre 2 Os quatro assassinatos contados em abril deste ano pela Coluna empatam com outubro e novembro do ano passado. O mês com menor número desde 2017 foi setembro, também de 2025, com 2 registros.
Calibre 3 Comparado com o mesmo período de 2025, os 35 assassinatos contados pela Coluna nos quatro meses deste ano apresentam uma redução de 9 registros (20%) em relação aos 44 do período janeiro/abril do ano passado.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
4maio2026 Fechamento: 18h10
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Escuta ativa A data de inauguração da Policlínica de Camaçari, na primeira semana de junho, não parece ser a única informação que precisa ser confirmada. As dúvidas sobre essa estrutura em fase final das obras físicas e considerada a maior do estado, não são poucas e precisam de esclarecimentos por parte da secretaria Rosângela Almeida.
Escuta ativa 2 O funcionamento dessa unidade de média complexidade será exclusivo para pacientes de Camaçari. A população do município vai continuar usando os serviços da Policlínica Regional de Simões Filho. Com a nova Policlínica da avenida Concêntrica, a unidade similar localizada na avenida 28 de Setembro, segue em funcionamento ou fecha.
Escuta ativa 3 Não pode ficar de fora desse rol de dúvidas, que precisam ser esclarecidas pela titular da Secretaria de Saúde de Camaçari (Sesau), a capacidade real de atendimentos e/ou procedimentos dia dessa nova unidade. Ainda em nome da transparência, marca do SUS, essa nova policlínica inaugura oferecendo todos os serviços e especialidades, ou terá um cronograma de operação por etapas.
Escuta ativa 4 Segundo apurou a Coluna, a inauguração com a presença do presidente Lula da Silva (PT) não acontece antes da primeira quinzena de 15 de junho e tem o dia 3 de julho como data limite. A partir do dia 4 os candidatos ficam proibidos por Lei de comparecerem a inaugurações.
Funil A pouco mais de seis meses para as eleições de 4 de outubro a política não para de fazer contas. No PT, a disputa pelas 39 cadeiras da representação da Bahia na Câmara dos Deputados tem linha de corte de 110 mil votos para assegurar vaga. Avaliação do próprio partido mostra que não conquista uma das 63 cadeiras da Assembleia Legislativa pelo PT o candidato que somar menos de 60 mil votos.
Funil 2 Na base de Camaçari, que no pleito de 2022 somou 135,9 mil votos válidos, a deputada Ivoneide Caetano, eleita com quase 106 mil votos no total, segue com relativa tranquilidade no quadro geral da disputa no estado. Levantamentos reforçados por projeções feitas por adversários mostram que ela perdeu lideranças em pequenas cidades, mas compensa com o avanço em colégios eleitorais maiores.
Funil 3 Sem o discurso de aposição, que lhe ajudou a conquistar quase 39 mil em Camaçari, a deputada Ivoneide vai precisar contrabalançar essa conta com a ajuda da estrutura de cargos e de todos os penduricalhos do município. Apesar das dificuldades da gestão do marido, a máquina de Camaçari continua com relativa força e deve ajudar nessa conta.
Funil 4 Outros dois nomes que precisam de boas votações em Camaçari são: o candidato a reeleição Junior Muniz e o vereador e postulante de primeira viagem Tagner Cerqueira. Muniz, que colheu quase 16 mil votos na eleições de 2022 no município, cerca de 25% dos seus 67 mil apoios em todo o estado, não deve repetir a performance.
Funil 5 No mapa do Legislativo de Camaçari, o deputado Muniz tem como cabos eleitorais os vereadores Paulinho do Som, Neidinha e Dentinho do Sindicato, todos do PT. Tanger conta com o apoio do petista Kaique Ara. Também são tidos como certos os colegas João Dão e Wagner (PSB), Dilson Magalhães (PP) e Ivandel (sem partido). A vereadora Sales Brito (PSD) está em negociações avançadas. Dos 11 governistas, Luizão (Republicanos), filho do ex-vereador Bispo Jair, apoia os candidatos da Igreja Universal.
Funil 6 Seu concorrente direto na mesma base, o vereador Tagner, vai precisar sair de Camaçari com cerca de 30 mil para se habilitar na disputa. Diferente de Muniz, com base em todo o estado, Tagner busca construir esses apoios. Fechar essa conta de forma satisfatória vai depender da disposição do alcaide Caetano, sempre e naturalmente envolvido em contas do presente e suas arrumações futuras.
Funil 7 A educadora Estelita de Cristo é o mais novo nome no tabuleiro de Camaçari na disputa por uma das 63 vagas na Assembleia Legislativa. Filiada ao Avante, partido da base do governador Jerônimo (PT), a professora Estelita se coloca na mesma faixa de votos do vereador Tagner Cerqueira (PT), também candidato a estadual. Segundo apurou a Coluna, sua candidatura, apadrinhada pelo presidente estadual da legenda, o ex-deputado Ronaldo Carleto, é para valer e não deve fazer dobradinha para federal com a deputada Ivoneide Caetano (PT).
Arrasta o pé A menos de 60 dias para a realização do São João de Camaçari, nada se sabe oficialmente sobre a programação do Camaforró. A dula Matheus e Kauan e Márcia Felipe, com seu forró eletrônico, são nomes listados, segundo apurou a Coluna.
Arrasta o pé 2 O problema para tanta demora é a fonte pagadora. Pagador dos cachês, o Governo do Estado anda no “Serasa” dos empresários por atraso nos pagamentos.
Arrasta o pé 3 Na concorrência, de olho no movimento financeiro de visitantes para o município, cidades como Cruz das Almas, Santo Antonio de Jesus e Jequié já anunciaram parte de suas atrações. Até a vizinha Dias Dávila está com a grade de atrações fechada.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
27abril2026 Fechamento: 17h50
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Cartilha O avanço de Camaçari no Indicador de Criança Alfabetizada (ICA) em 2025, precisa ser visto de forma mais ampla e não apenas no festejo da estatística, como fez a prefeitura na semana passada.
Cartilha 2 Ao anunciar o salto de 36% em 2024 para 49% no ano passado, a Secretaria de Educação (Seduc) só exibiu uma parte de uma realidade nada animadora no universo de estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, portanto até 7 anos.
Cartilha 3 Por esses mesmos números, mais a metade (51%), o que representa mais de 1.300 alunos dos cerca de 2,6 mil matriculados nesta etapa nas escolas da rede municipal de Camaçari não são considerados alfabetizados. Os números estão no portal do Ministério da Educação (MEC).
Cartilha 4 Histórico no governo anterior, do alcaide Antonio Elinaldo (União), é ainda mais desanimador e denunciador do descaso dos 8 anos (2017/2024) com a educação e em especial, os anos iniciais e fundamentais para a formação do jovem na rica e cada vez mais globalizada Camaçari.
Cartilha 5 É esse município, com orçamento na educação para esse 2026, estimado em R$ 551 milhões, cerca de 30% do total de R$ 1,7 bilhão, que segue atrás de cidades com menor volume proporcional recursos/estudante.
Cartilha 6 Qual a estratégia para avançar além das metas que Camaçari prevê: 55% neste ano, 62% em 2027 e 69% no último ano do governo 04 do alcaide Luiz Caetano (PT). Esperar 2030 para alcançar os 80%, índice que a cidade de Licínio de Almeida já ultrapassou e atingiu no ano passado 99% de alfabetização dos seus alunos nessa mesma faixa etária.
Cartilha 7 Quem são esses alunos com déficit, seguramente na sua maioria pretos e pardos, como mostram todas as estatísticas da desigualdade. Onde moram, estudam em quais escolas, quais as condições de funcionamento dessas unidades.
Cartilha 8 São perguntas que precisam de respostas para virar esse quadro de forma significativa. É obrigação ir além das metas modestas de Camaçari para os próximos anos, exibidas no levantamento do próprio ICA. Além do compromisso universal, Camaçari tem características econômicas diferenciadas que exigem formação de novas gerações para seus novos e constantes desafios de posicionamento no futuro.
Cartilha 9 Essa diferença desvantajosa fica bem clara na comparação de Camaçari com seus 12 vizinhos da Região Metropolitana. Com 49% de alfabetizados, Camaçari só não fica atrás de Lauro de Freitas (39%), Dias Dávila (46%). São Francisco do Conde, outro município com orçamento diferenciado, aparece com o vergonhoso índice de 43% de crianças alfabetizadas até 7 anos na rede pública municipal.
Cartilha 10 Nesse mapa da desigualdade e pouco compromisso em toda a RMS, Camaçari fica atrás de Mata de São João (77%), Pojuca (69%), São Sebastião do Passé (67%), Vera Cruz (63%), Madre de Deus (60%), Simões Filho (57%), Itaparica (54%) e Salvador (50%). Empata com Candeias (49%).
Sinal A manifestação do alcaide Luiz Caetano (PT), sexta-feira (17), durante a reinauguração do Conviver, equipamento de apoio a idosos, fechado desde o começo do seu governo 04, só pode ser levada a sério se resultar em correção de rumo da gestão com a troca de peças chaves do seu governo.
Sinal 2 “Eu também tô retado com muita coisa”, “tira, tira, bota quem atenda bem ao povo”, desabafou o alcaide. Fala de Caetano, experimentado e conhecedor do ´time` da política, aconteceu justamente num dos espaços sob a responsabilidade da pasta do Desenvolvimento Social (Sedes), comandada pela doutora Jeane Gleide, uma das campeãs em reclamações.
Sinal 3 É aguardar os próximos dias para saber se manifestação foi apenas mais uma peça de campanha para as redes sociais, ou vai virar real no Diário Oficial.
Caminhos Colunista do Camaçari Agora, Waldeck Ornélas lança na próxima quinta-feira (23), a partir das 17h30, na Livraria Leitura, Salvador Shopping, o seu mais recente livro. “Bahia Urgências do Presente” reúne artigos onde o especialista em planejamento urbano, ex-deputado federal, ex-senador e ex-secretário de planejamento da Bahia cita os gargalos da nossa infraestrutura de interligação e escoamento de nossas riquezas com o resto do país.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
20abril2026 Fechamento: 18h01
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O esvaziamento do comércio no centro de Camaçari e a nova ordem
O ´sai não sai` na Serin e o desgaste do governo do alcaide Caetano
Os alojamentos da BYD e a mexida no mercado de aluguel de Camaçari
Novo olhar O debate sobre o esvaziamento do comércio na região central de Camaçari não começou com o calçadão, nem vai ter solução com a simples mudança no perfil do acanhado projeto de requalificação da região, com pedestres e veículos circulando no mesmo espaço.
Novo olhar 2 O problema é maior, mais profundo e exige esforço de todos. Governo com projetos amplos e discutidos com todos os atores e medidas compensatórias como a revisão da política de oneração do setor. Do outro lado do balcão o empresariado que precisa mudar a mentalidade de entendimento do velho comércio físico/territorial, e entender a nova lógica do irreversível e-commerce.
Novo olhar 3 Se já não está bom, esse desenho vai mudar ainda mais com a influência da economia chinesa na cidade com a BYD. Camaçari precisa estar preparada para tirar proveito dessa nova lógica.
Novo olhar 4 A requalificação da Feira de Camaçari, com sua transformação num grande centro de compras com perfil diversificado, novos horários e atrativos são mudanças necessárias. Espécie de âncora econômica da região, espaço precisa avançar sem perder suas raízes e elementos da nossa cultura.
Novo olhar 5 A oxigenação cultural do centro antigo com a ativação do cine teatro, do museu da cidade e o estímulo a novos empreendimentos de lazer da economia criativa são peças necessárias para ajudar a fazer essa engrenagem andar.
