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Camaçarico 14 de novembro de 2017


Flagrante  A contratação de 3 irmãos e do cunhado do alcaide de Camaçari, Antonio Elinaldo (DEM), pela Câmara de Vereadores de Salvador, é mais um indício da dificuldade  do atual governo de gerir a coisa pública seguindo o princípio constitucional da moralidade e do respeito ao dinheiro do contribuinte.


Flagrante 2 Não tem como negar que o prefeito não sabia que seus irmãos e o cunhado estavam nomeados e recebendo gordos salários em outro município. Com fortes indícios de nepotismo cruzado, quando um gestor nomeia parentes de coligado politicamente, em troca de igual benefício familiar em outro município, caso derruba de vez o discurso moralista do alcaide.


Flagrante 3 Pego na mais primária das práticas nefastas de apropriação indevida do dinheiro público em benefício de familiares, Elinaldo não permitiu apenas uma situação que vai lhe render muita dor de cabeça na Justiça. Numa cidade onde o emprego é escasso e sobra mão de obra sem qualificação,  empregar parentes com salários que oscilam entre R$ 6.500 e quase R$ 9 mil é tripudiar do eleitor.


Flagrante 4  Mesmo com poder para conseguir colocação, ainda que como fantasma, em estruturas federais comandadas por aliados, Elinaldo foi ainda mais amador no vacilo e apontou para o próprio pé. Mais uma vez não seguiu a cartilha dos gestores acostumados com o desrespeito camuflado. Assessorado por amadores, preferiu fugir da regra adotada por aliados e até adversários competentes que nomeiam parentes em cargos menos bandeirosos e com possível, ainda que frágil, justificativa. Mais uma vez ignorou a força e penetração das redes sociais.


Flagrante 5 Ao permitir que os consanguíneos Cristiano Araújo da Silva, Estiene Ostenis de Araújo da Silva e Linaldo Araújo da Silva, além do irmão da sua esposa, Ivan Pedro Moreira de Souza, fossem fichados no Legislativo da capital, Elinaldo foi além da máxima ‘primeiro os meus’. A nomeação de 3 irmãos e 1 cunhado, todos domiciliados e com título eleitoral em Camaçari, num posto que recomenda voto em Salvador, é rasgar a tabuada da política.


Flagrante 6 Exigir a exoneração do quarteto, e até a  devolução dos salários recebidos, é o mínimo que o alcaide Antonio Elinaldo pode fazer. Apresentar desculpas ou discursos de que não sabia, foi enganado por 3 irmãos, 1 cunhado, e pelo vereador responsável pela nomeação, é querer fugir da ‘despesa’ comprovada pela ‘pule’.


Mau conselheiro O desmonte da atual composição do Conselho de Cultura de Camaçari, recomendado pelo Ministério Público Estadual (MPE), e seguido sem cerimônia e até com alegria pela atual gestão municipal, é roteiro antigo.


Mau conselheiro 2 Denunciado em várias edições pelo Camaçarico, o conselho, como as demais estruturas similares da administração municipal, nunca exerceu de forma satisfatória e necessária as suas funções de colegiado.  Mero espectador, como  mostrou a Coluna de 11 de setembro do ano passado  (Confira), o conselho capenga na formulação, no assessoramento, muito menos na fiscalização das atividades da secretaria da cultura (Secult).


Mau conselheiro 3 Na edição de 19 de abril de 2016, notas ‘Saberes e Fazeres’,  o Camaçarico mostrou com números a omissão do conselho na fiscalização dos gastos, muitos realizados através da famosa modalidade da ‘inexigibilidade’. Citou o Festival de Cultura e Arte de Camaçari, as chamadas datas calendarizadas, e o programa Editais de Apoio Cultural de financiamento de projetos, que nunca saiu do papel (Confira). A Coluna também lembrou que passa pelo conselho o acompanhamento da nunca concluída praça da cultura, no Phoc, onde já foram enterrados cerca de R$ 2 milhões (Confira).


Mau conselheiro 4 O movimento que  conduz para novas eleições diretas para a escolha dos 9 conselheiros representantes das artes e movimentos sociais é fruto da imperícia da antiga gestão da Secult. Além da garantia dos 14 dos 23 acentos do conselho, ocupado constitucionalmente por secretarias e entidades ligadas ao governo municipal, a Secult, na época controlada pelo PCdoB, queria mais. É justamente essa necessidade de controle  total dos votos que levou a gestão passada a permitir um festival de irregularidades na escolha de parte desses conselheiros.


Mau conselheiro 5 Como mostrou a Coluna de 27 de maio de 2016, a eleição realizada 6 dias antes,  aconteceu sob graves denúncias de irregularidades. A escolha dos representantes dos segmentos ‘patrimônio material e imaterial’ e ‘livro e literatura’  não obedeceu o regulamento e terminou virando denúncia no Ministério Público (Confira).


Mau conselheiro 6 Ainda sem data definida, novas eleições devem seguir a velha regra de confirmação do poder da Secult sobre as ações do conselho. Se engana quem imagina que o jogo será diferente com a nova composição. Agora sob o comando de Marcia Tude, filha do 3 vezes prefeito do município e atual vice-prefeito, José Tude (PMDB), a Secult deve seguir o roteiro da manipulação do colegiado.


Mau conselheiro 7 Com verba curta e a falta de  vontade política do alcaide Antonio Elinaldo, a Secult passa a depender ainda mais do conselho.  Manter o controle dos votos e até das ações do colegiado responsável pela definição das verbas do Fundo de Cultura de Camaçari (FCC) é operação necessária. O movimento de destituição da atual gestão nada mais é que a repetição da fórmula do antecessor. Sem um debate profundo sobre o que faz  o conselho, tudo vai continuar 'como dantes no quartel de D'Abrantes'.


 Confira todas as Colunas acessando o link    http://www.camacariagora.com.br/camacari.php


João Leite – Editor 


14/11/2017

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