Novo olhar 6 Onde parar os carros e como circular de forma tranquila pela região completam essa equação básica para quem deseja avançar no conceito de cidade boa para sua população. Só precisa vontade política e capacidade de entendimento de todos para dar esse passo inicial.
Trapalhada Essa parece ser a definição mais precisa do processo de saída e recuo de Ademar Lopes da Secretaria de Relações Institucionais (Serin). O resultado é que Lopes não saiu, continua com o mesmo tamanho e os mesmos problemas de relacionamento com uma parte do poder municipal e colegas de secretariado. Novelinha do ´foi sem nunca ter ido` só somou desgaste para a gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT).
Trapalhada 2 Segundo apurou a Coluna, três nomes petistas se apresentaram como opção para o cargo: o vereador Paulinho do Som, o ex-vereador José Marcelino, assessor especial do alcaide. Fecha a lista o primeiro suplente de vereador e atual titular da pasta de esportes, Teo Ribeiro, cansado de jogar com a bola murcha muma Sejuv sem orçamento.
Trapalhada 3 Com tanto espaço para o surreal, até o vereador governista Ivandel Pires, ex-União, ex-elinaldista juramentado, e agora sem partido, apareceu como nome para a vaga. Sua ida para Serin não passou de uma enchida de bola para aquietar o vereador insatisfeito com o governo. Experiente, Caetano sabe que movimento abriria vaga para o suplente oposicionista Jorge Curvelo (União), e engordaria para 13 o número de cadeiras da oposição, hoje com 12 dos 23 assentos do Legislativo de Camaçari.
Vagas Corretores do ramo imobiliário da cidade começam a discutir um possível desequilíbrio no mercado de aluguel de imóveis em Camaçari. Segundo esses profissionais, a construção de alojamentos com toda a infraestrutura básica de serviços pela BYD, nas proximidades da sua unidade de produção, pode impactar de forma negativa esse mercado.
Vagas 2 Atualmente, parte dessa mão de obra ocupa imóveis na cidade, pousadas e pequenos hotéis. Mesmo sem números do tamanho desse mercado de oferta e procura na cidade, admitem que deve cair a renda gerada por esses alugueis com a transferência de parte desses trabalhadores para alojamentos da BYD.
Vagas 3 A Coluna apurou que a BYD está construindo uma estrutura para alojar até 4 mil pessoas. Com 6 blocos e área de lazer, conjunto tem 5 módulos residenciais com duas mil moradias, a maioria com um quarto, banheiro e área de serviço. Um sexto bloco abrigará serviços como refeitório, assistência aos trabalhadores e lojas de conveniência.
Vagas 4 Os blocos 3 e 5 devem ser inaugurados até meados do ano. Início pelos blocos 3 e 5 tem uma razão na cultura chinesa, números considerados de ´azar`. O cronograma fecha com ´sorte no final do ano com os blocos 1,2,4 e 6.
Vagas 5 Atualmente, a montadora chinesa emprega 6,9 mil trabalhadores, sendo 3,2 mil atuando no complexo e outros 3,7 mil terceirizados. Ainda segundo a BYD, esse número deve chegar a 10 mil empregos até o final de 2026.
Big Apple O vereador kaique Ara (PT) está em Nova Iorque (Estados Unidos), onde participa do Fórum de Juventude do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC Youth Forum). Único da Bahia no encontro com jovens lideranças de todo o mundo, Kaique participa dos debates sobre políticas públicas e sustentabilidade, de amanhã (14) até quinta-feira (16), na sede das Nações Unidas (ONU).
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
13abril2026 Fechamento: 18h30 |
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Ação na Justiça ameaça candidaturas de Elinaldo, Flavio e Professora Angélica nas eleições de outubro
O futuro do secretário que sai com rótulo de desincompatibilização mas não será candidato
Camaçari registra queda de assassinatos em março mas trimestre supera mesmo período de 2025
Plano B A ex-primeira-dama do município, Ivana Paula já aparece como alternativa num possível impedimento legal da candidatura a deputado estadual do ex-alcaidede Camaçari, Antonio Elinaldo (União).
Plano B 2 Perguntada, durante entrevista a um podcast, sobre uma decisão desfavorável da Justiça Eleitoral ao seu marido, para a disputa de uma das 63 vagas da Assembleia Legisllativa, respondeu que poderia ser essa alternativa. “Se for da permissão de Deus que ele vai ficar inelegível”, disse dona Ivana, que completoua: “se for de eu ser candidata, eu vou ser”.
Plano B 3 Movimento que vem sendo considerado precipitado e até um ´tiro no pé`, na avaliação de lideranças governistas e até oposicionistas ouvidas pela Coluna, põe luz qualificada numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Movida pela oposição, Ação acusa o ex-alcaide de crime eleitoral por uso do Diário Oficial com nomeações e a utilização do cadastramento do Minha Casa para fins eleitoreiros.
Plano B 4 A AIJE também lista como acusado o ex-candidato a alcaide pelo União, Flavio Matos, que numa manobra recente trocou o PL pelo PSDB. O terceiro nome na ação como beneficiado pelo uso da máquina municipal nas eleições de 2024 é a candidata a vice de Matos, a Professora Angélica, ex-PP e agora também no ninho tucano.
Plano B 5 Já superada a etapa de recolhimento de documentos solicitados pela Justiça de Camaçari, a Ação segue para a próxima fase com a realização de audiências e posterior envio do resultado para parecer do Ministério Público Eleitoral.
Plano B 6 Só depois desse trâmite sai a decisão na Primeira Instância da Justiça de Camaçari. Por motivos diferentes, resultado deve ser contestado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e até em instância superior, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Plano B 7 Caso a ação capitaneada pelo PT não se confirme com o pedido de cassação do trio, o questionamento no TRE é certo. Se a decisão for por impedimento das candidaturas quem recorre é Elinaldo, Flavio e Angélica.
Plano B 8 A saída anunciada como “desincompatibilização” do titular da Secretaria de Relações Institucionais de Camaçari, Ademar Lopes, não é atestado de que será candidato. Ao deixar a Serin, Lopes, em tese, vira uma espécie de nome no esquema de sobreaviso do alcaide Luiz Caetano (PT), caso a candidatura do vereador Tagner Cerqueira (PT) encontre alguma dificuldade.
Plano B 9 A Coluna apurou que o motivo da “desincompatibilização", na verdade é incompatibilidade com parte da gestão. Ainda segundo essas mesmas fontes, Lopes tem contrariado colegas de secretariado e, para piorar, se atritado com figuras ligadas e de total confiança da primeira-dama, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT). Nesse caldeirão de desconforto se soma a dificuldade natural da gestão Caetano em cumprir acordos e executar projetos e encaminhamentos que teve Lopes como avalista.
Plano B 10 Quadro do PSB, Lopes chegou a ensaiar ida para o PSD, legenda com maiores chances. Agora é aguardar agosto, com o registro das candidaturas, para confirmar o destino do velho e fiel escudeiro de Caetano.
Calibre Camaçari fechou março com 9 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, o número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) registrou uma queda de 33% em relação ao mesmo mês de março do ano passado com 6 registros.
Calibre 2 Nos três primeiros meses do ano, fevereiro registrou 13 assassinatos, janeiro 9, e outros 9 contados pela Coluna em março. Soma de 31 no primeiro trimestre de 2026 supera o mesmo período do ano passado com 22 registros. Período, arrás de trimestre de 2025, é o segundo menor desde 2017.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
6abril2026 Fechamento: 18h10
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Debate sobre educação no Legislativo de Camaçari tem reprovação geral
Governo e oposição não avançam e ensino no município segue levando nota baixa
Quadro Baixo desempenho. Esse é o resultado da sessão do Legislativo de Camaçari que ouviu o secretário de educação do município, o vereador licenciado do PT, Marcio Neves. Encontro cheio de expectativas, na última terça-feira (24), terminou frustrando pela inconsistência dos dados exibidos e argumentação pelo titular da Seduc.
Quadro 2 Fragilidade geral, reconhecida por educadores e parte da população, se completou com a atuação dos vereadores que na sua maioria aprovou a ida do secretário para explicações sobre a política de educação no município.
Quadro 3 Pouco afeitos a uma sabatina técnica, os vereadores praticamente se resumiram a perguntas sobre problemas nas suas bases eleitorais. Presos a discursos pouco fudamentados, apesar do esforço de alguns, oposicionistas exibiram um claro atestado de que não fizeram o dever de casa.
Quadro 4 A baixa argumentação da maioria oposicionista, formada por 12 dos 23 membros da Casa, deixou uma clara demonstração de falta de assessoria para um estudo mais detalhado sobre o tema, apesar da gorda verba de gabinete para necessária contratação de técnicos.
Quadro 5 Descuido, que não é exclusividade da oposição na montagem do seu quadro de assessoria, terminou permitindo ao secretário manifestações equivocadas e sem contestação.
Quadro 6 Na base governista a mudez foi quebrada por poucas manifestações de apoio, mas nenhuma fundamentação qaulificada que reforçasse o discurso da gestão municipal e seus acertos com a educação. Com baixa sintonia desde o começo da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT), bancada dos 11 deu uma demonstração clara de que nada, ou quase nada sabia.
Quadro 7 Não deveria ser assim, tanto entre os vereadores, como na equipe de Seduc. A pasta da educação tem receita de R$ 551 milhões, a maior fatia do orçamento do município e quase 1/3 do total de gastos de R$ 1,7 bilhão previsto para esse ano pelo município.
Quadro 8 Ao declarar que a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação não foi suficiente, o secretário Márcio Neves apenas confirmou que algo saiu errado no planejamento dos recursos. O dinheiro do Fundeb é calculado e repassado perlo Governo Federal aos municípios com base em dados informados pelas próprias prefeituras.
Quadro 9 A exibição de dados pouco detalhados no painel digital do Legislativo, sem a distribuição de um material impresso e consistente, até para um melhor acompanhamento pelos vereadores, durante a sessão, foi outro dificultador. Em resposta a alguns questionamentos fora do quadro exibido, ou que exigiam complementação, o secretário apenas dizia que poderia mandar esses dados posteriormente.
Quadro 10 Foi nessa ´sala de aula` mais confusa que esclarecedora que o secretário não conseguiu explicar, muito menos ser questionado com firmeza pelos vereadores, como o município terminou o ano letivo de 2025 sem professores de Inglês, Matemática, Artes, e até Língua Portuguesa, em parte das 105 escolas do município.
Quadro 11 Também ficou sem explicação detalhada o programa de reforma das 60 escolas anunciadas como atendidas pelos serviços de melhoria e requalificação.
Quadro 12 O atraso na entrega dos fardamentos, a logística de distribuição e os erros com modelagens de acordo com as necessidades por escolas foi outro tema abordado com pouca transparência. Mesmo dispondo de informações sobre número de alunos, idade e tamanho do fardamento por unidade, faltou detalhamento de importante investimento.
Quadro 13 Não foi diferente a ausência de detalhamento do programa de climatização das salas de aula. O titular da Seduc não informou sobre o estudo de instalação desses equipamentos, já adquiridos, de acordo com as necessidades de cada unidade.
Quadro 14 Foi nessa ´sala` confusa e com predominância de discursos midiáticos dos dois lados, e nenhuma objetividade que assegurasse caminhos para a melhoria dos serviços para a população que a educação foi tratada.
Quadro 15 No eterno embate da política entre os grupos que se alternam no poder do município nos últimos 40 anos, a sessão sobre educação não passou de um extrato para manifestações pró e contra a gestão nas redes sociais.
Quadro 16 Todos perderam nessa briga de narrativas vazias e que não muda rumos. Só afasta Camaçari para longe do mapa das cidades onde a educação faz a diferença e coloca seu povo num caminho de excelência e justiça social.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
30março2026 Fechamento: 18h01
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Foco O vereador Tagner Cerqueira(PT) vai precisar ampliar o cuidado com suas bases em Camaçari para não ser surpreendido com votação abaixo do esperado nas urnas de 4 de outubro.
Foco 2 A Coluna apurou que tem vereador trabalhando com dois nomes para a Assembleia Legislativa. Um oficial, o do colega de plenário, que tenta uma vaga de deputado estadual, e outro nome de interesse, digamos mais pessoal e estratégico com mira na sua própria reeleição em 2028.
Foco 3 A dualidade dessas lideranças é simples e tem raízes no desconforto com o tratamento recebido pela gestão do alcaide Luiz Caetano (PT). A queixa é a insuficiente cota de cargos e benefícios na máquina municipal para contemplar aliados e assim multiplicar o apoio ao colega Tagner.
Foco 4 Insatisfação também avança sobre figuras sem mandato, mas com cargo no governo, cheias de queixas com o espaço político recebido na gestão e, é claro, a compensação financeira.
Metástase O banco Master e sua teia de envolvimento com autoridades de todos os tamanhos e cores partidárias será tema proibido na campanha de Camaçari.
Metástase 2 O grupo do governador Jerônimo (PT), que vai fazer tudo para reverter a vantagem do adversário, de cerca de 22 mil votos nas eleições de 2022, não vai querer falar, muito menos ouvir nada sobre o banqueiro Daniel Vorcaro.
Metástase 3 O mesmo comportamento terá o time do adversário, ACM Neto (União). A gestão do petista é listada no escândalo dos precatórios, e outras conexões, enquanto o ex-alcaide de Salvador segue sem explicar os R$ 3,6 milhões recebidos do Master por serviços de “consultoria”.
Calendário O prazo de 3 de abril para desincompatibilização de cargos públicos para quem deseja disputar as eleições de outubro é data fora da agenda em Camaçari. O único nome que poderia deixar o cargo de secretário municipal é Ademar Lopes (PSB). Vai continuar na pasta de Relações Institucionais (Serin), ou migrar para outro posto e adiar, quem sabe para 2028, o sonho de um mandato legislativo.
Sentadinhos E o cantor Tony Salles “lacrou” na noite de sábado (14), no Festival de Arembepe. O artista cantou seu grande sucesso ”Panamera”, música que destaca o suposto empoderamento masculino e o festejo da mulher como objeto.
Sentadinhos 2 ´Poesia`que tem como título e referência o veículo da marca alemã Porsche, conhecida pelo altíssimo luxo e performance, diz: “ Me chamou pra dar pião na cidade...Quer fazer meu carro de suíte...Como é que resiste a esse convite?” Construção de descuido com as mulheres completa com o refrão: “Ela é roleira... Só gosta da bagaceira...Eu disse, na Panamera..Só quer, só quer sentadeira”.
Sentadinhos 3 Por ironia, esse mesmo grupo político que retorna ao poder municipal pela 4ª vez, e paga a Salles o cachê de R$ 250 mil, segundo apurou a Coluna, puxou a luta contra a contratação de artistas que cantam músicas que desrespeitam as mulheres. Virou até Lei Estadual capitaneada pela então deputada estadual Luiza Maia (PT).
Reação Sorte de Camaçari que tem mulheres que seguem no cominho da luta e não descuidam. Um desses exemplos foi o lançamento semana passada do livro “Mulheres que Protagonizam a Sua História”. Publicação coordenada por Kelly Dourado, traz relatos de 12 referências nos vários campos de atuação na cidade.
Reação 2 Nesta 4ª edição o livro exibe experiências de Ana Gomes, Elis Santos, Gisa Souza, Gleide Malaquias, Graça Onasilê, Negra Magna, Rose Braga, Solange Borges, Tania Souza, Teka O’Neill e Tina Equilíbrio.
Olhar O alcaide Luiz Caetano (PT) precisa assumir seu projeto de fechamento da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari. Processo de desmonte iniciado ainda no seu governo 02 (2005/2008), quando direcionou todas as energias e receitas para a Cidade do Saber (CDS), segue de forma lenta e perversa.
Olhar 2 Desaparelhamento da estrutura que até o ano passado atendia cerca de 300 jovens, número que já foi quase o dobrou, chegou ao auge com a demissão no começo do ano dos 11 educadores responsáveis pelos cursos gratuitos de bateria, canto coral, capoeira, dança, flauta, percussão e violão.
Olhar 3 O fechamento da estrutura, o estranho silêncio sobre alternativas ou retomada do programa, gerido pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), derruba o discurso da atual gestão de proteção e acolhimento de alunos especiais e jovens oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social.
História Sábado (21) tem lançamento da segunda edição, revisada e ampliada, do livro “Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”, do professor, historiador e pesquisador Diego Copque. Festa de pertencimento, a partir das 10 horas, no Teatro Cidade do Saber (TCS), se completa com a primeira exibição do documentário “Do Joanes ao Pojuca”. Produção com 27 minutos mostra com imagens e depoimentos o processo surgimento e expansão de Camaçari e região. A entrada é livre.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
16março2026 Fechamento: 17h55
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Quartinha Enquanto o grupo do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) confirma com antecedência time completo, com os companheiros de legenda ACM Neto e Bruno Reis, o senador Angelo Coronel (PSD), e deputados da base oposicionista, no cortejo de abertura da festa de Arembepe, o PT de Luiz Caetano segue com a agenda em aberto.
Quartinha 2 Até o fechamento da Coluna, não estavam confirmadas as presenças dos senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT), do ministro Rui Costa e do governador Jerônimo (PT), no cortejo puxado por baianas, no final da manhã da próxima sexta-feira, 13.
Quartinha 3 Indefinição não é bom sinal, dizem figuras governistas ouvidas pela Coluna na condição de anonimato. A dificuldade da gestão tem se refletido até na organização do próprio festival. Só na quarta-feira passada (4) foi anunciada a grade de atrações dos quatro dias (13 a 16) da festa da cidade depois do Camaforró.
Quartinha 4 Outro sinal, nada positivo, atinge diretamente a militância e o ânimo de quem vai para a linha de frente no dia a dia da política e nas disputas eleitorais. Pelo segundo ano consecutivo, portanto desde o começo do governo, que o bloquinho “Pela esquerda é mais gostoso” fica fora de Arembepe por falta de apoio.
Quartinha 5 Ausência do animado grupo da juventude petista (JPT), alma aguerrida do partido, baixa o astral e sinaliza para os adversários que existe terreno para avançar.
Para ontem Como já comentou a Coluna, o governo Caetano entra no segundo ano sem definições claras de mudanças nas principais estruturas da gestão. Passou o Carnaval, Arembepe acaba na próxima segunda-feira (16), e o ano começa sem a necessária troca de titularidade em pastas que exibem resultados abaixo do mínimo esperado.
Espelho O vereador kaique Ara (PT) como o principal alvo da bancada oposicionista não é um bom sinal para o governo 04 do petista Luiz Caetano. Ao concentrar quase toda a artilharia dos adversários elinaldistas, Kaique compromete sua imagem, mas não entra sozinho numa linha perigosa de desgaste.
Espelho 2 Sem o socorro direto e necessário dos colegas de legenda, com exceção do disciplinado Tagner Cerqueira, o governo Caetano só atesta as dificuldades de gestão e articulação até dentro do seu próprio partido. Não se vê manifestação consistente do experiente e dono de três mandatos Dentinho do Sindicato.
Espelho 3 A segunda suplente no exercício do mandato Neidinha, apesar do traquejo com os movimentos populares, também exibe pouco interesse nos debates em plenário. Fecha a lista petista o vereador Paulinho do Som. Mesmo com laços de parentesco com o alcaide, portanto uma relação diferenciada, segue em modo ´off`.
Espelho 4 Apesar de somar 11 dos 23 votos do Legislativo, número real é menor e sinaliza desorganização e baixa convicção na defesa das teses e ações do governo em toda a sua base. Uma das raízes desse silêncio está no pouco retorno do governo aos pleitos desses aliados. Fontes da Coluna asseguram que Caetano vem retribuindo de forma insuficiente o espaço na máquina municipal.
Espelho 5 Queixa que nasce na bancada petista, tem eco nas ruas e redes sociais, não é menor entre os 6 da base formada pelo PSB (2 vereadores), Republicanos, PSD e PP, com um representante cada. Fecha a conta dos silenciosos o ex-união e sem partido Ivandel Pires. Nesse time, a exceção é João Dão (PSB) que, ainda que de forma esporádica, cruza os dedos, mas defende o governo.
Agenda Mesmo enfrentando os ´drones`, disparados de sua própria base, e da incansável bateria da oposição, o secretário de educação, vereador licenciado Márcio Neves (PT) permanece no cargo. Aposta na redução do desgaste com a entrega do fardamento, melhorias na estrutura da rede municipal de educação, e acordo salarial com os professores. Mexer na Seduc não é certeza de sucesso. Certeza só de racha na base que já anda fragilizada.
Agenda 2 Não vai ser fácil. Terá ano eleitoral dobrado, com eleições para renovação de mandatos em outubro, e disputa acirrada para o sindicato dos professores (Sispec), sua principal base, em novembro. Vai precisar ajustar o discurso e criar condições que assegurem uma imagem positiva para prestar apoio a nomes ligados ao seu grupo político nas eleições de outubro.
Agenda 3 Presidente da República, os dois nomes para o Senado e a reeleição da deputada federal Ivoneide Caetano (PT) são escolhas sem traumas.
Agenda 4 A dúvida vai ser o estadual. Apoia o vereador Tagner Cerqueira, que busca seu primeiro mandato e pode ganhar protagonismo na sucessão de Caetano, caso seja eleito para a Assembleia Legislativa. Ou reforça a reeleição do também companheiro petista Junior Muniz.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
9março2026 Fechamento: 16h55
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A educação em Camaçari e a nota baixa que preocupa pais e alunos
Camaçari volta a bater recorde de assassinatos em fevereiro
Caderneta Suspensão de aulas com greve de professor, atraso na entrega dos fardamentos, problemas com a merenda, transporte de estudantes ineficiente, e pendências na pauta econômica da categoria da educação. Esse foi o plano de aula do primeiro ano da gestão do professor e vereador licenciado Marcio Neves (PT) à frente da pasta da educação de Camaçari (Seduc).
Caderneta 2 Com recursos municipais e federais obrigatórios por lei para suprir as suas demandas fixas, portanto pré-definidas, a Seduc da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) segue com nota abaixo do mínimo necessário para aprovação.
Caderneta 3 Atuação do professor Neves, que já foi titular da Seduc no governo do então aliado, o ex-petista e hoje sem partido, Ademar Delgado (2013/2016), tem surpreendido e preocupado apoiadores e até adversários que pensam e se preocupam com a cidade.
Caderneta 4 Só neste ano de 2026 estão previstos para a educação pouco mais de R$ 551 milhões, a maior fatia do orçamento do município que soma R$ 1,7 bilhão. Se os recursos existem para atender os cerca de 32 mil alunos da rede municipal, formada por 105 escolas, qual a explicação para esse descompasso. É ausência de planejamento? É retenção indevida com aval do alcaide? As duas alternativas anteriores? São perguntas que exigem respostas.
Caderneta 5 Qual o projeto de educação, como melhorar do índice do IDEB de Camaçari, sempre abaixo do seu perfil econômico. E a construção de uma rede sensível, com professor, porteiro, merendeira, todos imbuídos de um mesmo princípio de educação com acolhimento.
Caderneta 6 Situação se agrava com a estratégia de comunicação do secretário que segue com exposição nas redes sociais, incompatível para um educador. A descontração excessiva e o humor, muitas vezes num tom acima pode até gerar simpatias e identificação entre o alunado. Seguramente não encontra o respaldo necessário em quem está preocupado com o futuro: os pais e responsáveis pelos estudantes.
Caderneta 7 Cumprir seu papel de educador e gestor, colocando a Seduc no ritmo que ela precisa, com uma educação de qualidade e sem estratégias midiáticas exageradas é o currículo que o professor Márcio precisa colocar em prática.
Âncoras Depois de leilões sem comprador e muitas dúvidas sobre sua viabilidade, o shopping Busca Vida voltou a funcionar graças ao ´soro` dos recursos públicos. Unidade com espaço para cerca de 80 lojas na estada do Coco (BA-099) está em operação desde outubro do ano passado.
Âncoras 2 A primeira ajudinha para bancar a conta do condomínio, e assim manter o espaço em operação, veio do governo do estado com a instalação de uma agência do SAC.
Âncoras 3 Prometida para março, mas sem previsão de início de funcionamento para antes de maio, está a agência da Caixa Econômica. Do governo federal apenas o posto do INSS está em operação.
Finalmente Depois do injustificável mistério, finalmente vai ser anunciada a programação do Festival de Arembepe. Segundo apurou a Coluna, grade de atrações será apresentada na próxima quarta-feira (4). No dia seguinte, a coordenação de eventos, responsável pela organização do festival, se reúne com representantes dos cerca de 30 blocos que animam dos quatro dias da festa.
Finalmente 2 Festival de Arembepe começa sexta-feira (13) com o cortejo puxado por baianas, seguido de lavagem do adro da igreja do padroeiro São Francisco de Assis. Festa só termina na noite de segunda-feira (16) com o Baila dos Coroas.
Horizonte Apesar das dificuldades, a Camaçari que pensa, segue viva e buscando seu legítimo e necessário lugar no debate sobre história e pertencimento. Mais um movimento nesse caminho foi concretizado no sábado (28/2), com o Encontro Internacional Brasil e África do Teatro da Solidão Solidária.
Horizonte 2 Celebração artística e intercultural, com poesia, música, teatro e diálogo sobre o mundo e nossas raízes, reuniu os mestres Abdou El Aziz Gueye (Zig Zag), do Senegal; Bas Ilele Malomalo (Basa), do Congo; e Eco Ngumbe (Guinné Bissau).
Horizonte 3 Coordenado e idealizado pelo produtor cultural, diretor, autor e ator Ivan Antonio, encontro no Teatro Alberto Martisn (TAM) promoveu mais uma necessária reflexão sobre passado, presente e futuro, com a participação de artistas locais, estudantes, professores e a comunidade em geral.
Calibre Camaçari fechou fevereiro com 13 assassinatos. Segundo levantamento realizado pela Coluna, com base em informações postadas na imprensa local, o número de crimes violentos letais intencionais (CVLIs) quase dobrou se comparado aos 7 contados em fevereiro do ano passado.
Calibre 2 Número do mês passado também é maior se comparado a janeiro deste ano. No primeiro mês de 2026 foram contados pela Coluna 9 assassinatos, 4 a menos que neste fevereiro.
É a Bahia Os 477 anos de Salvador serão lembrados com uma vivência histórica, no próximo dia 29, data de fundação da primeira capital do Brasil. Conduzido pelo artista plástico,ecologista e pesquisador Paulo Serra, movimento vivo batizado de “Caminhada Tomé de Souza”, tem início às 8h na Praça Castro Alves. Roteiro com 30 pontos de estudo sobre as terras e o primeiro governador-geral tem imagens produzidas pelo próprio Serra. Mais informações pelo WhatsApp (71) 999 340655.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
2março2026 Fechamento: 17h
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COLUNA CAMAÇARICO
Apupo A exatos 19 dias para o início do festival de Arembepe, nada se sabe sobre a maior festa de Camaçari, uma das mais emblemáticas do estado, e conhecida como fechamento do Verão da Bahia.
Apupo 2 Não é nada abonador a indefinição da prefeitura de Camaçari, através da sua coordenação de eventos, sobre a grade de programação de uma festa na localidade mundialmente conhecida e que tem como referência a Aldeia Hippie.
Apupo 3 O que se sabe é que a abertura acontece no dia 13, com a tradicional cortejo das baianas seguido da lavagem do adro da igreja do padroeiro.
Apupo 4 O que vai acontecer entre a água de cheiro derramada aos pés de São Francisco de Assis, no começo da tarde de sexta-feira (13), e a dança coladinha da noite romântica da segunda-feira, dia 16, com o Baile dos Coroas, é puro mistério.
Apupo 5 Indefinição sobre atrações e apoio oficial têm preocupado comerciantes da localidade, responsáveis pelos quase 30 blocos de camisa, e grupos culturais que desfilam e fazem a alma dos quatro dias de festa.
Apupo 6 Sem artistas anunciados, um nome nessa grade de atrações pode virar justíssima homenagem. Incluir o cantor O kanalha, Prêmio Multishow 2025, categoria Axé/Pagodão do Ano, é a lembrança de Camaçari ao seu mais novo nativo ilustre. Filho da famosa quituteira Rosa do Acarajé, Danrlei Orrico, 28 anos, é mais um exemplo, como Denny da Timbalada, do menino que chegou lá, com competência, trabalho e construção.
Fermento A Câmara de Vereadores de Camaçari retoma seus trabalhos, em plenário, nesta terça-feira (24). O ano eleitoral, portando com ânimos acirradíssimos, vai dar o tom dos debates nesse bolo que só tende a inchar.
Fermento 2 Para tentar reduzir a polarização nessa primeira fase, entre os lulistas e seus adversários, uma reunião aconteceu nesta segunda-feira (23), pela manhã, com a participação da maioria dos 23 vereadores da Casa.
Fermento 3 Amanhã (24), antes da sessão de abertura, governistas e oposicionistas reúnem seus times. Os 12 antigovernistas, com maioria apertada de um voto, fazem encontro de ajuste, antes do início da sessão de abertura.
Fermento 4 Já os 11 governistas preparam os ânimos com um café da manhã, antes da sessão de abertura dos trabalhos legislativos, às 9h, pelo alcaide Luiz Caetano (PT). Segundo apurou a Coluna, o chefe não participa do desjejum. Chega, faz o balanço do primeiro ano da sua gestão 04, fala dos seus projetos para esse segundo ano, e segue sua agenda. Evita assim lembranças de fatias prometidas e não compartilhadas, e até novos pedaços do bolo do poder que sua base vive a cobrar.
Desrespeito Os cerca de 300 alunos da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari entram em março sem saber se terão aulas. Estrutura que deveria retomar suas atividades em janeiro, está praticamente parada com a não renovação dos contratos dos educadores. Para não dizer que não fechou, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de Camaçari (Sedes), comandada pela desaprovadíssima doutora Jeane Gleide, vem ministrando oficinas precárias como tapa-buraco.
Desrespeito 2 O Centro Integrado da Casa da Criança e do Adolescente (CICA), nome oficial, é muito mais que a oferta de cursos gratuitos de bateria, canto coral, capoeira, dança, flauta, percussão e violão. Atende de forma diferenciada, apesar do constante processo de desmonte da sua estrutura, que já teve até acompanhamento psicossocial, alunos especiais e jovens oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social.
História A segunda edição, revisada e ampliada, do livro “Do Joanes ao Jacuípe: uma história de muitas querelas, tensões e disputas locais”, do professor, historiador e pesquisador Diego Copque, será lançado no próximo dia 21 de março, a partir das 10h, no Teatro Cidade do Saber (TCS).
História 2 Celebração de cultura e pertencimento ganha reforço com a primeira exibição do documentário “Do Joanes ao Pojuca”. Produção, também do professor Copque, tem 27 minutos e mostra com imagens e depoimentos o processo surgimento e expansão de Camaçari e região. A entrada é livre.
História 3 O livro, que sai das 352 páginas da primeira edição, para 606 páginas com mais dados históricos, fotos e imagens de documentos, pode ser adquirido com o próprio autor pelo WhatsApp 71 993 965422.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
23fevereiro2026 Fechamento: 17h
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O Legislativo de Camaçari e a gestão campeã em equívocos do presidente Maturino
O secretariado reprovado e a indefinição do alcaide Luiz Caetano
Camaçari e a estatística oficial de assassinatos que não bate com os números da imprensa
Conexão Mesmo faltando 10 meses para encerrar seu biênio (2025/2026) na presidência do Legislativo de Camaçari, o vereador Niltinho Maturino (PRD) já aprece em reta final. Desgastado com aliados e com dose de desconforto ainda maior entre os adversários, Niltinho inicia o segundo ano sem se afastar da marca do retrocesso que marcou seu primeiro período no comando da Câmara de Camaçari.
Conexão 2 Fora de sintonia com boa parte dos 11 colegas da bancada oposicionista, Maturino vira consenso com a rejeição dominante entre os 11 governistas apoiadores do governo municipal do petista Luiz Caetano.
Conexão 3 Com problemas políticos e de gestão, Niltinho Maturino marcou seu primeiro ano pela pouca transparência com as contas da Câmara. Um dos resultados foi a mexida na `sagrada` verba de gabinete dos vereadores, que recebiam mensalmente R$ 90 mil e estrilaram com o corte de cerca de R$ 20 mil.
Conexão 4 Como mostrou a Coluna, Maturino se atrapalhou com a calculadora e terminou tendo de recorrer ao alcaide Caetano, adversário de quem já foi aliado, e hoje se diz adversário, para fechar as contas do ano passado.
Conexão 5 Sem agenda positiva e presença no cenário estadual, apesar da importância econômica e política do município, o presidente Niltinho Maturino se notabilizou pelo apagamento do Legislativo de Camaçari. Deixou longe o título de pior presidente que era do aliado Jorge Curvelo (União), suplente na atual legislatura.
Conexão 6 Fragilizado, terá papel secundário nas eleições para escolha da nova Mesa Diretora, prevista para agosto ou setembro, portanto antes do pleito que vai escolher em outubro, deputados estaduais, federais, senadores e presidente da República.
Conexão 7 Com a reabertura dos trabalhos em plenário, no próximo dia 20, aposta dos caetanistas é reverter o cenário de desvantagem de apenas um voto e tomar o comando da Casa.
Conexão 8 Já os oposicionistas, mesmo desarticulados e preocupando o ex-alcaide e candidato a deputado estadual, Antonio Elinaldo (União), graças a atuação desastrada de Maturino, apostam no ajuste.
Conexão 9 Enquanto o vereador Tanger Cerqueira (PT), candidatíssimo a deputado estadual, segue como o nome do grupo para a disputa da presidência, os oposicionistas buscam o consenso entre Doutor Samuka (PRD), Dudu do Povo (União) e Elias Natan (PSDB).
Conexão 10 Controlar Niltinho, para que promova menos barbeiragens nesses próximos 6, 7 meses, até a eleição da mesa, biênio 2027/2028, é missão dos seus pares oposicionistas. Já os governistas apostam em novas investidas do imaturo Maturino para melhorar o cenário pró-Caetano.
Modo espera O segundo ano do governo 04 do alcaide Luiz Caetano pode continuar com o mesmo desenho de 2025. Cobrada até por aliados históricos, incomodados com os resultados abaixo de esperado no primeiro ano da gestão do petista, mudanças no secretariado seguem na gaveta do mistério.
Modo espera 2 Fontes governistas e até oposicionistas já admitem que os ajustes nas pastas do desenvolvimento social (Sedes), saúde (Sesau) e desenvolvimento urbano (Sedur), urgentes e fundamentais para dar mais velocidade à máquina, podem não acontecer antes das eleições de outubro. Também estão na lista das penduradas e com necessidade de troca, as pastas do turismo (Setur), e de obras (Seinfra); a Coordenação de Eventos e a Ouvidoria.
Modo espera 3 Mesmo com a necessidade urgente de troca de peças, Caetano resiste. Além de não querer passar atestado de erro na montagem do time, enfrenta dificuldade de nomes para as substituições. Pode apostar no calendário de entregas, em especial na saúde e infraestrutura, para baixar a temperatura nada favorável e segurar os atuais nomes até uma reforma justificada pelo quadro pós-eleições de outubro.
Calibre Na construção de uma narrativa de redução da violência em Camaçari, a Prefeitura e a PM seguem descuidando dos números que sustentam essa verdade.
Calibre 2 Como fez em meses anteriores, a comunicação oficial do município divulgou terça-feira (3) que “dados consolidados pelo 12º Batalhão da Polícia Militar” mostram que o mês de janeiro registrou uma “redução de 62,5% nos homicídios, quando comparado a janeiro do ano passado.”
Calibre 3 É fato que os números de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) estão caindo no município. O que não dá, é a prefeitura insistir em usar percentuais sem os números que sustentem essa conta de subtrair.
Calibre 4 Em janeiro, Camaçari registrou 9 CLVIs, pelo levantamento da Coluna. Número é apenas uma morte violenta a menos que as 10 informadas pela SSP no mesmo mês de 2025. Por essa comparação, se confirmada com os números da SSP, a queda foi de 10%.
Calibre 5 A Coluna faz esse levantamento mensal desde 2017, com base em registros na imprensa local e atualizada com a posterior divulgação de dados divulgados no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
9fevereiro2026 Fechamento: 17h05
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A Feira de Camaçari, os privilégios e a conta que é paga pela população
Sedes fecha a Casa da Criança de Camaçari com suspensão de contrato de educadores
Confrontos com forças policiais representam 80% das mortes violentas registradas em Camaçari
Oferta e Procura Como quase tudo em Camaçari, a instalação de medidores de energia nas unidades do maior espaço comercial popular do município ganha contornos políticos e se afasta da questão central.
Oferta e Procura 2 Acostumados a não pagar nada, permissionários dos cerca de 1,5 mil pontos de vendas da Feira de Camaçari, como é conhecido um dos maiores centros de compras da Região Metropolitana de Salvador, ensaiam movimento contra a cobrança.
Oferta e Procura 3 Segundo apurou a Coluna, o município gasta mensalmente cerca de R$ 200 mil com energia, segurança, água e limpeza. Numa conta rápida, só nos últimos 13 anos: os anos 4 do alcaide Ademar Delgado (PT e depois sem partido), mais os 8 de Antonio Elinaldo (União), e o primeiro ano da gestão 04 do petista Luiz Caetano, o município gastou a dinheiro de hoje o equivalente a cerca de R$ 30 milhões.
Oferta e Procura 4 Conta não inclui o terceiro mandato do petista Caetano. Já sob a espada do Ministério Público (MP), que desde o começo dos anos 2000 cobra na Justiça que os gestores municipais promovam esse rateio de despesa com os comerciantes da feira. Ação chegou a provocar o fechamento da feira por três ocasiões. Reaberta, continuou longe da receita do MP.
Oferta e Procura 5 Apesar de concessão com obrigatoriedade de contrapartida com o pagamento de taxas e despesas pelo uso da estrutura, a Feira de Camaçari virou um centro de desigualdade e privilégios. Responsável por mais da metade dos gastos da feira, a conta de energia, em torno de R$ 140 mil/mês, não é resultado do consumo de todos os permissionários.
Oferta e Procura 6 Além de possuírem mais de um espaço, alguns comerciantes chegam a ter mais de 5 unidades dentro da feira. É nesse grupo, com quase 30% dos espaços, que estão os gastadores de energia. São os donos de câmaras frigoríficas e outras unidades de grande consumo de energia que a prefeitura mira com o início da instalação dos medidores, divulgado semana passado pela imprensa.
Oferta e Procura 7 É urgente e necessário redefinir esse desenho da Feira de Camaçari, com o pagamento de taxas por todos os comerciantes, obedecendo o tamanho e a atividade de cada um. É injusto bancar esse mercado de 1,5 mil pontos de vendas sem a necessária e legal contrapartida para a cidade, em especial para os cerca de 10 mil que diariamente passam e compram sem preços diferenciados na Feira de Camaçari.
Oferta e Procura 8 Também não é equilibrado que os demais comerciantes da cidade, obrigados a bancar de forma direta ou indireta, as despesas de manutenção do seu negócio, sem o subsídio do município, participem dessa conta.
Oferta e Procura 9 A redefinição é conta de somar. Ajuda o município a requalificar a Feira de Camaçari que precisa de mais segurança. Um desses caminhos é a instalação de um sistema mais eficiente e econômico de energia, com o uso de seus cerca de 10 mil metros quadrados de telhado como suporte para placas de energia solar.
Oferta e Procura 10 O aproveitamento da área de estacionamento, entre a Feira e a Cidade do Saber é outro ponto que precisa ganhar uso racional. Com cerca de 5 mil metros quadrados espaço pode virar um grande estacionamento vertical. Com lojas e outros atrativos, construção só não pode perder marcas históricas do comércio, como o tradicional mercado de lojas para bicicletas e ciclomotores, instalado no local.
Oferta e Procura 11 Cabe ao município abrir o debate e mostrar que a mudança é necessária e urgente. Sem requalificação e contrapartida dos permissionários a Feira de Camaçari vai virar um mau negócio.
Malvadeza A Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania de Camaçari (Sedes) fecha o primeiro ano da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) ajudando a colocar mais uma pá de cal no projeto de desmonte da Casa da Criança e do Adolescente de Camaçari.
Malvadeza 2 A doutora Jeane Gleide, titular da Sedes, simplesmente não renovou os contratos dos educadores. Conhecida pela qualificação dos seus profissionais, o Centro Integrado da Casa da Criança e do Adolescente (CICA), carinhosamente chamada de Casa da Criança, é responsável por cursos gratuitos de bateria, canto coral, capoeira, dança, flauta, percussão e violão.
Malvadeza 3 Fechada desde o começo de janeiro, quando deveria retomar suas atividades, unidade atende cerca de 300 alunos, sendo que parte significativa desse grupo é formado por crianças e jovens especiais, como autistas.
Malvadeza 4 Com mais esse golpe, que vem sistematicamente ocorrendo nos três governos anteriores do alcaide Caetano, desde a criação da Cidade do Saber, em 2007, e com a omissão da gestão Elinaldo, a Casa da Criança avança de forma perigosa na contramão das políticas públicas definidas e obrigatórias pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS),
Malvadeza 5 Perdendo importância ano após ano com a retirada dos profissionais de assistência social, nutrição, pedagogia e psicologia do seu quadro de apoio, a Casa da Criança vem sofrendo até ataques na sua estrutura física. Desde o ano passado que parte de suas instalações é ocupada pelo “Espaço da Juventude”.
Malvadeza 6 Salas que deveriam ser usadas para instalar os prometidos, e nunca cumpridos, equipamentos multimidia e novas tecnologias para seus alunos, virou território de compensação no jogo miúdo para atender acomodações políticas na pasta dos esportes (Sedel).
Malvadeza 7 Batizada pela Coluna, desde o início desse perverso processo de ´primo pobre`, numa referência à Cidade do Saber, o vizinho ´primo rico`, a Casa da Criança já ofereceu mais cursos como artes e artesanato, inclusive com programas de acompanhamento psicossocial de pais e responsáveis dos alunos, em boa parte oriundos de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Calibre Camaçari fechou janeiro com o segundo menor número de assassinatos no período dos últimos 9 anos. De acordo com levantamento da Coluna junto a veículos de comunicação do município, os 9 registros só ficam acima dos 8 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) contados no primeiro mês do ano de 2024.
Calibre 2 Chama a atenção nesse número, que pode aumentar com os dados oficias informados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), os registros de mortes envolvendo forças de segurança. Dos 9 contados pela Coluna em janeiro, 7 ocorreram em confronto com a polícia. Foram 5 na mesma operação em Barra do Pojuca, outro na mesma localidade e mais um registro em Jauá.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
2fevereiro2026 Fechamento:17h20
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COLUNA CAMAÇARICO
Luiz Caetano muda secretariado depois do Carnaval
A cobrança é geral e até partidos aliados reclamam da indefinição
O ex-alcaide Elinaldo tem concorrente aos votos de Camaçari para a ALBA
Mistério Fechado e imprevisível, o alcaide Caetano deve quebrar o silêncio e anunciar depois do carnaval as mudanças necessárias e já atrasadas no secretariado de Camaçari. A cobrança é intensa, principalmente dos partidos da base. PCdoB, PSB, PSD e PV, que sonham desde o início do governo, em 2025, com o comitê de gestão como instância de debates e aconselhamento, seguem sem voz e sem respostas para seus questionamentos.
Mistério 2 Nesse mar de opções e indefinições, três nomes aparecem como as mudanças mais prováveis: Infraestrutura (Seinfra), Turismo (Setur), e Desenvolvimento Social. Na Sedes, como comentou a Coluna, a doutora Jeane Gleide, cota pessoal da deputada Ivoneide Caetano, pode cair para o lado, indo para outra pasta.
Mistério 3 Na pasta da saúde (Sesau), mesmo com diagnóstico nada animador, a secretária Rosângela Oliveira se segura graças ao soro das suas conexões com o Governo do Estado. Tendo a Sesab como madrinha e financiadora dos projetos em andamento no município, como a Policlínica, as UPAs de Vila de Abrantes e Monte Gordo, além da nova unidade para crianças especiais, a doutora Rosângela virou o remédio possível. Não se sabe até quando.
Mistério 4 De total confiança do alcaide, e na lista de nomes para a sua sucessão, Hindemburgo Teles, o TT, pode trocar a pasta de Serviços Públicos (Sesp), onde não se encontrou, pela Seinfra. Outra alternativa é a volta do atual sub do doutor José Mario Bastos ao posto principal. Everaldo Siqueira é engenheiro com larga experiência na pasta.
Mistério 5 A titular da coordenação de eventos, a jornalista Aline Marques, é outra figurinha sempre citada nessa agenda de substituições. Mesmo com o empurrão extra provocado pelas desgastantes mudanças na agenda de datas e atrações nas festas populares na orla de Camaçari, a tendência é continuar. Até o fechamento da Coluna não se sabia quais serão as atrações da festa de Jauá, no próximo final de semana. Também sem estrelas definidas está o Festival de Arembepe. O simbólico e famoso evento está marcado para meados de março.
Mistério 6 Não faltam pretendentes para a cobiçadíssima vaga da Coordenação de Eventos. A Coluna apurou que Cleiton Sales, o Kekeu, com o apoio do secretário e amigo Ademar Lopes, e do chefe de gabinete do alcaide e com larga expertise na área de eventos, Carlos Santos, é o cabeça da lista.
Mistério 7 A pasta do Desenvolvimento Urbano (Sedur), sempre na mira, entra no mesmo modo espera da Sesau. Dizem que não sai e está até prestigiado pelo chefe Caetano. O doutor Rodrigo Nogueira, também pouco afeito a planejamento urbano e seus etc, pode ir para a Procuradoria-Geral.
Mistério 8 É aguardar as águas de março e esperar a concha abrir. Demorar mais é risco certo de ser levado pelo movimento da maré das eleições de outubro.
Calculadora O vereador Tagner Cerqueira é candidato a deputado estadual para ganhar. O petista garante que os ajustes no seu grupo, liderado pelo alcaide de Camaçari e companheiro de legenda, Luiz Caetano, já estão em fase avançada. Ficam o vereador Tanger e o estadual e candidato a reeleição, o também petista Junior Muniz, como os nomes governistas prioritários em Camaçari.
Calculadora 2 Com a decisão, que deve ser oficializada em março, o outro nome do grupo que chegou a ensaiar voo, o secretário Ademar Lopes, titular da pasta de Relações Institucionais (Serin), sai de cena. Segundo apurou a Coluna, Lopes foi convidado a ´refletir` e entender que se não concentrar no mais forte, ele e Tagner reforçariam a máxima do ex-vereador Zé Elis: “é candidato, mas não é para ganhar”.
Calculadora 3 Derrota é tudo que Caetano não quer. Não dá para agregar mais desgaste ao seu currículo que anda revisado para menos com as poucas entregas e os muitos equívocos nos 12 primeiros meses da sua gestão 04.
Calculadora 4 A aposta do grupo caetanista, agora com a máquina municipal, é chegar aos cerca de 30 mil votos para Tagner e outros 10 mil para Muniz, que na disputa de 2022 somou 16 mil apoios na cidade.
Calculadora 5 Confirmado esse extraordinário volume de votos, Tagner sai de Camaçari com metade dos 60 mil votos necessários para se eleger. Segundo projeções do PT, votação colocaria o vereador entre os últimos com vaga assegurada na ALBA.
Calculadora 6 Mais modesta nos números, a oposição aposta que a também candidatura ao Legislativo Estadual do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) terá bom desempenho. Certos da eleição para uma das 63 cadeiras da ALBA, dizem que Elinaldo não soma menos de 20 mil, mas pode chegar ao teto dos mesmos 30 mil votos projetados para Tanger.
Calculadora 7 Nessa conta de somar do petista os votos restantes virão em grande volume de cidades da Região Metropolitana, com cerca de 1,5 milhão de eleitores. A dobradinha com a deputada federal e candidata a reeleição, Ivoneide Caetano, com presença em 70 cidades no estado, completa a cesta.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
26 janeiro 2026 Fechamento: 17h40
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Excluídos O governo 04 do petista Luiz Caetano, que fechou o primeiro ano com baixa pontuação, abre 2026 incorrendo em grave equívoco. Rifou da festa de lançamento do plano de enfrentamento da violência contra a juventude negra, a titular da coordenação local, Bárbara Pereira. Mulher negra, servidora de carreira com experiência na estrutura da coordenação desde os governos anteriores, Bárbara simplesmente não foi convidada para o ato na última sexta-feira (16).
Excluídos 2 Mesmo tentando justificar que a adesão é fruto de uma articulação liderada pela Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, narrativa da prefeitura só atesta o desencontro nas várias estruturas do governo.
Excluídos 3 O próprio Teo Ribeiro, titular da Sejuv, teve papel secundário, para não dizer decorativo, tanto na adesão ao plano, como na festa de lançamento. Estrela principal no Teatro Cidade do Saber (TCS), a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, teve como coadjuvante a titular da pasta estadual da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) , Angela Guimarães.
Excluídos 4 Protagonizado pelo grupo do vereador Kaique Ara (PT), ato também deixou de fora dos holofotes a titular da secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), Jeane Gleide, pasta que ainda abriga a coordenação da igualdade.
Cotação Mesmo sem status de secretário, o chefe de gabinete do alcaide Luiz Caetano (PT), Carlos Santos, segue concentrando e sinalizando poder crescente na máquina de Camaçari.
Cotação 2 Funcionário licenciado do Banco do Brasil, Santos exerce a função de tesoureiro desde a gestão 02 do petista. Em nova missão desde o final do ano passado, Santos amplia poderes. Sem perder o foco nas finanças sob controle de indicados pelo governador Jerônimo, passa a ser figura presente e sempre em destaque.
Cotação 3 A sua mais recente aparição na linha de frente foi durante a o lançamento no município do Plano Juventude Negra Viva. Ao lado da titular do Ministério da Igualdade Racial (MIR), Anielle Franco, Carlos Santos fez as honras da casa.
Cotação 4 A intimidade com os números, vivência na política de bastidor, experiência na área de cultural, produção de eventos, e confiança do chefe Caetano tem cacifado Santos. É coringa no baralho caetanista, cheio de jogadores de trincas e cartas capazes de fechar uma canastra.
Calibre Camaçari fechou 2025 com o menor número de assassinatos dos últimos 9 anos. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), município contou no ano passado 115 crimes violentos letais intencionais (CVLIs). Soma oficial ficou acima da conta da Coluna, que com base em informações postadas nos veículos da cidade somou 113 assassinatos.
Calibre 2 Levantamento de 2025, postado no site da SSP-BA, no último dia 13, também mostra que as mortes por “intervenção legal de agentes do estado” representaram 36%, 42 mortes do total das 115 registradas no município. Camaçari é a 4ª mais populosa do estado, com cerca de 300 mil habitantes.
Calibre 3 Essa ação das forças de segurança que resultaram em mortes também é alta em Salvador. Capital com 2,4 milhões de habitantes registrou 418 mortes em ações com intervenção das forças de segurança, o equivalente a mais de 60% de um total de 665 CLVIs.
Calibre 4 Nessa conta que só reforça os questionamentos sobre a ação das forças policiais no estado, o destaque é Porto Seguro. Cidade turística de cerca de 170 mil habitantes registrou 66 CLVIs em 2025, sendo que 59 dessas mortes violentas tiveram a presença de forças policiais nas ações.
Calibre 5 Já a cidade de Feira de Santana, segunda mais populosa do estado, com 616 mil habitantes, aparece com o baixo percentual de mortes com presença da polícia. Foram 42 (18%) dos 230 registros no ano passado.
Calibre 6 Entra as maiores cidades, Vitória da Conquista, 3ª em população, com 370 mil habitantes, mostra outra realidade. Contou 33 assassinatos no ano passado, sendo que apenas 3 (10%) com a presença das forças de segurança nas ações.
Calibre 7 No total, a Bahia contou 3.642 assassinatos, sendo que 1.569 dessas mortes, portanto pouco mais de 40%, ocorreram em ações com intervenção policial.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
19 janeiro 2026 Fechamento: 17h40 |
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Mesmo com o aumento de assassinatos em dezembro Camaçari fecha 2025 com o menor número desde 2017
Camaçari e a identidade e sentimento de pertencimento que o poder municipal insiste em descuidar
O alcaide Caetano e a indefinição sobrea esperada e necessária mudança no secretariado de Camaçari
Compasso O segundo ano da gestão 04 do alcaide Luiz Caetano (PT) começa do mesmo jeito que acabou. Apesar de reconhecerem que é necessário mexer no time, que exibiu um desempenho muito abaixo do esperado para um gestor experiente, fontes governistas ouvidas pela Coluna dizem que está tudo ´na cabeça` de Caetano e nada sabem.
Compasso 2 “Se ele já tem uma nova construção formulada, eu não tenho conhecimento”, disse um desses próximos ao núcleo de poder, formado em estância decisiva pelo alcaide e sua esposa, a deputada federal Ivoneide Caetano (PT).
Compasso 3 Até o seu principal adversário, o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), faz coro pelos ajustes no governo Caetano. Se por um lado se sente fortalecido politicamente com o desgaste do petista, Elinaldo se mostra preocupado com a necessidade de melhoria do funcionamento da máquina e seus reflexos na cidade. “Tem que mudar. Camaçari precisa de eficiência”, diz.
Compasso 4 Alcaide por duas gestões seguidas (2017-2024), Elinaldo avança na análise e aponta duas pastas que não podem ficar como está: a da saúde (Sesau) e a do desenvolvimento social (Sedes). Fala da dificuldade da doutora Rosângela, mas foca na titular da Sedes. Cita a ausência de planejamento na execução de um programa eficiente de distribuição de benefícios como cestas, enxovais e outras ajudas à população carente. Na sua avaliação o coroamento do desastre da gestão da doutora Jeane Gleide foi a cesta de final de ano.
Compasso 5 Mesmo como o principal alvo desse tiroteio, com projéteis disparados por oposicionistas e governistas, a titular da Sedes aposta na sua manutenção. Indicada pela deputada Ivoneide, Jeane Gleide tem dito a figuras próximas que ´vai dar a volta por cima`, num claro reconhecimento de que foi para o chão. Caiu mas segue apostando na sua manutenção.
Compasso 6 Com a grita geral, inclusive e principalmente entre aliados, da necessidade de começar 2026, ano eleitoral, com novo gás e velocidade compatível com o período, as especulações não param.
Compasso 7 Uma dessas apostas é na pasta de esportes e juventude (Sedel). Segundo apurou a Coluna, o PCdoB, hoje com a secretaria da mulher (Semu), projeta a ida da sua titular, Branca Patrícia, para o lugar hoje ocupado pelo petista Teo Ribeiro.
Compasso 8 Com quatro mandatos de vereador no currículo, ainda segundo essa projeção, o primeiro suplente de vereador Teo Ribeiro iria para uma assessoria. Assumir o mandato exigiria a ida de outro vereador para o secretariado, já que o vereador petista Marcio Neves não deixa o comando da educação (Seduc), muito menos a segunda suplente Neidinha (PT) deixa o plenário nesse ano eleitoral.
Compasso 9 Além da Sedes, a pasta da saúde é outro nó que o alcaide Caetano precisa desatar. Quem vai substituir a secretária Rosângela Almeida, cotada para o lugar da titular da saúde estadual (Sesab), a candidatíssima a deputada estadual, Roberta Santana, que deixa a pasta no final de março.
Compasso 10 A doutora Rosângela sai? Será mesmo ela essa substituta na Sesab? Vai permanecer em Camaçari com a definição de outro nome pelo governador Jerônimo? E a sua vice, a doutora Gabriela Mendes, que apesar da tentativa de pacificação com a titular, intermedida pelo do alcaide, segue com diagnóstico nada animador.
Compasso 11 As nuvens de 2025 prosseguem nublando o cenário na base caetanista nesse janeiro. Sem sinais de serão dissipadas nos próximos dias, dúvidas só alimentam um quadro de insegurança que já não é bom.
Calibre Camaçari fechou dezembro com 10 assassinatos, segundo levantamento realizado pela Coluna com base em informações postadas na imprensa local. Número representa uma queda de 100% em relação ao mesmo mês de 2024, com 20 crimes violentos letais intencionais (CVLIs).
Calibre 2 Já na comparação com os demais meses de 2025, os 10 assassinatos de dezembro aparecem em segundo na lista anual, atrás apenas dos 13 registrados no mês de maio, e empatado com abril, com os mesmos 10 CLVIs.
Calibre 3 Ainda sem dados de dezembro, estatística postada no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) informa 103 assassinatos até novembro, um CLVI a mais que os 102 contados pela Coluna.
Calibre 4 Somando esses 103 oficiais aos 10 contados pela apuração da Coluna em dezembro, Camaçari fecha 2025 com 113 assassinatos. Número, se confirmado com a divulgação dos dados oficiais, mostra uma queda significativa no número de assassinatos em Camaçari. É o menor desde 2017.
Síndrome Viralizou nas redes sociais a resposta de uma jovem que diz ser de Salvador, em seguida corrige para Lauro de Freitas e finaliza citando Abrantes, em Camaçari, como sua morada. Equívoco da entrevistada virou munição para os apontadores de plantão, na sua maioria usando a internet para gracinhas ou crítica irresponsáveis, e muito pouco para construção. O ´story` é apenas um sinal mais amplo de uma omissão maior.
Síndrome 2 Nesse caso, o desconhecimento tem reforço na falta de um programa amplo de identificação de Camaçari com seu rico e diversificado território. Apagamento vai desde a isolada Busca Vida, um verdadeiro ´principado` encravado nos 748 quilômetros quadrados do município, até o limite de 42 quilômetros de praias com Itacimirim no seu extremo Norte. Não dá para esquecer o ´condado` de Guarajuba, outra beneficiada com serviços diferenciados e reforço de uma política excludente bancada pelos cofres públicos do poder municipal.
Síndrome 3 Essa anulação do espaço territorial começa pelas placas de sinalização que não contam ou escondem a verdade. Equívoco reforçado pela definição da região como “Litoral Norte” ganha aval definitivo na ausência de políticas públicas de reforço do sentimento de pertencimento.
Síndrome 4 O resultado é essa omissão envergonhada de Camaçari que se festeja apenas como polo industrial e esquece sua história, sua cultura, e seu diversificado e rico ecossistema. Um exemplo simbólico desse apagamento e envergonhamento é o Outlet Premium. Mesmo localizado na Estada do Coco (BA-099), em Abrantes, portanto instalado município e pagando imposto em Camaçari, se apresenta como um centro comercial de Salvador.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
12 janeiro 2026 Fechamento: 17h40
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O alcaide Caetano e a oxigenação da gestão com a mexida no secretariado de Camaçari
Titular da Sedes, que fecha o ano com o escândalo das cestas, aparece em todas as apostas
Sem mudanças, cúpula do estado vê riscos repetição de derrota de Jerônimo no município
Ajuste A necessária e esperada mexida no secretariado de Camaçari só deve acontecer até o final do primeiro trimestre de 2026. Durante café da manhã com a imprensa do município, nesta segunda-feira (22), o alcaide Luiz Caetano (PT) não negou a mudança, como também não falou em tamanho.
Ajuste 2 Sempre reticente, mas claramente desconfortável com os resultados desse primeiro ano do seu mandato 04, o alcaide disse, sempre nas entrelinhas, que as substituições precisam ser quadros que preencham as lacunas dos atuais titulares com baixa aprovação.
Ajuste 3 Consenso entre governistas e oposicionistas ouvidos pela Coluna é a da titular da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (Sedes), Jeane Gleide.
Ajuste 4 Sem conseguir gerenciar minimamente a complexa pasta responsável pelos benefícios sociais e aplicação de programas assegurados por verbas federais, a doutora Jeane amplia o desgaste da sua gestão e atinge em cheio o já complicado primeiro ano do governo Caetano com o monumental tropeço na distribuição das cestas de Natal para moradores carentes do município.
Ajuste 5 Ainda segundo essas mesmas fontes, o problema na troca é desatar o nó da madrinha, a deputada federal pelo PT e esposa do alcaide, Ivoneide Caetano. Uma das alternativas de mudança na Sedes com menos trauma para a primeira dama é a queda para o lado. A doutora Jeane seria deslocada para outra pasta.
Ajuste 6 Mesmo admitindo dificuldades para as substituições, provavelmente pensando em outra escolha alternativa apresentada, o alcaide tem solução na própria estrutura da Sedes. É só querer reconhecer os valores da equipe técnica.
Ajuste 7 Outro nome cotadíssimo para deixar o governo é o da secretária da saúde, Rosângela Oliveira. Indicação vinda de cima e atribuída ao governador Jerônimo, a titular da Sesau pode deixar o governo em março. Como já comentou a Coluna, seu nome é citado para substituir a chefa da pasta estadual da saúde (Sesab), Roberta Santana, que deve tentar uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Ajuste 8 Fecha o trio dos com mais desgaste e repercussão negativa na mídia e redes sociais, o titular da educação (Seduc). Diferente de Jeane e Rosângela, o vereador licenciado Marcio Neves (PT) não deixa a pasta, é quase um imexível.
Ajuste 9 Neves espera virar o jogo em 2026 com fardamento novo, melhorias nas escolas da rede municipal e mais condições para os trabalhadores do setor. Sua saída, com consequente volta para o Legislativo, mexe com a suplente Neidinha e o humor do seu grupo, ligado aos movimentos de agricultores, na votação de outubro vindouro da deputada federal Ivoneide Caetano.
Ajuste 10 Além das doutoras Jeane e Rosângela, lista dos substituíveis com intensas apostas inclui os titulares das pastas do turismo, do desenvolvimento urbano e do desenvolvimento econômico. A cultura, apesar de seguir com grandes dificuldades, sai da fila da guilhotina.
Ajuste 11 Comandada por Elci Freitas, a Secult tem na Cidade do Saber (CDS), ainda sem uma política de inclusão definida, um dos seus grandes freios. Outros apupos para a doutora Elci são a demora na conclusão do cine teatro, no centro antigo, deixado na fase final pelo antecessor; e o calote nos artistas que seguem sem receber cachês pelas apresentações no calendário cultural da cidade. Os pouco aplausos, mas suficientes para aquietar a plateia vêm do andamento dos editais de financiamento de atividades culturais, e no respiro no ainda carente Teatro Alberto Martins (TAM).
Ajuste 12 Na Setur, o empresário do ramo imobiliário, Patrício Oliveira segue sem trânsito no setor, com consequente ausência dos resultados esperados. Reforça a desaprovação a imagem de pouca cortesia com auxiliares.
Ajuste 13 Outro que não promoveu as entregas imaginadas, em boa parcela pela conjuntura que herdou, é o advogado Rodrigo Nogueira. A pouca experiência no riscado da Sedur, pasta dos licenciamentos e da definição do espaço urbano, coloca o doutor Rodrigo na lista dos que perdem o alvará de permanência.
Ajuste 14 A Sedec, pasta que desde a gestão do alcaide Antonio Elinaldo (União) não sabe bem o que quer e como pode fazer para estimular o desenvolvimento econômico do município, ganha mais um complicador. A disputa de egos entre a titular, Adriana Marcele e o seu 02, o também empresário Zeinho Damasceno, só amplia a confusão e torna a pasta uma estrutura insustentável.
Ajuste 15 Reforça esse necessário e já sem tempo processo de ajuste, a nada positiva avaliação do núcleo do governo Jerônimo (PT), sobre a gestão do correligionário de Camaçari.
Ajuste 16 A sorte é que esse primeiro ano da gestão do petista não foi eleitoral, dizem fontes da Coluna. Essas mesmas figuras defendem que a gestão precisa mudar logo no começo de 2026 para reduzir os danos eleitorais.
Ajuste 17 Avaliam que sem essa sacudida o governador e candidato à reeleição perde pela segunda vez em Camaçari para o nome oposicionista. Na votação de 2022 o placar foi de pouco mais de 22 mil votos de vantagem em favor do o ex-alcaide de Salvador, ACM Neto (União).
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
22 dezembro 2025 Fechamento: 18h00
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A prefeitura de Camaçari e o fardamento dos estudantes como marca de governo
Mudanças de leiaute geram mais gastos e não garantem melhoria na qualidade do ensino
Reprovados A Polêmica envolvendo o fardamento de alunos da rede municipal de educação de Camaçari é mais um exemplo do dever de casa que não é cumprido pelas autoridades do município. Nesse modus operandi só interessa o benefício do seu grupo político, independente do prejuízo aos cofres públicos.
Reprovados 2 Os esquecidos kits fardamento, formado por camisas, shorts e até guarda chuvas na cor ou com predominância verde, marca do governo alcaide Antonio Elinaldo (União), também foram abandonados pela gestão do sucessor, Luiz Caetano (PT).
Reprovados 3 A nota baixa nesse quesito não é exclusividade do atual gestor da pasta da educação (Seduc). O professor e vereador licenciado Marcio Neves (PT) seguiu a regra da velha política ao destinar o material a um depósito, com provável fim nada didático. Deveria denunciar o descaso com o dinheiro público do antecessor e distribuir no começo do ano o fardamento que sobrou, para alunos mais necessitados.
Reprovados 4 Reprovação é unânime e também bomba a doutora Neurilene Martins, titular da Seduc nos 8 anos (20217/2024) da gestão Elinaldo. Era sua responsabilidade determinar a distribuição desses kits que sobraram. Experiente, sabia que esse fardamento não seria usado pelo sucessor e adversário, anunciado vitorioso no final de outubro do ano passado, portanto ainda com o ano letivo em andamento.
Reprovados 5 Ao deixar de beneficiar alunos com essas fardas a Seduc do antecessor, como a do atual, sinalizam pouco cuidado com o dinheiro do contribuinte e uma visão miúda de educação tão propalada pelos seus titulares.
Reprovados 6 Sem fardamento novo, os cerca de 40 mil alunos da rede municipal esperam agora os novos kits que devem ser distribuídos no começo de 2026.
Reprovados 7 Quando personaliza o fardamento a cada gestão a prefeitura de Camaçari gasta mais dinheiro do contribuinte e dribla os princípios públicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade e da eficiência, conhecidos pela sigla Limpe.
Reprovados 8 Ao abolir a regra antiga do fardamento padrão com o escudo do município e/ou a referência de cada escola, o gestor de plantão impõe um gosto sempre com viés político partidário, e nenhuma preocupação com a economia de recursos que poderiam ser empregados em outras ações educacionais.
Reprovados 9 Com custo de cerca de R$ 15 milhões, segundo divulgado pela imprensa, aquisição dos novos kits fardamento, terá novo leiaute, como se a escola fosse outra e a educação entrasse num novo e nunca experimentado patamar.
Reprovados 10 Novo visual desse fardamento, mesmo claramente identificado com os desejos do grupo no poder, ganha justificativa de novo, conectado, arejado, etc, etc.
Reprovados 11 Diferente no visual, mas igual ao anterior no modelo personalista, novo fardamento implica em despesas que poderiam ser economizadas com a simples reposição do fardamento padronizado.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
15 dezembro2025 Fechamento: 17h55
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O pedido de suplementação financeira e a amarração política do presidente do Legislativo
Os assassinatos em Camaçari e os números que não batem nas contas da imprensa e autoridades policiais
A vice Dea Santos bate recorde na festa de homenagens da Câmara de Vereadores
Operador O pedido de suplementação orçamentária de cerca de R$ 2 milhões, feito pelo presidente do Legislativo de Camaçari, Niltinho Maturino (PSD), ao alcaide Luiz Caetano (PT), não caiu bem entre vereadores da base oposicionista e liderança antigovernistas. Além de atestar controle frágil e de planejamento da gestão da Casa, movimento do vereador, tido como elinaldista juramentado, pode gerar desdobramentos que contrariam a sua base, hoje com maioria apertada de 12 X11 no Legislativo.
Operador 2 Ao solicitar a ajudinha do Executivo para fechar em cerca de R$ 80 milhões as contas da Câmara, Maturino abriu um caminho de negociação considerado normal, quando é entre aliados. Acostumado a dirigir as ações do Legislativo, como costuma fazer todos os alcaides, Caetano, nessa gestão 04, não vai mudar seu modus operandi. Ele quer ver o PPA (Plano Plurianual) e a LOA (Lei Orçamentária Anual) aprovadas do seu jeito e vontade.
Operador 3 Segundo apurou a Coluna, pedido de Maturino não desagradou apenas seus pares. Até o ex-alcaide Antonio Elinaldo (União) teve rejeitada a sua sugestão de solução para contornar o problema do orçamento, fugindo assim do afago com o devido troco em favor do adversário petista.
Operador 4 Ao agir de forma independente e destoante dos que lhe elegeram, como já registrou a Coluna, o vereador Niltinho Maturino só enfraquece seus aliados. Sinaliza de forma clara dificuldades para o projeto da oposição em seguir no comando do Legislativo, biênio 2027/2028. Vai além e passa pelo projeto de eleição do ex-alcaide Elinaldo para a Assembleia Legislativa.
Operador 5 Movimento narcisista e totalmente equivocado politicamente torna ainda mais fragilizada a base que lhe elegeu e que vai precisar de máquina do Legislativo para ajudar na reeleição em 2028.
Operador 6 Empoderado e andando até em carro blindado, segundo apurou a Coluna, Maturino está no seu terceiro mandato, sendo que o primeiro exercício na função de vereador foi assegurado graças a um acordo no início da gestão 01 do alcaide Elinaldo, em 2017. Como primeiro suplente substituiu o eleito Elias Natan (PSDB), deslocado para a pasta da saúde (Sesau).
Operador 7 Niltinho Maturino tem histórico de atuação nos dois grupos que controlam a política de Camaçari há cerca de 4 décadas. Foi da base caetanista, onde exerceu a função de assessor da vereadora Luiza Maia (PT), antes de aderir com todas as juras ao elinaldismo.
Calibre Segue preocupante a diferença sobre os números de assassinatos contados em Camaçari. Apuração realizada no mês de novembro por veículos de imprensa registram 4 assassinatos, enquanto a prefeitura do município, com base em apuração do 12º Batalhão da Polícia Militar (12º BPM), informa apenas 2 crimes violentos letais intencionais (CVLIs).
Calibre 2 Registros feitos por veículos de imprensa mostram um assassinato dia 1º de novembro, no bairro Jardim Limoeiro; um segundo, dia 4, no Phoc-2. As outras duas mortes, dia 25, na região da Via Parafuso, ocorreram após confronto com forças de segurança.
Calibre 3 Não é a primeira vez que esses números conflitam. Em setembro ocorreu o inverso. A Coluna, com base nas informações divulgadas na imprensa, e ainda sem os números do mês divulgados pela SSP-BA, contou 4 assassinatos, dois a mais que os informados pelas autoridades policiais.
Calibre 4 Segundo números oficias divulgados pela SSP até novembro, Camaçari fecha os 11 meses de 2025 com 114 CLVIs, muito distante, mas ainda altíssimos, dos 170 contados pela Coluna no mesmo período de 2024.
Calibre 5 Apuração da Coluna mostra que período janeiro/novembro deste ano tem o menor número de assassinatos desde 2017. Levantamento também mostra que esses números de mortes violentas têm diminuído, mas continuam próximos das duas centenas.
Guinness A vice do alcaide Caetano, Déa Santos (PSB), anda mais paparicada que artista da hora. Na noite desta terça-feira (9), no Teatro Cidade do Saber (TCS), a 02 de Camaçari será agraciada com as comendas Irmã Dulce e Mulher Destaque. Só não emplacou a terceira honraria, a Comenda Maria Quitéria, por conta dos prazos regimentais para aprovação da homenagem nesse primeiro ano da nova legislatura.
Guinness 2 Festa dos 11 governistas, separada da bancada dos 12 da oposição, que distribuíram as honrarias no próprio plenário do Legislativo, também homenageia com títulos de Cidadão Camaçariense o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário estadual de turismo Maurício Bacelar (PT), e o Bispo da Diocese de Camaçari, Dom Dirceu Oliveira. Lista dos 26 agraciados também inclui a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) com a comenda Maria Quitéria.
Modelo A prefeitura de Jequié, comandada pelo reeleito Zé Cocá (PP), segue dando aula em gestão de eventos e turismo. A sete meses do São João 2026, a ´Cidade Sol` já está com parte da sua programação montada. Em ano de Copa do Mundo o município promete um arrasta-pé com bola e tudo.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
8 dezembro2025 Fechamento: 17h50 |
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Coluna Camaçarico
Vereadores de Camaçari ignoram propostas de política de saúde e apostam no debate raso da gordofobia
Polêmica gerada com fala equivocada do vereador Manoel Filho precisa avançar com criação de centro de referência para a obesidade
Balança O episódio envolvendo o vereador Manoel Filho (PL) e o cantor gospel Felipão, conhecido como ´Xodozinho de Jesus`, dá bem a dimensão de como anda a política em Camaçari. Polarizada e dosada por pesos e contrapesos, de acordo com as conveniências dos movimentos dos grupos no jogo político, escorregão verbal do edil, virou dieta ideal para seus adversários promoverem uma campanha de cancelamento.
Balança 2 Acusadores e defensores consomem tempo e dinheiro do contribuinte ao desperdiçarem a oportunidade de usar o exemplo e ampliar o debate com propostas concretas para a política de saúde para a cidade.
Balança 3 Ferrenho oposicionista ao alcaide de Camaçari, Luiz Caetano (PT), padrinho do festival gospel, totalmente patrocinado pelo governo do estado, Manoel Filho terminou pesando na crítica. Em discurso no plenário do Legislativo, na terça-feira (25), o vereador acusou o cantor Xodozinho de estar “gordo de tanto comer”, numa referência à sua condição de assessor da prefeitura e beneficiado com cachê para se apresentar no festival realizado no último final de semana.
Balança 4 Mesmo experiente com o púlpito, o vereador e presbítero da igreja Assembleia de Deus de Barra do Jacuípe, orla do município, terminou traído pela sua fala e caindo no preconceito contra uma realidade que ele mesmo vive e sabe as dificuldades de combater a obesidade e os seus riscos para a saúde.
Balança 5 Nesse mesmo dia, antes da polêmica sessão, o vereador do PL havia discutido com seus pares um projeto de sua autoria que visa combater o “syberbullying”. Manoel Filho errou no detalhe e terminou satanizado e acusado de gordofobia, caindo assim no chamado assédio digital com a ´viralização` da sua fala que seu projeto de lei visa combater.
Balança 6 Segundo apurou a Coluna, o caso promete render. Aliados articulam defesa sob o argumento do descuido verbal, esclarecido em parte com a retratação do vereador nas redes sociais. Já seus adversários falam até em ação por danos morais na Justiça.
Balança 7 Independente de posições ideológicas ou conveniências partidárias, caso pode e deve provocar uma discussão mais ampla no Legislativo, com reflexos de forma mais direta nas secretarias municipais de saúde (Sesau), educação (Seduc) e esportes (Sedel). Camaçari, com cerca de 300 mil habitantes e um PIB invejável, não tem um centro especializado de atendimento à pessoa com obesidade.
Balança 8 Oposicionistas e governistas precisam agora unir esforços para a criação desse espaço com médicos, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e estruturas complementares de acompanhamento desse público. Sem números oficiais, levantamentos previstos ou em andamento, sobre essa realidade no município, proporção não deve ficar longe da taxa nacional de 31%, ou seja, 3 em cada 10 adultos, segundo o Atlas Mundial da Obesidade.
Balança 9 Número geral estimado em cerca de 90 mil pessoas, pela média nacional, ganha mais peso e preocupação quando é avaliada a obesidade entre os mais jovens.
Balança 10 É de 7% entre adolescentes na faixa dos 12 a 17 anos. Levantamentos do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde, também mostram que esse percentual quase dobra com incidência de 12,9% entre as crianças brasileiras de 5 a 12 anos.
Balança 11 Números dessa doença crônica, que pode provocar diabetes, problemas de circulação e complicações cardíacas, não são pequenos e vêm crescendo com o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e outros componentes nessa balança da chamada vida moderna.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
1º dezembro2025 Fechamento: 12h03 |
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O presidente do Legislativo de Camaçari e a desconexão com o cargo
O alcaide Caetano e o ajuste no calendário de entregas na saúde
A queixa do PCdoB sobre a gestão municipal de Camaçari
Maturidade O presidente do Legislativo de Camaçari, Niltinho Maturino (PRD) segue colecionando adversários e amplia a distância do sentimento mínimo de sintonia com a maioria dos seus pares. Apesar de eleito pelos 12 companheiros oposicionistas, o vereador avança no seu projeto pessoal e consegue desagradar até os colegas de bancada.
Maturidade 2 Comandando um orçamento de pouco mais de R$ 85 milhões/ano, o vereador caminha na contramão do jogo político/institucional, se distanciando da imagem de presidente de uma casa plural de debates e proposições para toda a cidade.
Maturidade 3 Sem discurso, sem presença consistente na mídia, sem projeção no cenário local e estadual, comum para um Legislativo de uma cidade do tamanho e importância econômica de Camaçari, Maturino só coleciona imaturidades.
Maturidade 4 Para piorar esse quadro, decidiu cortar a ajuda da máquina aos colegas, governistas e oposicionistas, como suspensão de nomeações e indicações e de empregos em terceirizadas. O reflexo dessa divisão clientelista de poder, comum na política brasileira, já é sentido na base do ex-alcaide Antonio Elinaldo (União), que evita entrar no jogo, mas sabe que herda prejuízo político com o movimento do aliado.
Maturidade 5 Impedido pelo Regimento de disputar um segundo mandato, biênio 2026/2027, o movimento do vereador Maturino só tem um foco. Prepara seu ´colchão` para enfrentar a reeleição, dizem colegas ouvidos pela Coluna.
Diagnóstico A promessa do alcaide Luiz Caetano (PT), de entregar a Policlínica de Camaçari até o final do ano está fora de qualquer cronograma. Equipamento financiado pelo governo do estado só deve ficar pronto no final do primeiro trimestre de 2026.
Diagnóstico 2 Além das obras físicas, ainda por terminar, estrutura precisa cumprir as etapas seguintes. Policlínica só pode abrir as portas e reduzir a carência da população de Camaçari por serviços de saúde com as indispensáveis etapas de instalação de mobiliário e equipamentos médicos.
Diagnóstico 3 Nesse cronograma pressionado pelo calendário da política, as UPAs de Vila de Abrantes e Monte Gordo são entregas com datas ainda mais distantes. A Unidade de Abrantes vai ter que ficar pronta antes das eleições, enquanto a de Monte Gordo, com serviços apenas autorizados, e também sob responsabilidade financeira do governo estadual, só deve ser entregue depois das urnas de outubro.
Fumaça O PCdoB pode até negar, mas o movimento de duas figuras simbólicas do partido em Camaçari, com críticas à gestão 04 do alcaide Caetano, seguramente não sinaliza ação isolada de militantes insatisfeitos.
Fumaça 2 O educador Pardal Pinto não economizou, até usou um termo comum e agressivo na linguagem popular, a expressão “fila da ....”, para criticar o abandono da Praça da Noite. Construído na gestão 02 do petista, equipamento referência no estado pela sua beleza arquitetônica, segue abandonado, contribuindo para ampliar a sensação de insegurança da população do bairro Gleba A.
Fumaça 3 O outro disparo com calibre ainda maior e efeyuado num intervalo de uma semana veio do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindsec). O dirigente Edmilson das Dores não economizou críticas à secretária Rosângela Oliveira, titular da pasta da saúde (Sesau).
Fumaça 4 Em manifestação compartilhada nas redes sociais, o servidor acusa a secretária de “negligente”. Fecha sua crítica de sindicalista com a preocupação de militante que não esquece a disputa e manutenção do poder municipal pelo seu grupo político. Vai além quando diz que a atuação da doutora Rosângela pode levar a “queda do governo (Caetano) em 2028”.
Fumaça 5 Mesmo sem representação no Legislativo e comandando o orçamento apertadíssimo da Secretaria da Mulher (Semu), praticamente consumido com manutenção da estrutura e aluguel da sede da pasta, o PCdoB segue ideologicamente fiel ao projeto municipal. Está oficialmente silencioso, mas ciente da sua importância e necessidade de mais espaço na gestão.
Contribuição A UniFamec realiza nesta terça-feira (25) uma importante ação de apoio à saúde do homem. Entre 13h e 17h promove palestras e atendimentos ambulatoriais gratuitos com solicitação de exames e encaminhamento para diagnósticos mais complexos. O Novembro Azul do Hospital Simulado da Famec será na sede da faculdade, na avenida Jorge Amado.
João Leite Filho joaoleite01@gmail.com – Editor
24novembro2025 Fechamento: 17h40 |
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